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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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20 setembro 2017

Valor incalculável das democracias - Por: Emerson Monteiro

Na idade dos povos o que conta são as realizações da liberdade. O estabelecimento da paz entre os cidadãos. Paz obtida a largas penas. Maturidade adquirida na força das gerações. Quantas e tantas madrugadas insones. Horas aflitas de campos de batalha. Marcas profundas no tecido social. Mesas de negociações. Cicatrizes. Assim se medem as democracias no teatro deste mundo.

O trilho brilhante dos sonhos feito realidade, desse jeito são as democracias. Dores de partos extremos, milhares, milhões que sofreram a dor desses partos de realizações promissoras. A ninguém cabe, no entanto, o crédito dos nascimentos dessas conquistas dos humanos. A todos, isto sim. Quanto de renúncia dos que acreditaram nas transformações da sociedade, e fizeram sacrifícios, sofreram holocaustos, a fim de ver nascer plenitude. Bem sabe quem presenciou as epopeias em volta das fogueiras acesas do desejo das multidões.

E jamais largar de lado a responsabilidade disso, comum a todos. Sustentar as verdades da Justiça e da Paz. Alimentar a vontade da autodeterminação qual fator essencial à vida. Preservar as conquistas da história dos que perderam a vida em nome do ideal dessas revoluções fundamentais. Nem de brincadeira nutrir ódios ou fome de vingança. Os países chegam a degraus mais elevados de institucionalização dos valores obtidos a ferro e fogo.

Agora vivemos novos dias, resultado das experiências, erros e acertos. O futuro reserva às famílias a sabedoria dos seus líderes que substituem os que fracassaram. É disso que ora falo, dos dias de prosperidade que construímos durante todo tempo, desde a colonização. Isto em mundo livre, nação continental, plena de oportunidades e orientação de verdadeiros governantes que aceitam cumprir a delegação da autoridade. Consciências que despertam nesta condição da vitória dos valores justos. Nem dizemos que demorou, pois tudo só vem na hora certa, sob o manto abençoado das luzes deste Milênio tão esperado com fervor.

As voltas que o mundo dá: jornal "Financial Times", da Inglaterra, vê Jair Bolsonaro, como "" mais provável sucessor" de Michel Temer

Fonte: "Folha de S.Paulo", 20-09-2017.
 Por onde passa o deputado Bolsonaro leva milhares de pessoas para apoiá-lo

 O "Financial Times",edição de hoje,  avisa, em vídeo e longa análise, que "As grandes esperanças dos investidores para o Brasil provavelmente não passarão de um sonho". Explica:
— Mesmo que Mr. Temer sobreviva, seu mandato termina no próximo ano. Se as pesquisas estiverem certas, seu mais provável sucessor, Jair Bolsonaro, é um populista de extrema-direita que pensa que a polícia deve ter licença para matar. As perspectivas de reforma liberal são sombrias.

"Folha de S.Paulo", 20-09-2017

A nova geração dos Príncipes da dinastia Orleans e Bragança


Fonte: revista VEJA – Por Renato Onofre
Membro da família real brasileira, Luiz Philippe de Orleans e Bragança diz em livro que o país saiu dos trilhos ao se afastar da cartilha liberal do Império
CARA OU COROA - Orleans e Bragança: “A solução é um Estado mínimo” (Jonne Roriz/VEJA)

Seu livro, publicado pela Novo Conceito, questiona no título: Por que o Brasil É um País Atrasado? Qual a resposta? Historicamente, a percepção geral fomentada pelos agentes do governo e por setores da sociedade é que se trata de um defeito do povo brasileiro. Somos bombardeados com um mantra de que o atraso é um problema cultural intrínseco à nossa etnia e religião. Não tem nada a ver. Somos atrasados porque nossas oligarquias tomaram decisões que nos levaram para o caminho errado.
Que decisões? Começou a dar errado no fim do século XIX, quando a oligarquia deu um golpe de Estado e assumiu o poder por meio da Proclamação da República. Ali se jogou fora a Constituição mais liberal que o Brasil já teve. Pedro I organizou um Estado com separação de poderes, direito do indivíduo e de propriedade. Era um Estado liberal na sua essência.
O senhor diz que o modo como o Estado brasileiro se organiza é o problema. Qual seria a saída? A solução é um Estado mínimo, descentralizado, com unidades federativas autônomas.
A volta da monarquia seria um caminho? O movimento monarquista cresceu muito. Em 1993 (ano do plebiscito que manteve o sistema presidencialista), eu estava seguindo meus tios e dava para ver que não era ainda um movimento orgânico. Era cedo. Desde então, ampliou-se em alguns setores uma boa percepção sobre a monarquia. (...)Meu avô foi chamado pelos militares, em 1967. Eles pegaram o avião, pousaram na fazendinha dele lá no Paraná e o convidaram para ser um novo monarca em um novo sistema. Ele disse não. Tinha a noção de que não poderia ser algo imposto. A volta teria de ser por aclamação popular.
Fonte: revista VEJA, de 20-09-2017.

