30 setembro 2008

Enviei os Convites de membros do Blog do crato para cada E-mail.

Quem não recebeu, me avisa...

Olá, Amigos,

Já enviei convites de AUTOR/ESCRITOR para os nomes listados na mensagem abaixo, e inclusive a outros que não estavam na listagem, como a Carla Prata do SESC, e o Alexandre Lucas, do Coletivo camaradas.

Peço agora que vocês abram seus e-mails, e tendo recebido os convites enviados pelo Google:
"Você foi convidado a contribuir para o Blog de Dihelson Mendonça"

Abra o convite e siga as instruções contidas nele.
Geralmente é apenas clicar em um link e vai para uma página aonde você personaliza o nome que deseja que apareça nas suas Postagens. Isso dá pra mudar depois, cada pessoa pode editar.

Por gentileza, façam isso o mais breve possível, a fim de me liberar do trabalho de editar os textos e ficar a verificar os comentários, que agora podem ser escritos diretamente por vocês membros/Autores:

PARABÉNS AOS NOVOS MEMBROS DO BLOG DO CRATO !!

Abraços,

Dihelson Mendonça

Frase do dia!


Não demore para aproveitar a vantagem de uma vantagem
honesta que se apresente.
Autor desconhecido

Meus amigos, vamos facilitar meu trabalho ! - IMPORTANTE -

Atenção, Amigos:

Carlos Eduardo Esmeraldo,
Amilton Silva
Antonio Morais
João Ludgero,
Dr. Valdetário,
Luiz Cláudio Brito
Nijair Pinto
João Paulo
Samuel Teles,
Tânia Peixoto,
Vicente de Paulo Fuísca,
Ernani Brígido,
José Nilton de Figueiredo,
Dr. Heládio,
Alexandre Lucas,

Amigos, enfim chegou a hora!
Pretendo transformá-los em membros permanentes/Autores do Blog do Crato. Seus comentários não necessitarão passar pela minha revisão, embora eu possa fazer alguns consertos, se autorizado, e também, cada um poderá postar seus próprios artigos, independente de mim.

O motivo do meu pedido é que todos os artigos ( e graças a Deus são muitos ), primeiro vêm para mim, para depois liberar. Como todo mundo aí da lista já "é de casa" não precisa mais eu ficar editando os artigos de vocês, o que me dá um trabalho muito grande todo dia.

Então, para que vocês se tornem Autores/Membros, eu vou enviar mensagem convite para cada um por e-mail. Basta seguir as instruções lá contidas. Geralmente, tem um link que se deve clicar e ir preenchendo uma pequeno questionário. Com isso, chegará até mim, a mensagem de que vocês confirmaram ser membros.

Por gentileza, façam isso.
É prioridade agora.
Vou enviar os convites pelo seu e-mail cadastrado e fico no aguardo.
Para facilitar minha vida, peço a todos dessa lista me enviar POR E-MAIL uma confirmação.

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
30/09/2008 - 08h55
Portugal poderá buscar médicos de família no Brasil


São Paulo - Enquanto a União Européia anuncia que vai criar novas restrições para a entrada de profissionais e de imigrantes em geral, Portugal vive uma polêmica diferente. O país debate se deve ou não "importar" médicos, principalmente da América Latina. Segundo o Ministério da Saúde de Portugal, há falta de médicos de família e a ministra Ana Jorge deixou claro que vai negociar com governos latino-americanos a possibilidade de que o mercado português seja suprido.O objetivo é levar clínicos-gerais. A assessora do ministério, Joana Refega, confirma que o Brasil está no radar e que estudos estão sendo feitos para avaliar quais países seriam alvo da iniciativa. O tema pode ser objeto de uma conversa com o ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, que deve fazer uma visita a Portugal no próximo mês."Nós temos muitas pessoas sem médicos de família. O número de médicos de família neste momento ainda não é suficiente para podermos atender a todos", afirmou a ministra, sem dar números. Um dos problemas, segundo o ministério, é que a maioria dos médicos formados acaba buscando uma especialização, entre outros motivos, para garantir um melhor salário. O mesmo problema, aliás, ocorre no Brasil.Outro motivo do déficit de médicos é que profissionais espanhóis que foram a Portugal trabalhar nos últimos anos agora estão saindo do país em busca de melhores salários. Até três anos atrás, a carência de profissionais da saúde em Portugal era preenchida principalmente por espanhóis. "A vinda dos médicos da Espanha começou em 1999. Chegaram a ser mais de 2.200. Hoje são 1.800", diz o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Espanhóis em Portugal, Xoan Gómez.Algumas entidades alertam que há um excedente de médicos em Portugal e que a solução não seria importar, mas redirecionar os profissionais. Em Portugal, existe 1,7 médico para cada 500 pessoas. O problema é que muitos estão concentrados no Porto e em Lisboa. A Ordem dos Médicos alega que já existem 4,2 mil médicos estrangeiros exercendo a profissão no país, mais de 10% do total em Portugal. Só do Brasil são 600. Dos demais países da UE são outros 2,5 mil, enquanto os países africanos de língua portuguesa contribuem com 261. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dragão Esmeraldo

Exposição antecipa comemorações de 80 anos do escultor Sérvulo Esmeraldo

Parece, à primeira vista, um grande livro tridimensional de geometria, com círculos, quadrados e linhas espalhados pelo espaço. Mas ora, se a matemática fosse assim tão bonita, certamente não daria dor de cabeça para aprender. Acontece que junto ao cálculo está a visão singular de um dos principais artistas da chamada arte construtivista, reconhecido no Brasil e no exterior. Com extrema sensibilidade e apuro técnico, o cearense Sérculo Esmeraldo transforma formas e volumes em uma experiência estética marcante. Seus números transfiguram-se em arte, que hoje domina boa parte da paisagem urbana de Fortaleza, a exemplo da escultura na Praça da Sé (Fonte Cinética em Aço, 2002), hoje desativada.

Um apanhado significativo dessa trajetória poderá ser conferido a partir de hoje, em vários espaços do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com a exposição “Sérvulo Esmeraldo por Mota Machado”. Patrocinada pela construtora e com curadoria de Dodora Guimarães, a mostra reúne obras dos últimos 40 anos do escultor, inclusive peças inéditas no Ceará. A exposição antecipa ainda a comemoração aos 80 anos de vida de Esmeraldo, que faz aniversário em 27 de fevereiro de 2009. O presente fica para o público da cidade.

Oito décadas cederam ao artista virtudes típicas da experiência. Paciente e sereno, sua fala é pausada, mas nunca desatenta ou ausente de uma certa ternura. É assim ao lembrar os primeiros indícios pela inclinação artística, ainda menino. “Quando dizia, por exemplo, ‘olha que diferente aquele galho’, meus amigos não entendiam. É um tipo de olhar para observar certas coisas não muito evidentes”, recorda.

Tal sensibilidade despertou no jovem a curiosidade pelo funcionamento das coisas, suas estruturas e formas. Na adolescência dedicou-se ao desenho e conheceu a técnica da xilogravura. Também trabalhou com argila. “Comecei pelo barro, havia uma olaria na fazenda do meu pai. Argila e madeira são materiais que estão à mão e são fáceis de trabalhar, bom para quem está começando. Depois passei para o metal, fazia pequenos objetos com retalhos de cobre, até jóias”, lembra.

Materiais

Transferido para o Liceu do Ceará, em Fortaleza (após o Ginásio Diocesano do Crato o expulsar por conta de suas leituras “subversivas” - na ocasião, o bode expiatório foi um livro de Jorge Amado), aproximou-se dos integrantes da Sociedade Cearense de Artes Plásticas - Scap. A participação no VI Salão de Abril, em 1950, rendeu-lhe um prêmio.

No ano seguinte ruma para São Paulo, visando a Faculdade de Arquitetura - à época o curso que mais se aproximava da fomação em artes plásticas. “Fiz vestibular para a Fau (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da USP). Só havia 30 vagas, fiquei em 32°”, relembra entre risos. Nesse entremeio, trabalhou na Empresa Brasileira de Engenharia (EBE) e no jornal Correio Paulistano, como ilustrador. Em 1957, o adido cultural da França, então de passagem por São Paulo, comparece a uma exposição sua no MAM. “Ele disse que meu trabalho era muito bom e sugeriu tentar uma bolsa do Governo Francês. Me inscrevi e fui selecionado”, recorda Esmeraldo.

Foi na capital francesa onde realmente aprofundou sua formação artística. “Fiquei lá por 20 anos. Estudei na Escola Superior de Belas Artes, fazendo litogravura. Também trabalhei no ateliê do artista Friedlaender por dois anos. Daí já comecei a voar com asas próprias, a vender algumas gravuras em pequenas galerias. Fui despojando minha produção até chegar a uma concepção minimalista”, analisa.

Nesse sentido, para Esmeraldo, a influência da técnica é primordial. “Instintivamente já tinha me orientado para aquilo, pelo próprio proceder da gravura, que requer grande economia de meios. Essa economia atinge o pensamento. Como minha maneira de ser também era de simplificar, fui apurando meu trabalho e atingi um ponto de limpeza incomum para a gravura em metal na época. Então acho que dei um passo”, acredita o artista.

Vôos

A partir de 1975 iniciou processo de retorno ao Brasil. Uma vez em território tupiniquim, precisou adaptar os materias utilizados e, conseqüentemente, sua linguagem. “Na França, encontra-se facilmente acrílico e mármore de qualidade. No Ceará, o aço é mais comum. O material acaba funcionando como indutor: o mármore, por exemplo, tem determinadas limitações. Diria que implica em uma escolha”, acredita.

Nesta nova exposição, relevos, gravuras, objetos e esculturas de Sérvulo Esmeraldo encontram-se espalhados por cinco ambientes. Em duas salas do Memorial da Cultura cearense estão peças em aço pintado, com formas geométricas, produzidas entre 1980 e 2008. O caminho se estende pelo hall da livraria, a rampa e a Praça Verde, que abriga a última escultura feita pelo artista, de seis metros de altura. O percurso termina no MAC, onde estão peças realizadas entre 1968 e 2008, em acrílico, mármore, metal e outros materias. O destaque vai para a série “Excitables”, objetos que requerem a interação do espectador por meio de eletricidade estática. Ttrabalho que teve início ainda na França e deu bastante visibilidade ao escultor na arte cinética.

A abertura da exposição contará com a presença da historiadora e crítica de arte Aracy Amaral, que está escrevendo um livro sobre a obra de Sérvulo Esmeraldo.

ADRIANA MARTINS
Repórter

Mais informações:

´Sérvulo Esmeraldo por Mota Machado´: Abertura hoje, às 19h, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (R. Dragão do Mar, 81). Contato: 34888600. Até 16/11.

Extraído do Jornal Diário do Nordeste de 30 de setembro de 2008.

