02 dezembro 2007

Cearense, sim senhor


ESTIVE em Fortaleza para uma feira de livro. Revivi lembranças do Ceará, principalmente da mocidade, nos Congressos de Escritores e de Poesia, no Grupo Clã e com velhos amigos intelectuais -muitos já se foram.
Aquele Ceará das secas e lamentações não existe mais. Diz-se que o Brasil não tem um livro símbolo, assim como é o "Quixote" para a Espanha. Chegaram a propor que fosse "Os Sertões", de Euclides da Cunha, mas não pegou. Ele foi quem primeiro apreendeu o sentimento do Nordeste. No seu tempo, não se chamava assim, e a região que ele radiografou -Canudos- era consagrada como sertões. Sobre o sedutor tema já tinham escrito muitos brasileiros, como Afonso Arinos (o velho) e Coelho Neto. Euclides cunhou aquele "o sertanejo é antes de tudo um forte", que virou chavão, e o cearense passou a ser o paradigma desse homem cabeça-chata, ousado e valente.
O Ceará, já escrevi, tem um solo árido e marcado pelas secas famosas -a última delas, e talvez não a pior (1915), consagrada no "Quinze", de nossa Rachel de Queiroz-, mas tem uma riqueza extraordinária: o cearense. A aspereza do clima e da terra, a alternância das noites frias e dos dias quentes, secos e úmidos, a necessidade de lutar por tudo, da água à comida, das vestes aos caminhos da caatinga, deu-lhe uma alma de resistência e realismo. Ele não tem aquela solidão leniente e melancólica dos sertanejos do Brasil Central. Tornou-se um povo andante e empreendedor. Transformou pedra em casa.
Outrora falar Ceará era falar de chuva e seca. Era a saudação de chegada: "Está chovendo?". Uma vez a fiz no aeroporto a um despachante, e o espírito otimista do cearense, com algumas chuvas já caídas, me respondeu: "Doutor, está morrendo sapo afogado". Hoje se discute turismo, a siderúrgica, os grandes empreendimentos e, para surpresa minha, o forte movimento cultural e editorial que ali se processa, com excelentes escritores.
Em 1947, na primeira vez que saí do Maranhão, foi para uma reunião de intelectuais no Ceará. Fran Martins, Aluísio Medeiros, Antonio Girão Barroso e outros lideravam o movimento neomodernista, que em cada Estado tinha um grupo -no Maranhão, Tribuzzi, eu, Ferreira Gullar, Burnett e uma rapaziada boa. Hospedei-me na pensão Sobral, rua Senador Pompeu.
Agora (tantos anos!), quis fazer um roteiro sentimental. Hoje, arranha-céus, avenidas, turistas, camelôs. Nada mais existe da pensão Sobral, a não ser dentro de mim. Restam os "verdes mares bravios", de Alencar. E o "oco do tempo", como chamava o Patativa do Assaré, agora homenageado pelas belas coleções "Demócrito Rocha", feitas por Albanisa Lúcia Dummar Pontes. Mas não mudou a riqueza que é o cearense, sim senhor.

jose-sarney@uol.com.br

O Capitalismo Marxista de Wilson Bernardo



O que seria o Capitalismo Marxista?
O pensador, poeta, artista plástico, professor e grande contestador da Sociedade de Consumo, Wilson Bernardo explica...

Veja o vídeo:




Se sua internet não é banda larga, ouça pelo menos o áudio:



Agora, se vc não tem nem internet banda larga, nem linha discada, vai tratar de se conectar ao mundo ! rs rs rs

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Vem aí, Locadora somente de Séries em Crato...


Se você é tipo eu, fissurado em séries tipo LOST, Smallville, e outras, tenho uma ótima notícia: Está vindo aí uma locadora no Crato somente de séries. O que vc imagnar de séries antigas, dos anos 60, 70, à atualidade, irá conter nessa locadora. Que bom para o pessoal da minha geração que gostava de assistir aqueles ultrapassados, mas deliciosas séries como: Perdidos no Espaço, Túnel do Tempo, Viagem ao Fundo do Mar, Terra de Gigantes, Jornada nas Estrelas, Agente 86, e muitas e muitas coisas interessantes. Em breve......... acima, foto de episódio de "perdidos no espaço" onde se vê o famigerado "Dr. Smith" eterno rival do Robot, e o garoto Will Robinson.


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EXTRA, EXTRA!!! CONCURSO DE FOTOGRAFIA!