18 setembro 2017

Tensões psicológicas - Por: Emerson Monteiro

Eles falam disso quanto aos descompassos que o ambiente influencia, que o corpo influencia, mas o que conta, na verdade, são os jogos de dentro da inconsciência da gente. Esse que vai e vem dos dias, nas praias dos movimentos psicológicos mora dentro. Os impasses e as tensões psicológicas contam muito mais. Aliás, determinam quase tudo. Aspectos externos integram, porém o peso maior vem das tais formações individuais das criaturas, do que elas juntaram no depósito da existência tangendo os animais dos momentos e despedaçando o passado. E que o reequilíbrio dos setores internos dos nossos arquivos pessoais permite convoquemos os instrumentos da criatividade e produzamos o suficiente de viver em paz com a gente e com os demais seres humanos.

Normal mesmo de plenitude ninguém assim considere a si que seja, porquanto essa medida do perfeito normalizado ainda não consta das determinações da natureza humana. Umas pedras em profusão ladeira abaixo, nada que fuja aos propósitos dos sonhos, tais equivalemos. Buscar as vocações, os talentos, os dons, eis o que compõe o direito soberano de existir. Ser acima de tudo. Animar viver com sabedoria e habilidade. Nos altares das ocasiões, elevemos os desejos às emoções de ser melhor que antes fomos.

A interpretação do objeto vivo que fomos pede, portanto, autossuficiência no palpitar dos corações. Indica permanentes estradas novas. Nem de longe acusar outros, clima, lugar, indigestão face aos tumultos do estômago perante as angústias daqui do Chão. Reclamar só que seja do próprio freguês, e olhe lá se, de jeito alguém suporta a realidade.

Daí, perante o choque dos dois lutadores no ringue do Destino, adotemos o valor da liberdade. Consideremos a importância do fluir dos nascimentos. Guerreiros, pois, do numeroso exército da individualidade, procedamos quais águias que perderam a dimensão do voo e sumiram nas quebradas do Infinito. Nem adiantaria olhar lá antes, que aquilo desapareceu nos trilhos do depois. Permanecer no instinto de jamais voar de volta e nunca chegar ao amanhã. Aqui e agora. Um ser solitário liberto pelas asas silenciosa da mãe Eternidade.
 

17 setembro 2017

Carta ao Leitor: Biografia de cifrões

A foto dos 51 milhões de reais de Geddel permanecerá firme no imaginário nacional sobre os deslimites da corrupção.
 Dinheirama - O edifício do apartamento-cofre virou ponto de selfies entre os moradores da vizinhança (Policia Federal//)

A crônica dos escândalos nacionais habituou o brasileiro à imagem de dinheiro vivo em mochilas, cuecas, calcinhas, malas — mas nada preparou o país para a fotografia dos 51 milhões de reais, guardados em um apartamento-cofre, que levaram o ex-ministro Geddel Vieira Lima de volta à prisão. É possível que, amanhã ou depois, apareça uma imagem ainda mais superlativa para ilustrar os desvãos da roubalheira, mas, até que isso aconteça, a foto dos 51 milhões de reais de Geddel permanecerá firme no imaginário nacional sobre os deslimites da corrupção.
Desde o primeiro instante em que a Polícia Federal divulgou a dinheirama, VEJA interessou-se por conhecer a biografia daqueles cifrões. De início, diante de tanto dinheiro, duas conclusões quase unânimes se produziram: aquilo não poderia ser obra de um único ladrão, muito menos saldo de roubo recente. Com certeza, haveria dezenas de envolvidos em crimes diversos e a dinheirama toda seria produto de alguns anos de militância criminal.
VEJA destacou o repórter Ullisses Campbell para seguir o rastro do dinheiro em Salvador. Seu trabalho constatou que nenhuma das duas conclusões, que pareciam tão óbvias, corresponde inteiramente à realidade: tudo indica que o dinheiro todo era mesmo coisa de Geddel e asseclas, e não de quadrilhas diferentes, e a polícia estima que a soma tenha sido acumulada ao longo de apenas um ano. Só não se sabe, ainda, se o dinheiro vinha sendo roubado havia um ano ou se estava apenas sendo transferido para o apartamento em Salvador nos últimos doze meses.
A apuração de Campbell mostra que, como suspeita a polícia, o apartamento fazia as vezes de um “banco clandestino”. O repórter entrevistou quinze pessoas — entre vizinhos, entregadores e policiais — para reconstituir parte da história. Conta ele: “Diversos moradores do prédio estavam assustados com o risco que acreditavam haver corrido por terem dormido ao lado daquela fortuna”. Agora, estão aliviados. O prédio, aliás, virou ponto de selfies entre os moradores da vizinhança.
Publicado em VEJA de 20 de setembro de 2017, edição nº 2548

Em meio aos caos político, econômico e social, o Estado de Minas Gerais dá apoio à restauração da monarquia