Hoje no DN - Campanha estimula voto consciente


Contra corrupção

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Eleitores aproveitaram o mote da campanha para incentivar participação ativa da cidadania (Foto: Antônio Vicelmo)

Crato. Um encontro de duas gerações. O velho advogado e promotor de Justiça, Raimundo de Oliveira Borges, com 101 anos, e os jovens promotores e Élder Ximenes e Plácido Barroso Rios. Era o passado e o presente numa simbiose de experiência e sabedoria com a competência e o entusiasmo. Foi assim que foi definida solenidade durante a qual Oliveira Borges encabeçou a lista de assinaturas para o projeto de iniciativa popular que tem o objetivo de impedir a candidatura de candidatos ficha suja.

Ao subscrever o abaixo-assinado, Borges deu uma lição de ética e democracia à nova geração de aplicadores do Direito, afirmando que o fortalecimento das instituições só será alcançado com o voto livre e consciente. A Campanha deu prosseguimento à mobilização realizada na Praça da Sé, durante a última sexta-feira, quando foi realizado o dia D de Combate à Corrupção. A solenidade foi aberta pela juíza eleitoral Geritsa Montezuma, que chamou a atenção dos eleitores para as conseqüências do voto. Em seguida, em tom ecumênico, falaram o pastor da Igreja Batista do Crato, Samuel Macedo Lobo; e o bispo da Diocese, dom Fernando Panico.

Na parte artística, a maior atração foi a dupla de repentistas Silvio Granjeiro e Francinaldo Oliveira, que se revezou com versos, criticando os políticos corruptos. O ato público só terminou à noite.

O Comitê de Combate à Corrupção distribuiu um modelo de título eleitoral, com uma mensagem do poeta alemão Bertolt Brecht (1913-1956), com os seguintes dizeres: “O pior analfabeto, é o analfabeto político”. Na visão do autor, a irresponsabilidade do voto pode acarretar o surgimento de mazelas como a desigualdade social e entraves para o desenvolvimento humano.

Reportagem: Antonio Vicelmo
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PEQUENO GRANDE HOMEM

Carlos Eduardo Esmeraldo

Acho que não havia ainda completado seis anos de idade quando o conheci. Nessa época, eu vivia livre nos matos do Sítio São José, ouvindo o canto dos pássaros, o mugir das vacas, o apito do engenho, a passagem dos trens a pouco mais de cem metros da nossa casa. Mel, alfenins, rapadura e garapa morna da cana recém-moída eram os meus quitutes prediletos. Tamanha carga de açúcar adicionada à minha alimentação, associada à minha rebeldia contra o uso da escova de dentes, levou-me a uma noite mal dormida, que eu jamais esquecerei. Um dentinho de leite estragado foi a causa daquela minha primeira noite de insônia. Ainda hoje, quase sessenta anos depois, escuto a voz doce e suave da minha mãe, tentando acalmar o meu choro: “Amanhã vou lhe levar ao doutor Aníbal para ele obturar esse seu dente.”
No dia seguinte, levantamos da cama cedo e fomos rumo ao Crato numa das “Sopas do Anselmo”, como chamávamos os velhos ônibus, cujas carrocerias eram adaptadas de velhos caminhões, e que transportavam pela poeirenta estrada velha os moradores do Crato para o Juazeiro, e vice-versa. Da praça onde os ônibus estacionavam para o consultório do doutor Aníbal era um pulinho só. Após algum tempo de espera, que para mim pareceu não ter fim, eu e mamãe fomos introduzidos no consultório do doutor Aníbal. Aos meus olhos de criança estava diante de um homem muito grande. Segurou-me fortemente e, num piscar de olhos me sentou numa cadeira esquisita. Em seguida, ele mandou que eu abrisse a boca e se dirigiu a um canto da sala para pegar um instrumento que me pareceu ser um alicate. Os humildes moradores do São José que tinham seus dentes extraídos, ou melhor: “arrancados”, como diziam eles, contavam horrores das extrações de dente. Então segurei firme com as duas mãozinhas o seu braço e disse: “O senhor não vai arrancar não!” E ele, com voz calma e tranqüilizadora, respondeu: “Calma rapaz, eu vou só extrair.” Na minha doce inocência pensei que ele desejava dizer, com outra palavra que eu não conhecia, que ia apenas obturar o meu dente. Foi uma operação indolor e logo fomos dispensados. Na saída para a rua, depois de cuspir na raiz de um enorme pé de fícus que existia defronte ao consultório e ver a prostrada de sangue, exclamei para mamãe: “Que doutor enrolão! Ele disse que ia extrair e fez foi arrancar!” Desnecessário dizer que fiquei mal-acostumado. Desse dia em diante, quando um dentinho de leite amolecia, insistia que ele fosse extraído pelo doutor Aníbal. Ele foi meu dentista por quase meio século. Não somente meu, mas de todos da minha família.
O tempo passava e anualmente tinha de ir ao dentista. Não sei se existe alguém que goste de ir ao dentista. Eu pelo menos não gostava e continuo assim nos dias atuais. Horas de espera no consultório lotado de clientes. Naquela época, não havia esse requinte de marcar horário. O atendimento no consultório do doutor Aníbal era por ordem de chegada. E até seus filhos entravam na fila. Por isso, eu mal chegava do colégio, almoçava às pressas para ser o primeiro da fila. Na fila de espera, eu olhava curiosamente o movimento da casa, que tinha as duas salas da frente reservadas para o consultório e o restante como residência da família. A cada ano nascia uma criança na casa do doutor Aníbal. Ao todo: oito filhos geneticamente distribuídos: quatro homens, quatro mulheres, dois homens morenos e dois louros, duas morenas e duas louras. Quando eu já tinha mais ou menos uns doze anos de idade, comecei a notar que uma das filhas do meu dentista tinha uma beleza que me chamava à atenção, além de uma acentuada meiguice, destacada pela bela e entoada voz quando cantava: “hei você aí, me dá um dinheiro aí...!” Observava, sem jamais ser notado, quando ela saia para a escola com sua fardinha branca sobreposta por um pequeno avental de quadradinhos azuis. Jamais poderia imaginar naquela época, que aquela filha do meu dentista seria minha mulher e doce companheira por essas estradas da vida. Mas o meu futuro sogro, além de filho de um velho amigo do meu pai, era também um de seus melhores amigos. Nos feriados do carnaval e da semana santa, uma caravana de amigos de papai ia para nossa fazenda “Mão Esquerda”, no Pernambuco. Entre esses amigos estavam o prefeito Ossian Araripe, Jósio Araripe, Antonio Luis, Chico Piancó, doutor Aníbal e dona Maria Eneida. Ficava chateado porque eles não levavam os filhos.
Todos os dias de minha vida eu agradeço a Deus por ter proporcionado a graça de casar com Magali, uma das filhas do doutor Aníbal. Ela é tudo aquilo que os olhinhos do meu coração de criança enxergavam e muito mais. Juntamente com seus irmãos, todos eles são herdeiros da simpatia, do caráter, do senso de justiça e respeito ao ser humano, principalmente aos mais pobres, aliado à fidalguia, atributos adquiridos do doutor Aníbal e dona Maria Eneida.
Além dessas qualidades que aqui relacionei, o meu sogro, quando na juventude, era um desportista aplicado. Certa vez, o diretor da Coelce, Espedito Cornélio me disse que nos anos quarenta o doutor Aníbal era o melhor jogador de basquete da seleção cratense. Na hora achei que ele estava falando de outra pessoa. Esta minha dúvida somente foi dissipada no dia em que estávamos no Aeroporto do Juazeiro, para embarcar alguém da família, e lá nos encontramos com o coronel Adauto Bezerra. Ele nos cumprimentou e perguntou: “Aníbal, você ainda joga basquete?” Confirmada mais essa qualidade do meu sogro, depressa descobri outras tantas com muita facilidade: sua inteligência privilegiada era uma delas. No dia em que completou cinqüenta anos de sua formatura no CPOR, fui com ele até a sede da 10a Região Militar para as comemorações. O general comandante lhe entregou uma condecoração e disse para todos os presentes que, até aquela data nenhum aluno do CPOR havia superado as notas do aluno Aníbal Viana de Figueiredo. Ele havia sido aprovado com a nota igual a dez em todas as provas. Nesse instante, olhei para ele e me ocorreu que ele ficou achando que aquele elogio não era com ele, tão simples e desprovido de vaidade ele era. Se alguém lhe dirigisse um gracejo, ele respondia com outro maior ainda. Certa vez estava em sua casa e ele só me chamava de Eduardo. Como ele estava com mais de oitenta anos e num processo de esclerose, pensei que ele me confundia com seu outro genro Eduardo Siebra. E então brinquei com ele: “Isto é que é gostar do seu genro Eduardo Siebra. Só me chama pelo nome dele.” E ele retrucou imediatamente: “Seu nome não é Carlos Eduardo?” Numa prova de que a inteligência não envelhece e nem desaparece com o passar do tempo.
Apesar de ter o seu consultório sempre lotado de clientes, o doutor Aníbal nunca fez fortuna com a profissão. Tratava com a mesma distinção ricos e pobres, mesmo quando estes não podiam lhe pagar. Um depoimento que mais me impressionou, foi dado por um homem simples, que veio cumprimentá-lo, certo dia na Praça da Sé, ao lado da Igreja. Depois este homem me segredou: “Nunca esqueço um grande favor que ele me fez. Bati na porta dele às duas horas da madrugada, com uma chuva forte. Eu estava morrendo com uma dor de dente. Ele levantou-se e foi ao consultório me atender. Perguntei quanto lhe devia e ele me disse que não precisava pagar nada. Então quando eu ia saindo para casa, ele me perguntou: Onde você mora? Na Batateira, respondi. E o doutor me disse: Espere aí que eu vou lhe deixar em casa. E foi tirar o carro da garagem.”
Era assim o meu sogro. Pequeno no tamanho, mas grande nas atitudes. Um dos melhores dentistas do Crato de seu tempo, um exemplo de profissional, extraordinária pessoa humana, modelo de verdadeiro cristão e referência para a odontologia cearense.

29 setembro 2008

Cheiro de Chuva no Crato... - Primeiro rebento da chuva do caju

O tempo fechou...
Tarde cinzenta...
Cheiro de chuva que não se vê...
Acho que o calor estava tão grande que aconteceu aqui a mesma coisa do deserto. A chuva evapora antes de chegar ao solo. Mas ainda choveu aqui na Vilalta por aproximadamente 5 minutos. O calor continua recorde, até agora, 30 graus.

Abraços,

Dihelson Mendonça

História - Várzea Alegre Uma viagem no Tempo - Por Antonio Alves de Morais



VARZEA-ALEGRE.

