30 novembro 2007

Pra quem estiver no Rio


E o poeta/escritor/professor/conspira Sandro Ornellas estará presente na PRIMAVERA DOS LIVROS, no Rio de Janeiro. Clique aqui, no site da Feira. Ele vai lançar o livro e vai ler também uns poemas. Vai ser sábado, amanhã. Dia 01/12.

O evento vai rolar no Museu da República (Rua do Catete, 153 - Catete), de 29/11 (quinta-feira) a 02/12 (domingo). Das 10:00 às 22:00.

Glu-Glu


Gudevaldo Pereira aposentara-se pras bandas da capital, onde exercera por mais de trinta anos as funções de delegado. Homenzarrão corpulento, um verdadeiro varapau, de cara própria para fazer cobranças, o velho Pereira voltara para Matozinho, após reformado. Zoadava pelos cantos, berrava nas esquinas e nas rodinhas de bar Gudevaldo costumava dar a última palavra. Conhecia malaca de longe, bastava um simples olhar : nunca dava bote perdido. Cabra com boné cobrindo os olhos, aquele andado molejante , os braços balançando atrás dos quadris como um pêndulo, desconfiado , com medo de sugesta, não tinha erro : pode abordar que tem coisa ! Assim nosso ex-delegado gostava de passar toda manhã pela delegacia, onde dava suas aulinhas e, também, tomava ciências das últimas presepadas da vila. O delegado em exercício o aturava a duras penas , Gudevaldo tinha mania de meter a colher de pau nas investigações e o bedelho nos depoimentos. Possuía, no entanto, uma qualidade que o fazia tolerável: sempre se mostrara extremamente corporativista e defendia a instituição policial com unhas e dentes. Por mais de uma vez andou quebrando cara de gente que insinuava algum desvio por parte dos seus pares. Colega de Pereira só tinha defeito quando a conversa se fazia entre policiais. Do lado de fora se tornavam todos ilibados, de conduta retilínea. Qualquer crítica à instituição, o velho Gudevaldo absorvia ,imediatamente, para si e saltava com um quente e dois fervendo. E tome pesqueiro no tronco da orelha. Havia ainda um epíteto que o levava às raias da loucura. Puxava faca e gatilho de berro se lhe chamassem de Glugludevaldo. Donde surgiu este apelido tão estranho? Vamos por partes.
Suas vaidades se atinham, basicamente , à vida profissional. Gostava de propalar suas espertezas e seu tino para desvendar os crimes mais intrincados. Enveredando neste assunto , levava horas e mais horas contando proezas que encheriam de inveja Sherlock Holmes.
--- De uma coisa de orgulho, nunca ninguém me fez de abestado , de Zé Mané !
No mais levava uma vida de missionário. A única exceção: um longo capote que Gudevaldo usava nas ocasiões mais especiais, como uma espécie de sobretudo. Ali colocava um broche vistoso da Polícia Militar e algumas medalhas que terminou por ir auferindo ao longo da sua atividade. Metido no capotão, o velho adquiria um ar nobiliárquico, falava de forma mais pausada e solene. E não cansava de lembrar, periodicamente, o quanto lhe custara aquela indumentária: os olhos da cara , meus amigos ! Dinheiro que gente besta não conta ! Dava pra comprar gado de se emparelhar daqui até Bertioga !