O Estado de Minas Gerais se tornou, no dia 10 de agosto último, o primeiro a dar seu apoio oficial, por meio de sua Assembleia Legislativa, à realização de um referendo pela restauração da Monarquia Constitucional no Brasil, conforme proposto pela Sugestão Legislativa nº 18 de 2017, atualmente tramitando na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal.
A iniciativa partiu do Deputado Carlos Pimenta, Presidente da Comissão de Saúde da ALMG, que, em fins do mês de julho, enviou ao Presidente da Casa, Deputado Adalclever Lopes, um requerimento para que a ALMG passasse uma moção de apoio à Sugestão Legislativa, aprovada em plenário no dia 5 de agosto. O Presidente da ALMG, então, enviou o Ofício nº 1553/2017 ao Presidente do Senado, Eunício de Oliveira, à Presidente da CDH, Senadora Regina Sousa, e ao Senador Sérgio Petecão, que fora nomeado relator da Sugestão Legislativa, mas que, desde então, já abriu mão da relatoria, estando a Sugestão no aguardo de um novo relator.
A Sugestão Legislativa, iniciada por um brasileiro patriota e monarquista, já conta com mais de 30 mil apoios espontâneos no site do Senado. Mas é preciso que os monarquistas continuem votando SIM, e que peçam aos seus familiares, amigos e colegas para que façam o mesmo, difundindo o ideal monárquico entre os brasileiros de norte a sul do nosso País. Também é imprescindível que os signatários entrem em contato com os Senadores representantes de seus estados, assim como os Deputados Federais e partidos, fazendo pressão na Comissão que analisará o pedido. E, agora, cabe a nós, monarquistas, a tarefa de entrar em contato com nossos Deputados Estaduais e cobrar que as Assembleias Legislativas dos nossos estados sigam o exemplo patriótico do povo mineiro.
O sucesso da nossa caminhada, que culminará na restauração do regime monárquico em nosso País, depende do trabalho incansável e livre de interesses particulares de cada monarquista. A Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, em nome da Família Imperial Brasileira, agradece o apoio que já foi dado e continua contando com a ajuda de todos para restaurar o nosso Brasil, uma Nação mais próspera e justa para todos os brasileiros.
Para votar Vote SIM na Sugestão Legislativa número de 18 de 2017 entre no link abaixo:
http://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria…

Confira também toda a documentação relacionada ao apoio do Estado de Minas Gerais à Causa Monárquica.


Postagem original: facebook PRO MONARQUIA

16 setembro 2017

A Fortaleza de Santa Cruz da Barra (por Armando Lopes Rafael)

   Encerro, com esta postagem, a série de articuletos sobre construções históricas por mim visitadas na primeira semana de setembro no circuito Rio de Janeiro–Niterói–Petrópolis. Hoje falarei sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra localiza-se no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, em Niterói. Trata-se do segundo ponto turístico mais visitado daquela cidade.

   Segundo a Fundação Cultural do Exército Brasileiro, quem começou a construir essa fortaleza foram os corsários franceses que se apossaram da baía da Guanabara. Em 1555, Nicolas Durand de Villegagnon cruzou a baía de Guanabara, acompanhado de cerca de 600 homens, e improvisou uma fortificação à entrada da baía, para dar suporte à implantação da França Antártica. 
       Dois anos depois veio a resposta dos portugueses. A fortificação – 7.153m2 de área construída - foi tomada por Mem de Sá que iniciou as obras de ampliação da fortaleza, rebatizada com o nome de Nossa Senhora da Guia.  Trata-se da maior obra naval do Brasil, quiçá do continente americano. Em 1599 a fortaleza foi estratégica para impedir a invasão do Rio de Janeiro pelo corsário holandês Oliver Van Noort. Em 1632, após melhorias passa a chamar-se Fortaleza de Santa Cruz da Barra.
Hoje, a cargo do Exército, essa fortaleza continua funcionando normalmente e é aberta à visitação pública. A Fortaleza de Santa Cruz e todo o conjunto de edificações situadas após o portão contíguo ao canal encontram-se tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1939.

15 setembro 2017

15 de setembro: Nossa Senhora das Dores nas origens de Juazeiro do Norte – por Armando Lopes Rafael (*)

Em primeiro plano, a imagem primitiva de Nossa Senhora das Dores adquirida pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, para a capelinha por ele construída no sítio Taboleiro Grande (atual cidade de Juazeiro do Norte) em 1827, há  exatos 190 anos.

