14 dezembro 2007

O CARIRI QUE VIVE EM NÓS


Em texto anterior pretendi, de modo resumido, demonstrar o impacto da catequese sobre a cultura dos povos ameríndios. Mais ainda realçar a idéia que os cariris passaram por enormes transformações desde que foram contatados e "convencidos" a se aldearem sob a supervisão de missionários de ordens européias. O que mais pretendia, então, era passar a idéia que a compreensão de nós mesmos, os novos Cariris, depende muito da natureza da formação histórica da América portuguesa, do desenvolvimento das forças produtivas e pairando sobre elas a superestrutura da cultura. Portanto encontrar os cariris em nós é encontrar a consciência do mundo que fazemos e do qual resultamos em instituições.

Um dado recente da civilização brasileira, especialmente a partir dos anos 80 é a reversão demográfica dos povos nativos que ainda mantêm sua identidade cultural. As populações, pela primeira vez, reverteram sua tendência a extinção e retornaram a crescer. Outro fato é que os antropólogos começaram a levantar com maior freqüência não a clássica visão do índio vitimado, mas de povos que conservam alguma estrutura de sua identidade e que transformam os paradigmas dominantes em paradigmas de si mesmos, se colocando não no papel de vencido, mas de sujeito de sua própria história.

A seguir passo a trabalhar com um levantamento antropológico feito pela professora Maria de Lourdes Bandeira, no ano de 1972, entre os Cariris da região de Mirandela na Bahia. Procurando adequar os resultados a uma argumentação que caiba na natureza de algumas hipóteses sobre o estágio de um cariri já no final do século XX, portanto trezentos após o desmembramento destes povos. A primeira delas é que os cariris tinham a noção do significado superior de sua língua como identidade no contexto de sua própria história e da superestrutura de sua vida original. A professora Lourdes Bandeira encontrou exatamente isso: a perda da língua foi o que mais modificou a estrutura íntima dos cariris. Eles perderam a capacidade de conversação com o sobrenatural. As desgraças físicas e psíquicas acontecem com mais freqüência com o caboclo por que eles não podem conversar com o encantado ou com os espíritos dos mortos como faziam antigamente.

A vida sexual era fator necessário para que a reprodução ocorresse, mas não o essencial. O essencial na fecundidade é o sobrenatural. Por isso a relação sexual poderia se desvincular do casamento e a esterilidade não era uma disfunção nem do homem ou da mulher, era uma questão do sobrenatural. Se o sobrenatural consentisse a fecundidade ocorria. Ocorrendo a mulher grávida se tornava detentoras de forças especiais. Os desejos que surgiam com a gravidez não eram dela, mas de outra pessoa e por isso deveriam ser atendidos, pois poderiam levar ao aborto. Fundindo a interdição religiosa acreditavam que o aborto provocado era uma afronta ao sobrenatural. O trabalho de parto era uma ritual que pretendia reduzir as dores, dar forças às mulheres e proteger seus corpos. Passavam fumo (de fato tabaco parecia uma constante da cultura cariri), cachaça, alho e pimenta em todo o corpo da gestante. Elas recebiam defumações com alfazema, coentro, alecrim, portanto com ervas de origem européia.

Os cariris absorveram a gênese e mitologia católica, assim como inverteram os elementos da cultura predominante como se fossem seus. Vejamos como tratam da origem de Deus, dos Santos e Jesus Cristo.

Deus é uma coisa mudinha maior que tudo. Ele não se move, limita-se a uma grande complacência com tudo que existe, pois se ele não permitisse, nada se faria, nem o bem e nem o mal.

Os santos são intermediários entre os homens e Deus. Por isso os santos são cultuados. Há o Santo Feito que foi inventado e batizado pelos homens e abençoado por Deus. Os Santos Aparecidos são aqueles cujas imagens apareceram no mundo sem ação do Homem. Os santos só fazem o bem se solicitados e a forma de solicitação é a promessa.Moram no Céu, mas andam muito pela terra. Têm corpo como nós, mas não comem e nem bebem como fazem os encantados. Como os santos se originaram?

