16 setembro 2007

Chico da Cascata, meio século de tradição


No sítio Rosto, no distrito do Lameiro, existe, há 50 anos, um espaço de lazer, dotado de uma das mais tradicionais cozinhas do Cariri: Restaurante e Balneário Chico da Cascata. Lá você pode saborear o melhor peixe frito da região, acompanhado de fruta-pão, cheiro-verde e um indefectível baião-de-dois. Mas, o cardápio é mais ainda diversificado: galinha à cabidela, cozido de carneiro, buchada, panelada, cabeça de bode e outras “iguarias” típicas da região. O fundador do espaço é seu Chico, também conhecido por Chico da Cascata, devido à existência, nas proximidades, de uma bela cascata que, na época de chuva, torna-se uma das maravilhas naturais do Crato. Seu Chico é uma pessoa atenciosa, boa de prosa e muito querida por todos os seus amigos. Há cerca de dez anos seu Chico aposentou-se da vida de restauranter, passando o bastão para o seu filho mais novo, Mazinho, que, não obstante, vem mantendo os bons serviços e a hospitalidade que sempre foram as marcas principais do estabelecimento. No entanto, seu Chico continua ativo, produzindo côco para abastecer bares e restaurantes da região. E continua, melhor ainda, sempre presente, visto que a sua casa é vizinha ao restaurante. Assim, além de saborear uma deliciosa comidinha caseira, você poderá também apreciar momentos agradavéis ao lado de seu Chico.
Texto e fotografia: Carlos Rafael

4 comentários:

  1. Parabéns pelo tópico.
    "Sêu Chico" é figura emblemática, é uma parte imprescindível na história da bohemia cratense.
    Tive a sorte e o prazer de desfrutar da sua amizade.
    Tava demorando uma homenagem a ele.
    Dedê

    ResponderExcluir
  2. E aí Dedê... Você também tava demorando a aparecer por este blog. Esperamos que nos brinde com suas colaborações. A propósito, quando você vai editar um próximo cordel. Abração!

    ResponderExcluir
  3. Carlos Rafael: quando dizemos 50 anos, sabemos que é muito, mas um numerizinho só, dois códigos apenas, termina por parecer pouco. Mas, como dizes, a Cascata não é pouco e nem Chico. Quanta história se desdobrou naquele banho, naqueles tira-gostos, naquelas cachaças? Quanto papo nas praças, nas festas, nas rodas de conversa disseram dos programas dali. Tudo para falar de uma famosa mangueira que havia na redondenza que os velhos boêmios do Crato, põe tempo além dos 50 de Chico,consagraram em homenagem a Orlando Silva (uma das vozes mais bela dos anos quarenta e início dos cinquenta) que gozava de grande prestígio no Crato. Aliás o Crato tinha disso: gostava de um cantor de boemia, havia programa só para Nelson Gonçalves e Altemar Dutra. Aí pelos finais dos anos 60 o Orlando Silva, em final de carreira e vida, após ser consumido por drogas veio cantar no Crato. Os boêmios quiseram levar o velho cantor para receber a justa homenagem da mangueira, mas ele, carcomido pela dor de uma provável polineurite periférica, dizem que amaldiçoou o convite até os quintos dos infernos. Aí é que foi a glória mesmo, o Crato teve fofoca por mais 3 semanas. No mês seguinte tiveram que inventar outra. Pois bem Carlos, invente a próxima.

    ResponderExcluir
  4. Zé do Vale,
    Tentei, mas não tenho as palavras propícias para comentar o seu comentário. Motivado, sim, vou ver se faço um post sobre os ídolos da velha guarda da MPB que por aqui estiveram, mas, peço, que seja com a sua ajuda, ok...

    ResponderExcluir

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.