Pois bem, de tanto brotar pelos cantos e contar vantagem, Gudevaldo terminou encontrando a tampa. Um belo dia, o velho , vindo de uma reunião da Maçonaria, entonado no seu capotão, encontrou, uns meninos jogando peteca no patamar da igreja. O ex-delegado entendeu aquilo como uma afronta a Santa Genoveva, a padroeira da cidade e, depois de uns supapos e currulepes nos jogadores, dissolveu a brincadeira. Os moleques , à noite, passaram a comentar a arrogância do militar e como se vingariam do pavoneamento de Gudevaldo. Todos concordaram que a melhor maneira seria enganá-lo, armar uma pegadinha para o “cagador-de-goma”. Mas quem diabos teria coragem de botar o sino no gato ? De repente, , um guri esperto, de uns dez anos, apelidado de “Trocadim” , apostou com os colegas, que seria capaz de enrolar o farofeiro. Os amigos então concordaram em pagar durante todo o ano suas mariolas, seus quebra-queixos e passa-raivas, desde que ele conseguisse engabelar Gudevaldo.No outro dia, cedinho, “Trocadim” pegou um peru no quintal casa e pôs-se a pastorar a casa do delegado, de longe, com o bicho debaixo dos braço, esperando a saída do homem. Quando Gudevaldo ganhou o mundo, o menino esperou mais ou menos uma hora e, depois, aproximou-se da casa e bateu na porta. Atendeu D. Federalina, a mulher de Pereira. O menino, então, desenrolado, explicou:
---- Minha senhora, o Coronel Gudevaldo mandou este peru que deram a ele. Mandou dizer, também, que não vem almoçar, porque vai acompanhar uns depoimentos lá em Bertioga. Disse para a Sebhora mandar o capote dele por mim.
D Federalina, de posse do peru, achou a história do menino muito aprumada. Entrou em casa, pegou o capote, colocou em uma bolsa e disse ao menino para levar com todo cuidado a vestimenta de guerra do delegado. Rápido, “Trocadim” levou a prenda para os colegas que o esperavam num lugar pré-determinado: no sopé Serra do Carneiros. Quando Trocadim por lá chegou os meninos não acreditaram como ele havia conseguido a proeza. Felizes , o parabenizaram por ter ganho a aposta. Ele porém informou que o trabalho custara mais do que pensara, pois teve que dar um peru e negociou com os colegas mais um ano de quitutes grátis, por conta dos gastos adicionais. Disse ,ainda, que a pendenga não estava concluída e precisaria voltar.
Neste ínterim, Gudevaldo chega a casa e, ante a surpresa da esposa, pede que esta ponha logo o almoço à mesa, pois a fome era canina. Federalina explica , então, que não compreende, porque há pouco ele havia mandado avisar por um menino que não almoçaria em casa e enviara até um peru por ele. E ela, conforme solicitação, inclusive havia enviado, pelo moleque, o capote famoso, para a audiência em Bertioga. O velho, matreiro, compreendeu toda tramóia, num átimo: havia sido roubado. Ainda disse uns impropérios à mulher, zuadou e partiu para a delegacia para dar parte do roubo. Em lá chegando, aprontou um verdadeiro teatro e disse aos colegas policiais que o capote para ele era uma espécie de símbolo da sua fantástica carreira militar e que pegar o ladrãozinho que a afanou era uma questão de honra , pois aquilo se tratava de uma espécie de crime de lesa-M atozinho.
Enquanto Gudevaldo armava o barraco na delegacia, “Trocadim” colocou um bonezinho na cabeça e voltou à casa do homem. Bateu novamente na porta e, quando D. Federalina atendeu, ele explicou:
--- Sá Dona, o Coronel mandou eu vir aqui, pois eles já pegaram o ladrão do casaco, ele pediu para a senhora mandar o peru por mim, pra poder resolver a questão do roubo.
D. Federalina entregou o bicho e “Trocadim” desapareceu em procura da Serra dos Carneiros. E desde esta época, o coitado do ex-delegado passou a ser conhecido, para seu desespero, como “Glugludevaldo”.

J. Flávio Vieira

Denúncia Grave: Crime contra a Natureza no Cariri - Por Saul Brito

Meus amigos,

Nenhum ungüento me curará das mazelas dessa vida. A dor que sinto é tão imensa e tão revoltante que me falta fôlego. Quando lembro que sou um ser humano, minha revolta cresce, mas logo vem a resignação.