 Podemos afirmar, com toda segurança, que a cidade de Juazeiro do Norte teve início como fruto da devoção a Nossa Senhora das Dores. Embora a maioria das pessoas atribua ao Padre Cícero Romão Batista a fundação de Juazeiro do Norte, renomados historiadores afirmam ter sido o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro o fundador do núcleo primitivo, que deu origem da atual cidade.
Amália Xavier de Oliveira, no livro “O Padre Cícero que eu conheci”, esclarece o que motivou a construção de uma capela na Fazenda de propriedade do Brigadeiro Leandro.
Ordenara-se sacerdote, o Pe. Pedro Ribeiro de Carvalho, neto do Brigadeiro, porque filho de sua primogênita, Luiza Bezerra de Menezes, e de seu primeiro marido, o Sargento-mor Sebastião de Carvalho de Andrade, natural de Pernambuco. Para que o padre pudesse celebrar diariamente, sem lhe ser necessário ir a Crato, Barbalha ou Missão Velha, a família combinou com o novem sacerdote a ereção de uma capelinha, no ponto principal da fazenda, perto da casa já existente. (OLIVEIRA, 1981:33-34)
A capela foi consagrada a Nossa Senhora das Dores, cuja imagem foi trazida de Portugal. (id.:35)
   Deve-se, pois, ao Brigadeiro Leandro a iniciativa da primeira urbanização da localidade – ainda conhecida por Tabuleiro Grande – com a edificação da Casa Grande, de uma capela, além de residências para os escravos e agregados da família. A realidade histórica nos mostra: quando o Padre Cícero chegou ao “Joaseiro”, para fixar residência, em 11 de abril de 1872, como sexto capelão, já encontrou um povoado formado em torno da capelinha de Nossa Senhora das Dores.
   Contava o lugarejo, à época da chegada deste sacerdote, com 35 residências, quase todas de taipa, espalhadas desordenadamente por duas pequenas ruas, conhecidas por Rua do Brejo e Rua Grande.     No povoado – à época da chegada do Padre Cícero – residiam cinco famílias, tidas como a elite do vilarejo: Bezerra de Menezes, Sobreira, Landim, Macedo e Gonçalves. É verdade, porém, que o povoado só veio a ter alguma projeção a partir da ação evangelizadora do Padre Cícero. E o vertiginoso crescimento demográfico da localidade só começou em 1889, motivado pela ocorrência dos fatos protagonizados pela Beata Maria de Araújo, que passaram à história como “O Milagre da Hóstia”.

  A primitiva imagem da Mãe das Dores
    A imagenzinha de Nossa Senhora das Dores – adquirida pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, em Portugal – foi venerada como padroeira da Fazenda Tabuleiro Grande e, posteriormente, pela povoação do “Joaseiro”, por cerca de 60 anos. Zélia Pinheiro, escrevendo ­– no opúsculo Sesquicentenário de Fé – sobre a inauguração, em 19 de agosto de 1884, da nova capela de “Joaseiro”, esta já construída pelo Padre Cícero, em substituição à primitiva, edificada pelo Brigadeiro, narra:
(…) Continuava como Padroeira Nossa Senhora das Dores e fora colocada no Altar a mesma imagem trazida de Portugal para a Capelinha da Fazenda Tabuleiro Grande. Era uma imagem em estilo bizantino, de madeira, muito bem esculpida, tendo setenta e cinco centímetros de tamanho e permaneceu no Altar-Mor até setembro de 1887, quando foi trocada pela imagem que até hoje está lá. (ZÉLIA PINHEIRO, 1977:26).
   Bom esclarecer que a atual imagem – ora pontificando no altar-mor da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores – foi adquirida pelo Padre Cícero a fim de substituir a primeira imagem, esta adquirida pelo Brigadeiro Leandro Bezerra. A atual imagem somente chegou a Juazeiro em 1887, proveniente da França. A pequena imagem primitiva de Nossa Senhora das Dores, chamada antigamente pelo povo de “Carita”, encontra-se em perfeito estado de conservação. Ela, por questão de segurança, é guardada na Casa Paroquial. Geralmente é exposta à veneração dos fiéis nas duas grandes procissões anuais: a de 2 de fevereiro (Nossa Senhora das Candeias) e 15 de setembro (Nossa Senhora das Dores).
(*) Armando Lopes Rafael é historiador. 
 Bibliografia:
OLIVEIRA, Amália Xavier de. O Padre Cícero que eu conheci: verdadeira história de Juazeiro do Norte. 3ª ed. Recife: Editora Massangana, 1981, 332 p.
PINHEIRO, Zélia. Sesquicentenário da Fé – Juazeiro do Norte – Ceará – 1827 a 1977. Crato (CE), 1977. 50 p

14 setembro 2017

Pavimentação da nova estrada Juazeiro do Norte--Missão Velha avança

As obras de pavimentação da rodovia CE-292 têm animado os moradores da região do Cariri. Parte do Ceará de Ponta a Ponta, os trabalhos no trecho chegam a 30% de execução. De acordo com o diretor de engenharia rodoviária do Departamento Estadual de Rodovias (DER), Quirino Ponte, o trecho executado corresponde a 11,5 quilômetros, ligando os dois municípios.
A melhoria viária vai facilitar o escoamento da produção, reduzindo o tempo e o custo de transporte, além de proporcionar uma aproximação entre os municípios de Missão Velha – Juazeiro do Norte, ampliando a oferta de serviços à população. O investimento de aproximadamente R$ 8 milhões, do Tesouro do Estado e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, é referente aos serviços de pavimentação, revestimento asfáltico, drenagem, obras d'arte correntes e especiais, sinalizações horizontal e vertical, além de proteção ambiental.
Postagem original: http://www.ceara.gov.br

