21 dezembro 2007

Poema de Natal



Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

ESPERANÇA E AÇÃO

Pedro Esmeraldo

Aproxima-se o ano de 2008. Infelizmente uma velharia arcaica teima em querer liderar o destino desta cidade. Seria melhor que entregassem os pontos e dessem oportunidade aos jovens, orientando-os a seguir o caminho reto da política.
Falo principalmente da política escolar, vez que anda desprezada pelas autoridades, pois, têm o hábito de fechar escolas dos sítios, desprezando a sua população e privando de melhorar o índice de ensino elementar. Para a surpresa de muitos essas autoridades fecharam a Escola Maria Amélia Esmeraldo no Sítio São José, causando revolta em toda população.
Escola – define-se como uma função, constituindo-se um sistema com dedicação como uma posição administrativa de formação de professores. Considero como uma interação entre professores, alunos e sociedade.
Escola renovada deve ser dinâmica cultural, constantemente reformulada a fim de atender todas as funções sociais apresentadas simultaneamente de renovação em suas estruturas, observando os fatos diversos, com secretárias adequadas ao sistema escolar.
No decorrer do Ano a escolinha Maria Amélia do Sítio São José impulsionando por medidas arbitrárias do Secretário de Educação, sem conhecimentos dos fatos, achou por bem fechar essa referida escola, talvez por pirraça, deixando as crianças sem estudo e sem apoio cultural. Dizia esse secretário que lá não possuía alunos suficientes para mantê-la em atividade. Lugar densamente povoado, não é de bom alvitre fechar escolas, já que o índice de analfabetismo é muito grande e não é permitido de forma alguma privar essas crianças do estudo. Ao mesmo tempo, lembro a esse secretário que Crato é um município grande e cheio de problemas, não se concebe toldar a consciência do povo que vive desestimulado pelas autoridades do ensino, vez que fazem questão de tirar das crianças esse melhoramento. Ao meu ver, o nobre chefe do poder executivo deve ter bom senso e saber escolher pessoas adequadas, dignas de merecimentos para assessorar o seu gabinete, pois, trarão bom desempenho na sua profícua administração. Infelizmente, o chefe do poder executivo municipal não teve sorte na escolha de seus assessores, colocando pessoas inadequadas que atrapalham o desempenho de uma perfeita administração. Com isto, quero dizer, quem deveria ocupar cargos de assessorias são homens habilitados e eficientes nos cargos que devem ocupar.
Creio que o nobre prefeito compreendera e tomara decisões satisfatórias e escolhendo pessoas cursadas em sua área, já que talvez mudará o ritmo do desenvolvimento da administração cratense.
Com certeza, o Crato caminhará no caminho reto e equilibrado.
Todo cratense esperançoso deseja que o chefe do poder executivo faça uma programação mais digna e entre em entendimento com os demais secretários, aproximando-se do povo trazendo prosperidade e fé, tirando Crato deste marasmo.

Um Natal Brasileiro

Neste Natal queria ser diferente!
fazer um Natal brasileiro completo em sua montagem.
Naturalmente autêntico,
usando nossa cultura e riqueza sem nada, nada...
copiado de fora.

Minha árvore, uma linda carnaúba com suas folhagens bem largas.
Enfeitando, só flores do campo diversos tipos, coloridas,
mostrando a alegria bem nata da essência brasileira.

Luzes piscando ao redor nas cores da nossa bandeira verde,
amarelo, azul e branco dizendo pra quem puder ver que estamos vivos,
alertas felizes... Sobrevivendo...

Nada de presentes em volta só muitas crianças sentadas observando com alegria, cantando... Tentando mostrar que a esperança ainda se encontra presente, marcante batendo incontinenti, no coração brasileiro.

Nossa mesa linda, grande e farta só de frutas nacionais manga, uva, abacaxi, pequi, melancia, laranja, caju, acerola, banana nada de muita comida além... A não ser a rabanada de pão velho regadas com água de coco.

A música um som bem nativo nada de muito estridente mas só bem cadenciado o molejo e o trinado de um chorinho bem da terrinha, mostrando que nós brasileiros buscamos em nossas raízes a verdadeira faceta da nossa identidade.

Papai Noel de bermudas, descamisado já que aqui é verão. Nada de barba comprida, trenó Pra que? se nem neve nós temos.Viria de barcaça ou jangada saindo de dentro do mar.

Suas renas seriam golfinhos ou quem sabe até gaivotas. Elas o trariam felizescercados por andorinhas seguidas de outros pássaros araras, papagaios, periquitos canários, sabiás, tuiuius e bem-te-vis.