Nós não somos apenas humanos imundos, mas somos além disso... Monstros. Monstros que crescem e reproduzem monstros. Devo explicar-lhes que estou assim, revoltado com os humanos, porque o lugar mais lindo que ja conheci na minha, foi interditado e minado. Será destruído por um monstro hegemônico. Monstro que usa sua supremacia para destruir a vida da NATUREZA. Isso é absurdo. Não somos Deus. Ele não nos deu inteligência pra destruição. Em outras palavras, estamos destruindo o que Deus fez. O que Deus faz, ninguém deve destruir! Para alguns, pode não ser interessante ler tal desabafo. Para outros, porém, a dor é imensa.

Este lugar chama-se Lajeiro. Situa-se em Missão Nova, no sítio Barreiras. O Lajeiro é a fonte afluente de um rio, que abastece muitas casas. Sua água é utilizada por todos. Usam para irrigação e necessidades de casa. É, meus amigos... O Mundo está no fim. Tive a prova. Estou tendo todos os dias de minha vida. A cada dia vejo algo de novo. O ser humano está conseguindo acabar com toda a obra de Deus na terra. Mas, enquanto existir Deus em mim, serei forte e diferente dos humanos que não conhecem a Palavra de Deus. Pensem! Reflitam. Observemos a nossa vida. Vejam...

A vida não se resume a dinheiro. Também existe amor. Se você nunca sentiu, procure! Quando ele chegar na tua vida, sentirás o sofrimento inigualável e incosolável que estou sentindo. O Lajeiro não é meu. É de todos nós. Deus nos deu de presente, para aliviar nossas almas já cansadas.

É como se estivessem matando alguém, algum amigo, parente ou irmão... prefiro a vida do Lajeiro do que a vida de certos humanos monstros que habitam este lugar, chamado Terra. Estes deveriam ser banidos do planeta, do espaço. Aliás, deveriam nem ter nascido.

Segue algumas fotos desse lugar que tanto respeito, e que todos nós habitantes deste planeta, deveríamos respeitar...








Por: Saul Brito

Memória dos festivais da canção do Cariri comprova tropicalismo regional

O Colóquio Tropicalismo no Cariri?, acontecido na noite de ontem, 29, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, respondeu afirmativamente a resposta proposta.
Sim!, repercutiu intensamente no Cariri, na década de 1970, os ecos do polêmico e genial manifesto estético-musical lançado pelo mais criativo núcleo baiano durante a incendiária conjuntura cultural do Brasil sessenta (Caetano, Gil, Capinan, Tom Zé, Gal, Rogério Duarte; mas, com uma grande ajuda dos amigos Hélio Oiticica, Torquato Neto, Rogério Duprat, Nara Leão e Os Mutantes).
O Colóquio teve como debatedores Luiz Carlos Salatiel, Abdoral Jamacaru e José Flávio Vieira – hoje, todos conhecidos pelo trabalho consistente que vêm realizando ao longo das últimas quatro décadas, mas que foram projetados como compositores e-ou intérpretes nos famigerados festivais da canção do Cariri. O professor Roberto Marques, da URCA, autor de um livro sobre o tema, fez a abertura do debate.
O colóquio inaugurou o mais novo programa do CCBNB-Cariri, o Museu Vivo, que segundo o coordenador Anastácio Braga, pretende ser um espaço de discussão sobre questões pertinentes à cultura caririense, que estejam ainda merecendo uma análise e decodificação da sua importância para a formatação do atual cenário regional.
O ambiente, por demais aconchegante, proporcionou uma noite histórica, pelo menos para aqueles que têm uma salutar curiosidade sobre a história recente dos movimentos culturais caririenses e, principalmente, àqueles que têm laços de afetividade para com este evento que ainda hoje é lembrado como o mais relevante e propiciador acontecimento para a definição do Cariri como uma espaço eclético de musicalidade e contextos artísticos diversos, que foi o Festival Regional da Canção.
Para Luiz Carlos Salatiel, os festivais, a partir da qualidade das produções elaboradas na região e pela liberdade com a qual se manifestaram os artista locais, é um exemplo da sincronicidade do Cariri com o mundo.
De maneira, muito mais inconsciente do que previamente formulada, os artistas caririenses estavam antenados com o que acontecia na aldeia global, fazendo repercutir aqui todo o caldeirão efervescente que explodia em vários lugares do planeta.
O Colóquio deixou claro uma verdade: o Cariri faz parte dessa aldeia global, pois traz na sua história um sentimento varguardista, típico das paragens predestinadas a serem locus privilegiado da história.