Em Niterói, numa igrejinha construída pelo Padre Anchieta – por Armando Lopes Rafael


   Entre as praias de São Francisco e Charitas, na bela cidade de Niterói, ergue-se uma pequena igreja – dedicada a São Francisco Xavier – construída originalmente pelo hoje Santo da Igreja Católica, Padre José de Anchieta– o Apóstolo do Brasil.
Igreja de São Francisco Xavier, localizada em Niterói (RJ)

     Trata-se de uma construção singela, erguida inicialmente em 1572, à beira mar, por São José de Anchieta, contando com a ajuda de outros padres jesuítas e dos índios aliados ao cacique Arariboia. Bom lembrar de que Arariboia, falecido em 1589, era o cacique da tribo dos Temiminós –grupo indígena Tupi – aliado dos portugueses na expulsão dos corsários franceses (estes aliados dos ferozes índios tamoios), que dominavam a baía da Guanabara. Vitoriosos os portugueses, estes deram como recompensa a Arariboia a região na entrada da baía, a qual – por sua vez - deu origem à bela cidade de Niterói, da qual Arariboia é considerado o fundador.
Monumento de bronze à Arariboia, na entrada de Niterói. Ele é considerado o fundador desta cidade.

       Voltemos à igrejinha de São Francisco Xavier. A capelinha original ficou arruinada por volta de 1660. Mas entre os anos de 1662 e 1696, os padres jesuítas construíram a atual igreja que se encontra bem conservada e fica em frente à baía da Guanabara, num local paradisíaco e de rara beleza.
         Estive visitando essa igreja no último dia 7 de setembro. Abaixo reproduzo algumas fotos feitas naquela ocasião.
Vista da baía da Guanabara, em frente à igrejinha de São Francisco Xavier, em Niterói

Quem foi São José de Anchieta
   Padre José de Anchieta nasceu nas ilhas Canárias (Espanha) em 1534. Ali viveu até os 14 anos quando seus pais o enviaram para estudar em Lisboa, capital de Portugal. Aos 17 anos entrou no seminário da Companhia de Jesus (Jesuítas) em Coimbra. Aos 19 anos, ainda estudante, foi enviado para ajudar a catequização dos índios no Brasil.E daqui nunca mais saiu.

     Chegou ao Brasil em 1553 e permaneceu por mais de quarenta anos. Em 1554 vamos encontrá-lo construindo o Colégio de São Paulo de Piratininga, origem da atual cidade de São Paulo, da qual é considerado fundador, juntamente com o Pe. Manoel da Nóbrega.
       José de Anchieta foi grande defensor dos índios. Foi ele quem escreveu a primeira gramática com princípios e regras – na língua dos selvícolas – para ensinar os indígenas a ler e escrever. Também compôs um catecismo no dialeto tupi.
       No Brasil, o Padre José de Anchieta viveu em São Vicente, Rio de Janeiro, Niterói, Pernambuco, Bahia e Espírito Santo. Deve-se a ele a pacificação dos índios Tamoios, de que foi refém por longos meses. Já com fama de santo, atribuía-se ao Padre Anchieta o dom sobrenatural da cura, autoridade para acalmar animais ferozes, e uma série de milagres que os livros hoje registram. Faleceu em 9 de junho de 1597, sendo sepultado na localidade de Reritiba, hoje cidade de Anchieta, no Estado do Espírito Santo.
      Foi beatificado pelo Papa São João Paulo II em 1980 e canonizado pelo Papa Francisco, em 2014.
A fundação da cidade de São Paulo, em 1554, cujos fundadores são os jesuítas  Padres Manoel da Nóbrega e São José de Anchieta.


Historias alheias II - Por: Emerson Monteiro

Isso de gostar de contar histórias vem de longe, desde meu tempo de criança maior. Dentre os primeiros autores que li, incentivado pela minha mãe e por Tia Risalva, irmã do meu pai, aprecio as lendas orientais. Recentemente, em visita a Seu Chico, amigo livreiro que mora aqui próximo, em Juazeiro do Norte, eu adquiri Lendas do Povo de Deus, da autoria de Malba Tahan, daqueles autores lá dos inícios do meu gosto pela literatura. Uma surpresa de qualidade a cada página. São narrativas surpreendentes dos místicos judeus do hassidismo, vertente dos rabinos israelitas. Na obra, li a história Meia fatia de pão, que aqui quero partilhar.

Rabi Haniná educava seus discípulos ensinando a descrença nos feiticeiros e adivinhos. Lá certo dia, dois desses discípulos precisaram adentrar a floresta na busca de lenha. Antes, porém, depararam com astrólogo que os solicitou a ouvir previsões lidas nos seus estudos. Foi, então, avisando que desistissem do intento a que se propunham, pois não iriam sair vivos da tarefa. Os discípulos, ouvindo aquilo, preparados pelo mestre, desconsideraram a instrução do vidente e sumiram mata adentro.