Este texto conta a origem de Varzea-Alegre e Sitio Cristo Rei que pertencia aos avós de Dr. Flavio e o Sanharol ao meus avós.‏

Os irmãos portugueses Capitão Agostinho Duarte Pinheiro e o Alferes Bernardo Duarte Pinheiro, associados ao cearense Vasco da Cunha Pereira, solicitaram umas datas de sesmarias as margens do riacho do Machado. Por despacho de 23 de fevereiro de 1718 foi-lhes concedido a data citada numa extensão de nove léguas, com uma légua para cada lado do riacho. Dois anos depois acompanhados de familiares resolveram fazer uma excursão a propriedade. Quando chegaram no local onde existia uma lagoa, toda circundada por floresta virgem, ficaram a contemplar aquela paisagem maravilhosa escutando o cantar de pássaros que voavam nos galhos de arvores frondosas. Admirado com aquele magnífico panorama um dos componentes proferiu essa concisa e significativa frase: Mas que Várzea-Alegre! Sendo sugerida a escolha do nome da fazenda. O Capitão Agostinho retornou para Portugal e o Alferes Bernardo permaneceu na localidade que nunca mudou de nome até hoje. De Raimundo Duarte Bezerra, papai Raimundo, neto do português descende grande parte da população de Várzea-Alegre. Os seus filhos Major Joaquim Alves Bezerra e o Major Ildefonso Correia Lima tiveram grande participação e influencia na historia de Várzea-Alegre e Lavras da mangabeira. O Major Joaquim Alves Bezerra nunca se afastou do município de Várzea-Alegre, ele e seus descendentes eram pessoas pacatas, calmas e não há registro de contendas ou desavenças em suas trajetórias de vida. Os seus descendentes ocuparam o executivo municipal desde a criação do município em 10.10.1870 até o ano de 1962, quase cem anos. O Major Ildefonso Correia Lima matrimoniou-se com Dona Fideralina de Lavras da Mangabeira. Deste casamento originou-se uma das famílias mais tradicionais e importantes do Ceara. Conhecida nos segmentos do direito, política, cultura, economia e valentia. Conta-se que por obra do diabo é que Lampião foi parar por aquelas bandas. Em Várzea-Alegre foi recebido com honras e festas. Foram três dias e três noites de dança. Um fiota das bandas do sitio Cristo Rei, dançava solto que parecia uma carrapeta, quando Lampião perguntou quem é você? Se identifique cabra? Ele se engasgou e respondeu: Êeeeu sou o finado Zezin! Já um sujeito desassombrado das bandas do Sanharol, fumava seu cigarro de fumo brabo, parecendo mais um tirador de abelha, ao ser perguntado por Lampião: Você fuma cabra? Respondeu: fumo mais se seu Lampião quiser eu largo agora mesmo! Não rapaz eu quero é um cigarro! O medo foi tamanho que não conseguiu fechar o fumo na palha de milho.

De passagem por Lavras da Mangabeira a conversinha foi outra. Quando a bala cantou Lampião meteu a cara no mato como era costume fazer sempre que o perigo o ameaçava. E já um pouco distante os seus capangas cantavam:

Nós íamos relando o chão,
Temendo a bala ferina.
Mas quando Lampião viu
Que lá havia ruína
Correu com medo dos cabras,
De Dona Fideralina.

E já no Barro, mais distante ainda, cantavam:

Bem que Lampião dizia,
Que deixasse de asneira.
Que passasse bem longe
De Lavras da Mangabeira.

Antonio Alves de Morais
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Futebol - Atualização - por: Amilton Silva

O Palmeiras é novo líder da Séria A

Com um empate de 0 X 0 obtido ontem (28) , em Recife contra o Náutico, o Palmeiras lidera a competição com 50 pontos ganhos, mesmo número de pontos do Grêmio,que foi derrotado pelo arquirival o Internacional por 4 X 1 no Beira Rio.O verdão lidera pelo critério de desempate.outros resultados de ontem:

YPATINGA 3 X 1 VASCO
CORITIBA 1 X 1 ATLETICO PR

SAO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO
BOTAFOGO 1 X 1 FLUMINENSE
SANTOS 1 X 1 PORTUGUESA

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes.

28 setembro 2008

ZÉ, ESTE OURO SE ENCONTRA NA RAIZ DE TEU OUTRO NOME

Um século mais novo que eu, mas certamente um irmão sanguíneo no sentido literal. Um irmão mais novo que, no meu carinho arrevesado de nordestino, tanta provocação fiz. Era um miudinho bom de mexer. Por tudo ficava zangado (antigamente minha gente), o meu filho mais novo já em fase de muda, também era igual. Melhor situando. Nasci um sanduíche entre duas mulheres uma mais velha e outra mais nova, só oito anos depois é que tive um irmão. Naqueles idos Zé Flávio, Almirzinho, Nivaldo e Joaquim Pinheiro (estes dois moram em Recife) eram meus verdadeiros irmãos. Com cada um deles tive contatos próprios. Zé Flávio, numa certa época era bem constante, pois além da mãe ser sobrinha da minha, os nossos pais eram sócios.

E agora José? Como seremos Vikings na Lagoa do Gravatá? Lutando as lutas mais ferozes que dois artistas hollywoodiano poderiam lutar? Atravessando fiordes descomunais, através de labirintos indecifráveis formados pela vegetação aquática. Nas ações perigosas em que os barcos emborcavam (um cocho imprestável para a finalidade devida, mas um bom flutuante). Conquistando as mulheres mais lindas de Hollywood e beijando-as com tanto fervor que pequenas manchas chupadas ficavam nos antebraços.

Zé e a aquela dieta de Semana Santa no inverno do Gravatá. Dona Maria, Seu Valdemar e o velho Oscar. E Maria? Aquele lindo rosto de índia com a memória da raça branca e artefatos dos negros. As chuvas que se casavam com o solo pedregoso do sertão e nele fertilizava uma variedade sazonal de legumes para os sertões: maxixe, jerimum, milho e feijão verde. O queijo de coalho soando como borracha à mastigação de um baião de dois, quente e acalentador na friagem das chuvas. O clarear da madrugada sobre a cerca do curral, um copo com o fundo coberto de açúcar para em seguida encher-se de leite mugido. Mais um pouco o café, leite quente e cuscuz de milho novo.

A manhã começava com as trilhas em busca do gado no pasto. Em que área pastavam? Subir a trilha do serrote, ladear as locas de pedras, uma semicaverna, cercada de imbés e cactos. A flor da coro-de-frade. A mais exótica flor que conheço. Plumosa, redonda e inchada feito um bolo no forno. Os coxins da cangalha eram preenchidos por tal pluma e todos os sertões assim eram transportados. Mais uma distância na trilha da caatinga e chegávamos à Lagoa da Besta, no alto do serrote, cercada de lajedos, com as margens preenchidas por variada nascença de cactos: xique-xique, rabo-de-raposa, coroa-de-frade, entre outros. A manhã satisfeita, os bezerros achados e sem bicheiras e voltávamos para a casa. Em seguida ao açude.

Raras vezes se tem a oportunidade de tamanha proximidade com os pais. Manoel Vieira, Zé do Vale, entre um visitante ou um morador tomávamos banho como se fôssemos todos iguais. Os adultos brincavam feito crianças em fantasia de trabalho e as crianças trabalhavam feito adultos em fantasia de brincadeira. Desafios de mergulho, de nado, de pular. E as gozações consequentes dos erros e acertos propostos. Quando a manhã terminava o almoço se tornava rara iguaria na cozinha da casa do vaqueiro. Na estação pós prandial, as redes que os adultos mergulhavam no sono e as crianças se aquietavam até se juntar com mais alguém e se aventurar nos arredores.

Brincar sob a copa da cajaraneira ou dos pés de umbu. Seguir até a loca da pedra na encosta do serrote e de lá avistar todo a planura do revelo sertanejo. Imaginamos que nos limites da visão chegávamos a enxergar as vertentes da chapada do Araripe. Foi nesta loca de pedra que o Velho Antonio Dão se escondeu com um rifle carregado para atirar em inimigos do cangaço. Naqueles idos nas locas de pedra a mais curiosa das coisas seria observar a destreza dos cabritos e bodes aos saltos, numa beirada de abismo, com tanta naturalidade que parecia parte móvel daquele granito sertanejo. Lá pelas 16 horas catar no mato gravetos de galhos secos e juntar no terreiro da casa para a fogueira da noite.

Mais um banho de açude. O jantar e a roda em torno da fogueira. Cadeiras comuns e algumas espreguiçadeiras faziam o grande evento da noite. Mas também uma roda em que estivesse Manoel Vieira e Zé do Vale se assemelhava a algo da era de ouro da Grécia, através das ruidosas ruas da Roma Imperial e na confluência entre o Império Bizantino e a Roma dos Papas. Isso tudo misturado com dois sábios que tinham raízes profundas na vida sertaneja, na rudeza cruenta do couro de animal e das pontas das varas no canto da cerca. Os vizinhos de alguns quilômetros se aproximavam, os moradores e a conversa se expandiam no maior teatro que jamais haverá outro igual. A não ser o próprio.

O teatro se dividia em duas partes. Uma plana formando a base, menor que a outra, abobada e envolvente. Nesta base plana, embora na redução da capacidade do olho humano, sentia-se pela linha do horizonte que muito mais distância havia que nossa pouca imaginação. Nesta base ocorria todo o horizonte de eventos da terra e suas manifestações. Inclusive nós. Já na abóbada, vez por outra singrava a luz direcionada dos primeiros momentos dos satélites artificiais, por lá eventos da crosta já fugiam para o teto universal e tão intensamente cheio de planetas e estrelas que o rebaixamento da imaginação desconhece. Literalmente, a não ser por nossa velha confiança na força de gravidade, estávamos a um passo de flutuar no universo real e infinitamente maior que o cotidiano urbano.

Agora Zé, façamos a contabilidade daquelas noites: a exata dimensão do sertão; somada das histórias locais; adicionadas da cultura ocidental; do teatro universal e das telecomunicações com o estrangeiro. Dos demais já falei, resta esta telecomunicação. Um rádio transglobe, com aquelas faixas que giravam com um botão, sintonizando a rádio de Moscou, a Voz da América, a BBC de Londres, alguma estação escandinava com música clássica, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O saldo destas noites vale toda uma vida. Até a vontade de amanhecer e entardecer tantas vezes mais quanto possível.

Pois é Zé Flávio Pinheiro Vieira, não há um minuto que não valha um século de reflexão e um século que não valha uma noite estrelada com aqueles companheiros de então.

Ranking dos 10 países mais honestos do mundo

ou se preferir: Ranking dos 10 países menos corruptos no mundo

(vou mexer outra vez no vespeiro. Mas é bom que venham as contestações. Isso é democracia. Em tempo: a nota foi publicada na imprensa portuguesa neste domingo - Fonte: Organização TI (Transparência Internacional), 2008).