Blandino, Zé Flávio, Stênio Diniz, Abdoral e Roberto Marques

FOLDER GEOPARK ARARIPE


Cachoeira de Missão Velha - 7 Geotope Devoniano


Situa-se a 4 km da cidade de Missão Velha, próxima à ponte sobre o Rio Salgado, na rodovia que liga o município à cidade de Aurora. É um afloramento da Formação Cariri, com paisagem exuberante, rochas sedimentares de grandes dimensões, cachoeiras e vegetação de grande porte.


Foto: Jackson Bantim Bola.

Lágrimas de um Guerreiro - Escola Agrotécnica Federal de Crato


A noite de ontem certamente que entrou para a história do Jornalismo da região do Cariri. Sob o título: "A voz dos guerreiros do cariri", a escola agrotécnica Federal do Crato ( antigo colégio Agrícola ), vivenciou alguns dos momentos mais emocionantes do ano de 2007, ligados à radiofonia.

Auditório repleto, a solenidade em si, foi uma grande homenagem à Era do Rádio, mais especificamente ao rádio caririense, lembrando os grandes ícones do rádio, de ontem e de hoje. Praticamente a maior parte dos grandes ícones foi lembrada de algum modo. Mas a festa mais especial rendeu homenagens a 3 dos grandes da atualidade: O Jornalista Antonio Vicelmo ( o maior homenageado da noite ), e os apresentadores Wellington Costa e Henrique Vidal.

A solenidade consistiu de apresentações de painéis fotográficos com a história de cada apresentador, apresentações teatrais ( esquetes ) narrando a história de cada um dos homenageados, suas lutas, conquistas, e a dura realidade de quem pretende se tornar um grande locutor de Rádio, além de discursos e outras homenagens.

Houve vários pontos importantes na festa, com diversos pronunciamentos, após as esquetes, mas um dos pontos altos foi sem dúvidas, quando de cima do auditório dos homenageados, Antonio Vicelmo convidou o Jornalista e amigo Huberto Cabral para celebrar aquele momento junto aos homenageados. Passo lento, porém firme, olhos voltados ao chão, Huberto Cabral levantou-se da sua poltrona e se dirigiu ao palco, sob aplausos esfuziantes de uma platéia que julgava esse convite mais do que merecido, sob frases tais como: "Cabral, a memória viva do Crato! ", etc.

Os homenageados se revesavam em emoções fortes. Vicelmo chegou a declarar que seu safenado coração poderia não sobreviver a uma segunda homenagem daquelas. Fez um belo discurso de improviso, como todo aquele que sabe redigir tão bem quanto ele sabe...

Por tudo isso, a noite de ontem certamente entrará para a história radiofônica da região.
Quero agradecer aqui no Blog do Crato às pessoas que gentilmente me convidaram pessoalmente para a solenidade, e me incluiram no painel dos homenageados da noite, no setor dos controlistas. Para mim também, isso foi uma grande surprêsa e mtivo de alegria !

Eis algumas fotos do evento:






Na foto abaixo: O guerreiro trabalha até no dia da sua própria homenagem. Faz-lhe valer porque está sendo homenageado: Pela garra, ousadia, coragem, determinação, Trabalho incansável e muita humildade !







Fotos: Dihelson Mendonça

29 novembro 2007

Os Atores do Futuro: Colégio ÁGAPE apresenta peça infantil no auditório do Largo da Rffesa !

