05 novembro 2008

AVALIAÇÃO DA ESTRATÉGIA ELEITORAL DO PT-CRATO NAS ELEIÇÕES 2008 – Por: Dr. valdetário

A Política, como tudo na vida, colhemos o que plantamos. Com o Partido dos Trabalhadores do Crato, nesta eleição, esta regra foi mantida. O partido, levado por interesses pessoais de alguns dirigentes, optou por não ter candidatura própria, rachou suas lideranças e conseguiu a proeza de chegar em terceiro lugar numa corrida que, de fato, se deu entre dois concorrentes. É muita lerdeza! Com um agravante de ter perdido uma oportunidade para consolidar lideranças do Partido. Equivocadamente optou por apoiar um nome que não é do partido e que se quer tem sua história política forjada nas lutas das esquerdas; ao contrário, se fez no que há de mais arcaico e reacionário da política local. A estratégia eleitoral do PT-Crato, em 2008, nasceu em Fortaleza e não foi de parto normal, mas a fórceps, originando um monstrengo que abortou no nascedouro e teve como principal fruto a divisão e o conseqüente enfraquecimento do Partido. Mas conseguiu seu objetivo primeiro: apoio do PV à candidatura majoritária na capital e a manutenção da aparente hegemonia da DS local. E, de quebra, o emprego de alguns filiados.
"Os donos" do PT do Crato, de forma açodada, já em abril determinaram que o Partido não teria candidatura própria e apoiaria o PV. Os interessados nesta tese abusaram de atos ilegais para atender as ordens emanadas de Fortaleza. Rasgaram os Estatutos do PT, mentiram, caluniaram, enganaram a maioria dos filiados e assim conseguiram aprovar a infeliz estratégia. Avaliaram que partindo na frente (PT-PV) levaria no vácuo a adesão do restante da base política do governador Cid Gomes, como se fosse possível a dois mosquitos ameaçarem o leão. O tiro saiu pela culatra.
O governador percebeu a manobra e optou por outro palanque. O que era pequeno ficou nanico, mas mesmo assim deram continuidade à marcha fúnebre. Foi uma campanha fria, sem alvo definido, sem propostas, sem rumo e sem empolgação, parecia não ter comando, o que de fato não teve. Começaram e terminaram a campanha repetindo os mesmos erros, ou seja, suplicando apoio do que há de mais retrógrado na política cratense. Uma luta inútil na busca da cara-metade. O resultado não poderia ser diferente, pífio. E agora, o que nos resta? Tentar juntar os pedaços e unir o Partido. Para tanto será necessário cortar a carne podre. Jogar fora a pequena parte que contamina o todo. Um trabalho que invariavelmente necessitará de um bom cirurgião.

Dr. Valdetário
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7 comentários:

  1. LITERALMENTE, EIS A SÍNTESE DA ANÁLISE FEITA POR DR. VALDETÁRIO:

    "Os donos" do PT do Crato (...)Rasgaram os Estatutos do PT, mentiram, caluniaram, enganaram a maioria dos filiados (...)O que era pequeno ficou nanico, mas mesmo assim deram continuidade à marcha fúnebre. (...)E agora, o que nos resta? Tentar juntar os pedaços e unir o Partido. Para tanto será necessário cortar a carne podre. Jogar fora a pequena parte que contamina o todo. Um trabalho que invariavelmente necessitará de um bom cirurgião”.


    Que coisa...

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  2. Noutras ocasiões fiz algumas ressalvas em seus comentarios. Desta feita não há o que acrescentar ou suprimir, voce falou tudo. Disse a verdade. Se alguem duvida recorra ao resultado.

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  3. Sei de dois nomes bom para essa cirurgia. Dr. Guimarães ou Dr.Eudes, fora esses dois, somente um resolve, e ai vai mais uma dica: DEUS.
    Se o PT do Crato quiser continuar as suas lutas com essa divisão, acho melhor vcs entregarem o partido a outros dirigentes.
    Aí uma parte vai para o PSOL e a outra para o PSTU, resolvido.
    E VIVA OBAMA...

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  4. Há uma tradição no PT, desde a sua fundação, de respeito pela opinião de cada filiado(a) ou de grupos que se organizam internamente para defender posições e idéias. Essa característica logo diferenciou o PT de outras correntes de esquerda de conduta monolítica. Portanto, a pluralidade de pensamento com unidade na ação é um fundamento basilar da democracia interna do PT. Foi com essa maturidade política que o PT aprovaou o direito de tendência, regulamentado em seu Estatuto.
    É baseado nessa tradição que as divergências entre petistas, mesmo quando levadas a público, elas são respeitosas. O que se combate são as idéias, os posicionamentos e não as pessoas. Nesse sentido, quero convir que os objetivos de Dr. Valdetário ao escrever que os atuais dirigentes do PT do Crato são “donos do PT”, que o partido é ”levado por interesses pessoais de alguns dirigentes”, que o objetivo da estratégia eleitoral do PT foi conseguir “o emprego de alguns filiados”, que “os interessados nesta tese abusaram de atos ilegais para atender ordens emanadas de Fortaleza”, que “mentiram, caluniaram, enganaram a maioria dos filiados” além do que já foi escrito em páginas anteriores deste blog, não são os de “unir o partido”, como prega. Ao contrário, ele expõe o PT às críticas daqueles que sempre quiseram o fim do nosso partido, pois não aceitam a democracia no seu mais profundo sentido da soberania popular.
    Não será destruindo o PT, para depois ressuscitá-lo das cinzas, que haverá essa purificação pretendida por Dr. Valdetário. No PT não há espaço para um salvador da pátria. Nossos caminhos sempre foram construídos coletivamente e é assim que devemos continuar nossa trajetória de construção do PT no município do Crato. Penso que há espaço no PT para todos os socialistas que querem continuar o projeto de um Brasil justo e solidário. Faz parte da cultura do PT a tolerância, mas acima de tudo o respeito. Creio que somente com respeito às diferenças e à diversidade poderemos partilhar espaços comuns. A história da humanidade tem nos ensinado essa lição.
    Para não contribuir com uma exposição negativa do PT e alimentar uma divergência que somente aos adversários interessa, não responderei aos ataque de forma pontual (até porque já o fiz em outros escritos), fico com essas reflexões. O PT vive!

    Amadeu de Freitas.

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  5. Apenas a título de informação:

    Segundo dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE)-Ceará, os candidatos a vereador do PT, no município de Crato, receberam 2.623votos, o que representa 4,2% dos votos válidos no pleito de 5 de outubro de 2008.
    Os votos dados ao PT perderam para a soma dos votos brancos e nulos – apurados em Crato – que somados totalizaram 4.105 votos, ou seja 6,58% dos votos computados.

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  6. Amadeu:
    Justiça seja feita: sua réplica foi serena e cordata. Parabéns!

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  7. Prezado Armando Rafael, seus números só confirmam o que, por raros momentos falavam a verdade, o “Sadan” e a “Amélia” na nossa convenção: “o PT do Crato não tem voto”. E o resultado só não foi mais pífio porque boa parte desses votos foi comprada, embora neguem. Valdetário.

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