Aberto o primeiro CONCURSO FOTOGRÁFICO ZOOMCARIRI.
Com a temática: TRABALHADORES DO CARIRI.
Para participar, basta ser cadastrado no blog: www.zoomcariri.com
Veja o regulamento no endereço: WWW.ZOOMCARIRI.COM
Ou solicite informações com:
Pachelly Jamacaru: pjamaca@bol.com.br
Dihelson Mendonça: Dihelson@yahoo.com

Atenção: Inscrições até: 04 de janeiro 2008

Foto da ilustração: Pachelly Jamacaru

Nota sobre a festa "Guerreiros do Cariri" da escola Agrotécnica Federal do Crato - Por Edson Rivelino de Oliveira


Atendendo ao pedido de publicação do autor:

Querida Gracinha, ( Profa. Graça Oliveira, da Escola Agrotécnica Federal ), Parabéns !

É
deveras espantoso como os fatos vão se desencadeando e se conectando ao longo da nossa história. Ontem na Escola Agrotécnica, ficou muito bem registrado, inclusive através de fotos e filmagens, um conjunto de cenas que evidenciaram um fato histórico marcante para nossa
região. Foi realmente, um evento diferente de tudo que já participei sobre o Cariri. Ontem me dei conta da sensível diferença entre ser um radialista, um locutor, no sentido técnico da palavra, e ser um comunicador. Daí, percebi que o "link", o elo, entre música, poesia, fotografia, informática, dança, teatro e arte está mesmo sustentado pela perfeita combinação entre sonho, comunicação e educação. Sobre sonhos, não há mais o que comentar, pois num só evento nos deleitamos com o sonho de Vidal, o sonho de Vicelmo, de Wellington, de Graça, de Dihelson, de Josenir, de Elói Teles, de Harildo, dos alunos, e principalmente, o sonho de um povo que não quer se entregar ao pesadelo da mídia capitalista e vulgar. A comunicação requer afinidade, afinidade cultural, pois nem todos estão preparados para entender que o objetivo do projeto da professora Graça Oliveira vai além de uma homenagem solene, e que traduz um verdadeiro resgate, um despertar para a valorização da arte e da "carirização" de um povo que busca um laço com a origem de sua terra. Abençoados sejam os canais, os meios pelos quais escoam a cultura, sejam eles rádios, artistas, "blogs" ou professores. Surge então, o papel imprescindível dos educadores nessa jornada rumo à salvação das futuras gerações. Os fatos vão se conectando...e agora, surge um desejo latente de levar essa conscientização aos demais. Graças a Deus, e graças às Graças espalhadas por outras instituições, nossa cultura resiste . Por um momento, me veio à tona a lembrança da "Semana de arte moderna". Como disse o mestre da memória cratense, Huberto Cabral: "...Os guerreiros do cariri são todos vocês !" - Eis aqui, um novo desafio e uma verdadeira convocação para a guerra !
Valeu !

"Por Edson Rivelino de Oliveira - Gerente da OI."

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Aprenda Inglês Corretamente! - A Dica do Professor


Hoje é domingo. E domingo é dia das dicas de inglês com o Prof. Jayro Starkey. Pequenas dicas valiosas para quem não quer passar vexame no estudo e na prática da língua inglêsa, tão necessária nos dias de hoje! "


Bread!

Que confusão quando no exterior alguém pede um bread. Os nativos do idioma inglês raramente usam a palavra bread, porque ela é bastante genérica. Existe bread em várias formas.

Tomemos como exemplo o “carioquinha”. Em inglês, ele seria chamado de um roll (porque a massa de pão é enrolada antes de ser assada). Um pão de fôrma é um loaf e uma fatia de pão é slice. Um pão de fôrma fatiado, portanto é um sliced loaf. Um pão de hambúrguer (em inglês hamburger), é um bun.

Cuidado! Pãozinho francês não é “French bread” nem carioquinha é “little Carioca”.

Bread and butter e não bread with butter. E o café com leite (coffee and milk, nunca coffee with milk)

Outdoor?

Algum publicitário brasileiro criou este termo para aqueles anúncios enormes. Outros criaram autodoor (para cartazes em táxis), busdoor (para cartazes em ônibus) e metrodoor (para cartazes no metrô). Em inglês, esse cartazes são chamados de billboard (nos Estados Unidos) e hoardings (na Inglaterra). A palavra outdoor tem outros significados que serão explicados posteriormente.

By Jayro F. Starkey - English Teacher


Foto: Prof. Jayro Starkey - Por Dihelson Mendonça

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