17 outubro 2007

SOS Sítio Fundão

O Sítio Fundão, reserva ecológica localizada praticamente na área urbana do Crato, está em perigo. Ed Alencar, radialista, publicitário e um dos herdeiros da propriedade, está angariando apoio para a campanha que vem movimentando em defesa deste verdadeiro santuário da natureza.
A propósito, jornal Diário do Nordeste, na sua edição deste dia 18 de outubro, trouxe a reportagem que segue reproduzida abaixo:
Natureza e história a preservar
Uma manifestação contra incêndios criminosos, no fim do mês passado, chamou a atenção da opinião pública sobre o Sítio Fundão, localizado a três quilômetros do centro do Crato, com 97 hectares de mata nativa, incluindo espécies remanescentes da Mata Atlântica.
Estudantes, ambientalistas, professores e representantes de órgãos ligados ao meio ambiente se reuniram na área devastada pelo fogo com o objetivo de exigir dos governos municipal, estadual e federal a agilização do processo de tombamento do sítio e a conseqüente indenização, ou desapropriação, considerando não apenas as ameaças de novos incêndios, mas a necessidade de manutenção daquela área.
Riscos Na ocasião, o fogo destruiu aproximadamente 20 hectares de vegetação nativa localizada no perímetro urbano do Crato, revelando que, aos poucos, a área, preservada pelo ecologista Jéferson da Franca Alencar, e mantida por seus herdeiros, está sendo destruída. O radialista Edmundo Alencar, conhecido como Ed, é neto de Jéferson e um dos que levanta a bandeira pela preservação da área. "Esta é a única reserva ecológica intacta dentro da cidade do Crato", justifica.
Entre os indicativos para preservação do Sítio Fundão, estão um destaque do capítulo Preservação Ambiental e da Paisagem, do Plano de Requalificação Urbana do Crato (PRU); sua seleção, no âmbito do Geopark Araripe, através do Geotope Batateira, incluindo um Termo de Referência para a consolidação do Parque da Fonte Batateira, Cachoeira Batateira e Sítio Fundão, todos componentes do Geotope Batateira, para o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Compam).
Valor histórico Existem também Termos de Referência para Instrução de Tombamento dos geotopes do Geopark Araripe entregues à Universidade Regional do Cariri (Urca), com cópia para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que, no contexto, existem edificações de valor patrimonial histórico também: uma casa de taipa de dois pavimentos; as ruínas de um engenho de madeira com tração animal; além de barragens em pedra, cuja construção é atribuída a escravos.
O arquiteto José Sales Costa Filho, consultor do Geopark Araripe, recomenda a formatação de convênio de cooperação entre a Prefeitura Municipal do Crato, Conpam, Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Iphan, para a resolução definitiva do impasse.
Foto: Casarão de taipa de dois pavimentos, uma das atrações do Sítio Fundão
História da Capela do Lameiro

