18 dezembro 2007

Hoje no DN - Crato: Assinaturas para combater a violência.


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Familiares de vítimas da violência no Cariri têm realizado seguidas manifestações de protesto para sensibilizar as autoridades (Foto: Elizângela Santos)

Crato. A partir de hoje, será iniciada a distribuição de abaixo-assinados nas escolas do Cariri, solicitando a inclusão do tema “Violência Contra a Mulher e a Lei Maria da Penha” na Campanha da Fraternidade 2010. A iniciativa é da própria Maria da Penha, que esteve no Cariri participando do Fórum das Mulheres realizado no Crato e Milagres. Católica praticante, ela visitou as principais igrejas do Cariri. Na Serra do Horto, ao pé da estátua do Padre Cícero e no Museu, ela entregou o abaixo-assinado ao padre Venturelli.

O documento justifica que essa seria a forma de divulgar a valorização da mulher e o direito que lhe assiste a uma vida digna e livre de violência, já que os temas aprovados para a Campanha da Fraternidade anteriores sempre retrataram a preocupação com as minorias e com a justiça social.

O abaixo-assinado justifica que “a violência contra a mulher é um problema de saúde pública que assola sociedade. Apesar dos avanços tecnológicos, nossa sociedade não avançou no combate às desigualdades na busca pela justiça, igualdade e amor, permitindo, com isso, que mais e mais mulheres sejam mortas vítimas da violência doméstica”.

O documento também assinala que não é necessário citar estatísticas que demonstrem o quanto este mal é poderoso e está arraigado na sociedade, se justificando e legitimando a cada dia diante das bases de um sistema social machista e patriarcal. “Qualquer um de nós conhece ou pode lembrar de um caso de violência doméstica ocorrido com nossas mulheres independente de classe social, etnia ou credo, demonstrando, assim, que este é o fenômeno mais democrático que hoje encontramos em nosso meio e que atinge metade da população mundial”.

O manifesto adverte que se faz necessário despertar em homens e mulheres os ideais de luta e combate aos preconceitos, injustiças, violências e discriminações que oprimem e violentam a dignidade das mulheres. Recomenda que todos se unam, dêem as mãos em defesa de uma sociedade igualitária e sem medo. “Somente pelo amor, educação, respeito à vida humana, fraternidade e dignidade poderemos, enfim, vislumbrar novas perspectivas de mudanças para essa triste realidade”, destaca

Símbolo

A biofarmacêutica Maria da Penha Maia lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Ela virou símbolo contra a violência doméstica. Em 1983, o marido de Maria da Penha, o professor universitário Marco Antônio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas menores de idade.

A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. Oito anos depois, Herredia foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena.

O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu apenas dois anos de prisão.
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O Motivo da identificação é para evitar-se cair na leviandade dos que sob a proteção do anonimato, possam acusar pessoas reais sem provas, e portanto, sem poder ser contactadas pela defêsa. Ajoelhou, tem que rezar! Quem não conseguir sustentar o que disser, é melhor não escrever! Então, conclamo a todos que evitem usar pesudônimos tipo Chico, Tonho, Gato, Cachorro, Pinico, pois seus comentários NÃO SERÃO PUBLICADOS ! - Nem Adianta!! - depois não nos venham acusar de tendenciosos.

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Atenciosamente,

Dihelson Mendonça
Administrador - Blog do Crato.
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Pela volta do ensino de música




Rodrigo Moraes

O Projeto de Lei nº 330, de 2006, de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), visa alterar o Art. 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394, de 1996), conhecida como LDB, tornando obrigatório o ensino de música na educação básica. A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou o projeto, que dará três anos letivos para as escolas se adaptarem às mudanças. O projeto segue para a Câmara dos Deputados. Conclamo a sociedade civil a pressionar nossos parlamentares a aprovarem o retorno efetivo do ensino de música nas escolas.

A LDB indica a obrigatoriedade do "ensino de arte". Esse vocábulo, todavia, é amplo demais. Permite interpretações diversas, que, na prática, excluem o "ensino de música". Existem várias expressões artísticas: artes plásticas, música, teatro, dança, cinema, fotografia.. . Essa amplitude existente na terminologia "arte" não pode mais servir de subterfúgio para a exclusão do ensino de música.
Os concursos públicos, quando buscam a contratação de professores de "arte", ignoram a inviabilidade de especialização nos diversos e distintos setores artísticos. Portanto, sou favorável a uma especificidade explícita e induvidosa. Quero, na LDB, a expressão "ensino de música", com a conseqüente contratação de professores com formação específica na área musical.