28 09 2008
As notas vão de 0 (corrupção máxima) a 10 (Ausência de corrupção).

Posição País Nota Forma de Governo
1 Dinamarca 9,3 Monarquia
2 Suécia 9,3 Monarquia
3 Nova Zelândia 9,3 Monarquia
4 Cingapura 9,2 República parlamentar
5 Finlândia 9,0 República parlamentar
6 Suíça 9,0 República parlamentar
7 Islândia 8,9 República parlamentar
8 Holanda 8,9 Monarquia
9 Austrália 8,7 Monarquia
10 Canadá 8,7 Monarquia

Quantas monarquias há no mundo? Apenas: 44 - 21% dos países
Quantas repúblicas há no mundo? 164 - 79% dos países
Apesar disso, 60% do Ranking dos 10 menos corruptos são monarquias.
Observe que as demais repúblicas menos corruptas adotam o parlamentarismo como sistema de governo. Esse sistema é originário das monarquias e funciona nelas como complemento natural.
Nenhum país presidencialista está entre os 10 menos corruptos, inclusive os Estados Unidos que se encontra na 18º posição com a nota 7,3. O Brasil está na 80º Posição com a nota 3,5. Ele caiu 8 posições em relação ao ano passado. Lembramos que a nota mínima é zero.
Notas inferiores a 5 indicam grave problema com corrupção
Fonte: Organização TI (Transparência Internacional), 2008.

Carta do Leitor - Em Solidariedade a Dr. José Flávio Vieira e a recente Internação do médico.

Obrigado, Doutor !

Querido Dihelson, gostaria se possível de fazer um comentário à respeito do Ilustre José Flávio. Como é sabido, sou natural do Crato, hoje estou com 38 anos, estou em São Paulo desde os 14 anos, porém, posso afirmar sem nenhuma dúvida a importância desse excelente médico e ser humano no dia-a-dia dessa linda cidade. Nunca tive o privilégio de conhece-lo pessoalmente, entretanto mesmo distante geograficamente,ouço relatos de minha Mãe (Maria Neuma Brito de Lima) acerca da conduta desse abnegado médico, não bastasse a orientação,o acompanhamento e a paciência com minha mãe - e familia - Dr.José Flávio acompanhou meu irmão no momento em ele mais necessitava, durante o vicio na bebida alcoolica, meu irmão, á època com pouco mais de 30 anos, era um viciado em alcool, e com a sutileza de um mestre, com suas palavras sábias, em conjunto com a minha mãe, colaboraram para a recuperação do meu querido irmão.Dessa forma José Flávio, saiba da admiração desse Cratense por sua postura humana, dedicada e voltada para o bem estar daqueles que relamente necessitam de apoio, quer seja voltado para a saúde, ou até mesmo de atenção que muitos vezes se cura com uma conversa atenciosa. Muito Obrigado.Oxalá permitisse que tivessemos em São Paulo profissionais da sua envergadura.Por fim, tenho certeza que DEUS nosso Pai prefere sua permanência aqui entre nós, pois, precisamos e muito de seus cuidados.Afirmo com toda conficção que há médicos do corpo e "médicos da alma". Felizes são aqueles que, como você, conseguem reunir as duas profissões.Que DEUS nosso Pai e JESUS nosso mestre estejam sempre ao seu lado.Meus mais sinceros respeitos.

Luiz Claudio Brito de Lima.

Futebol - Atualização - por: Amilton Silva

Finalizada na noite de ontem (27) a 28ª rodada do Brasileiro Série B com os seguintes jogos:

CEARA 3 X 1 ABC
SAO CAETANAO 2 X 2 CORINTHIANS
GAMA 2X 1 MARILIA
AVAI X 4 X 1 BAHIA
AMERICA RN 2 X 0 JUVENTUDE
BRAGANTINO 0 X 0 BARUERI

Pela Série A do Brasileirão 2008, foi iniciada ontem (27) a 27ª rodada, no Maracanã debaixo de muita chuva , o Flamengo venceu de virada o Sport por 2 X 1; no Serra Dourada em Goiânia, o Goiás goleou por 3 x 0 a equipe do Vitória BA, no Mineirão, em Belo Horizonte Atletico MG e Figueirense não passaram de 0 X 0. A rodada terá mais sete jogos hoje (28), com destaque para realizaçao de alguns clássicos regionais:

SANTOS X PORTUGUESA
BOTAFOGO X FLUMINENSE
INTERNACIONAL X GREMIO
SAO PAULO X CRUZEIRO
YPATINGA X VASCO
COITIBA X ATLETICO PR
NAUTICO X PALMEIRAS

Por: Amilton Silva

O Desespero já toma conta de algumas candidaturas em Crato.

PALAVRÕES EM COMÍCIOS ! - ÔPA !!


Apelando para todo tipo de baixarias, como a panfletagem anônima depreciativa e invadindo a vida pessoal de adversários, com falácias sem provas, xingamentos, e até com palavras francamente pornográficas é que alguns estão tentando se eleger no Crato. Ontem circularam outros panfletos desse tipo na cidade, atacando adversários literalmente com golpes baixos.

Já havíamos denunciado aqui esse tipo de prática, e solicitamos às autoridades competentes, que procurem investigar de onde partem esses panfletos, para que os culpados sejam punidos na forma da lei. ( Se é que existe lei para isso ). Para que os residentes que moram fora do Crato também saibam, em certos palanques da cidade, é até impróprio para menores, tamanha a quantidade de palavrões que podem ser ouvidos em certos comícios. Acreditem em mim, os palavrões mais chulos possíveis !! Há de tudo em certos palanques, de palavrões a sessões de histeria, com Choros, Gritos e apelações.

Política deveria ser uma coisa séria, pois nessa fase é que se precisa de propostas concretas e coerentes que certamente mudarão o curso da vida das pessoas da cidade. Exerça sua cidadania. Procure votar consciente. Não venda seu voto. Denuncie a compra de votos e a baixaria nas campanhas.

Os Candidatos que promovem a baixaria não merecem o seu voto!
Voto Não tem preço. Tem consequência!

Dihelson Mendonça
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EDITORIAL: Quebra-Molas serão retirados dos locais, trazendo de volta perigo para a população do CRATO.

Notícia que Causa Indignação: Não Leia !

Ontem recebemos carta de um senhor chamado Hermano, que se identificou apenas por Hermano, sem Sobrenome. Carta praticamente anônima e a bem da verdade, cheia de erros ortográficos ( grifados por nós logo abaixo ), e que diz o seguinte:

Sr. Dihelson,

A Comissão de Direitos Humanos da OAB/Subseção de Crato, a quem impõe o dever de zelar e defender os direitos da pessoa humana garantidos na declração Universal dos Direitos Humanos e Constituição Fereal vigente, através do ofício nº 022/08, datado de 23.09.08, solicitou do Diretor do DEMUTRAN/Crato, JUSTIFICATIVA a respeito da colocação de redutores de velocidade em cima das calçadas, fato constatado nas ruas Dr. Irineu Pinheiro e Carolino Sucupira, uma atitrude de total desrespeito as pessoas portadoras de deficiência motora que utilizam cadeiras de rodas, deficientes visuais, idosos e demais pessoas, e se não bastasse contrariando o que estabelece a Lei Federal nº 9.503/97 e Resolução nº 039/98, que estabelece padrões e criterios para colocação de ondulaçoes trasnversais e sonorizadores nas vias públicas. Se tais reduitores foram colocados a pretesxto de impedir o tráfego de cilcistas e mototaxistas, para o porte da cidade do Crato, não é a maneira correta de educá-los, pois fere o direito de dezenas de pessoas portadoreas de necessidades especiais que utilizam as calçadas como única via de locomoção, omque contraria o art. 74 da citada Lei, quando afirma ser a educação no trãnsito um direito de todos e deverprioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito. No Esatdo democratico de Direito, o cumprimento das leis devem ser cumpridas, para a garantia da ordem e bem-está de todos. Portanto, no entedimento mantido na tarde dessa sexta-feira dia 26 na sede da OAB/Crato como Diretor do DEMUTRAN/Crato e membros da Comissão de Direitos Humanos, ficou determinado a imdiata retirada dos redutores colocados nas vias públicas citadas, não só por contrariar a legislação pertinente, em derespeito as pessoas portadoras de deficiêncdia,e acima de tudo por não está altura do porte da cidade Crato, detentora do título de cidade berço da cultura.

Nota do Blog do Crato:

Meu Prezado Hermano,

Em primeiro lugar, gostaria de saber com quem Hermano nós estamos tratando e porque não consta o nome completo da pessoa que envia. Discutir isso é um assunto sério e não podemos tolerar o anonimato. Porventura tratar-se-á de algum trote ? se não, porque ninguém assina o texto?

Bem, agora vamos ao cerne da questão:

Eu pude entender que se pretende com isso, a retirada total dos quebra-molas da rua e não apenas das calçadas. Vamos lá... evidentemente, lei não se discute, cumpre-se. Está certo! Só que num estado em que são criadas leis injustas e a interpretação delas causa injustiça e trará pânico à população, é sempre bom que se discuta caso a caso com seriedade. No exemplo supra-citado pelo Sr, a retirada dos quebra-molas das vias está de conformidade com uma lei. Só que em dadas circunstâncias, que se cumpridas, coloca em risco a vida da população. E aí ? A retirada dos quebra-molas pode até ser legal do ponto de vista jurídico, mas na minha modesta opinião e de muita gente que irá sofrer, é imoral, porque facilitará que os bêbados de fim-de-semana possam descer a ladeira impunemente e causar grandes danos à população. Os senhores se responsabilizarão por essa vossa decisão perante a população do Crato, com acidentes e mortes, certamente!

Pergunto-lhe:
Na referida reunião, o que foi decidido também como solução para os moradores do local que irão sofrer com a retirada dos quebra-molas? Ah, não pensaram nisso...
Quantas VIDAS HUMANAS os Senhores irão ter que carregar nas costas pelos inúmeros acidentes provocados por essa retirada do local com essa decisão de ontem? Já pensaram nisso também? ou só pensaram em cumprir o papel burocrático? Será que antes de se pensar em retirar esses quebra-molas de uma via de alta velocidade, não se deveria levar em conta outros inúmeros aspectos do problema, os malefícios, do que simplesmente "tentar cumprir uma lei" ?

Prezado Hermano sem Sobrenome, Adolf Hitler também fez leis para seu povo!
Fez uma lei que mandava para a câmara de gás 10 milhões de Judeus.
Era dura, mas era a lei vigente. Leis podem e DEVEM ser questionadas pelo seu povo, pois para o povo é que são feitas, e estes é que estarão sujeitos a cumpri-las.

