14 maio 2008

A SUCESSÃO MUNICIPAL NO CRATO E O PT - Por Amadeu de Freitas, Dirigente do PT - Crato CE

Desde 1982 o Partido dos Trabalhadores participa de eleições no município do Crato. Em apenas uma delas não apresentou candidatura própria, em 1992, quando indicou o médico Marcos Cunha para ser candidato à vice-prefeito de Raimundo Bezerra, do PMDB. Nas demais eleições o PT, ora saiu sozinho (1982 e 1988), ora fez aliança com o PSB e PCdoB (1996, 2000 e 2004). Esse histórico eleitoral do PT do Crato revela a firmeza na busca do seu projeto de poder local. Deixa claro que o PT não é e não será sigla de aluguel. É um partido político. É um partido de classe, da classe trabalhadora, por isso sua inserção nas lutas e nas organizações dos trabalhadores.
Em 2008, o processo eleitoral ocorre em um quadro partidário modificado com o resultado das eleições de 2006. Com a eleição do Governador Cid Gomes e a derrota dos tucanos no Estado do Ceará, uma nova hegemonia política se constitui com a liderança do PSB, PT, PMDB, PV, PCdoB e outros partidos. Essa nova realidade político partidária tem forte repercussão nos municípios. Partidos ideologicamente identificados como de direita que tinham vinculação com o governo anterior hoje estão na base do atual governo que tem como centro político os principais partidos de esquerda no Estado: PSB, PT e PCdoB. É essa configuração política que impulsiona o Partido dos Trabalhadores a compor uma aliança eleitoral mais ampla do que as de pleitos anteriores.
É de se esperar que partidos da base aliada do mesmo governo tenham interesse por uma aliança com o objetivo de preservar a unidade das forças que dão sustentação política ao governo e derrotar o adversário comum. Pois foi com essa intenção que o PT do Crato, em encontro de seus filiados/as, realizado no dia 20 de abril de 2008, aprovou por maioria a proposta de aliança com os partidos da base do governo Federal e Estadual, indicando o pré-candidato do PV, André Barreto, para encabeçar essa coligação na condição de candidato a prefeito.
Essa tática eleitoral em que o PT abdica da candidatura própria é motivada pela conjuntura política, sem que isso signifique abandono do seu projeto de poder local ou adesismo eleitoreiro. A proposta do PT de uma aliança com esses partidos está condicionada a um programa de governo que contemple a ampliação da democracia através da participação popular na gestão pública, a correta aplicação dos recursos das políticas públicas e o compromisso com uma campanha sem aliciamento do voto.
Quem estabelece critérios como esses para firmar aliança eleitoral e os torna público, não mudou de posição nem tão pouco traiu a confiança da população. Quando dirigentes do PT conversam com aliados que outrora estavam em lado oposto, estão cumprindo uma tarefa determinada por uma resolução aprovada democraticamente em encontro partidário. Ninguém está falando em seu nome pessoal ou defendendo interesse próprio.
A aliança que o PT está construindo para as eleições de 2008 no município do Crato permitirá o seu retorno à Câmara Municipal, bem como sua influência no futuro governo municipal, algo que desagrada a quem não quer um Legislativo atuante e fiscalizador e muito menos um Poder Executivo sob o controle social. Saudações petistas!

Amadeu de Freitas

Dirigente do PT
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9 comentários:

  1. AMADEU,

    I)Suas declarações são mesmo a
    prova, inconteste, de que a
    POLÍTICA é muito dinâmica...

    II) São a demonstração de que "SIGLAS UNIDAS", "compromissos eleitorais", "base de apoio", "composições mais amplas", "tática eleitoral"... se constituem em simples estratégia para justificar que "vale tudo", para se chegar aos Poderes EXECUTIVO e LEGISLATIVO...

    III)São o reconhecimento de que, em matéria de política local, os fins e os "WALTINS" justificam os meios...

    Eu ainda fico com aquela máxima:
    "BASTA APENAS UMA LARANJA PODRE PARA ARRUINAR TODO O GOSTO DA LARANJADA..."

    Eu em!!!