O calor dos nossos dias é como um imenso coração sempre aberto e hospitaleiro batendo com magia, euforia, solidariedade, amizade. Amor pelos seres humanos que são nossa sociedade vibrante por uma grande união.

Presentes distribuídos: empregos, saúde, escolas o fim dos desabrigados o fim da violência hostil o não a corrupção.Numa união: políticos versus o povo em prol de uma grande nação.

Feliz Natal meus irmãos
Feliz Natal meu povo
Feliz Natal BRASIL!!!Que sobreviva a esperança
vencendo o caos da nação.

(Stela Siebra)

DANDINHA, para Sempre!

Fui aos meus arquivos que são de produções artísticas do Cariri e revisitei a obra poética, lírica e clássica de: Bernardina Vilar de Alencar Costa, ou, simplesmente a inesquecível “Dandinha Vilar”. Nascida no sítio Lameiro em 1922, Dandinha deixou uma obra literária de uma beleza ímpar. São poemas saudosos, sentimentais, escritos com as canetas do coração e as tintas da alma! Vejam essa pérola:

O RETRATO

Sala deserta, na penumbra imersa
E na parede um quadro pendurado;
Sobre os frangalhos de um tapete persa,
Lá no canto um piano empoeirado.

Contra os vitrais, na direção inversa,
Um móvel antigo, sujo, desbotado;
Como a mostrar cumprir sorte adversa
Um divã noutro canto abandonado.

Abri a porta. Entrei. Tudo era triste.
Na solidão apenas a certeza
De que mais nada ali já não tem dono.

Mas qual! Num desafio que assim resiste,
Um retrato sorrindo sobre a mesa
No mais letárgico e tétrico abandono.


Dandinha em vida publicou dois livros de sonetos. Publicou vários poemas em livros e revistas de circulação Caririense. Foi professora, vereadora e por dezoito anos exerceu mandato. É minha parceira musical. Estou gravando o meu terceiro CD em que estamos parceiro na música: Paralelas. Hoje, dia 21, de dezembro 1997, fazem dez anos que eu não diria de morte, mas, que ela foi chamada a escrever glórias-poéticas nas alturas! Então, temos por lá, como sabemos que em todo canto tem um cratense, uma adorável poetisa recitando para anjos boquiabertos!

Foto Telma Saraiva//Divulgação.

Hoje no DN - Cariri ganha Juizado contra violência doméstica e familiar


Proteção à mulher

Cariri ganha Juizado contra violência

População do Cariri conta com apoio do Juizado de Violência Doméstica e Familiar, no Fórum em Juazeiro

Juazeiro do Norte. A mulher caririense conta, a partir de agora, com mais um equipamento na prevenção e combate à violência, com a instalação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar, no Fórum Desembargador Juvêncio Santana, neste município. A solenidade de inauguração aconteceu na manhã de ontem, com a presença de autoridades do Estado e nacionais, a exemplo do governador Cid Gomes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, César Ásfor; presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Fernando Luiz Ximenes Rocha.

Integrantes do movimento de mulheres estiveram representadas, por meio do Conselho dos Direitos da Mulher do município. Além dos juízes titulares, assistentes sociais e psicólogos, os juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ceará são estruturados com diretor de Secretaria, analistas judiciários, oficiais de justiça, analistas judiciários adjuntos e técnicos judiciários. A implantação das duas unidades é um cumprimento à Lei Maria da Penha, aprovada em agosto de 2006, com o objetivo de coibir a violência contra a mulher.

Resultado

É resultado de um trabalho da quatro meses da Comissão Especial de Acompanhamento e Implantação da Lei Maria da Penha, do Tribunal de Justiça do Ceará, presidida pela desembargadora Maria Celeste Thomaz de Aragão. Segundo o presidente do TJCE, a luta pela paz, pelo direito à dignidade e contra a violência se concretiza pela ação da Justiça. A instalação deste Juizado é um momento muito importante e gratificante para o Tribunal de Justiça do Ceará”, diz Fernando Ximenes. Para Maria da Penha, a implantação dos juizados é muito importante para as mulheres.