Aguardo sua resposta no sentido do que se deve fazer d´agora em diante com a retirada dos quebra-molas para impedir os acidentes que os Senhores com suas cartilhas, trarão seguramente a esses locais e que a imprensa local fará questão de documentar caso a caso quando o primeiro acontecer. Além do mais, os moradores do local afirmaram que "rarissimamente" viram algum deficiente passando em cadeira-de-rodas pelo local.

Seria até bom que se pudesse saber dos nomes das pessoas que encabeçaram tal movimento de retirada dos quebra-molas dos referidos locais aqui na cidade do Crato, e que nós POVO tomássemos nota, para uma melhor reportagem posterior e a quem teremos de culpar quando os acidentes e mortes começarem a acontecer nos locais retirados. Sr. Hermano,

UM ERRO NÃO CONSERTA O OUTRO.
As soluções passam por outros meios.

Atenciosamente,

Dihelson Mendonça
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Comer bem, sem exageros, e viver melhor


ALIMENTOS SAUDÁVEIS

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Alimentação saudável, sem frituras e doces de forma exagerada, deve ser opção desde os primeiros anos de vida, aconselham especialistas (Foto: Thiago Gaspar)

Diminuir os índices de obesidade e anemias é um dos principais desafios do Brasil neste século

Com dois filhos para criar, uma vida corrida na empresa em que trabalha e “bico” de vendedora autônoma, a contabilista Julieta Maria (nome fictício por não querer se identificar) está sem saída, não tem controle na alimentação dos meninos. Resultado: Ricardo, de sete anos, pesa 45kg, quando o ideal seria 35kg. O mesmo caminho seguiu Pedro Augusto, de 13 anos, atualmente bem acima do peso. O cotidiano dos dois se resume a ir à escola na parte da manhã e passar o resto do dia em frente ao computador ou à TV, comendo tudo que não devem: fritura, refrigerantes e doces. Ela não foge à regra. Confessa que “adora” comer sanduíche ou “matar a fome” com comida gordurosa e bastante condimentada.

O mau hábito alimentar dela e de seus filhos exemplifica bem a preocupação de especialistas da área nutricional. O País irá marcar o Dia Mundial de Alimentação, no próximo dia 16 de outubro, com um índice alarmante: 15% das crianças atualmente têm obesidade. Os dados são da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Nos adultos, o índice diminui: o problema atinge 9% dos homens e 13% das mulheres brasileiras. O Ceará acompanha o índice nacional. A má alimentação e o sedentarismo são apontados como sendo os vilões da questão. A pesquisa também aponta as anemias como “um problema em ascensão”, embora o Brasil esteja superando a questão da fome. O estudo avalia que a alimentação saudável não se limita ao problema da fome, mas tem relação com vários outros aspectos nutricionais e de saúde.

Segundo a nutricionista e professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), Christiane Pineda Zanella, o País enfrenta hoje um grande paradoxo: de um lado continuam as carências nutricionais de muitas pessoas; de outro lado, o número crescente de indivíduos com doenças crônico não transmissíveis, frutos de práticas alimentares equivocadas.

Ela lembra que, em levantamento feito pelo Ministério da Saúde, o número de óbitos em 1993 causados por doenças crônico não transmissíveis — obesidade, diabetes, doenças cérebro vascular, doenças cardiovasculares, neoplasias — foi de 447.329. “Isso poderia ter sido potencialmente evitado se a população tivesse uma alimentação balanceada e saudável”. Para a especialista, uma alimentação adequada não é concebida para todos os indivíduos de maneira uniforme e única.

Deve respeitar atributos individuais e coletivos específicos; agrega significações culturais, comportamentais e afetivas que não podem ser desprezadas. Contudo, deve respeitar alguns princípios básicos para orientar as diversas práticas alimentares, a promoção da saúde e a prevenção de doenças. O cardápio deve fornecer carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais, fibras e água, que são insubstituíveis ao bom funcionamento do organismo. “Nenhum alimento isolado é suficiente”, afirma.

Lêda Gonçalves
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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27 setembro 2008

Quaje me lasco em banda


Pois é , amigos, casa de cozinheiro, panela de barro. “O automóve na ladeira se quebrou/ o zabumba se furou/ mas o Gonzaga não morreu”. Cá estou eu aqui vivinho da silva e ressuscitei no sétimo dia. Para o gáudio de tantos amigos e familiares e para o torcimento de rabo de uns pouquíssimos desafetos. O susto , ao menos, teve lá suas vantagens, tive que procurar seguir os conselhos que eu mesmo dava aos outros nestes mais de trinta anos de profissão. Falava , falava e nem percebia que nada tinha de imortal, sou feito da mesma substância perecível de todos e ficava por aí todo fiota talvez confiando que panela de barro não cai de girau: cai sim, senhor e é caco para tudo quanto é de lado. Pois bem, juntamos os estilhaços, colamos o que sobrou com goma arábica e aparentemente está tudo bem. Um furo aqui, um marejo ali, mas ainda dá para cozinhar um anguzinho esperto. Sim, tem lá outra vantagem nisso tudo, nunca pensei que fosse tão querido pelo povo da minha terra. O telefone não parou na minha casa e nas do meus amigos e familiares, soube de roda de orações, de promessas com quase toda a corte celestial e um incréu do meu quilate jamais poderia imaginar que toda essa corrente positiva teria tanto efeito terapêutico. E foi justamente a preocupação dos mais simples e humildes que mais me comoveu, estou , hoje, plenamente convencido que após terminar a faculdade e a.residência e voltar para minha terra, estava fazendo o gesto mais importante de toda minha vida. Nenhum acúmulo de bens neste mundo compensa a alegria de me sentir amado, querido e quase que insubstituível por minha gente, aquela a quem dediquei anos a fio de cuidados e preocupação ( e pretendo assim continuar fazendo) com os parcos recursos científicos, técnicos e humanos que a natureza e a vida me proporcionaram. Sempre de pé à beira do leito dos hospitais, de repente me vi deitado e necessitando da ajuda e do desvelo de tantos e tantos colegas de profissão. Via no rosto deles além do empenho técnico , uma preocupação que extrapolava o científico e esbarrava no humano Sinto-me engrandecido por ter tido, pela primeira vez, a visão plena da outra dimensão do sofrimento, da dor, da angústia.
Toca-me, de cátedra, a certeza da imensa fragilidade humana. Meras estrelas cadentes somos no firmamento da existência. Um fúlgido brilho no céu, que encanta poucos olhos atentos e, de repente, o universo volta à imutabilidade de sempre. E os vestígios que podemos deixar sobre a terra são simplesmente um pouco daquele resplendor que riscou a noite, tocando a retina de alguns e que pode apenas ter maior ou menor intensidade. Mas perfeitamente similares na sua fugacidade.
Como sempre, correram notícias as mais dispersas. Um mundo midiático como o nosso se alimenta de manchetes. Nossas vidas comezinhas e tão insignificantes necessitam ao menos do furor de algumas histórias mais sensacionalistas. Pois ainda não foi desta vez. Pretendo ainda fazer raiva a muita gente, escrever um mundão de potocas e continuar servindo àqueles que me procuram. Acredito que valerá a pena ficar por aqui enquanto contar com a amizade e o desvelo de tantos e possa me sentir perfeitamente útil a todos a quem dediquei minha vida pessoal e profissional. Ainda não foi desta vez que precisei voltar definitivamente para Matozinho.

José Flávio Vieira.

O Desodorante Antitranspirante

Ao ler a matéria sobre o Aspartame lembrei-me que, há cerca de cinco
anos, li um trabalho de cientistas latino-americanos, não me recordo
se do Uruguai ou México, no qual eles alertavam para o perigo de se
usar desodorante antitranspirante. Segundo os autores, há uma
correlação entre o uso deste tipo de cosmético e o câncer de mama.
Vejamos, transpirar é fisiológico tanto quanto urinar, defecar e
eliminar flatos. É também através da transpiração que eliminamos parte
dos resíduos tóxicos oriundos do metabolismo celular.

É sabido que a mulher tem o hábito de depilar as axilas e que o
homem, não. Com a depilação o efeito antitranspirante, que consiste em
obstruir os poros por onde é eliminado o suor, é muito mais eficaz.
Assim, as toxinas que deveriam ser liberadas pela transpiração acabam
ficando retidas nos linfonodos, ou seja, substâncias tóxicas que
normalmente seriam eliminadas ficam retidas em nossos corpos.
Coincidência ou não, o câncer de mama é duzentas vezes mais freqüente
na mulher que no homem. Ou seja, para cada câncer de mama encontrado
em homens, duzentos são observados em mulheres.
Existe hoje uma técnica de se detectar a presença do câncer de mama
em sua fase inicial que consiste em pesquisar os linfonodos regionais,
conhecida por Pesquisa de Linfonodo Sentinela. Ou seja, são estas
mesmas estruturas que são sobrecarregadas com substâncias tóxicas que
normalmente seriam eliminadas caso não existisse a ação
antitranspirante, que acabam sofrendo as primeiras mutações celulares
originando, assim, o câncer de mama. Seria outra coincidência?!
Não estou aqui condenando o fato das mulheres não seguirem o exempla
da cantora Bybe Consuelo, mas levando um alerta sobre o uso excessivo
do desodorante antitranspirante. A Indústria Cosmética é tão poderosa
quanto a Indústria Farmacêutica e, o que é pior, muito menos
escrupulosa. É um setor da economia que mexe com bilhões de dólares
anualmente e são muitos os interesses em jogo. São empresas como
outras quaisquer. Visam lucro. Tal qual a Indústria de Bebidas ou de
Cigarros, que tantos males têm causado à Saúde Pública. É preciso
termos cuidado e não nos deixarmos levar pela mídia nem pelo modismo.

Dr. Valdetário.
Crato – CE, 27 de setembro de 2008.

“Celebridades e eleição” - Por: Adv. Luiz Cláudio Brito Lima

Próximo a uma eleição municipal, deparamo-nos com candidaturas esquisitas – para não dizer bizarras e soar mal – são figuras bisonhas a proferirem uma serie de palavras imprecisas e totalmente desconexas da realidade. Dessa forma o horário “gratuito” eleitoral acaba por tornar-se um verdadeiro programa de índio – aqui peço desculpas aos silvícolas a comparação – não é a toa que em pesquisa realizada há algum tempo, chegou à conclusão que a imensa maioria dos brasileiros não suportam o período eleitoral. Não é difícil entender porque...

Não bastassem esses “candidatos” desconhecidos, porém hilários, tentarem nos convencer com suas promessas absurdas, somos bombardeados com outros postulantes, agora já mais conhecidos, não por serviços prestados à coletividade, mas sim por exibirem-se na mídia constantemente, durante quase todo o ano, apresentando seus rostos bem maquiados, corpo em forma e invejável, entretanto quando indagados a respeito de questões sociais, afirmam preferir não “envolver-se” em política.