Lá frente, deram de cara com pobre ancião faminto, que lhes pediu uma esmola.

Os discípulos levavam tão só o suficiente ao passar do dia. Inda assim, partiram ao meio o pão do mantimento, e prosseguiram na missão.

Mais tarde, feixe de lenha às costas, ao sair da floresta avistaram o astrólogo, que se abismou ao reconhecê-los vivos. Pessoas que observaram as previsões, contudo, questionaram a seriedade do homem no que ele antes dissera.

Naquele instante, o astrólogo pediu aos discípulos que desfizesse o feixe de lenha que traziam. No meio das madeiras ali achou restos de serpente perigosa, morta, partida ao meio. Nessa hora, quis saber o aconteceu no decorrer da viagem.

E eles contaram do velho e o que deram a fim de que saciasse a fome.

O astrólogo, contrafeito, reclamou: - O que posso fazer, se o Deus de vocês deixa se influenciar apenas por meia fatia de pão?!...

Paisagens escondidas na alma - Por: Emerson Monteiro

Nalgumas horas, ao ver, na distância, o desenho das nuvens, árvores e cores espalhadas no firmamento, chegam de novo saudades tão antigas das quais nem lembrava que soubesse. Elas nascem outra vez, lá de dentro das fibras da gente. Falam daqueles sonhos de inocência dos instantes antigos, camadas adormecidas que revelam o sabor da felicidade de quando imaginávamos ser ali perto o pouso da esperança e que a leveza entre os seres pudesse tocar. Mostram quanto mudou o panorama dos dias, nos passos dos caminhos. A família, antes porto seguro, os pais, os irmãos, todos dispersos nas soleiras deste chão do Infinito. Marcas, no entanto, ficaram grudadas nas grutas das lembranças, que regressam pelas impressões das tardes silenciosas, vistas de olhos macerados nas tantas visões do inesquecido.

Isso dos seres que nós somos, a deslizar nas pautas das cantigas, melodias do tempo, em forma de gente, quadros incontáveis de verdades eternas ainda por concluir. Junto delas, essas impressões que desvelam da visão comum seus personagens, as falas, os lugares. Cantos de pássaros, expectativas e sonhos. Brinquedos da criança traquina, filha dos deuses, que somos, peças e joguetes de ondas e ventos, parceiros do destino intrépido de naus e estrelas do horizonte longínquo.

Na fresta dessas ocasiões tão inevitáveis, ressurgem olhares das certezas do quanto é bom viver, construir e reconstituir os filmes da consciência através de formas e luzes, atores audazes do desconhecido. Às vezes que nos vêm à ponta dos dedos, destarte, inúmeras oportunidades se nos oferece o barro da existência e resta construir dessas horas os elementos de cura. Somos, por isso, os artífices das estações seguintes, sinfonia de possibilidades, nos planos do para sempre. Acalmo, pois, as moléculas do sentimento e busco aqueles amores jogados fora; faço do clima as horas em novas circunstâncias bem mais visíveis, conscientes e libertárias.

O Museu Histórico Nacional – por Armando Lopes Rafael

Estando lá, foi inevitável relembrar que a Prefeitura de Crato fechou – há cerca de seis anos – os dois únicos museus públicos desta cidade, autointitulada eufemisticamente por seus antigos habitantes como a “Capital da Cultura”.   Muitos ainda não perceberam que esse tempo passou.

   Existem na cidade do Rio de Janeiro 62 excelentes museus, afora muitos centros culturais e centenas de memoriais. Também no Rio de Janeiro está instalado o mais importante museu de história do Brasil, funcionando na antiga Fortaleza de Santiago, esta construída pelos colonizadores portugueses em 1603, e localizada no atual centro histórico da capital fluminense. Em 1922, por ocasião do centenário da independência do Brasil, o então presidente da República Epitácio Pessoa decidiu criar o Museu Histórico Nacional, alocando-o na antiga Fortaleza de Santiago.

     Conheci o Museu Histórico Nacional no último dia 6 de setembro. São 9.000m² de área aberta ao público, com peças e objetos os mais diversos, todos relacionados à história do Brasil. Na minha visita detive-me mais na seção de telas pintadas (algumas de renomados pintores), acervo que impressiona a qualquer pessoa. O Museu Histórico Nacional possui, ainda, o conhecido Arquivo Histórico, disponibilizando documentos manuscritos e iconográficos, além de grande biblioteca, especializada em História do Brasil, sendo dotado de pátios internos, loja e um bistrô-restaurante.
          Abaixo algumas fotos feitas durante minha visita.
Fachada do Museu Histórico Nacional
Um dos tronos usados por Dom Pedro II. Este para a abertura anual do Poder Judiciário
Óleo sobre tela. O magnânimo Imperador Dom Pedro II
Setor de carruagens antigas