Matéria publicada no Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional - www.diariodonordeste.com.br

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Hoje no Dn - Livro resgata história de Menezes Barbosa

O Cronista do Cariri

Livro resgata história de Menezes Barbosa

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“O Cronista do Cariri”, de Jota Alcides, será lançado em Juazeiro do Norte

Jota Alcides, autor do livro, faz análise da trajetória do cronista Menezes Barbosa na imprensa do Ceará

Fortaleza. Ex-editor-chefe do Correio Braziliense e ex-diretor de Redação do Jornal do Commércio, do Recife, o jornalista e escritor caririense Jota Alcides estará lançando, no próximo dia 27, em Juazeiro do Norte, o seu décimo livro, “O Cronista do Cariri”, em noite de autógrafos no Memorial Padre Cícero. Com esse livro, que será lançado, também, no Recife e em Brasília, vai comemorar os seus 40 anos de jornalismo. “O Cronista do Cariri” traz o relato e a análise da fecunda e admirável trajetória de sucesso profissional do cronista Menezes Barbosa na imprensa do Ceará, sobretudo no rádio de Juazeiro do Norte.

É o quarto livro de Jota Alcides com foco no Cariri. Antes, no início de sua carreira como autor, lançou “Padre Cícero - O poder de comunicação”, “Padre Cícero segundo Mestre Athayde” e “Manchester do Cariri”. Neste novo ensaio, ele posiciona e destaca Menezes Barbosa na história da radiodifusão no Ceará, sua valiosa contribuição para implantação e desenvolvimento do rádio no Cariri e seu papel de reconhecido líder social e cultural na comunidade regional. Além disso, o autor faz um retrospecto das atividades do cronista desde 1942, quando começou na revista “A Idéia”, publicação do Liceu do Ceará. O novo lançamento editorial de Jota Alcides é uma promoção do Instituto do Ceará, de Fortaleza, Prefeitura Municipal e Câmara Municipal do Juazeiro do Norte e do Instituto Cultural do Vale Caririense.

Com visão histórica sobre a evolução da comunicação de massa no Brasil e no Ceará, Jota Alcides ressalta que Menezes Barbosa, seguindo um dos pioneiros da radiodifusão no País, Roquette Pinto, sempre adotou e estimulou o rádio “como ferramenta de comunicação coletiva motivadora e propulsora do progresso cultural e do desenvolvimento econômico do Cariri”. Destaca a forte influência da personalidade e das virtudes do Padre Cícero sobre Menezes Barbosa e analisa o padrão, o estilo e as características literárias de suas crônicas, sempre envolventes e construtivas. Conclui que Menezes Barbosa, ao longo de seis décadas de ininterrupta atuação, com mais de 25 mil crônicas publicadas, sobretudo no rádio de Juazeiro do Norte, “consagrou-se como intelectual público, observador sagaz de reações reflexivas, capaz de mexer com corações e mentes de multidões do Cariri”.

Homenagem

Jota Alcides é autor de duas outras obras sobre a radiodifusão no País, “PRA-8 O Rádio no Brasil” e “Pernambuco Você é Meu — as crônicas de Menezes Barbosa”. As obras são demonstrativas da força do rádio no Cariri, nas quais ele avalia numa perspectiva do cenário nacional. Os trabalhos justificam o seu novo livro pelo que elas significam em valores histórico, social e cultural numa região de expressiva importância para o Nordeste e pelo que contêm de sentido universal, sociológica e antropologicamente.

Além disso, o autor tem a sua motivação pessoal: “Desejo fazer uma merecida e justa homenagem ao médico, professor, jornalista e escritor Menezes Barbosa, pelos seus abundantes serviços eficazes e dignamente prestados ao Juazeiro e ao Cariri em mais de 60 anos de crônicas no rádio”, diz ele.

Para o autor, o Cariri é o maior celeiro de intelectuais do Ceará, alguns com projeção nacional e até internacional. “Mas ninguém supera Menezes Barbosa em longevidade e produtividade de crônicas, artigos e editoriais abordando os mais variados e palpitantes temas regionais”, completa o autor. Além disso, ele argumenta ainda que Menezes Barbosa pode ser comparado, em dimensão regional, ao que foi o saudoso mestre Austregésilo de Athayde, em dimensão nacional, com mais de 50 mil crônicas e considerado o maior editorialista do mundo. “Com esse livro, também presto, pessoalmente, um tributo de gratidão àquele que, há 40 anos, me abriu as portas para o mundo da notícia”, afirma o autor.

A publicação servirá como forma de estudo e pesquisa para a história da radiodifusão cearense, por incluir Menezes Barbosa como um dos cronistas mais importantes no cenário regional do Estado, pelas produções e por ser um dos pioneiros do rádio no Ceará.