Dados recentes dão conta que a cidade que mais concentra “candidatos celebridades” é São Paulo, a maior cidade do Pais. Estudiosos e pesquisadores não conseguem entender como é possível eleger figuras que nunca demonstraram nenhuma preocupação com a coletividade. Alguns arriscam afirmar que essas pessoas, uma vez que alcançaram a fama, tentam agora alçar vôo em outras praias, tudo por questão de vaidade; já outros entendem que a maioria dessas celebridades sofreram muito para alcançarem o padrão financeiro que ostentam, e como tal, nada mais justo que retribuir aos mais necessitados uma vida melhor e mais digna, condições essas que serão possibilitadas com uma participação política mais efetiva.

O fato é que no meio dessa disputa, esta o eleitor, o brasileiro médio, aquele que acorda de madrugada, sai para o trabalho, antes passa na creche – quando tem – e deixa seu (s) filhos (s), pega um ônibus lotado, transito infernal, duas horas e meia depois chega ao seu local de trabalho, sem nenhuma perspectiva permanece na labuta por oito horas – a maioria ultrapassa esse período – retorna no final do dia para o seu lar, passa novamente na creche – quando tem – pega seu (s) filho(s), chega em casa arrasado, exausto, querendo deitar e dormir, porém, outras tarefas o aguarda. Esse brasileiro que já teve um dia atribulado, abre sua geladeira e não encontra muitas opções para alimentar a sua prole, porém, vai o que tem. No dia seguinte, tudo se repete.

Entretanto esse eleitor médio, manso e generoso, elege o “candidato celebridade”, talvez acredite que lá na casa onde as leis são elaboradas e aprovadas, esse seu escolhido, possa cantar, dançar ou até mesmo fazer um strip-tease, e convencer seus pares a aprovar medidas que contribuam para uma educação, saúde, transporte e vida melhor para todos os brasileiros – ou quem sabe para ele mesmo – é provável que esse eleitor imagine que o seu representante, transformando o legislativo em um grande palco, faça com que o Pais caminhe em direção a igualdade social, a justa distribuição de renda, a um sistema educacional harmônico, possibilitando a todos os mesmos meios de educação, quem sabe o legislativo transformando-se em um grande picadeiro, tenhamos verdadeiros artistas apresentando-se e exibindo suas verdadeiras habilidades, fazendo o povo rir, e quem sabe, rindo de todos.

Parafraseando Max Weber: "Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive para a política ou se vive da política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática."

Tivéssemos os “candidatos celebridades” dispostos a cumprir a segunda parte da frase acima, ou seja, “... viver para a política”, não haveria com que se preocupar, ao contrário, comemoraríamos o ingresso desses abnegados a vida política, entretanto, se pretenderem “... viver da política”, com certeza estaremos dormindo com o inimigo, e isso, é no mínimo, suicídio.

Certa feita um amigo disse-me que o seu filho de onze anos, chegou para ele e perguntou: Pai é verdade que toda historia começa com “era uma vez”, seu pai olhou firmemente para o filho e respondeu, não filho, não é verdade, algumas começam com “Quando em for eleito...”.

Por último queridos amigos esse humilde texto não tem o condão de criticar nenhum “candidato celebridade”, ao contrário, tem o objetivo de dividir com todos a preocupação desse brasileiro e eleitor médio, preocupação com um mundo melhor, com uma vida digna, com um futuro promissor, com uma educação de qualidade, com um sistema de saúde eficaz, tanto na prevenção quanto na cura, pois, somos parte de um todo, tal qual uma bicicleta, que mesmo tendo seu sistema de movimentação, necessita de um impulso para movimentar-se, qual seja: a força humana. Vamos exercitar nosso direito sagrado, não por obrigação – apesar da existência dessa imposição legal – mas sim por dever de contribuir com a sociedade, como diz meu querido Pai, Severino B. de Lima - graças a Deus vivo e residente no meu querido Crato -: “quem semeia ventos, colhe tempestades...”

Luiz Cláudio Brito de Lima
Advogado em São Paulo
Vila Maria - São Paulo/SP

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OS FILÓSOFOS DA BATATEIRA E A CRISE DO DÓLAR

Os filósofos da Batateira elaboram numa escala tão alta que não ouso falar deles no raio além dos limites do Crato. Eles poderiam sofrer capturas por parte dos pragmáticos de sempre, daqueles que só enxergam metas e objetivos pela frente. Vêm apenas os pontos de chegada, nunca se abeberam das margens naturais de sua jornada. Por isso me reserva muito descrever suas reuniões, como mais esta sob a ponte do Rio Batateira para a qual a convocação não constava de uma pauta.

Naquele princípio de conversa, sem um tema para discutir as conversas surgem espontaneamente. Como uma piada, muito inocente para o gosto humorístico atual, desenvolvida por Mitonho:
- Um casal estava apaixonado. Arriados os quatro pneus e mais o de suporte. Aí o rapaz questiona a moça "como vamos casar sem dinheiro?". Ela no desejo imediato responde "meu bem me basta olhar para você que a fome passa". Casamento consumado, vem a fome e a esposa se queixa. O rapaz estranha "mas você não disse que bastava me ver para que a fome passasse?". Ao que ela responde: "mas não estou nem te vendo?".

Chico Preto, o líder dos filósofos, aproveita a história de Mitonho para iniciar a conversa:
- É isso aí. Nós somos, talvez, o único animal com maior capacidade de elaboração interior. Somo animal de inteligência, temos estratégias para defender a vida, temos manhas, seduções, mentiras e verdades, temos filosofia e história. Temos técnicas para manipular o planeta e até o espaço interplanetário. Mas continuamos dependendo da matéria do planeta para chegar nos próximos minutos.

- Chico, peraí! – Chambaril levantou uma questão - E a nossa alma? Temos um espírito! Algo que supera esta matéria do mundo. Chico tem uma virtude: não é arrogante nem no olhar e nem na postura e argumenta com Chambaril:
- Até hoje só a morte supera a matéria. Mas a morte não é uma entidade, uma essência, a morte é tão somente um fato, uma ocorrência que até funciona como um marco de passagem, mas não um conteúdo independente do mundo. Ela é totalmente dependente que o fato se antecipe de nascimento. Então quando digo que a vida material das pessoas é muito significativa é porque se algum de nós deixar de trocar o ar do pulmão por mais de cinco minutos, já se encontra ameaçado. E cinco minutos não é nada na nossa vida.

Zé de Dona Maria levanta uma questão de condução da reunião:
- Mas qualé o assunto mesmo da reunião? Chico ajusta sua postura na fala e se responde: É a crise americana. Biô aproveita para dar umas estocadas na arrogância americana. Chico Breca diz que nada de ruim pode acontecer com o Brasil. Fan põe o indicador puxando a pálpebra inferior do olho e diz: não afeta? Olha aqui ó!" Na verdade muitas outras visões pessimistas e outras tantas de fé no sempre forte EUA surgiram pela voz de Placa Branca, de João Barros e até pela boca do pouco falador Pinga. Chegara a hora de um encaminhamento do assunto. Tantas visões, muitas em choque não levariam a nada.

Chico retomou a palavra:
- Na busca pelo atendimento das necessidades da vida material nós compramos e vendemos estes recursos. Isso já com dinheiro arrumando a conversa e uma bem dosada regra de convencimento chamada de preço. O valor em moeda do que tenho para comprar e alguém tem para vender. Depois o mundo ficou mais esperto. As pessoas envelhecem, se aposentam, adoecem, ficam inabilitadas para o trabalho e então como a moeda é a garantia de que pode operar no mundo material, a pessoa faz poupança para os tempos ruins. E aí surge mais outra coisa.

João de Barros passa a mão sobre a pança lustrosa e brinca: aí parou. Não tem mais o que se dizer. A poupança é o fim da linha. Chico ri, pois sabe que o João deu ênfase para que a próxima explicação ficasse didaticamente mais fácil: Não. Não é o fim da linha. Aí as pessoas que querem uma coisa, mas não tem todo o dinheiro, pega emprestado de quem tem poupança e devolve aquele dinheiro com juros para compensar e estimular o poupador a emprestar. Mas aí.....

- Égua ainda tem outro aí! – Com certa irritação Bacurim exclama. Chico explica: Tem. Como o poupador pode juntar muito dinheiro, ele não tem meios para saber se quem está pedindo emprestado tem ou não condição de pagar-lhe. O que ele faz? Entrega esta atividade para um Banco. Com isso o Banco passa a ser na verdade o grande analista da capacidade do solicitante de dívida e com isso o Banco vira o maior emissor de dívida do mundo material.

- Eita ferro! É os americanos escritim. Tudo é no banco. Quem tá quebrando são os bancos. – Grita Mitonho, mas Chambaril logo rebate: Uma ova. Quem vai quebrar são as pessoas que têm poupança. Quem é devedor é caloteiro, mas o poupador é o perdedor. Chico Breca dar uma paulada final: Como não existe uma categoria separada de poupador e tomador de empréstimo, a mesma pessoa é um e outro ao mesmo tempo, todo mundo tá fodido. E Chico completa: o pior de tudo é que pelos próximos anos o mundo vai funcionar assim como um queima de estoque para balanço. Vai ficar todo mundo tonto para saber o real valor das coisas. Vai ser assim como casal se separando, cada um querendo levar vantagem sobre outro, briga de todo tamanho, pois afinal aquele céu arrumado pelo dólar é quem está em crise.

- E é assim? Desta monstruosidade? – Pinga se preocupa e Chico explica: "É isso mesmo. Como é que o mundo vai funcionar com uma regra que está toda lascada? Ninguém olha mais para o dólar sabendo do que se trata. O Brasil, podem contar aí, vai passar por um pedaço muito ruim. Não adianta achar que o dia amanheceu igual, pois hoje ele é outra coisa.

Nisso passa uma ambulância do socorro de emergência com buzina a todo grito na direção do bairro. A reunião não tem mais quem segure. Filósofo é ingrato como todo ser humano. Surge uma novidade e todo mundo corre para saber do que se trata. Não tem nem ritual de encerramento. Cada um queria seguir à frente dos outros para se antecipar nas explicações. Os filósofos da Batateira estão ficando um tanto parecido com o meio acadêmico.