Quando adolescente, estudei violão, no curso de extensão da Escola de Música da Ufba. Sem dúvida, essa formação foi importantíssima para mim. Cresci cultra, espiritual e profissionalmente. Conheci, por exemplo, as obras de Villa-Lobos para violão-solo. E mais, conheci a história desse maestro, que, além de genial autor, defendeu apaixonadamente o ensino de música nas escolas brasileiras. Seu lado de educador merece, aqui, ser relembrado e enaltecido.
Villa-Lobos, inconformado com o descaso com que a música era tratada na educação básica, ergueu as mangas e, convidado pelo visionário baiano Anísio Teixeira, então Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, organizou e dirigiu a Superintendência de Educação Musical e Artística (Sema).

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Bahia, presidida pelo ilustre professor Saul Quadros, como órgão comprometido com o aperfeiçoamento da educação e da cultura, enviará ofício a todos os deputados federais, clamando pela aprovação do projeto.

Música nas escolas públicas e privadas! Ela não aumentará apenas o mercado de trabalho dos músicos, mas, também, a percepção musical de nosso povo. Quem tem percepção aguçada, passa a ouvir, também, inevitavelmente, músicas que não são executadas nas emissoras de rádio. Passa a querer conhecer os nomes dos compositores. E, ainda, a querer comprar um instrumento musical.

E, como diz Caetano Veloso, em sua obra "Tigresa", "como é bom poder tocar um instrumento!" Essa frase merece ser saboreada por mais brasileiros. Que esse sabor-saber faça parte da refeição cotidiana de nossos alunos.

Rodrigo Moraes. Advogado e presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da OAB-BA. E-mail: rodrigomoraes@uol.com.br.

PS. Artigo publicado no Jornal A TARDE, coluna "Opinião", p. 3, edição de 16 de dezembro de 2007.
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EU SOU DO CRATO ! - Por José Hamilton de Lima Barros

Nota do editor: "Das muitas mensagens que recebo por e-mail, esta é uma das mais comoventes e verdadeiras declarações de amor à nossa cidade que já vi na minha vida. Porque afinal, Eu TAMBÉM sou do Crato ! " - Dihelson Mendonça

Por José Hamilton de Lima Barros:

Do tempo de Pedro Felício, de Dr. Ossian e Ferreira de Assis. Sou do Crato de D. Francisco de Assis Pires, frágil e santo. O vigário era o Pe Rubens, o cooperador era o Pe Onofre. Fui aluno de Mons. Pedro Rocha de Oliveira, no Seminário; de Pe Ágio e Pe Davi; de Pe Teodósio, Pe Aquiles, Pe José Honor, Pe Manuel Feitosa, Pe Néri, Pe Maia, Pe Gonçalo, Pe Aldemir, Mons. Raimundo Augusto e meu querido Mons. Montenegro. Fui contemporâneo de João Bosco Cartaxo, João Câncio, José e Francisco Salatiel, Vicente Madeira, José Mota, Plácido Cidade Nuvens, Chico Rocha e Paulo Salviano.

A grande seleção do Seminário era: Eliézer, Parmênio e Emílio. Sobreira, Luis Couto e Francinetti. Tupinambá, Maurício, Bernardo, Bosco Pires e Ivan Marques. Sou do tempo de Tandô, Antonio Cornim e Pedro Cabeção. Sou do Crato de Glorinha, Maria Alice e Viturino. Já dancei bolero no Gesso, ao som do clarinete mágico do mestre Azul, do banjo de Favela e do pandeiro de José dos Prazeres. Sou do Crato do tempo do Tênis Clube e AABB, no futebol de salão. Do Votoran e do Volks. Joguei no Ipiranga, apelidado de “Copinho”, o pior time do Crato. Fiz um gol de tiro-de-meta na AABB. Resultado do jogo: AABB 8X1. Fui beque central do segundo quadro do CREPE. Marquei o “Bode”, que já veterano, jogava nas preliminares do campeonato cratense no Estádio Wilson Gonçalves. Chegava ao meio dia para ajudar a marcar com cal as áreas do campo. E seu Virgílio Xenofonte escrevia o nome “José” no meu braço, que eu orgulhosamente mostrava ao porteiro, na hora de entrar de graça para assistir aos inesquecíveis clássicos Esporte X Cariri. No futebol de salão o Tênis Clube era: Gilton, Paulo César e Zé Vicente; Bosco e Gledson; AABB: Manga, Silvio e Dequinha; Vicentão e João Freire.Fui locutor da Educadora e da Araripe. Gritei muito gol de Anduiá e Doce-de-leite; Bebet e Neo Moreira; Panquela e Tonico. Era torcedor do Cariri, o esquadrão proletário do Clube da Rapadura. Vê esse ataque: Idario, Binda, Bebeto, Sonia e Neo Moreira. Já subi a ladeira da Nascente, na minha lambreta, com uma mariposa na garupa, para tomar banho na casa de força em noite de lua. Quem nunca fez isso não sabe o que é bom. Ouvi o primeiro disco de Chico Buarque no balneário de Seu Chico da Cascata, comendo baião-de-dois com galinha de cabidela. Campari, Ron Montilla e a inesquecível cachaça “Recordação de 40”: (A Banda, Pedro Pedreiro, Olê, Olá, a Rita)

