05 setembro 2007

FIGURAS DO CRATO




Miúda é do Crato. É coisa nossa! Figura popular e artesã ícone, pelos seus inconfundíveis bonecos de panos, também conhecidos por ‘CALUNGAS”.
Nascida na Bebida Nova, cedo foi morar com a família Jamacaru. Como era de se esperar, caiu no convívio artístico da família e não se encabulou, aflorou o seu dom que hoje é reconhecido pelo Brasil afora. Os seus bonecos têm traços próprios, cores vibrantes, olhos expressivos e multi temáticos. Lampião e Maria Bonita, índios Cariris, casal de noivos matuto, ela com sua grinalda branca, povo do roçado, Pai Mané, Marias e Joães, enfim, representações da cultura de um povo de um lugar. Já saíram publicações de sua arte nos livros da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e outros não menos importantes. Pessoa simples de talento inquestionável. Minha mãe, esta é uma homenagem que lhe presto. Pachelly Jamacaru
Fotos: Pachelly J.

Crato: Valsa de uma Cidade!

Crato é festa, é gente que a gente vê no dia-a-dia.
Crato é linda, porque aqui, todo mundo se conhece, todo mundo é parente de alguém conhecido.
Essas fotos, as fiz durante a festa da padroeira de Nossa Senhora da Penha, semana passada. Mas ao invés de mostrar o óbvio, resolvi postar algumas fotos que julguei interessantes, de tipos característicos. É uma pena que o nosso espaço aqui é exíguo, e eu não possa mostrar minhas mais de 150 fotos sobre essa festa:

Clique na foto para ampliar:







.

Jornal do Cariri homenageia "Blog do Crato"


"Já foi dito que a história da cidade não é feita somente com seus heróis oficiais. A identidade de cada município é formada também por seus tipos populares, artistas anônimos ou figuras talentosas que não frequentam a mídia geralmente. Foi inspirado nessa concepção que o músico Dihelson Mendonça criou o "Blog do Crato", espaço reservado ao dia-a-dia da cidade, e destinado principalmente à aqueles que estão fora da cidade deste crato velho-de-guerra, curtindo a ausência da terra querida. É uma forma de matar a saudade, andando pelas ruas, encontrando-se com gente do povo, pessoas simples, artistas, que no anonimato constroem a cidade. Além do factual Blog do Crato, elaborado por Dihelson, mostra um Crato que precisa ser amplamente divulgado. A História de pessoas que aparentemente não tem história, mas estão inseridas na vida desta cidade que é Princesa e Plebéia; amada e amante; Séria e Moleque; Trabalhadora e Boêmia. Esta é a homenagem que o Jornal do cariri presta ao Blog do Crato, com os agradecimentos pela sua inclusão na vida de uma comunidade que os postais ainda não mostram! "


Jornalista: Antonio Vicelmo

Ouça. Clique no Player:

De onde vêm os sentimentos


Poesias, fábulas, contos existem que nos dizem muito. Levam-nos a perder convicções ou aprender lições. Acontece que não foram feitos para nós com o fito único de nos comover. Nem comovem apenas por comover. Comovem, nos movem, nos levam porque refletem camadas profundas de um povo e suas vivências. Como os italianos.
Filhos diretos da maior civilização antiga se compartiram em centenas de fragmentos. Em plena era dos impérios se viram ducados, feudos. Os italianos por atalhos da história se tornaram cidades repúblicas. A fossa do mediterrâneo, suas tempestades, piratarias e disputas comerciais se tornou a forja de seus sentimentos.
Quanta transcendência não cristã surgiu das pontas dos seus punhais no entremeado urbano de Verona. Em Veneza ou no renascimento da cidade das flores. Florença, seus artistas, comerciantes e políticos. O Príncipe de Maquiavel. A refundição da república de grandes territórios.
Quando a França era um império e mais uma Grand Armée, a Inglaterra um império e mais um centro financeiro, a Itália era porções de interesses divergentes. Termina o século XIX e os italianos se tornam uma canção de despedida, de tua Sorriento, Napoli, eram Arrivederci. Luntano a te. Então ao leres o que se segue, se deles te apropriares, saibas que só aquele povo teria a necessidade inerente de arriscar-se e isso se torna mensagem para todos, via Internet, neste mundo globalizado.
Mais ainda, quando tudo parece querer se padronizar, se tornar a mesma matriz, lembramos a diversidade. E aí posso dizer: não me comprometo jamais com tecnocráticos modelos de redução de risco. Afinal ninguém é mecânico ou ferramenta para uso geral.
Uma homenagem a este "arriscados" que fazem os blogs da minha terra.


Il grande rischio !


Ridere è correre il rischio di sembrare sciocco.
Piangere è correre il rischio de sembrare sentimentale.

Stendere la mano è corrre il rischio de coinvolgersi.

Esternare i tuoi sentimenti è correre il rischio di mostrare il tuo vero "ego".

Difendere i tuoi sogni e idee davanti alla folla è correre il rischio di perder le persone.

Amare è correre il rischio de non essere corrisposto.

Vivere è correre il rischio di morire.
Confidare è correre il rischio di essere delusi.

Tentare è correre il rischio de falire.

Ma dobbiamo correre i rischi perchè il maggior pericolo è non rischiari nulla.

Ci sono persone che non corrono alcun rischio, non fanno nulla, non hanno nulla e non sono nulla.

Esse possono anche evitare patimenti e desillusioni, ma non realizzano nulla, non cambiano, non crescono, non amano, non vivono.

Incatenati alle loro attitudini, esse diventano schiave, si privano della loro libertá.

Solamente la persone che corre rischi è libera!
Per questo, non evitare il rischio!


" Rir é correr o risco de assemelhar-se tolo./ Chorar é correr o risco de assemelhar-se sentimental. / Estender a mão é correr o risco de se envolver/ Externar teus sentimentos é correr o risco de mostrares teu verdadeiro eu./ Defender teus sonhos e idéias diante de todos é correr o risco de perder as pessoas./ Amar é correr o risco de não ser correspondido./ Viver é correr o risco de morrer./ Confiar é correr o risco de se decepcionar./ Tentar é correr o risco de falhar./ Mas devemos correr o risco pois o maior perigo é não se arriscar nunca./ Há pessoas que não correm algum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada./ Elas podem até evitar padecimento e desilusão, mas não realizam nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem./ Encadeadas a suas atitudes, elas permanecem escravas, se privam de sua liberdade./ Somente a pessoa que corre risco é livre./ Por isso não evite o risco./"