    GEORGE MACÁRIO
    odemocrato.blogspot.com

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  2. Em artigos postado anteriormente pelo ex-vereador Amadeu de Freitas, escrevia a justificativa das alianças traçadas para próxima eleição na cidade de Crato. Indicando ainda que era uma pessoa incorruptível. Gostária de fazer um breve comentário, e que vocês refletissem sobre o assunto.
    Quem pede apoio a corrupto, não poderá ser incorruptível. Ou pode? Vejamos a citação bíblica que: "diz com quem andas que eu direi quem tu eis".
    O ex-vereador deveria ser explicitos é informar à população cratense, que o que ele busca é, somente, o poder pelo poder.
    O povo do Crato sabe que você só tem discurso. É só observar o resultado da eleição passada, onde você e nem o seu concorrente, o hoje, dentro do PT, retornaram ao legislativo municipal e muito menos o Sr. Walter Peixoto de quem busca apoio.
    Seja pragmático como eram os seus discursos!!!. Agora que encontra-se em um grande cargo do governo dos aloprados, não quer largar o poder, que tanto buscou, criticando Walter Peixoto,chamando-o por várias vezes de corrupto.
    Que tanta contradição ex-vereador!!! Este é o PT de hoje, que fez e faz coligação com Paulo Maluf, Roberto Jefferson, e isso sem falar no grande elenco que já tinha em seus quadros. A saber: Dirceu, Genuíno, Guimarães, Silvinho, Delúbio, dentre outros.
    Roberto Sousa e Silva – funcionário público

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  3. Eita ninho de cobra.....
    Quero deixar meu testemunho a esses 02 companheiro de Camara Municipal, Amadeu e Valdetario, tiro o chapeu pela atuação dos 02 no nosso poder legislativo...mas agora depois da eleição do Cid, as coisas mudaram.

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  4. Valdetário Brito18 de maio de 2008 19:26

    Sobre a tentativa de Amadeu de Freitas explicar o encontro com Waltin, gostaria de fazer o seguinte comentário: a estratégia do PT e PV irem conversar com o Walter Peixoto não foi tirada em encontro do PT como afirmou o ex-vereador. A infeliz proposta foi planejada em uma reunião extraordinária com parte da Comissão Executiva do PT local juntamente com alguns membros do PV. Com o agravante de que a referida reunião ocorreu de forma "clandestina", uma vez que não fora convocada conforme os Estatutos do PT. A convocação para a citada reunião feria frontalmente o art. 80 do nosso Estatuto. O grupo político do Amadeu foi enclusive informado de que aquela reunião não teria validade. Disponho de documento assinado pela secretária geral do Partido alertando sobre a ilegalidade da suposta reunião. Fiquei surpreso ao tomar conhecimento que, embora soubessem da nulidade do que ali seria combinado, o grupo que tenta anexar o PT ao PV, deliberou pelo infeliz encontro com o Waltin. O nosso grupo político (DR) não participou da trama; ao contrário, tentou impedir a reunião em tela. Mas a DS, mais uma vez desrespeitou a minoria e o Estatuto do PT, numa tentativa inútil de se manter hegemônica dentro do Partido. Passou o "trator" e acabou dando no deu... para tristeza de muitos e surpresa de tantos. Quando é que o comando do DM do PT cumprirá todas as deliberações dos nossos encontros e reuniões? A propósito, o "Seminário Desenvolvimento Rural Sustentável" realizado no ICC, em 17.05.08, também não foi deliberado em nossos encontro e reuniões, tanto isso é verdade que os oragamizadores do referido seminário enviaram convites para os filiados do Partido. Estranho ter que convitar quem estaria organizando a "Festa".
    A construção da unidade da base política que elegeu o Governador Cid e reelegeu o presidente Lula deve ser feita em conjunto com todas as siglas envolvidas, e não apenas por um único partido. E nunca colocando o PT apenas como figurante neste importante cenário.
    Valdetário Brito.
    Membro do DM do PT.
    e-mail valdetariobs@ig.com.br

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  5. O ex-vereador AMADEU DE FREITAS não é mais Dirigente do Partido dos Trabalhadores da Cidade do Crato. O que se observa e que é importante é que até membros da sociedade percebe que AMADEU DE FREITAS quer ser dono do PT/Crato. "DEVAGAR COM O ANDOR AMADEU, QUE O SANTO É DE BARRO".Não coloque a DS acima do estatuto do PT.