No outro século só havia caboclo no mundo. Veio o dilúvio e Deus transformou os da raça pura em Santo e depois eles apareceram no mundo. As imagens católicas são associadas aos Santos Aparecidos e por isso Santo Antonio e Nossa Senhora são caboclos embora tenham as feições de branco. A Santa Cruz é santo, mas não é nem santo feito e nem santo aparecido, foi Deus que criou.

Jesus andou pelo mundo todo, ora como menino, por outra velho, assumiu várias formas. Quem mangasse dele, ele surrava, quem não mangava ele ensinava a viver, separar as frutas bravas das mansas, transformar o pau-de-leite em mandioca, ensinou o caboclo a plantar a maniva, abençoou uma pedrinhas que viraram milho, deu o fogo, sal, o fumo, tudo. Quando os judeus judiaram dele deram-lhe cana que era mais amarga que quinino, mas ele abençoou e fico doce.

Os cariris investigados absorveram as lições da história e se colocam no centro da narrativa em substituição ao português. Sendo assim quando as águas do dilúvio desceram, Deus mandou São Noé (é um santo aparecido e portanto foi caboclo na origem) para ver se tinha alguém e quando ele voltou, disse a Deus que encontrara uns caboclinhos se batendo nas pedras e Deus abençôo. Destes caboclos nasceram os do tronco tribal que descobriram o Brasil e eram donos dele. O português chegou depois. Quem descobriu o Brasil foi Pedro Marechá Cabral a mando da Rainha Isabel, rica, bonita e poderosa. A rainha era cabocla.

Portanto, lendo-se estas narrativas dos remanescentes dos cariris na Bahia, temos a certeza que já sabíamos, não em estado puro, dissolvido, como raiz de alguns modos e sentimentos, como natureza de certas convicções que não se sabe de onde veio, os cariris e os ameríndios estão, assim como os africanos em nosso modo de ser no mundo. A religiosidade popular de Juazeiro e a nordestina de modo geral, quando vista antropologicamente tem muito destas inversões, apropriações, destas conciliações entre culturas que lutam para sobreviver num mesmo povo.

Balão

Sentado à beira do caixão, impotente como um eunuco de harém, põe-se a pensar na iniqüidade da existência. Madrugadinha , restavam no velório apenas os familiares mais renitentes, os insones e um ou outro bêbado. Script ruim, o teatro até se vira bem montado. Velas imprimiam uma contraluz líquida na pequena sala do casarão. Flores buscavam inutilmente imantar de vida, a nívia face do menino deitado inerte no ataúde. Ao derredor beatas, como num coro de teatro grego, balbuciavam preces, tentando colher alguma transcendência da constatação dura, única e inevitável. Próximo à porta da frente , os homens em vigília da catarse, pés ao chão, comentavam assuntos do dia-a-dia. À distância , tudo tende parecer absolutamente normal. No olho do furacão, no entanto, Zildo não conseguira perceber muito bem o ocorrido. Como numa amputação sem analgesia, não podia ter a dimensão exata da perda. Ainda atônito, não sentia dor, apenas uma sensação de vazio, de oco. Mais tarde, imaginou, viriam as dores lancinantes do membro fantasma, noite após noite mastigando a fronha do travesseiro. Agora, no entanto, talvez por conta do clima, do cenário surreal, carregava aquela placidez dos campos desertos dos quadros de Dali , como se os relógios derretidos tivessem também liquidificado o tempo e a vida.
Ali, refletiu sem muita convicção, estava exposta, como um nervo cruento, a fragilidade de ser. Os homens se apinhavam não diante de um morto, mas em frente de um espelho, acompanhando o próprio funeral. Não bastasse a brevidade da peça, ainda assim é quase que impossível suportar sua fugacidade sem anestesia. O menino na esquina cheira cola, o rapazinho pobre fuma crack, o bacana sorve cocaína, o operário se empanturra de álcool, a mocinha na festa rave bebe o ectasy, a mamãe se molda no botox, o vovô fuma seu cachimbo e a vovó toma seu Lexotan. Os romeiros , ébrios de fé, desistem deste mundo de agruras, à espera de um próximo, repetindo a saga dos hebreus em busca da terra prometida. Crentes , como esponjas, se inflam de seus deuses, numa tentativa desesperada de encher seus espíritos lacunares. Almas vazias se lambuzam nos livros de auto-ajuda, sedentos de realizações e felicidade.
Todos , vazios como balões, iriam se inflando aos poucos do tépido ar dos sonhos, dos desejos , dos anseios e subiriam a atmosfera da vida sem direção, sem rumo, ao sabor dos ventos do destino, até a explosão previsível e definitiva. Os despojos da viagem tresloucada estavam expostos naquela sala: pingos ácidos de nada corroendo o tecido já poído do devir.