Na última terça-feira, dia 27 de novembro, o colégio ÁGAPE ESTUDOS apresentou uma peça infantil intitulada "O Livro Mágico", peça que reune os principais personagens dos contos infantis que se encontram através do encanto de uma fadinha sapeca. Divertida, fantastica e emocionante - é assim que o livro magico entra em cena e encanta.

Desde o ano de 2006 o colegio agape estudos desenvolve dentro das suas atividades culturais oficinas de teatro, além de inúmeras atividades artísticas e culturais. A peça ora apresentada, é formada por um grupo de talentosos jovens atores, e chama-se naturalmente de "Era uma vez oito" (nome escolhido pelas crianças).

Sob direção e texto de Irany Vieira - professora de teatro da educaçao infantil do colegio ágape estudos, o grupo teatral infantil "era uma vez oito" é formado pelo seguinte elenco:

Cicero havi bastos- lobo bom
Giovanna bezerra - bela adormecida
Hellen costa - estudante
Maria beatriz bezerra - princesa
Maria clara damasceno - fada
Mariana bitu- chapeuzinho vermelho
Pedro issac- escritor
Tanizia xavier - bruxa

Realizaçao: Colegio ágape estudos -CAE

Eis algumas fotos do evento ( clique na foto para ampliar ) :







Esperamos ver essa turma brilhar no teatro daqui a uns 15 a 20 anos!
Parabéns!!

Por: Josane Garcia.
Fotos: Dihelson Mendonça


Familiares e Amigos prestam última homenagem ao Radialista Zé Cirilo


Acima: Foto da foto de Zé Cirilo.

Aconteceu na tarde de ontem, dia 28 de novembro em Crato, o velório e o sepultamento de um dos maiores expoentes do radialismo no Cariri, o grande Zé Cirilo, que faleceu aos 87 anos de idade, deixando a cidade consternada. Crônicas e mais crônicas estão sendo escritas dedicadas a esse grande homem, de profunda humildade que dedicou toda a sua existência aqui na terra ao entusiasmo e amor pelo radialismo e pela era do Rádio, alcançando desde os primórdios da sua existência, à moderna era digital.

Amigos e parentes consternados com seu falecimento compareceram ao cemitério municial, onde eu pude registrar essas fotos para a posteridade:



Abaixo: Os grandes amigos e discípulos de Zé Cirilo:



Radialista Jesus de Almeida:



Fotos: Dihelson Mendonça
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É Hoje: A Voz dos Guerreiros do Cariri - Escola Agrotécnica Federal de Crato - CE


Homenagem à Era do Rádio


Exposição de Rádios Antigos, esquetes teatrais em Homenagem à Antonio Vicelmo, e diversas outras manifestações em saudação à Era do Rádio. Simplesmente Imperdível.


"O Rádio se tornou o primeiro aparelhinho eletrodoméstico com capacidade de conectar ás pequeninas e interioranas cidades ao mundo. "O Rádio foi o ovo da Internet."

José Flávio Vieira

Atenção Ouvintes e Profissionais do Rádio! Está no ar: A Voz dos Guerreiros do Cariri - Quem te ouviu, oh não te esqyuece mais ! projeto intercolegial, desenvolvido na escola Agrotécnica federal de Crato-CE e Colégio Wilson Gonçalves.
Antene-se e participe desse evento que ousou adentrar em "outras frequências".

Hoje, dia 29/11/2007
Local: Auditório da Escola Agrotécnica ( Colégio Agrícola )
Horário: 19 Horas

Nossa Programação:

01 - Abertura
02 - Esquetes teatrais:

2.1 - A Saga do Guerreiro Wellington Costa
2.2 - O Sonho vital de Henrique Vidal
2.3 - Vicelmo, um retrato fiel da nossa cidade !

03. palavra dos Homenageados.

O.B.S - Haverá exposição de rádios antigos, e painéis pelo Jornalista Huberto cabral e a presença dos grandes profissionais do Rádio da região do Cariri.