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  6. Em resposta ao comentário de Valdetário Brito.
    Não gostaria de contribuir com o prolongamento da polêmica sobre a posição do PT para as eleições de 2008, mas devo esclarecer sobre a realidade que querem distorcer. A respeito das críticas de Valdetário, como Secretária Geral do PT quero informar:
    1. Uma vez aprovada proposta de construção de uma aliança, está implícita a necessidade de conversas para viabilizar tal proposição;
    2. A reunião da Executiva do PT, que Valdetário classifica de “clandestina”, ocorreu no dia 26/04/2008 com o objetivo de comunicar oficialmente ao PV a decisão do Encontro Municipal que deliberou pelo apoio ao seu pré-candidato. Essa reunião que o grupo de Valdetário tentou inviabilizar não se enquadra no artigo 80 do Estatuto do PT. O partido não pode depender de convocação extraordinária para realizar conversas políticas;
    3. A mencionada reunião não deliberou sobre o encontro com Waltim, como acusa Valdetário. A reunião com o PMDB/Waltim foi marcada por André Barreto e informada à presidente do PT no dia 01/05/2008, conforme ficou acertado de que a partir de então as conversas com os outros partidos seriam conjuntas;
    4. O Diretório Municipal do Crato sempre tem seguido o Estatuto Partidário, Regulamentos, Resoluções, encaminhamentos e deliberações tiradas em reuniões. Sendo, esses, alguns dos meios pelos quais o Partido dos Trabalhadores garante a transparência de suas ações. Infelizmente, alguns membros do Partido acham que seguir normas adotadas é “burocracia”; muitas vezes, não participando das reuniões, ficando alheios às decisões tomadas e acabam por divulgar inverdades.
    5. Sobre os Seminários do Programa de Governo, foi deliberado, na reunião do Diretório Municipal do PT de 03/05/2008, que o PT passaria a organizá-los juntamente com o PV. Valdetário não compareceu a essa reunião por se encontrar viajando.
    6. A elaboração de propostas para o Programa de Governo não terá, necessariamente, que aguardar a formalização de aliança que somente ocorrerá em junho, segundo o calendário eleitoral. Uma vez que dois partidos já têm o entendimento de se aliar, não vejo crime discutir propostas conjuntamente. Quando formalizada a aliança com outros partidos, será aberto novo processo de discussão de propostas, sem prejuízo do que foi construído.
    Espero que não voltem a distorcer os fatos que envolvem o PT, pois não ajuda aos que querem o bem do nosso Partido, mas a quem quer ver seu insucesso nas eleições de 2008.

    Heliane Aragão
    Secretária Geral do DM - PT/Crato

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  7. Em resposta ao comentário de Valdetário Brito.
    Não gostaria de contribuir com o prolongamento da polêmica sobre a posição do PT para as eleições de 2008, mas devo esclarecer sobre a realidade que querem distorcer. A respeito das críticas de Valdetário, como Secretária Geral do PT quero informar:
    1. Uma vez aprovada proposta de construção de uma aliança, está implícita a necessidade de conversas para viabilizar tal proposição;
    2. A reunião da Executiva do PT, que Valdetário classifica de “clandestina”, ocorreu no dia 26/04/2008 com o objetivo de comunicar oficialmente ao PV a decisão do Encontro Municipal que deliberou pelo apoio ao seu pré-candidato. Essa reunião que o grupo de Valdetário tentou inviabilizar não se enquadra no artigo 80 do Estatuto do PT. O partido não pode depender de convocação extraordinária para realizar conversas políticas;
    3. A mencionada reunião não deliberou sobre o encontro com Waltim, como acusa Valdetário. A reunião com o PMDB/Waltim foi marcada por André Barreto e informada à presidente do PT no dia 01/05/2008, conforme ficou acertado de que a partir de então as conversas com os outros partidos seriam conjuntas;
    4. O Diretório Municipal do Crato sempre tem seguido o Estatuto Partidário, Regulamentos, Resoluções, encaminhamentos e deliberações tiradas em reuniões. Sendo, esses, alguns dos meios pelos quais o Partido dos Trabalhadores garante a transparência de suas ações. Infelizmente, alguns membros do Partido acham que seguir normas adotadas é “burocracia”; muitas vezes, não participando das reuniões, ficando alheios às decisões tomadas e acabam por divulgar inverdades.
    5. Sobre os Seminários do Programa de Governo, foi deliberado, na reunião do Diretório Municipal do PT de 03/05/2008, que o PT passaria a organizá-los juntamente com o PV. Valdetário não compareceu a essa reunião por se encontrar viajando.
    6. A elaboração de propostas para o Programa de Governo não terá, necessariamente, que aguardar a formalização de aliança que somente ocorrerá em junho, segundo o calendário eleitoral. Uma vez que dois partidos já têm o entendimento de se aliar, não vejo crime discutir propostas conjuntamente. Quando formalizada a aliança com outros partidos, será aberto novo processo de discussão de propostas, sem prejuízo do que foi construído.
    Espero que não voltem a distorcer os fatos que envolvem o PT, pois não ajuda aos que querem o bem do nosso Partido, mas a quem quer ver seu insucesso nas eleições de 2008.