Finalizo este comentário com o pensamento abaixo:
"O sistema político que todos fomos ensinados a venerar desde cedo — seja pelas escolas cujos currículos são controlados pelo governo, seja pela mídia serviçal ao estado — é a república.O que quero argumentar aqui é que a antiga forma de governo, a monarquia, não só era muito mais limitada, como também era mais pacífica, menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a república". (Hans-Hermann Hoppe, escritor e pensador austríaco)



13 setembro 2017

Instituições do Eterno - Por Emerson Monteiro

Há construções que demoram a acontecer, mas quando o tempo oferece meios suficientes, elas perenizam e determinam os demais acontecimentos. São as instituições sagradas dos grupos sociais. Nasceram diante da fria necessidade dos tempos e ganham raízes na força que possuem, a demonstrar que têm outra razão de ser além do puro desejo dos humanos. Tais edifícios recebem o nome de instituições e oferecem estrutura ao enraizamento da evolução nas civilizações. Resolvem as ansiedades parciais por conta do potencial que possuem, dos frutos que oferecem de verdadeiro e que geram a paz das nações.

Dentre tais instituições eternas vale considerar, dentre outras, a saúde, a família, o sexo, o silêncio, a própria paz social, o respeito e o entendimento dos grupamentos e das pessoas, a justiça, as religiões, o sagrado de todos nós, a liberdade, a ciência.

Quais balizadoras do progresso dos seres no decorrer história, as instituições ganham consagração face ao poder que demonstram no correr das eras. A escrita, a arte, a beleza, as matemáticas, a natureza, valores de poder no plano da evolução. Significam sobremodo a decodificação dos sistemas e da harmonia de tudo quanto há. E denotam o que existe de consistência e seriedade no respeito a essas determinações originais que vieram a fim de fornecer elementos de tecnologia prática aos povos, na faina de sobreviver aos ditames das penúrias originais.

Daí, contextualizar o senso de aceitar isso, integrar na vida a instituição sagrada do direito de viver e permitir um tanto de modificações no comportamento das criaturas a partir de si. Perceber que ninguém é só mero joguete das circunstâncias, peças de reposição dos que se foram. Receber de bom grado o plano do crescimento dentro do contexto do universo bem mais amplo e justo, harmônico e sábio.

Assim, virá o dever das criaturas conscientes às instituições da prudência, da fé, da esperança, das virtudes, instrumentos de plantação do sonho maior da Felicidade no solo fértil de tudo em todos.

(Ilustração Museu de Paleontologia de Santana do Cariri CE).

Petrópolis, a Cidade Imperial – por Armando Lopes Rafael


  Entrada da cidade, abaixo o brasão de armas do município
 
08 de setembro do corrente mês. Passei o dia em Petrópolis, localizada a 72 km da cidade do Rio de Janeiro.  Petrópolis foi a primeira cidade planejada do Brasil. Como foi seu início? O Imperador Dom Pedro I pernoitou, em março de 1822, na fazenda Córrego Seco (onde se ergue atualmente Petrópolis). Lá desfrutou a amenidade do clima; Ficou deslumbrado com as belezas naturais daquela região serrana de Mata Atlântica. Nosso primeiro imperador resolveu comprar, ao seu proprietário, o Pe. Correia, a fazenda Córrego Seco.    
    Coube, no entanto, ao imperador, Dom Pedro II – que herdou a fazenda após a morte do pai –, assinar, no dia 16 de março de 1843, o Decreto Imperial nº 155, doando lotes de terra da então denominada Fazenda Imperial a colonos livres, vindos da Europa. Dom Pedro II contratou o engenheiro alemão Júlio Frederico Köeler para fazer o traçado da nova cidade.
         Petrópolis possui um clima ameno de janeiro a dezembro. É considerada uma das cidades brasileiras com melhor índice de segurança. Uma tranquilidade que combina com a exuberância natural e a riqueza arquitetônica. Ali foram preservadas as construções do tempo Imperial. A cidade oferece boas atrações turísticas, movimentado comércio, e conserva estilo de vida pacato. Seu povo é educado e acolhedor.
Museu Imperial
       Visitar Petrópolis e não conhecer o Museu Imperial (a residência de veraneio da família imperial) é como ir a Roma e não visitar o Vaticano. É o museu público mais visitado no Brasil. Em 2015, visitaram o museu 429.124 brasileiros. De lá para cá a afluência só aumentou. Outras atrações turísticas da Cidade Imperial: Catedral de São Pedro de Alcântara (Padroeiro de Petrópolis e do Brasil), em estilo neogótico. Ali se encontra o mausoléu onde estão sepultados Dom Pedro II, Imperatriz Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d’Eu.
 Interior da Catedral de São Pedro de Alcântara
 Mausoléu dos Imperadores Pedro II, Teresa Cristina e da Princesa Isabel e Conde d'Eu