Por: Escola Agrotécnica de Crato

Colóquio : Festivais da Canção do Cariri : Um Tropicalismo Caririense ?

O maior pianista do mundo vem ao Crato proferir palestra dia 06/12



Resiliência, Superação e Determinação.

O Pianista João Carlos Martins, o único pianista do mundo que gravou a obra completa de Johann Sebastian Bach e é considerado pela crítica internacional como um dos maiores pianistas do mundo de todos os tempos virá ao Crato no próximo dia 06 de Dezembro proferir palestra no Teatro Salviano Saraiva Arraes ( antigo Cine Moderno ).

O pianista, que não consegue mais tocar devido a inúmeros problemas de saúde ao longo da vida com as mãos, é um exemplo de perseverança, de superação e de determinação ( vide biografia logo abaixo ).

João Carlos vem ao Crato por ocasião do quarto seminário de Desenvolvimento estratégico promovido pelo SEBRAE que conta com diversos parceiros incluindo: Cariri Shopping, Prefeitura Municipal do Crato, e Banco do Nordeste BNB.

Os temas a serem abordados na palestra:
- Como superar obstáculos para alcançar seu objetivo
- Os princípios fundamentais da Auto-Estima
- A importância de lutar pelo que você acredita
- Como desistir com humildade para começar de novo
- Como desafiar as probabilidades
- Como alcançar o sucesso respeitando seus próprios limites
- A adversidade pode transforma-se numa oportunidade
- O segredo para assumir riscos
- A relação entre uma orquestra e uma empresa
- A música Venceu !

João Carlos Martins ( fonte wikipedia ):

João Carlos Martins começou seus estudos aos oito anos com o professor José Kliass e após nove meses vencia o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Seus primeiros concertos trouxeram a atenção de toda a crítica musical brasileira. Aos dezoito anos foi escolhido no Festival Casals, dentre inúmeros candidatos das três Américas para dar o Recital Prêmio em Washington. Aos vinte anos estreou no Carnegie Hall, patrocinado por Eleanor Roosevelt. Tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Foi ele quem inaugurou o Glenn Gould Memorial em Toronto.

Um amor tão grande pela música, uma dedicação tão intensa e meritória de admiração e respeito. João Carlos Martins viu-se por diversas vezes privado de seu contato com o piano, quando teve um nervo rompido e perdeu o movimento da mão direita em um acidente em um jogo de futebol em Nova Iorque.

Com vários tratamentos, recuperou parte dos movimentos da mão, mas com o correr dos anos desenvolveu a doença chamada LER, que ocorre devido a movimentos repetitivos e causa o estressamento de nervos. Novamente teve que parar de tocar, e dessa vez acreditou seria para sempre. Vendeu todos seus pianos e tornou-se treinador de boxe, querendo estar o mais longe possível do que sua carreira significava como músico. Mas sua incontrolável paixão o fez retornar, e realizou grandes concertos, comprou novos instrumentos e tentou utilizar o movimento de suas mãos criando um estilo único de tocar e aproveitar ao máximo a beleza das peças clássicas.

Mas ao realizar um concerto em Sofia na Bulgária, sofreu um ataque em um assalto, e um golpe na cabeça lhe fez perder parte do movimento de mãos novamente, e quando quer que ele se esforçasse sofria dores intensas em suas mãos, e novamente pensou que nunca mais voltaria a tocar. João perdeu anos de sua carreira em tratamentos, treinamentos e encontrou novamente uma nova maneira de tocar, utilizando os dedos que podia em cada mão, mas dia a dia podia tocar menos e menos.

Essa paixão de João Carlos pela música inspirou um documentário franco-alemão chamado Martins Passion, vencedor de quatro Festivais internacionais. O documentário franco-alemão sobre a sua vida - "Paixão segundo Martins" - já foi visto por mais de um milhão e meio de pessoas na Europa. Também já foi exibido em algumas oportunidades na TV aberta no Brasil, no caso a TV Cultura.