    Heliane Aragão
    Secretária Geral do DM - PT/Crato

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  8. Em resposta ao comentário de Valdetário Brito.
    Não gostaria de contribuir com o prolongamento da polêmica sobre a posição do PT para as eleições de 2008, mas devo esclarecer sobre a realidade que querem distorcer. A respeito das críticas de Valdetário, como Secretária Geral do PT quero informar:
    1. Uma vez aprovada proposta de construção de uma aliança, está implícita a necessidade de conversas para viabilizar tal proposição;
    2. A reunião da Executiva do PT, que Valdetário classifica de “clandestina”, ocorreu no dia 26/04/2008 com o objetivo de comunicar oficialmente ao PV a decisão do Encontro Municipal que deliberou pelo apoio ao seu pré-candidato. Essa reunião que o grupo de Valdetário tentou inviabilizar não se enquadra no artigo 80 do Estatuto do PT. O partido não pode depender de convocação extraordinária para realizar conversas políticas;
    3. A mencionada reunião não deliberou sobre o encontro com Waltim, como acusa Valdetário. A reunião com o PMDB/Waltim foi marcada por André Barreto e informada à presidente do PT no dia 01/05/2008, conforme ficou acertado de que a partir de então as conversas com os outros partidos seriam conjuntas;
    4. O Diretório Municipal do Crato sempre tem seguido o Estatuto Partidário, Regulamentos, Resoluções, encaminhamentos e deliberações tiradas em reuniões. Sendo, esses, alguns dos meios pelos quais o Partido dos Trabalhadores garante a transparência de suas ações. Infelizmente, alguns membros do Partido acham que seguir normas adotadas é “burocracia”; muitas vezes, não participando das reuniões, ficando alheios às decisões tomadas e acabam por divulgar inverdades.
    5. Sobre os Seminários do Programa de Governo, foi deliberado, na reunião do Diretório Municipal do PT de 03/05/2008, que o PT passaria a organizá-los juntamente com o PV. Valdetário não compareceu a essa reunião por se encontrar viajando.
    6. A elaboração de propostas para o Programa de Governo não terá, necessariamente, que aguardar a formalização de aliança que somente ocorrerá em junho, segundo o calendário eleitoral. Uma vez que dois partidos já têm o entendimento de se aliar, não vejo crime discutir propostas conjuntamente. Quando formalizada a aliança com outros partidos, será aberto novo processo de discussão de propostas, sem prejuízo do que foi construído.
    Espero que não voltem a distorcer os fatos que envolvem o PT, pois não ajuda aos que querem o bem do nosso Partido, mas a quem quer ver seu insucesso nas eleições de 2008.

    Heliane Aragão
    Secretária Geral DM PT-Crato

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  9. O anônimo que comentou que AMADEU DE FREITAS não é mais dirigente do PT do Crato está espalhando mentira. Eu sei que ele foi eleito membro do Diretório Municipal no PED de 2007. Também sei que ele não tem a pretenção de ser dono do PT, apenas ele consegue ter a liderança que muitos não têm. Como esse anônimo é bastante informado, pois sabe que Amadeu é da DS, devia respeitar o direito de tendência que o PT reconhece e parar com esse negócio de querer rotular os filiados. Vamos respeitar o nosso partido e os companheiros, pois essa tentativa de satanizar o companheiro Amadeu já tá na cara que é uma ação dirigida, é pessoal.

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