J. Flávio Vieira

Notícia da Hora: banda NightLife toca nesse momento no Café Estação

Alô Amigos,

A banda Cratense NightLife, especializada em Pop-Rock fará show a partir das 22:00 no Café Estação, localizado no Largo da Rffesa. Vamos lá...muita gente interessante


Abraços.
Boa Noite!

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Show Musical

Notícia Revoltante: Crato sofre onda de Atos de VANDALISMO !

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Notícia revoltante:

A cidade do Crato durante muitos meses vem sendo atacada por vândalos que destróem a iluminação pública, placas das lojas do centro da cidade, agridem monumentos, e deixam certos pontos da cidade às escuras.

Nos últimos meses, a prefeitura vem realizando projeto de nova iluminação pública do Crato com a mudança dos postes, fiação, luminárias e canteiro nas principais ruas e avenidas da cidade. O projeto é feito em parceria com a Coelce e Eletrobrás, e custará 1 milhão de reais. Entretanto nos últimos dias, vândalos vem roubando a fiação e destruindo postes e luminárias localizadas na avenida Padre Cícero, entre Crato e Juazeiro do Norte. A destruição do patrimônio público prejudica toda a sociedade. A prefeitura solicita que se denuncie os casos de vandalismo para que os culpados possam ser penalizados por danos ao patrimônio do município.

Este não é um caso isolado. Nos dias que precederam o dia 02 de Novembro, dia de finados, vândalos curto-circuitaram por 3 dias consecutivos a instalação do cemitério do Crato a fim de prejudicar o acesso à população à visitação dos seus entes já falecidos. O prefeito Samuel Araripe informou que reuniu a guarda municipal e foi pessoalmente com alguns familiares no dia 01 de novembro, à noite tentar garantir que pelo menos no último dia que antecedeu o dia de finados, os vândalos não pudessem realizar novos atentados.

Nota: Esse é o tipo de notícia que causa profunda tristeza e revolta a todos nós que amamos a cidade do Crato e admiramos o povo civilizado e educado. O Blog do Crato pede a todos que denuncie às autoridades competentes, qualquer ato de vandalismo contra o patrimônio público e privado do município.

Algumas pessoas do Crato ainda precisam muito aprender a ter uma coisa básica chamada:
EDUCAÇÃO.

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A Confraternização do Blog do Crato é amanhã, Sábado !! - Café Estação.

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Atenção - A Confraternização da Família BLOG DO CRATO é amanhã, Sábado, 20:00 no Café Estação.
Compareçam. Todas as pessoas estão convidadas, e de todos os Blogs e Sites da cidade. Todos os internautas.





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Deterioração na qualidade de vida provocado pelo excesso de ruído