Futebol - Atualização - Por: Amilton Silva

Quatro jogos movimentaram ontem (26), a 28ª rodada da série B do Brasileirão 2008.Após duas vitórias consectuvivas o Fortaleza voltou a perder, desta feita para o Vila Nova, em Goiânia por 1 a 0, com essa vitória o Vila Nova permanece na segunda colocação e dá um grande passo para classificar-se para primeira divisão de 2009, já o Fortaleza volta a preocupar a sua grande torcida, pois, dependendo dos resultados dos jogos de hoje, podera ocupar a zona de rebaixamento.Os outros tres jogos tiveram os resultados:

PONTE PRETA 2 X 2 BRASILIENSE CRB 0 X 0 SANTO ANDRE PARANA 3 X 1 CRICIUMA

Hoje(27) pela Série A do Brasileirão, teremos tres jogos pela 27ª rodada:

FLAMENGO X SPORT GOIAS X VITORIA ATLETICO MG X FIGUEIRENSE

Os tres jogos serão iniciados às 18:30 h

Pela Série B a 28ª rodada será complementada com seis jogos:

GAMA X MARILIA AVAI X BAHIA CEARA X ABC SAO CAETANO X CORINTHIANS AMERICA RN X JUVENTUDE BRAGANTINO X BARUERI

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato



Notícias da Urca - 27 de Setembro de 2008

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR – SECITECE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA

URCA firma parceria com ONGAMI e
beneficia idosos de Juazeiro do Norte

A Universidade Regional do Cariri (URCA), através da Pró-Reitoria de
Extensão, firmou importante parceria com a Organização Não Governamental de
Assistência a Melhor Idade – ONGAMI, de Juazeiro do Norte, para atendimento
aos idosos da cidade e da zona rural do município. Por conta da parceria
firmada, a URCA cedeu uma sala no Campus do Pirajá. No local haverá
atendimento voltado para a pessoa idosa nas áreas jurídica, da saúde e
educação física. A inauguração acontece às 16 horas deste sábado, dia 27,
dia dedicado ao idoso. O evento contará com a presença de representantes da
Universidade, da sociedade juazeirense e demais amigos da ONGAMI.


Reitor participa de reunião
do CRUC em Fortaleza

O reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Plácido Cidade
Nuvens, esteve participando, nesta sexta-feira, em Fortaleza, acompanhado do
chefe de gabinete, Patrício Melo, e da Pró-reitora de Planejamento e
Avaliação da URCA, Carminha de Lima Macedo, da reunião do Conselho de
Reitores das Universidades do Ceará (CRUC). O reitor da URCA é o vice-
presidente do conselho. Na ocasião foram debatidos assuntos de interesse das
universidades do estado.

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Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br

Crato, 27 de setembro de 2008

Pensamento do dia - Nijair Pinto.



O sentimento humano é o paradoxo da realidade concreta.
Assim, quanto maior o vazio, mais rapidamente uma pseudo-relação tende a preenchê-lo. Isso nos serve como alerta nos momentos de carência, pois nessas horas podem surgir, além de efêmeros fantasmas, novos monstros, ingenuamente identificados como primevo amor ou nova paixão.

Autor:
Nijair Araújo Pinto

Major do Corpo de Bombeiros
Especialista em Matemática
Adesguiano
Escritor
Compositor
Estudante de Enga Civil – UFC
Acadêmico de Direito – URCA

Picolé de Chuchu perde no próprio terreiro


Kassab abre vantagem de quatro pontos sobre Alckmin, diz Datafolha

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), abriu vantagem de quatro pontos percentuais sobre o adversário Geraldo Alckmin (PSDB) e está com 24% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado na Folha (reportagem disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

A candidata Marta Suplicy (PT) lidera a disputa com 37% das intenções de voto. Alckmin está com 20%. O candidato Paulo Maluf (PP) está com 6%, seguido por Soninha Francine (PPS), com 4%.

O Datafolha ouviu 1.658 eleitores ontem e anteontem. A pesquisa foi registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo sob o número 03000108-SPPE. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Fonte: Folha OnLine.

26 setembro 2008

Texto Interessante - Thomas Edison - Um exemplo de Otimismo.

Um exemplo de que não devemos desistir nunca de nossos Sonhos:


Um exemplo de Otimismo foi demonstrado por thomas Edison, o gênio inventor e um inveterado Otimista, pela forma como reagiu a um aparente grande infortúnio. Numa noite de 1914,seu laboratório, que valia mais de US$ 2 milhões na época e não estava no seguro, começou a se incendiar, com todos os preciosos registros de Edison em seu interior.

No auge do incêndio, enquanto os bombeiros tentavam apagar o fogo, charles, filho de Edison, freneticamente procurava o Pai, que tinha o hábito de trabalhar até tarde da noite. Aliviado, ele encontrou Edison fora do laboratório, fitando serenamente a cena. O Semblante de seu pai refletia o brilho das chamas e seus cabelos grisalhos esvoaçavam ao sabor da leve brisa. Charles sentiu um aperto no coração vendo o pai, com 67 anos, testemunhar o trabalho de toda uma vida ser consumido pelas cinzas.

Após horas de silêncio. Edison disse a seu filho:
“Existe um grande valor num desastre como este. Todos os nossos erros são queimados. Graças a Deus e podemos começar tudo de novo”.

E Edison, de fato, começou de novo. Até o incêndio ele tinha passado três anos tentando inventar o toca discos.

Três semanas após o desastre ele conseguiu

Dihelson Mendonça
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PADRE CÍCERO E SEUS ROMEIROS



Renato Casimiro (*)

A história é bem conhecida: Na igreja do Joazeiro do Cariry, na madrugada do dia 06.03.1889, uma hóstia dada em comunhão à devota Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, transformava-se em sangue. Para muitos que se debruçaram sobre este episódio, aí reside o ato fundante da extensa relação do Pe. Cícero Romão Baptista com os romeiros nordestinos. Entre o instante seguinte, o da instauração do Inquérito respectivo, instruído pelo diocesano do Ceará, onde até se ousou dizer, da cátedra do Seminário da Prainha, “N.S.J.C. não deixaria a Europa para operar milagre no miserável lugar do Joaseiro” e a presente data, os fatos foram revistos com muita pesquisa e reflexão, para superar os enfoques enviesados, partidos sobretudo de uma produção pretensamente intelectual, polarizada naquilo que já se convencionara sistematizar em “escola do contra” e a “escola pró”.
Diante desta segregação, de pólos impiedosos e benevolentes, a Academia descobriu as razões e os caminhos que tornaram Pe. Cícero e as romarias de Juazeiro objetos preciosos de projetos de pesquisas, com os quais, mergulhando nestes fatos marcantes da trajetória do patriarca e seu povo, foram escritas muitas monografias, dissertações e teses que enriquecem este acervo analítico, por óticas de historiadores, sociólogos, teólogos, filósofos, antropólogos e vasta pluralidade de olhares e saberes. É neste contexto atualizado que desembarcamos por estes dias no emblemático território do Seminário da Prainha, para repensar conceitos de Milagre, Martírio, Protagonismo da Tradição Religiosa Popular de Juazeiro, centrados nas figuras proeminentes deste trajeto histórico: Pe. Cícero, beata Maria de Araújo, Romeiros e Romarias. Juazeiro do Norte, em quase cem anos de existência, é um grande centro de romarias deste país.
Não há dúvida qualquer em aceitar o quanto este fenômeno encerra de repercussão local de grande alcance, religioso, social e econômico, com extensão para toda a nação romeira espalhada por território nordestino. Daí porque é necessário conhecê-lo, captar suas lições, pois esta conjuntura não se dissocia de outras realidades do povo sertanejo. Vivemos tempos de uma assimilação gradual que o conhecimento e a pesquisa permitiram, a ponto de ensejar um novo posicionamento da Igreja, a mesma que seguidamente transforma a condição da igreja-matriz a Santuário Diocesano, para, há pouco, elevá-la à dignidade de Basílica Menor, e que deverá, na ansiedade do seu povo, reconhecê-lo, pela grandeza de sua obra.
É bem verdade que muitos ainda insistem nas respostas mais simples a questões de grande complexidade: Pe. Cícero – Santo ou fanatizador? Líder popular ou coronel? Missionário ou embusteiro? O beato ou milionário explorador? Reduzir estas questões a respostas mais simples é ato temerário. Felizmente, continuam sendo abertos extensos documentários, então guardados a muitas chaves, especialmente as da prevenção e de tudo mais que importava sepultar esta realidade que a própria Igreja não pôde conter. Cometeu-se, pastoralmente, um grande equívoco, uma omissão que se procura corrigir pelos esclarecimentos e contribuições de estudos e pesquisas. Nada nos custa acreditar que o romeiro do Pe. Cícero vai, seguidas vezes ao Juazeiro para se encontrar e se confessar com o seu santo. Conversa de padrinho e afilhado. Isto é grandioso. Tudo mais é menor.

(*) Renato Casimiro é professor aposentado da UFC, pesquisador e memorialista.
Publicado no jornal "O POVO", edição de 27-09-2008