PREFÁCIO

Obra destaca importância das crônicas

Eduardo Campos, autor do prefácio, ressalta os flagrantes do cotidiano característico do cronista Menezes Barbosa

Fortaleza. Quem assina o prefácio do décimo livro de Jota Alcides é o jornalista, escritor, cronista e dramaturgo Eduardo Campos, ex-presidente da Academia Cearense de Letras e do Instituto do Ceará e ex-dirigente nacional dos Diários Associados, recentemente falecido em Fortaleza. Em seu prefácio, Eduardo Campos afirma que “o impecável estudo (e avaliação) do aplaudido jornalista e escritor Jota Alcides é relato conciso, ágil, exato na apreensão do interesse maior do fato de que cuida, não atenuando o julgamento, que emite, e o fazendo independente de adesão emocional, circunstancial”.

Sobre Menezes Barbosa, personagem central do livro, diz Eduardo Campos: “Suas crônicas são expressivos flagrantes do quotidiano, todas de relevantes qualidades jornalísticas, escritas para atingir o audiente não apenas com a beleza das palavras, de que se nutre, mas pelo veemente discurso de adesão social aos anseios comunitários”.

O Autor

Pos-graduado pela Universidade de Brasília em Gestão de Tecnologia da Informação, formado em Jornalismo, especializado em jornalismo impresso, radiojornalismo e telejornalismo, Jota Alcides já exerceu importantes funções na imprensa brasileira. Foi redator do Diário de Pernambuco, noticiarista do Rádio Clube de Pernambuco, editor da Rádio Capibaribe do Recife, editor-executivo da TV Jornal do Commércio, editor-chefe da Rede Globo de Televisão no Nordeste e diretor de Redação do Jornal do Commércio, considerado um dos principais do Brasil. Desde 1979 em Brasília, foi chefe de comunicação social do Ministério da Educação (Gestão do ministro e acadêmico Eduardo Portella), secretário de Redação da Radiobrás e editor-chefe do jornal Correio Braziliense, um dos mais importantes jornais brasileiros.

Fundou, em 2001, em Brasília, o semanário de opinião Fatorama, primeiro jornal fast-news do Brasil, do qual é diretor-geral até hoje. Jota Alcides começou sua carreira jornalísitica em Juazeiro do Norte em 1967, na Rádio Progresso e na Tribuna de Juazeiro. Por isso, decidiu comemorar seus 40 anos de jornalismo lançando seu décimo livro também sobre a região do Cariri. “Será uma noite de homenagem a Menezes Barbosa, o decano dos cronistas do Cariri”, avisa e convida o autor.

Reportagem: Jornal Diário do Nordeste - Seção Regional - www.diariodonordeste.com.br
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Hoje, dia 21 no Maria Café - Lançamento do grupo Xicra - Xilógrafos do Crato.



Caros amigos,
É com imenso prazer que convidamos a todos para o lançamento do Grupo XICRA (Xilógrafos do Crato).
Nesta sexta-feira (21/12), a partir das 18 horas no Maria Café.
Exposição com os xilógrafos Carlos Henrique, Guto Bitu e Maércio Lopes.
Esperamos por vocês!
Venha curtir um happy hour diferente!
Atenciosamente,
Equipe Maria Café

Por: Sabrina Souli
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"Entre Telhas" - Exposição da artista Plástica Josely Carvalho.


“Entre Telhas”

Exposição da artista Plástica Josely Carvalho.

Até 6 de Janeiro de 2008 no Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri

Josely Carvalho é uma artista plástica e pesquisadora de vanguarda, trabalha com instalações diferenciadas, onde soluções eletrônicas e digitais se mesclam a materiais artesanais ou industriais, como por exemplo, telhas, tijolos, madeira. Partindo dessa premissa, a artista alimenta sua obra através de componentes como: objeto, gravura, pintura, poesia, vídeo, som, livro-arte, fotografia, instalação e web art. Book of Roofs, sua obra mais importante, é um trabalho em progresso, de alcance amplo, onde a idéia de abrigo é explorada em todas as suas conseqüências e contradições. Segundo Josely a telha é ao mesmo tempo metáfora e materialização dessa idéia: “ela nos protege dos rigores da natureza, da hostilidade dos adversários e oferece refúgio para nossa interioridade, como o casco da tartaruga ou a concha do caracol. Mas ela serve também, nessa obra, como uma matriz geradora de sentidos, a partir da qual se arma uma trama de temas correlatos: o problema dos que não têm teto para se abrigar, as crianças abandonadas nas ruas das grandes cidades, os que deixam seu teto para migrar a outros países em busca de oportunidades, povos que perdem seu teto por invasão estrangeira, e assim por diante”. A idéia, originalmente materializada sob a forma de instalações, fazendo combinar esculturas constituídas de pilhas de telhas e projeções de vídeo sobre elas, migra mais recentemente para o ambiente virtual da Internet. O livro das telhas de Josely Carvalho, agora em formato eletrônico, é construído de modo que cada telha funciona como uma página e em cada uma delas inscreve-se um pensamento, uma imagem, um som, ou uma combinação deles todos, na tentativa de construir uma memória inicialmente individual da artista e, depois, com a colaboração de cada vez mais pessoas se unindo em volta de uma memória coletiva sobre a busca e a perda do abrigo. Desenvolvendo assim uma teia dialogal, através da web.