Incentivado a epilogar, sobre a poluição sonora, após, ler o reclamo do altaneiro e preclaro Pachelly Jamacaru é que passo a fazer ligeiras e breves considerações no aspecto jurídico sobre o tema suso mencionado.
Indubitavelmente que a poluição sonora causada pela emissão de ruínos acima do tolerável provoca perturbação da saúde mental, ofendendo o meio ambiente e, conseqüentemente, afetando o direito difuso e coletivo, à medida em que os níveis excessivos de sons e ruínos causam deterioração na qualidade de vida, na relação das pessoas, e sobretudo quando acima dos limites suportáveis pelo ouvido humano ou prejudiciais ao repouso noturno e ao sossego público, em especial nos grandes centros urbanos. É bom que deixemos debuxado neste átimo que não basta uma casa de show, buffet, restaurante etc... tenha um alvará de funcionamento dentro de sua atividade, pois, necessário tanmbém que obedeça as normas legais e regulamentares que regem as relações humanas nas mais variadas matizes.
No entanto, chamamos atenção para diferenciar entre a localização do foco que causa a poluição sonora, tendo em vista que implica em competência diversa dos entes federados para legislar e coibir tal absurdo.
sendo a poluição sonora perpetrada em área urbana, entendemos, salvo melhor e abalizada opinião que a competência de legislar é do Município de acordo com o que está assentado no Art. 24 e 30 da Magna Carta de 88. Há que diferenciar o controle da poluição sonora dentro da abordagem dada pelas legislações ambiental, de trânsito e penal, do controle da localização, nas áreas urbanas, das atividades que a causam, este último intrinsecamente ligado ao planejamento e controle do uso do solo e das funções urbanas e, portanto, de competência exclusiva do poder municipal.
Isto porque, como já mostramos, o inciso VIII do art. 30 da Constituição Federal incumben ao Município “promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano”. A ocorrência de poluição sonora nas áreas urbanas só ocorre, portanto, ou com o consentimento do poder público municipal, ou pela ineficiência ou negligência dele.
Nos planos urbanísticos municipais, as atividades urbanas devem ser distribuídas de modo a não haver incompatibilidades, tais como a localização de uma grande metalúrgica no meio de uma área residencial ou, pior ainda, ao lado de um hospital. São também decisões municipais que determinam outras medidas mitigadoras da poluição sonora, como a restrição ao uso de buzinas em determinadas áreas e os horários e locais em que podem funcionar atividades naturalmente barulhentas, como espetáculos musicais e esportivos, bares, boates, obras civis, buffet etc.
O disciplinamento do uso do solo e das atividades urbanas é estabelecido por meio das leis municipais de ordenamento urbano e pelos códigos municipais de obras e de posturas. Se, em determinado Município, essas leis – ou a ausência delas - permitem a poluição sonora, nada pode ser feito em termos de legislação federal ou estadual, pois o “Pacto Federativo” garante a autonomia administrativa dos entes federados, respeitando-se as competências constitucionais de cada um deles (caput do art. 18 da Constituição Federal).
Destarte, precisamos cobrar dos vereados que compõe a câmara municipal do Crato a confecção de leis que normatizem as condutas capazes de causarem a poluição sonora na zona urbana da cidade.
No tocante a poluição sonora consumada na zona rural é disciplinada pela a Lei número 6.938/81, que considera como crime contra o meio ambiente e da saúde humana. Portanto, da competência na sua fiscalização e repressão do IBAMA, onde, é regulada pela Resolução do CONAMA 001, de 08 de março de 1990, que considera um problema os níveis excessivos de ruídos bem como a deterioração da qualidade de vida causada pela poluição.
Esta Resolução adota os padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT e pela Norma Brasileira Regulamentar – NBR 10.151, de junho de 2000, reedição. A Resolução 001/90 do CONAMA, nos seus itens I e II, dispõe:
I – A emissão de ruídos, em decorrência de qualquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda política. Obedecerá, no interesse da saúde, do sossego público, aos padrões, critérios e diretrizes estabelecidos nesta Resolução.
II – São prejudiciais à saúde e ao sossego público, para os fins do item anterior as ruídos com níveis superiores aos considerados aceitáveis pela norma NBR 10.151 - Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas visando o conforto da comunidade, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. (11)
A NBR 10.151 dispõe sobre à avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade. Esta Norma fixa as condições exigíveis para a avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades, independentemente da existência de reclamações.
Além da NBR 10.151, tem-se a NBR 10.152, que trata dos níveis de ruídos para conforto acústico, estabelecendo os limites máximos em decibéis a serem adotados em determinados locais. Exemplificando, em restaurante e buffet o nível de ruído não deve ultrapassar os 50 decibéis estabelecidos pela NBR 10.152. No aspecto penal, a poluição sonora também foi recepcionada pela Lei de Crimes Ambientais, tipificada no artigo 54.
Como medida educatica e preventiva, sugerimos uma ampla campanha de esclarecimento encetado por todos os meios de comunicação, inclusive, pelos blogs e pelos colégios, introdizindo o tema "poluição sonora", nos cursos secundários da rede oficial e privada de ensino, através de um programa municipal de educação e controle da poluição sonora.
Quanto ao procedimento a ser adotado por aqueles que estão sofrendo os efeitos da poluição sonora na zona urbana, podem dirigir-se diretamente ao Representante do Ministério Público relatando os fatos e/ou provocar a atuação investigativa da polícia civil que deverá instaurar procedimento esquadrinhador policial sob pena de cometerem crime de prevaricação.
Quanto a poluição sonora cometida na zona rural, verbi gratia, no sopé da serra do araripe, aconselhamos procurar o IBAMA e/ou Ministério Público Federal, já que se trata de incidência da Lei do crime ambiental.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Advogado