Armando Lopes Rafael

Neste ano de 2004 está completando 48 anos do início da construção da pitoresca capela de São José Operário do Lameiro. Devo ao professor José Nilton de Figueiredo, lameirense ufanista, nascido e residente naquela localidade, atual vice-reitor da Universidade Regional do Cariri, as informações sobre a história daquele templo.
A capela de São José Operário do Lameiro foi iniciada em 1956 pelos padres Miguel e Geraldo, procedentes de Garanhuns (PE) e integrantes da Ordem Salvatoriana. A construção do pequeno templo foi feita sob a orientação de Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo de Crato. Naquele ano, a Igreja Católica devocionava universalmente a invocação da São José Operário, cuja festa é celebrada em 1º de maio, Dia do Trabalho. Daí a escolha de São José Operário como o orago da nova capelinha do então distrito (hoje bairro) do Lameiro, àquela época desprovido de um templo católico.
O terreno para a edificação da nova capela foi doado pelo Sr. José de Alcântara Vilar, respeitável cratense, proprietário de vasta área rural no sopé da Serra do Araripe. O doador do terreno exerceu, em várias legislaturas, o cargo de vereador à Câmara Municipal de Crato. Chegou inclusive, à presidência daquela casa legislativa, o que lhe proporcionou exercer – interinamente – o cargo de Prefeito Municipal de Crato.
Uma curiosidade: somente no dia 1º de maio de 2003, decorridos 47 anos do início da construção da capelinha, a escritura do terreno onde ela está erigida, foi definitivamente lavrada em cartório e entregue oficialmente ao pároco, padre Manoel Alves Feitosa, pelo atual proprietário do terreno doado, o ex-deputado0 federal Dr. Ossian de Alencar Araripe e sua esposa, dona Maria do Céu Vilar de Alencar Araripe.
A bela imagem de São José Operário foi adquirida através da Livraria Católica, existente em Crato e que pertencia aos professores José do Vale Arraes Feitosa e Manoel Batista Vieira – o conhecido Vieirinha – ambos falecidos.
Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, que em 1956 era o vigário da Paróquia Nossa Senhora da Penha (a cujo território pertencia o então distrito do Lameiro) foi o primeiro sacerdote a dar assistência espiritual na nova capela. Seguiram-lhe nesse mister, os seguintes sacerdotes: Lurildo Linhares, Antônio Onofre de Alencar, Manoel Alves Feitosa, José Edmilson de Macedo, Antônio Feitosa, João Bosco Cartaxo Esmeraldo, Francisco Ivan de Sousa, Robério Felipe da Silva, frei Dalmir Pinheiro de Almeida, Expedito Félix, Sebastião Pedro do Nascimento, José Vicente Pinbto0 de Alencar e Silva, Francisco Roserlândio de Sousa e, atualmente, o padre Manoel Alves Feitosa.
Em 1967 a Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi desmembrada, passando o Lameiro a pertencer a recém criada Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, do bairro Pimenta.
Muitos ajudaram – e muitos ajudam nos dias de hoje – a manutenção da capela de São José Operário do Lameiro. Dos falecidos, podemos citar: Antônio Araújo Quesado, Carlina Pinheiro, Dandinha Vilar, Geraldo Costa, Jacinta Araújo de Menezes, José Pinheiro Gonçalves, Luiz Idelson Belém, Maria Dalvenisa Correia, Neusa Tavares da Silva, Vicência Ribeiro Caçula (Dona Rosa). Dos vivos não poderiam deixar de ser mencionados: Monsenhor Ágio Augusto Moreira, Antônio Luiz Pereira, Irmã Santa, Joana D’Arc Ribeiro Brígido, Maria Leônia Ribeiro Barbosa, Madre Rosália, Rosa Margarida da Silva (Tia Rosa) e Sylvanna Vilar, todos benfeitores da pitoresca capela de São José Operário do Lameiro.

(Artigo publicado no “Jornal do Cariri” em 26/02/2004)

Efemérides do Cariri


Há 154 anos o Crato era elevado à categoria de cidade

Em 17 de outubro de 1853, portanto há 154 anos, o presidente da província do Ceará, Joaquim Vilela de Castro Tavares, sancionou a lei nº 628, pela qual a vila do Crato foi elevada à categoria de cidade. O centenário da data foi comemorada com a maior festa cívica da história cratense. Irineu Pinheiro, no livro Efemérides do Cariri, assim descreveu o acontecimento:

"1953, 17 de outubro - Comemoração festiva da elevação da vila do Crato à categoria de cidade (...). Solenizaram o povo e poderes público municipais o centenário do Crato como cidade com festas brilhantíssimas, às quais compareceram o srs. João Café Filho, vice-presidente da República; Raul Barbosa, governador do Ceará; Arnaud Baltar, presidente do Superior Tribunal de Justiça do Ceará; drs. Valdemar de Alcântara e Plácido Aderaldo Castelo, secretários, respectivamente, da Educação e Saúde Pública e da Agricultura; Paulo Cabral, prefeito de Fortaleza; dr. Ademar de Barros, ex-governador de S. Paulo e chefe do Partido Social Progressista; deputados federais e estaduais, representantes dos municípios cearenses do norte e do sul, etc. Visitaram milhares de pessoas a Feira de Amostras e a Exposição Agropecuária, provas de nosso adiantamento no comércio, indústria e criação de gado vacum e cavalar. "

Nota-se, pela grande quantidade e representatividade das autoridades políticas presentes ao evento, a importância política do Crato de então, importância esta que se vem perdendo ao longo dos últimos anos. Outra nota de pesar, é que esta tão importante data vem sendo olvidada, a ponto de passar praticamente despercebida entre a opinião pública.

GEOPARK ARARIPE


O jornal "Diário do Nordeste", de hoje (17/10/2007), em seu caderno REGIONAL, traz informações preciosas sobre o GEOPARK ARARIPE. Impressionou-me deveras o conteúdo da matéria e, por isso mesmo, recomendo a leitura.

Reinauguração do "Maria Café" com Happy Hour em Crato, dia 18, Quinta-Feira.