13 setembro 2007

II Workshop de Yoga do SESC.

Trevas e Luz



Há exatos dez anos, no dia 05 de Setembro de 1997, o mundo perdia uma das figuras mais antológicas da humanidade no Século XX: Agnes Gonxha Bojaxhiu . Ela nascera na Macedônia, 87 anos atrás, e só quando aos vinte e sete anos recebeu as ordens perpétuas de Irmã de Loreto, passou a ser conhecida pelo nome que a tornou uma das mais populares e carismáticas personalidades do planeta: Madre Tereza . Em 1946, num trem em viagem para a Calcutá que não demoraria a lhe servir de sobrenome, ela recebeu a inspiração, a “chamada das chamadas”, que a levou a fundar a família dos “Missionários da Caridade, Irmãs, Irmãos, Padres e Colaboradores” , cujo intuito era “Saciar a infinita sede de Jesus sobre a cruz de amor e pelas almas, trabalhando para a salvação e para a santificação dos mais pobres entre os pobres”. No dia 7 de outubro de 1950, a nova congregação das Missionárias da Caridade foi instituída oficialmente como instituto religioso pela Arquidiocese de Calcutá. A partir daí , vida da religiosa passou a ser inteiramente dedicada aos pobres, enfermos , miseráveis e desfavorecidos da terra.

Madre Tereza, num trabalho incansável, expandiu suas obras assistenciais por todos continentes e quando da sua morte existiam cerca de 4000 irmãs, presentes em 123 países do mundo em quase 600 fundações das Missionárias da Caridade. Tamanho empenho pelos excluídos fez com que seu nome , ainda em vida, recendesse aromas de santidade. Em 1979, como reconhecimento, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Em 2003 , por fim, Madre Tereza foi beatificada por João Paulo II que decidiu apressar seu processo de santificação.

Recentemente, o reverendo Brian Kolodiejchuk , um dos membros das Missionárias da Caridade de Madre Tereza e responsável pelo seu processo de canonização, mostrando-se assim uma fonte acima de qualquer suspeita, editou o livro "Come Be My Light" , ajuntando revelações que estarreceram o mundo. Madre Tereza , em quarenta cartas , que atravessaram um período de 66 anos, demonstrou não sentir a presença de Deus. Confissões como : "Na minha própria alma, sinto a terrível dor da sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que ele não existe realmente."; "Jesus sente um amor muito especial por ti", escreveu madre Teresa a um dos seus conselheiros espirituais, Michael Van Der Peet. "Quanto a mim, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não oiço" ; "Onde está minha fé, aqui no mais profundo não há nada, Meus Deus, que dolorosa é esta pena desconhecida. Não tenho fé"; "Se há um Deus, perdoa-me, por favor. Quando tento elevar minhas preces ao Céu, há um vazio tão condenador...". O mais incrível é que Madre Tereza, na juventude, informara que havia tido visões e que, em uma delas, falara com Jesus crucificado. Durante a mor parte da sua vida, no entanto, assim demonstra o livro, sua alma permaneceu na mais profunda escuridão de fé. O próprio confessor da madre lembra que nunca soube de um santo que permanecesse durante tanto tempo em tão profunda penumbra espiritual.

Madre Tereza, nas cartas, abre seu coração. Para ela a fé não pode ser uma atitude cega , fria, irracional. Ela coloca, claramente, em jogo, a sua percepção, a sua sensibilidade. E, por quase toda sua vida terrena, ao que parece ela foi perdendo a capacidade de sentir a presença de Deus. Talvez convivendo com tanta desgraça, tanta enfermidade, tanta desigualdade social por todo mundo, ela se tenha perguntado, continuamente, como uma força onipresente e onisciente seria capaz de permitir tanta miséria e iniqüidade entre aqueles que foram construídos à Sua imagem e semelhança. Mas o mais importante de tudo: Madre Tereza continuou seu trabalho com força redobrada, ajudando os humildes e infortunados, independente da aparente claudicação na sua fé. Mesmo sem esperar ser retribuída no céu, ser aquinhoada com um lugar melhor nos jardins do éden.