Josely Carvalho reside em Nova York desde 1976 sendo que nos últimos anos mantém um segundo ateliê no Rio de Janeiro. É constantemente contemplada com um grande número de bolsas e prêmios entre eles; National Endowment for the Arts 1995-96 (NEA); New York Foundation for the Arts 1987 & 1999 (NYFA); Rockefeller Foundation, Bellagio International Study Center, 2000; Art Matters Inc.; Creative Time.

Seu projeto Book of Roofs/Livro das Telhas (http://www.book-of-roofs.net) recebeu bolsa-premio do Creative Capital Foundation 2000-05; artista-em-residência na Harvestworks Media Lab Center, Nova York, 2001 e New York State Council for the Arts 2001-02. Com este projeto, tem participado de muitos eventos e exposições no Brasil, Europa e nos Estados Unidos assim como vários arquivos de web art. Entre eles: Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 2000; Des Lee Gallery, Wildwood Press em St. Louis, MO., 2002; ISEA/2002, Nagoya, Japan; VIPER International Festival of Film/ Video and New Media, Basel, Switzerland; File 2002, São Paulo; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, 2003; SESC Flamengo, Rio de Janeiro, 2004; Centro Cultural da Caixa, Brasília, 2005.

Josely Carvalho tem realizado diversas exposições individuais, entre elas: Galerie 1816, Bretenoux, France; Centro Cultural da Caixa, Brasília; Art in General, Nova York; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo; Intar Gallery, Nova York; Casa de Las Americas, Havana, Cuba; Museu de Arte de São Paulo; Museu de Arte Contemporânea do Paraná; Tyler Gallery, Tyler School of Art, Philadelphia; Gallery North, Miami Dade College, Miami; Olin Gallery, Kenyon College, Ohio; Insituto de Arte da Universidade de Brasilia; Hillwood Museum, N.Y.; Paço das Artes, São Paulo. Entre suas exposições coletivas encontram-se: Decade Show, New Museum of Contemporary Art; Bienal Internacional de Pintura, Cuenca; Mexican Museum, San Francisco; Museo del Barrio, N.Y.; Museu de Arte Moderna (MOMA), N.Y.; Franklin Furnace, Nova York; Museo de Bellas Artes, Caracas; Bronx Museum of Art, N.Y.

Desde o dia 19 de outubro está sendo realizada uma exposição de obras de Josely Carvalho no Centro Cultural Banco do Nordeste do Cariri na cidade de Juazeiro do Norte. Salientando que a exposição foi visitada por mais de mil pessoas. A artista foi convidada para expor na região a partir de um projeto idealizado por Ana Mae Barbosa*, Arte Educadora Professora Doutora aposentada da USP e uma das pioneiras da arte-educação no Brasil e Fábio Rodrigues**, Arte – Educador Professor Doutor, titular da Universidade Regional do Cariri. Que serão os curadores da exposição.Segundo Josely, - que veio até a região para conhecer de perto as influencias e segmentações artísticas caririenses - a apreciação do convite partiu do desejo de conhecer a região e de reconhecer-se como artista no contexto da terra como um todo. “O artista tem a tendência de querer ficar nas grandes capitais, todavia, é interessante realizar esse tipo de pesquisa in loco para que não haja uma espécie de separatismo em relação a grandes e pequenos centros, afinal para se ter uma real visão de mundo precisamos, no sentido ético, de sentir a interação entre o lugar e nossa obra” ressaltou.

“Entre Telhas”

De 19 de outubro de 2007 a 6 de janeiro de 2008 no Centro Cultural Banco do Nordeste- Cariri- Rua São Pedro 337- Centro- Juazeiro do Norte - CE

Fone- 88-3512-2855

De terça a sábado das 13 as 21horas

Por: Hermínia Rachel Saraiva