“Eu estava sem rumo, em 2003, já sabendo que não poderia mais tocar nem com a mão esquerda. Sonhei então, que estava tocando piano, com o Eleazar de Carvalho, que me dizia: - vem para cá, que eu vou te ensinar a reger.” - palavras de João Carlos em uma entrevista.

Em maio de 2004 esteve em Londres regendo a English Chamber Orchestra, uma das maiores orquestras de câmara do mundo, numa gravação dos seis Concertos Branndenburguenses de Johann Sebastian Bach e, já em dezembro, realizou a gravação das Quatro Suites Orquestrais de Bach com a Bachiana Chamber Orchestra. Os dois primeiros CDs já foram lançados (lançamento internacional).

Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras dos concertos, João Carlos faz um trabalho minuncioso de memorizar nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música.

João Carlos realiza também, na Faculdade de Música da FAAM, um programa de introdução à música com jovens carentes.


Incrições:
Crato/Juazeiro do Norte: (88) 3523.2025 / 3512-3322
treinamento.cariri@ce.sebrae.com.br

Por: Boanerges/Dihelson Mendonça
Fotos: Divulgação.


28 novembro 2007

História do Cinema Mundial



Uma dica aos interessados na Sétima Arte. Estaremos realizando um minicurso sobre história do cinema mundial, nos dias 4, 5, 6 e 7, no Centro Cultural BNB, em Sousa-PB. Abordaremos os principais períodos da historiografia, desde o primeiro cinema (1895-1915), passando pelas vanguardas dos anos 1920 (expressionismo alemão, impressionismo francês, montagem soviética, surrealismo), seguindo pela gramática clássica do cinema griffitiano (americano), chegando no cinema moderno (neo-realismo italiano, nouvelle vague e cinema novo brasileiro), até a discussão de algumas vertentes contemporâneas. Tudo isto acompanhado de muitos trechos de filmes que exibiremos, incluindo as primeiras imagens dos irmãos Lumière e de Georges Méliès, além de material complementar de leitura (textos). A inscrição é gratuita.

Mais informações: CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - SOUSA - Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro Sousa-PB / Fone: (83) 3522-2980 (De terça à sábado, no horário de 13:00 às 21:00) - Imago Mundi, blog: http://glaucovieira.blogspot.com/

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Obituário: Morre o radialista ZÉ Cirilo. - Mensagem pela Internet

O radialismo caririense perdeu hoje um dos seus maiores ícones: O grande Zé Cirilo, que desde os primórdios da era radiofônica manteve-se um grande entusiasta desse meio de comunicação. Se poderíamos nomear alguém que realmente passou a vida inteira ao lado de um transmissor de rádio, essa pessoa seria o Zé Cirilo. Tive o prazer de ser seu amigo, de passar noites e noites conversando sobre princípios de transmissão de radiofrequência, cálculo de bobinas, antenas de toda espécie, etc etc... noites maravilhosas que passei ao lado de alguém que tanto pude admirar, de um mestre dos primórdios da era do rádio. O sepultamento do corpo será hoje às 15:00 no cemitério do Crato.

Minha mensagem para meu amigo Zé Cirilo:

"Amigo Zé Cirilo, transmito-lhe daqui da terra, através das ondas da internet que você, como visionário que era, nos ajudou a construir com seu trabalho grandioso. Transmito-lhe essa singela mensagem para onde quer que você agora se encontre, esse recado que é meu e de todos os seus amigos que muito lhe estimam, muito lhe admiram. Você que em muitas conversas, compartilhou do amor que temos em comum pelo RÁDIO e pela era do rádio.

Transmito-lhe daqui uma mensagem de paz, de alegria e de vida eterna, agora que vc já se encontra em outra dimensão do universo.
Como diríamos na nossa gíria de Rádio-Amadores que somos: Amigo Zé Cirilo, um 73/51 à você, extensivo à todo o seu QTH familiar. Que Deus lhe ilumine e lhe estenda o seu manto sagrado, de amor e paz. Estaremos ainda aqui na terra por uns tempos, sempre em QAP e QRV. Cambio final e desligo."