Por isto mesmo ela é hoje minha santa favorita, a padroeira universal de todos aqueles que aguardam, desesperadamente, um toque de divindade , uma anunciação, os sinais mínimos de um Maestro divino regendo a orquestra universal. Todos aqueles que pressentem que existindo uma força superior, a confissão de Tereza de que : "Se um dia eu for Santa, serei com certeza a santa da escuridão". Estarei continuamente ausente do Paraíso", é totalmente descabida no seu desespero. Tereza de Calcutá é a Santa da Luz, aquela que conseguiu iluminar todos os destinos do Século XX mesmo com a aparente escuridão de sua fé.


J. Flávio Vieira

Madre Feitosa, 86 anos de vida e de caridade

Hoje é um dia de júbilo para a cidade do Crato. Madre Feitosa completa 86 anos de vida, com a graça e as bênçãos de Deus. Pela sua extrema generosidade e vida dedicada ao serviço religioso e à caridade, Madre Feitosa é uma unanimidade. A simplicidade é a sua grande característica, o que lhe imprime, indubitavelmente, a marca maior do verdadeiro cristão.
O Blog do Crato não poderia deixar de prestar homenagem a esta mulher exemplar, e o faz numa forma de agradecimento pela contribuição diuturna que ela presta à nossa cidade e ao mundo. Parabéns Madre Feitosa.
Abaixo, sua biografia, escrita pelo jornalista J. Lindemberg de Aquino e publicada na revista especial do Rotary Club do Crato, editada por ocasião da entrega da Comenda do Mérito Rotário Jefferson de Albuquerque e Souza a Madre Feitosa, no último dia 22 de julho.

Maria Carmelina Feitosa nasceu em Tauá, em 13 de setembro de 1921, filha de Crispim Morais e Maria Josina Feitosa de Morais. Quando criança foi aluna da professora Maria Dólares Petrola de Melo Jorge, cuja lembrança a acompanha até os dias de hoje, num misto de exemplo indelével e grande admiração. Madre Feitosa costuma recordar que aquela professora lhe proporcionou tudo, incluindo uma excelente formação cristã.
Com este rico incentivo, Maria Carmelina Feitosa cursou o ensino secundário e o curso normal no Colégio Santa Teresa, ingressando depois na Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus. Ali, iniciou a prática do magistério, sempre voltada para os princípios cristãos, com destaque para a fé e a caridade.
Foi diretora do Colégio Santa Teresa de Jesus, secretária geral da Congregação, sendo eleita vice-supervisora geral em três mandatos consecutivos, num total de dezoito anos.
Em 1961, assumiu a direção da Casa de Caridade de Crato, Ginásio Madre Ana Couto e do Patronato Padre Ibiapina, pertencentes a Diocese de Crato.
Graduou-se em Pedagogia pela antiga Faculdade de Filosofia de Crato, tendo também lecionado nessa instituição de ensino superior. Em 1969, fundou o Colégio Pequeno Príncipe, que nasceu da sua vocação de educadora e que cresceu sob sua orientação. Hoje, o Colégio Pequeno Príncipe é intitulado o “Colégio do Cariri”, tanto pela excelência do seu ensino como pelo projeto pedagógico ali implantado.
Madre Feitosa ainda hoje mantém a Casa de Caridade de Crato, entidade concebida e criada, no terceiro quartel do século 19, pelo Padre Ibiapina, um homem e um religioso à frente do seu tempo.
Como este, Madre Feitosa também é uma mulher à frente do seu tempo. Tanto como educadora, administradora e religiosa, que enxerga no seu semelhante, principalmente, a dignidade humana; e a quem vem prestando – há longas décadas – um serviço generoso e gratuito, notadamente aos mais carentes e necessitados.

Foto do dia: Crato - Vista à partir da Vilalta e Previsão do Tempo.


Fonte: Climatempo.

Notícias do website oficial da Prefeitura Municipal de Crato.

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