05 agosto 2008

Poema "Rio Grangeiro" de J. Alves de Figueiredo - 1953.

Amigo Dihelson.

Veja o poema " Rio Granjeiro " de J. Alves de Figueiredo. Lamentavelmente toda aquela beleza se resume hoje ao canal poluído e sujo que atravessa nossa Crato hoje em dia.


RIO GRANJEIRO

Este Rio que passa aqui gemendo
E vem da serra envolto a mil cipós,
Anda a gemer desde que me entendo,
Desde que se entenderam os meus avós.

É um rio de amor que vem trazendo
O cristal que regala a todos nós,
Seu gemido, é segredo que eu desvendo,
Pois nele fala o Crato em terna voz.

Cantem outros o encanto de outros rios,
Como fez com o Tejo vate luso,
Que eu cantarei em doces murmurios.

Do Grangeiro esta voz que eu sempre acuso
Como um lamento, um canto de amavios,
Uma harmonia de deuses que eu traduzo!

J. Alves de Figueiredo.

publica Jornal Folha da Semana 17.10.1953.

Enviado por:
Antonio Alves de Morais

Um comentário:

  1. Há quem diga que o Crato não conhece sua memoria. Eu vou ser mais severo, acho que não procura conhecer. Fui buscar no fundo do baú, dois poemas: O CRATO de Alves de Oliveira e RIO GRANGEIRO de Jose Alves de Figueiredo, duas declarações de amor a nossa terra. Contei com a generosidade do Dihenson que fez a postagem no Blog do Crato. Nenhum comentario, unsinho só. Diferentemente, observamos quando politicos lavam roupa suja e chovem comentarios numa demonstração explicita de falta de civilidade democratica. Muito obrigado Dihelson, voce fez o sua parte. Parabens.

    Abraços.

    ResponderExcluir

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.