Fui orador oficial da UEC. Fiz 32 discursos em um único dia, na campanha de Geraldo Lemos, presidente. Comprei fiado e paguei em Ernani Silva, Thomaz Osterne e Seu Pierre. Morei na Praça da Sé, na rua das Laranjeiras, no Pimenta, no Barro Vermelho e na rua da Vala.

Assisti ao filme “OS DEZ MANDAMENTOS” no Moderno. Aos filmes de Cantinflas no Cassino. Bati papo com Zé do Vale, Vieirinha, Alderico Damasceno, Huberto Cabral e Lindemberg, na Livraria Católica. Comi o doce-de-leite de Isabel Virgínia. Merendei no Café de Joaquim Patrício, de Seu Roldino e de Seu João Gualberto. Eu sou do Crato das tertúlias nas casas, ao som dos long plays de Valdir Calmon e Billy Voughan. As moças rodavam na Praça Siqueira Campos e nós, de paletó, pelas beiradas, vendo aquelas belezas sem poder chegar muito perto. Zélia Piancó danou-se comigo quando eu disse que ela tinha dado a volta ao mundo, só andando na Siqueira Campos.

Sou do Crato, do tempo que 9 horas da noite era tarde. Tomava-se um cafezinho no “CAFÉ LÍDER” e alguns iam para casa, mas a noite era criança. Era a hora de Alcides Peixoto e de Coló. De Célio Silva e Luiz Soares. Fiz serenata no Crato com Altemar Dutra e Valdick Soriano. Ouvi Bienvenido Granda, o maior cantor das Américas, cantando “Sonhar Contigo”, acompanhado do conjunto “Ases do Ritmo”. Apresentei Nelson Gonçalves na AABB, no dia em que nossa Miss Francy Nogueira voltou do Rio de Janeiro com o título de Miss Brasil número 3. Compus a equipe de “lambretistas” que escoltou a nossa Miss, desde o aeroporto de Fátima até a AABB.

Estudei no Grupo Teodorico Teles de Quental. Fui aluno de D. Terezinha Couto. Lembro de D. La Salette, D. Sila Pinheiro, D. Adalgisa. Fui da Cruzadinha Eucarística, do Pe Onofre. Cheguei a “apóstolo”. Piinha e Neide, Edístia e Tereza; Vicente Madeira e Zé Anauto. Vi Francisco José da Globo desfilando de batina nas procissões do Crato. Ronald Maia, Oto e Bosco Pires, Valdery, Geraldo Lemos, Chico Oliveira, Chiquinho de Quinco Padre, João Vicemar, Osmar, Paulo Salviano, Tibúrcio Granjeiro, Plácido Cidade Nuvens, todos seminaristas. Estudei no Colégio Diocesano e no Estadual. Na Faculdade de Filosofia. Fiz Letras. Dr. José Newton Alves de Souza, Professor Rubens Soares Chagas, Edmilson Felix, tanta gente... Sou da turma de Joarivar e Verinha Brito; Lia e Eloneida; Jurandir Temóteo e Valdery. Sou amigo e admirador de Huberto Cabral, “o comentarista catedrático em todos os esportes”. A ele devo muito pelas oportunidades que me ofereceu. Basta dizer que ele me colocou para transmitir um jogo Esporte X Nacional de Patos pela Educadora, sem eu nunca ter transmitido uma partida, a não ser as dos meus times de botão, quando eu jogava contra mim mesmo (pelos dois times); abria a jornada, cantava o hino nacional e jogava e transmitia ao mesmo tempo. Foi Cabral que me apresentou ao grande radialista Gomes Neto, chefe de esportes da Rádio Jornal do Commércio do Recife, onde trabalhei como narrador esportivo por 5 anos, tendo inclusive narrado o nonocentésimo nonagésimo nono gol de Pelé, na cidade de João Pessoa, naquele célebre jogo em que Pelé foi para o gol, a fim de não completar os 1000 gols no Nordeste.