AS BODAS DE CANÁ - Carlos Eduardo Esmeraldo

Por que as pessoas casam? Eu e Magali fazemos esta pergunta sempre que encontramos um casal de noivos se preparando para o casamento. E todos respondem mais ou menos a mesma coisa: “vamos casar para sermos felizes.” A única resposta destoante foi a de um jovem mecânico do Crato, no final da década de 1980, que disse que já tinha um emprego, uma casinha e precisava ter uma mulher para preparar seu almoço, lavar e passar sua roupa... Mas esse não desejava uma esposa. Seria mais prático conseguir uma empregada. Afinal, por que as pessoas casam? Acredito que não existe uma instituição mais censurada que o casamento. São críticas e sátiras nas novelas e no cinema, piadas de todos os gêneros, até em pára-choque de caminhão. Apesar de tudo isso, todo mundo ou já casou pelo menos uma vez ou pensa em um dia fazê-lo. Se por acaso alguém fica viúvo, volta a casar novamente, às vezes até com a irmã da falecida esposa, como ocorreu há mais de um século com um dos meus bisavôs e recentemente com um grande amigo meu. Se há uma separação, arranja-se imediatamente um novo casamento, talvez pela terceira ou quarta vez. Então por que é que duas pessoas se casam? Para viverem juntas o plano de felicidade que Deus preparou para cada ser humano. Deus nos criou exclusivamente para sermos felizes. O casamento é, portanto, uma instituição do direito natural, que existe desde que o mundo é mundo. Diz o livro do Gênesis que Deus ao ver que o homem não era feliz sozinho, deu-lhe uma auxiliar que lhe fosse semelhante. “Por isso o homem deixará pai e mãe para e se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne.” (Gn. 2, 24). Esta mensagem bíblica quer nos dizer que a união entre um homem e uma mulher se baseia na existência de um amor tão forte, capaz de se sobrepor aos laços de ternura e aconchego com os pais, deixando o casal com inteira liberdade para se entregar um ao outro e, juntos construírem uma nova família. O casamento é, pois, uma aliança de companheirismo e de crescimento no amor de um homem e uma mulher. Para nós, cristãos, é uma instituição natural, transformada num sacramento, para que as graças de Deus sejam derramadas em abundância sobre a família.
A pessoa humana, apesar de se considerar completa, é insuficiente em si mesma. Todos nós temos necessidade de expandir nossa personalidade, de nos relacionarmos com nossos semelhantes, não podendo, por natureza vivermos isolados, como tão bem disse o imortal Tom Jobim em uma de suas belíssimas canções: “É impossível ser feliz sozinho”. Por isso, no casamento, duas pessoas de sexos opostos se casam para que um procure constantemente fazer o outro feliz e deste modo obter a própria felicidade por acréscimo...
Entre as principais finalidades do casamento podemos destacar: o amor afetivo, a relação sexual, a procriação e formação dos filhos. Através de todos os componentes do amor conjugal, entre eles: a atração sexual e a afeição mútua, nós satisfazemos o nosso instinto sexual e possibilitamos que a vida se perpetue na terra. Gerando nossos filhos nos tornamos colaboradores de Deus em sua infinita obra criadora. Sim, porque a vida é um dom de Deus, quer ela tenha surgido espontaneamente, ou em tubos de ensaios dos laboratórios, como ocorre nos dias atuais...
Sempre que a Bílbia se refere a uma festa de casamento, implicitamente ela está mencionando uma aliança que Deus faz e renova constantemente com o seu povo. No Evangelho de João, (2,1-11) há uma festa de casamento em Caná da Galiléia, para a qual Jesus, Maria e os discípulos de Jesus foram convidados. Notando que o vinho estava acabando, Maria pediu a Jesus que ele fizesse alguma coisa. Naturalmente era uma vergonha muito grande para um noivo faltar vinho na festa de seu casamento. Jesus simplesmente respondeu à sua mãe: “A minha hora ainda não chegou.” Maria ignorou o que lhe dissera o filho e ordenou aos serviçais daquela festa: “Vocês façam tudo que ele vos mandar.” E então Jesus mandou que os serventes enchessem com água seis talhas de pedra que estavam ali para a purificação dos judeus e depois as entregassem ao mestre de cerimônia. Quando as talhas com água, já transformadas em vinho, foram apresentadas ao cerimonialista, este parabenizou o noivo: “Você é um noivo diferente. Guardou o melhor vinho para ser servido no final da festa.”
É claro que esta parábola tem um sentido teológico muito profundo, mas também é ao mesmo tempo um forte recado para os casais noivos e também para nós, que estamos casados. Em primeiro lugar convidamos para a festa do nosso casamento todos os nossos amigos e familiares e muitas vezes esquecemos-nos de fazer como aquele noivo de Caná da Galiléia, que convidou Jesus para a festa do seu casamento. O recado de Maria aos serventes da Galiléia continua a nos ser dado a cada um de nós, ainda hoje: “Façam tudo que ele vos mandar.” E Jesus nos mandou amar! As seis talhas de pedra representam não somente o coração do povo judeu, preocupado somente com normas de higiene e asseio, mas também o nosso coração endurecido e resistente à acolhida da Palavra de Deus. Coração fechado e contrário à construção do Reino que Cristo veio instalar. O vinho servido no final da festa cai fortemente sobre todos os casais com mais de trinta, quarenta, cinqüenta ou mais anos de casados: Continuar servindo o melhor vinho no final da festa é ter o propósito de viver cada dia da nossa vida matrimonial sempre renovado, como se ele fosse o primeiro dia. E o vinho na Bíblia simboliza o amor e a vida. E a nossa vida sem Jesus é como uma festa de casamento sem vinho!

Por: Carlos Eduardo Esmeraldo
Ilustração:
http://www.mscperu.org/grafic/biblia/pint/Jesus/picJesus/LasBodasDeCana.jpg
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Carta do Leitor: Ronilda

Bom dia, companheiro!

Sou varzealegrense, mas moro em fortaleza há muitos anos. Adorei o blog com notícias do Crato e de Várzea alegre. Sou prima de kaika que é um dos colaboradores.

um abraço,

Ronilda

Resposta:

Obrigado, Ronilda. Temos aqui dois grandes representantes de Várzea Alegre, que são o Antonio Morais e o Dr. Zé Flávio. Estão sempre escrevendo deliciosas crônicas sobre Várzea Alegre, a cidade dos contrastes. Várzea Alegre também tem um Blog, que sempre é divulgado na nossa aba lateral direita e aonde eu gosto muito de visitar e ver o que acontece por lá.
Seja bem vinda!

Dihelson Mendonça

O.B.S - quem desejar escrever para nós, o e-mail é :
blogdocrato@hotmal.com SEM BR.

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ELITE OU ELISÃO

Em comentário a um post do Carlos Eduardo Esmeraldo o professor Armando Rafael faz uma crítica ao conceito de elite como embate político. Nele o professor desce ao conceito em sua natureza original e levanta a questão da luta reformista ou revolucionária que tem como foco a própria elite política, econômica, social e cultural de um povo. Ao levantar a questão o professor Armando se encontra na atualidade de um tema que embora não seja novo, é muito presente na vida brasileira e na América Latina de modo geral. Como é da natureza do embate político a questão da elite se tornou uma peça de propaganda com a qual se pode criticar desde a condição de uma criança vendedora de pirulito até o banqueiro Daniel Dantas (aliás, descendente do Barão de Jeremoabo – Cícero Dantas Martins – cujo poder político desceu feroz contra os seguidores do Conselheiro).

Uma frase desprovida de sentido histórica há muito repetida pela esquerda Brasileira é: esta mesma elite que manda no país há quinhentos anos. Primeiro, sem que se queira é provida de um enorme preconceito, já embute um conceito que o país está fadado ao fracasso. É tão fora de tempo e espaço que na verdade perde todo o sentido de territorialidade ao passar a idéia que o problema se encontra nos trópicos, neste espaço geográfico. Na verdade o reino de Portugal sofreu uma evolução histórica, a costa do Atlântico ao longo de 500 anos passou por enormes mudanças de atividade econômica, as províncias da Colônia do mesmo modo e o país só foi inventado quando o reino de Portugal se abrigou aqui. Quando dizemos que há uma exploração social e econômica, não se busque a raiz histórica muito remotamente, pois esta discussão é agora e existem causas mediatas que estruturaram a sociedade e economia e causas mais remotas que criaram o imaginário nacional.

Outro fato associado ao comentário do Armando é que a elite é necessária para a condução dos povos. Convenhamos que o Armando neste sentido não se descola do Marxismo ao trazer o mesmo conceito condutor como igual fez o filósofo alemão ao explicitar, naquele ambiente revolucionário do século XIX, a elite revolucionária na classe operária. A vanguarda que conduziria ao comunismo. A questão em torno disso é saber-se se nesta altura da evolução da civilização a "condução" de qualquer natureza ainda se sustenta. Ou seja, a histórica ainda permanece em saltos, conflitos e precisa de "condottiere" para as conquistas necessárias. Tudo leva a crer que assim seja, mas convenhamos que a condução partirá de todos os lados da luta.

Tem uma questão na crítica à elite, especialmente no Brasil, que é de sua origem. Quando setores da esquerda a repete só poderia ter sentido se fosse necessário o roteiro dialético da revolução burguesa para em seguida vir a socialista. A tese da esquerda na verdade se sustenta sobre o pensamento essencialmente paulista, industrial e efetivamente revolucionário em relação ao Brasil rural. Então ouso dizer que os verdadeiros fundamentos da crítica à elite brasileira, surgiram não nos comunistas ou marxistas, mas na própria burguesia paulista industrial, que fartamente financiou a USP. E a tese deste pensamento é que se necessitava expropriar capitais do campo e liberar os camponeses para que o projeto industrial e urbano, como ocorreu na Inglaterra (na revolução do século XVIII), nos EUA e na França, pudesse vingar nos países relativamente atrasados.

O que se tem é que a literatura que analisou o país durante o século XX sempre teve por matriz a idéia que estávamos atrasados em termos de relações capitalista e que a culpa disso recaia sobre as elites rurais que manipulava a política nacional. A mais criticada e ainda é, sempre foi a nordestina. A fórmula mais corriqueira, inclusive, aparentemente até contraditória, é que a plutocracia paulista se aliou aos coronéis do nordeste para fazer a transição capitalista sem conflitos. Os coronéis a serviços do controle dos trabalhadores no Congresso e a elite industrial em busca do seu projeto de acúmulo de poder de capitais até que o "agrobusiness", afinal, desse cabo dos aliados de ocasião.

A evidência de que historicamente seja isso o que ocorra é muito forte. Foi com este discurso que, não a esquerda, mas um capitão de indústria, conquistou o poder político no Ceará. Se observarmos é o mesmo discurso do Governo do PSDB e agora, com mais concessões ao trabalho, é o governo Lula. O grande projeto que se consolida é o de uma burguesia nacional, com fortes vínculos internacionais e conteúdo ideológico cujo núcleo duro é o mercado. Afinal o Brasil tem um projeto de classe, mas ainda não um projeto de nação que seja inclusivo socialmente.

Agora retornando ao conceito em si que o Armando levantou. Primeiro ao aspecto "em todos os setores da vida é inevitável que existam elites". Esse é um alargamento do conceito de tal ordem que termina por negá-lo, embora guarde relação com a palavra francesa do qual se originou no século XIV. Voltemos à matriz etimológica do mesmo. Na verdade o élite do francês queria dizer "o que há de melhor" mas tem uma conexão com a palavra eligere do latim clássico que quer dizer "escolher". Portanto elite só tem sentido real de conceito quando conecta a "escolha" com o "melhor". Ou seja, a escolha do melhor e isso é muito mais do domínio de quem escolhe do que do detentor da escolha. Um professor não pode "escolher" o "melhor" entre os alunos, pois isso perde a natureza participativa da escolha e se torna apenas uma imposição. Um reparo: nos ambientes extremamente competitivos como vestibulares e concursos, todos admiram aqueles que têm melhores desempenho de notas, mas já reconhecendo que eles ganharão na escolha. E o não escolhido fica de fora do jogo. Aí já não é mais elite, é outro conceito.

Na verdade, retornando à matriz do conceito da necessidade de uma condução. Se olharmos para a literatura mosaica fica claro que este exemplo é bíblico e traduz todo o sentido da religiosidade judaica e cristã. O sentido da igreja, dos padres e dos irmãos. Mas no cristianismo, assim como no islamismo o velho judaísmo foi acrescido de refinamentos filosóficos. Ambos foram herdeiros da filosofia grega, especialmente a cristã com o pensamento Paulino e Agostiniano e então veio a república platônica conduzida pelos sábios. Ao reconhecer este aspecto temos de inventariar o presente para encontrarmos o leito exato com o qual o mundo dos homens se encontra evoluindo e, assim, colocarmos no devido lugar o conceito de elite.