CRATO HOMENAGEIA O REI DO BAIÃO LUIZ GONZAGA

Zé de Benona e Jackson Bantim Bola

O compositor e cineasta Jackson Bantim Bola, da Assessoria de Comunicação da Universidade Regional do Cariri, e o empresário e amigo de várias décadas de Luiz Gonzaga, Reginaldo, juntamente com o BlogdoCrato, convocaram os sanfoneiros, artistas e seguidores do Rei do Baião no Cariri para uma homenagem pelos seus 95 anos.
O grupo de safoneiros reunidos

Foram os seguintes sanfoneiros e bandas que participaram da homenagem, ontem (13/12), no Parque de Exposições do Crato: Saraiva e a Banda Herdeiros do Rei, Zé de Benona e a Banda Asa Branca, inclusive com a sanfona que ganhou de presente de Seu Luiz, o sanfoneiro Epitácio Pessoa, o sanfoneiro Pedro Fernandes e o grande Pedro dos Oito Baixos, acompanhado do zambumbeiro Raimundo, do trianguista Marquinhos e do garoto Lucas da Silva, no ganzá, e o compositor e cantor Junior Boca. O escritor José Marcelo Leal Barbosa, autor do livro “Luiz Gonzaga, suas canções e seguidores”, compareceu ao evento, exibindo a obra e convidando a todos para o seu lançamento, no Teatro Municipal do Crato, no próximo dia 15/12 (sábado), às 19h30.

Reginaldo, amigo dileto do Rei do Baião

Todos cantaram, na abertura, a música “Vou pru Crato”. A cobertura foi da Televisão Verdes Mares, com o repórter Franze de Sousa, e, como não poderiam faltar, Jorge Carvalho e a transmissão direta do programa Rapadura Cultural ali compareceram.

Zé de Benona e Jorge Carvalho
Marcaram presença também Fátima, da Agropolos, Ricardo Tércio, da ACCOA, agentes da Ematerce, funcionários, professores e estudantes da URCA.
Pelas ondas da Rádio Araripe, foi o Crato, através do programa Forró da Casa Grande, do Mestre Elói, o berço da mídia do grande Gonzagão.
Fotos: Jackson Bantim Bola e Jorge Carvalho

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho brancoBolero de Ravel
E muito carinho meu.
(Carlos Drumond de Andrade)