Por: PT7-DMS Dihelson Mendonça - Rádio-Amador desde 1982
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Amarílio Carvalho vai publicar livro


Jornalista, escritor e poeta, Amarílio Carvalho publicará em breve algumas de suas anotações, com o sugestivo título de “Rabiscos & Rebuscadas”. Nascido em Crato, há mais de 80 anos, ele sempre viveu na Princesa do Cariri. Há décadas é revisor da Tipografia do Cariri. Sócio do Instituto Cultural do Cariri (ocupa a Cadeira Waldemar Garcia), Amarílio atuou no Grupo Teatral de Amadores Cratenses a partir de 1942. Um dos grandes conhecedores da sétima arte no Cariri – produziu programas sobre o cinema para a Rádio Araripe e Rádio Educadora – ele é polivalente, tendo atuado como juiz e técnico de futebol, além de ser um dos fundadores da Liga Cratense de Desporto. Uma grande figura, esse Amarílio Carvalho...

Por: Tarso Araújo - Editor de Notícias do Blog do Crato.
Foto: Dihelson Mendonça

Prefeitura acolhe trabalhadores rurais com atraso no recebimento do seguro safra

Trabalhadores rurais do Crato ocuparam Segunda-feira o saguão principal da prefeitura municipal. Durante a ocupação aconteceu uma reunião entre representantes dos trabalhadores e da Prefeitura. Os trabalhadores reivindicavam o pagamento do Seguro Safra que está atrasado, prejudicando quase dois mil trabalhadores no Crato e mais de 30 cidades no Ceará. De acordo com o secretário de agricultura do Crato Dr. Nivaldo Soares o atraso no pagamento do seguro safra é de responsabilidade do Governo Federal. Por telefone o coordenador geral do programa garantia Safra informou que o atraso no pagamento se deu por conta do novo formato de pagamento a ser feito pela Caixa Econômica Federal. No início de dezembro o pagamento será feito pelo Governo Federal acabando com o sofrimento dos trabalhadores rurais. A Prefeitura efetuou ontem a entrega de cestas básicas para os trabalhadores rurais do Crato prejudicados com o atraso no pagamento do seguro safra.


Por: Tarso Araújo - Editor de notícias do Blog do Crato.

Previsão do Tempo e foto da cidade



Previsão do tempo: Fonte: Climatempo
Foto: Um dos pontos de referência da cidade: A banca de revistas do Juciê, localizada no calçadão. Foto: Dihelson Mendonça

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27 novembro 2007

Última foto da cidade - Rua Dr. João Pessoa agora há pouco...


Foto tirada agora há pouco na Rua Dr. João Pessoa em Crato.
Foto: Dihelson Mendonça

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CCBN - A Verdade da Arte: A Leitura Hermenêutica de Gadamer - Dia 28 - 18:30


Discussão Filosófica no Centro Cultural Banco do Nordeste - Cariri.

A Verdade da Arte: A Leitura Hermenêutica de Gadamer
Dia 28 (18:30)

Palestrante: Prof. Ms. Régio Hermilton Ribeiro Quirino, coordenador do projeto de extensão Filosofia na escola. Pesquisador do LIEGS –UFC/Cnpq e do Pesquisas filosóficas UFC/Cnpq. Mediador: Prof. Me. Ericsson Coriolano, coordenador do Curso de Filosofia UFC/Cariri

A arte convoca, interroga; por isso, a experiência da arte é uma forma de compreensão. Esta convocação, este interrogar, na verdade, é um convocar-se, um interrogar-se, pois a existência humana está marcada pela continuidade hermenêutica do ser. A análise da arte pela hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer desvela a experiência da obra de arte na Filosofia contemporânea, fazendo uma contraposição com a análise da estrutura da Filosofia moderna acerca da arte.

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