Algumas vezes substituí Tereza Siébra e depois Leny Sobreira, no programa “Violas e Violeiros”, com João Alexandre e Pedro Bandeira. Em outras oportunidades fiz o “Noite de Serestas”, que era de “Dezim”, com seleção de Almério Carvalho. Durante um tempo escrevi “a crônica do meio dia” na Educadora, substituindo Mons. Rocha, honra maior da minha vida no Crato. Transmiti muito jogo trepado nos muros dos precários estádios de Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Iguatu e Cedro. Edmundo Gonçalves fazia a linha de som aproveitando a linha do trem. Um dia transmiti um jogo Iguatu X Crato, pelo Intermunicipal de Futebol de Salão, pela Educadora, e o som estava horrível. Meus amigos Heron Aquino e Elói Teles da Morais da Araripe fizeram uma dublagem com o som totalmente limpo e ganharam a audiência. Mas o pior é que Seu Elói ficava dizendo que na antena da Rádio Araripe tinha um “coador de som”...

Vi Antonio Vicelmo iniciando a sua brilhante carreira de homem da notícia. Cabral comprou um equipamento para fazer entrevistas no estádio. Campos Júnior perguntou a Pirró:

- Quais são as instruções do técnico para o segundo tempo?
- O Bode disse que é pra nós botar pra fu...

Quase todo mundo era demitido da Rádio. Sou formado numa das primeiras turmas da bodega de Seu Almir. Meu ídolo sempre foi Tutita, embora Zé Flávio cantasse melhor. Mas era o grande Tutita quem organizava as peladas na Praça da Sé e ainda pagava a taça: uma lata de goiabada Peixe para os vencedores. Comi cachorro-quente na barraca “O Cacique” do Carrocel Maia, nas festas de Nossa Senhora da Penha. Ainda não encontrei nada melhor. Compareci aos leilões da festa da padroeira; meu pai arrematando galinha assada e todo mundo bebendo cerveja quente.

- Seu Euclides deu um lance de 20 mil réis pra Seu Bezerra não comer, gritava o leiloeiro. Assisti ao Circo Nerino, quando me apaixonei perdidamente pela “mulher do arame” e me emocionei ao assistir ao drama “OS DOIS SARGENTOS”. Vi Hugo, menino, aprendendo a tocar sanfona. Vi Hildelito Parente tocando com Luiz Gonzaga, na calçada da casa de Manelito Parente na rua das laranjeiras. Acompanhei o trabalho de Vicente sacristão, formando Zé de Zumba seu sucessor. Ajudei enterros de gente importante. Gostava de levar o turíbulo ou mesmo aquela cruz que iniciava o cortejo fúnebre. Ajudei missa de Pe Lauro, na casa de caridade. De Pe Gomes, no cemitério. Ouvi muita história de Seu Ramiro, o homem mais feio do Crato. Diziam que Pe Lauro achava Pio XII um Papa 7%. Afinal de contas era uma boa taxa de juros. Levei esporro de Frei Damião, quando, por ocasião das Santas Missões, troquei as galhetas do vinho pela água. Participei do Teatro de Amadores, com Zé Correia, Salete Libório, Marta Lucena, Paulo Leonardo, Bantim, Raimundo Siebra, Aécio Medeiros e tantos outros. Encenamos no auditório da Educadora a peça “O BEM AMADO” de Dias Gomes, antes de a Globo lançar como seriado e depois novela. Ouvi José Cerqueira, o maior locutor que apareceu no Crato, depois de Heron Aquino. Ele fez na rádio uma “paixão de Cristo” sozinho, fazendo diversas vozes. Todo mundo dizia: como é que pode um locutor desse vir parar aqui? Isso é locutor pra Rádio Tupy do Rio de Janeiro... Um dia, Zé Cerqueira começou a tomar uma, só parou uma semana depois, no Hospital São Francisco. Apanhou um bocado no Gesso. Heron Aquino gostava de dizer que eu imitava Zé Cerqueira, e era verdade mesmo. Geraldo Lemos foi ler uma crônica de Mons. Rocha e onde existia a palavra “melancia”, ele leu “melÃncia”. Ele dizia que não acreditava que Mons. Rocha escrevesse uma palavra besta feito melancia. Colaborei modestamente com “O IDEAL”, de Jurandyr Temóteo.. Fui titular da coluna “Chou da Cidade” no jornal “A AÇÃO”. E conto tudo isso porque, ao ter acesso ao Blog do Crato, me vieram todas essas recordações, como se o tempo não tivesse passado.

E, graças a Deus, vejo que o Crato é o mesmo; renovado, é bem verdade, mas com os valores culturais preservados, com uma gente nova que mantém o mesmo espírito: brincalhão e competente. São os atuais jovens que prestigiam pessoas como Alderico Damasceno, Amarílio Carvalho, Nezim Patrício, Huberto Cabral, Lindemberg de Aquino e tantos outros.