Recado aos cratenses

Pedro Esmeraldo

Sendo interessado em lutar pelo desenvolvimento de minha terra, conhecendo as verdadeiras manhas essenciais desses políticos, alguns mal cheirosos, com pensamento pífio, luto assiduamente, estabelecendo princípio ético mostrando como é o mundo político de minha cidade.
Infelizmente, não sou compreendido. Uns acham que sou piegas. Não o sou. Outros acham que eu sou radical. Não me considero radical. O que aspiro é um desenvolvimento equilibrado. Sou apenas partidário do ecletismo, aproveitando sempre o que há de melhor. Sou contra a política feudal que há por trás dos bastidores do Crato. Gostaria de ver uns políticos autênticos, eficazes e perseverantes, transformando o Crato no campo da honradez.
Um dia desses um senhor pertencente ao quadro partidário local disse-me que eu era muito crítico. Aceito a sua opinião. Mas quero afirmar a esse senhor que minhas críticas são admoestatórias. O que desejo é enaltecer o homem público. Outro cidadão também político, vereador de um mandato, intelectual, cursou o seminário diocesano, disse a alguém que minhas crônicas são bombásticas. Não aceito esse adjetivo. Desprezo esse pensamento baixo e ao mesmo tempo convido-o para escrever melhor, ter a coragem de brigar pela terrinha e partir para a luta.
Não me considero autêntico e batalhador, mas, modéstia a parte, tenho a coragem de lutar. Preferia ver um Crato moderno, bem moderno, com IDH elevado, as escolas funcionando a contento, o povo satisfeito com uma economia favorável e efervescente.
Longe desta terra a discórdia. Queria que houvesse igualdade e que respeitasse as conquistas dos outros municípios.
Ultimamente desrespeitam o Crato, pois têm levado o bom desta terra, alegando com os seguintes dizeres, o que levam para lá será bom para todo o Cariri. Considero isto uma distorção, um desprezo para esta terra.
Acho que deve haver um equilíbrio e empurrar o progresso, sem prejudicar os demais municípios.
Bem já chega de tanto argumento, tentem brigar, para mudar esse quadrilátero político, constituído de pessoas desinteressadas, entusiasmando os jovens para que ingressem na política, afastando do mundo amargo com substâncias ofensivas, colocando em seu lugar produtos favoráveis ao crescimento da cidade.
Agora, cratenses, tentem me entender. Veja que não sou tão ignominioso assim. Sou apenas um cratense resoluto e desejo ver o Crato igualitário e eficiente.
Crato CE, 08 de dezembro de 2007

Foto do dia e Previsão do tempo - 14/12/2007

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Acima: Foto da decoração natalina do Largo da Rffesa, em Crato.

S.O.S... CRATO, UMA TERRA SEM LEI?


Venho através deste importante veículo formador de opinião e que acredito venha a ser também um instrumento de acessória, questionar que representação tem o cidadão cratense em termo de direitos perante a lei, se é que existe “Lei” e que esta preserve, ampare o cidadão, quando este diariamente é usurpado de seu direito de dormir, repousar, em pleno meio de semana ou fins de semana evidentemente, por festinhas residenciais, ou big festas em BUFFET’S, com direito a fogos de artifícios à meia noite, que acorda qualquer vivente de sobresalto e discotecas com alto volume de som a este horário que peço socorro!. Saliento aqui, que a Boite funciona à luz dos holofotes e das estrêlas, ou seja ao relento, não havendo paredes para conter o vazamento do som. Isso só desqualifica em muito a categoria do BUFFET, palavra que alías, sugere "requinte", elevando-o a algo de segunda categoria. Os moradores/trabalhadores, não dormem enquanto a High Society se diverte!!! O Crato é realmente uma terra sem Lei? Até que ponto, alvarás permitem que cidadãos, casas noturnas, carros de som, etc., possam incomodar outros com estruturas de som que não se medem apenas com medidor de decibéis e sim com o mínimo de sensibilidade auditiva e bom senso? O que é essa tal de Lei do Silêncio?
Resido no Belmonte, mas precisamente à rua: ANTONIO MOREIRA DA SILVA. Presumo que o que acontece aqui, acontece em todos os recantos desta Terra de Alencar. Algum Juiz, Promotor, Advogado, ou alguém entendido que por ventura navegue neste blog poderia nos prestar esta acessória? Gostaria de ver aqui, aberto um debate por pessoas expert's no assunto. Sendo o caso levaremos adiante uma campanha.
S.O.S...