Encontro matérias como as do meu colega de Colégio e de Banco Émerson Monteiro. Não é nenhuma surpresa, mas é uma alegria muito grande ler os seus escritos, bem como os de outros excelentes colaboradores .

Parabéns a todos nós cratenses que moramos fora, mas amamos a nossa terra com o mesmo carinho e emoção.

Talvez os mais velhos ainda se lembrem de mim: eu sou Hamilton Lima, filho de Seu Euclides e Dona Neném da A Cratense.O tempo de locutor esportivo da Rádio Jornal do Comércio e da Rádio Clube de Pernambuco já passou. Já se foram os 30 anos no Banco do Brasil. Nos últimos 12 anos dediquei-me à área jurídica, inclusive na Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco, em cujos quadros ingressei. Por razões profissionais afastei-me há muito tempo do Crato, mas podem ter certeza de que nem o tempo, esse cruel adversário da lógica, consegue afastar de mim o sentimento de gratidão pela minha terra e tudo o que lhe diga respeito. Rendo as minhas homenagens a todos os que fazem o Blog do Crato, porquanto a sua existência é um constante renovar do espírito cratense que tenho incrustado em meu coração.

José Hamilton de Lima Barros
Recife, 17.12.2007
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Sosseguem! NÃO vai chover nesta semana no Crato!

Pelo menos é o que indica a previsão do tempo do mais conceituado sistema de meteorologia do país, o Climatempo. Vejam só:


Agora vamos ver se o Climatempo acerta mesmo essas previsões. Na semana passada foi acertadíssimo, podem conferir pela previsão das chuvas na semana passada...

Abraços,

Dihelson Mendonça
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Mulheres reivindicam mais segurança pública



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Maria da Penha, vítima da violência e que inspirou a criação da lei em favor da mulher, fez recente visita ao Cariri (Foto: Antônio Vicelmo)

Mesmo com a Lei Maria da Penha, as mulheres ainda não dispõem da segurança pública adequada

Crato. A Coordenação do Fórum das Mulheres do Cariri, que reuniu representações de 22 municípios, dentre os quais, quatro da região de Iguatu, encaminhou ofício ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, Roberto Monteiro, denunciando a crescente violência contra as mulheres na região e solicitando o equipamento necessário para o funcionamento das delegacias regionais.

Segundo o movimento, nos últimos seis anos, mais de 100 mulheres foram assassinadas no Cariri. Somente este ano, ocorreram 10 assassinatos. O ofício adverte que um conjunto de fatores impede que as mulheres denunciem as violências sofridas. Cita como exemplo, a falta de recursos humanos e materiais. As delegacias de Crato e Juazeiro não funcionam no fim de semana, período em que, segundo o Fórum, a violência contra as mulheres tende a ser maior.

Sem estrutura

Em Juazeiro do Norte, a delegacia funciona numa sala, sem equipe disciplinar. O prédio não dispõe de banheiro para a delegada. “Falta inclusive material de expediente”, denuncia a entidade no documento. O Fórum das Mulheres destaca que, depois da implantação da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, diminuiu o número de ocorrências contra a população feminina e, consequentemente, o número de inquéritos.

Além de solicitar melhorias de equipamento nas delegacias de Crato, Juazeiro e Iguatu, as mulheres sugerem a implantação de núcleos nas delegacias civis e postos policiais. Instalação da Casa Abrigo em Juazeiro do Norte com abrangência regional, concursos que atendam aos equipamentos da Lei Maria da Penha, bem como a capacitação dos profissionais da área de acordo com as normas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres também integram a lista de reivindicações do movimento.

Outro pleito das mulheres do Cariri é a instalação de uma sala de espera no Instituo Médico Legal de Juazeiro do Norte, para que as mulheres vítimas de violência doméstica e sexual não fiquem expostas aos olhares dos curiosos, durante quase seis horas.

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

Homenagem

O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia que foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo deixando-a paraplégica e na segunda por eletrocução e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.

A lei altera o Código Penal Brasileiro e possibilita que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas. A legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio à proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.

SAIBA MAIS

Preventiva

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei altera o Código Penal Brasileiro e possibilita que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada.

Homenagem

O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia que foi agredida pelo marido durante seis anos.

Vigência

A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

Mais informações:

Mara Guedes, coordenadora do Fórum das Mulheres do Cariri
Conjunto Novo Crato,
bairro do Seminário
(88) 3521.3337

Antônio Vicelmo
Repórter

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