         Outras atrações de Petrópolis: Parque Nacional Serra dos Órgãos, Palácio de Cristal, Casa de Santos Dumont, Palácio Quitandinha, Casa da Princesa Isabel, Museu de Cera, Cervejaria Bohemia, e dezenas de outros lugares pitorescos.
          Hoje, Petrópolis é o exemplo mais visível do que seríamos, se o golpe militar de 15 de novembro de 1889 não tivesse banido a monarquia, exilado a família imperial, e, o pior, impor – sem consultar o povo –, a forma republicana de governo na nossa Pátria. Deu no que deu.
   Petrópolis, nos dias atuais, combina o passado com o presente, através das construções e do charme dos tempos imperiais, sendo dotada de toda a infraestrutura exigida pelos modernos padrões vigentes nos países de Primeiro Mundo.
   Na Cidade Imperial, podemos vivenciar o que escreveu o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial Brasileira, ao traçar um paralelo entre o Brasil-República de hoje e o Brasil-Monarquia do passado: “Cem anos já se passaram e os contrastes entre o Brasil atual e o Brasil-Império só têm crescido. No tempo do Império havia estabilidade política, administrativa e econômica; havia honestidade e seriedade em todos os órgãos da administração pública e em todas as camadas da população; havia credibilidade do País no exterior; havia dignidade, havia segurança; havia fartura, havia harmonia”.

12 setembro 2017

O Rio de Janeiro (apesar do caos político, econômico e financeiro) continua lindo... (por Armando Lopes Rafael)

“No auge do materialismo e da impiedade, uma nova geração de historiadores, arquitetos, economistas e cientistas, sobretudo nos Estados Unidos, começa a voltar-se para o estudo consciencioso do que está sendo demolido. Nauseados pelos horrores a que nos têm conduzido à negação da Cristandade, eles constataram que a civilização ocidental jamais teria visto a luz do dia se não existisse a Igreja Católica. Esses estudiosos têm publicado uma série de trabalhos nos quais procuram restabelecer a objetividade histórica”. – Luís Dufaur
    O parágrafo acima, escrito por um jornalista brasileiro, ficou ressoando – no meu espírito – acrescido pela frase proferida, no século II, por Tertuliano: “Deus, o Criador de todas as coisas, nada fez que não fosse pensado, disposto e ordenado pela razão”.
   Sempre acreditei que estava nos planos da Divina Providência dotar a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro de um destino de glória, uma espécie de farol aceso para iluminar a civilização cristã neste Brasil continental. E isso ocorreu desde o 1º de março de 1565, quando Estácio de Sá lançou os fundamentos de uma cidade que tinha como cenário de fundo a baía de Guanabara.
        Sempre discerni que o Rio de Janeiro funcionou como um espelho, que se refletia por todo o Brasil, às vezes positivamente, outras negativamente. Mas sempre capitaneando esse papel. Até que em 1960, retiraram do Rio o título de Capital do Brasil, transferindo a honraria para o “mostrengo” de concreto e vidro chamado Brasília, obra de Oscar Niemayer. Brasília hoje é conhecida como “Capital Mundial da Corrupção”.
Rosto da Imagem de Nossa Senhora da Glória, que pontifica no altar-mor da capela da  Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, templo frequentado por Dom João VI, e pelos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II e respectivas famílias

   Durante alguns dias, aproveitando o feriado de 7 de Setembro, concretizei esse projeto pessoal: percorrer alguns caminhos, ou seja, conhecer algumas edificações erguidas pela fé dos homens, ou outras construções históricas no Rio de Janeiro e seu entorno. Hoje, esse patrimônio é visto como “quase ruínas”. Destoa da mentalidade medíocre dos dias atuais  o antigo pensamento que gestou a “cidadela cristã” de São Sebastião do Rio de Janeiro.  Contrasta, o antigo pensamento,  com o cenário atual: o da corrupção moral, do descalabro do Estado fluminense. Expõe, de forma mais aguda, a destruição do setor público daquela unidade da atual federação brasileira.

       Visitei, no Rio de Janeiro, dentre outros, o centro histórico que começa na Praça XV, a Imperial Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, o Museu Histórico Nacional, o Paço Imperial, as Igrejas de Nossa Senhora do Carmo e da Candelária. Conheci, em Niterói, a igrejinha de São Francisco Xavier (construída pelo hoje Santo Padre José de Anchieta) e o Forte de Santa da Cruz da Barra. Estive um dia em Petrópolis. 
       Pretendo falar sobre a importância de cada uma, nos próximos dias.
Capela da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. 
Lá, têm-se a impressão de que o Anjo da Guarda do Brasil paira sobre a Baía da Guanabara

 

Verdades que ninguém ousa negar: Os Pais Fundadores da Nação

Dentre as influências que recebeu o então Príncipe Real de Portugal e Regente do Brasil, Dom Pedro de Alcantara, conduzindo-o a proclamar a Independência do Brasil, destaca-se a de sua esposa, a Princesa Real Dona Leopoldina.
A convivência diária com a esposa ampliava muito o seu horizonte, pois o Príncipe Real Regente escutava atento, com interesse, tudo o que a Princesa Real lhe contava sobre sua terra natal, a Áustria, da Corte de Viena, de seu cunhado, Napoleão Bonaparte, da política e da cultura dos países europeus, dos Monarcas do Velho Mundo, etc.
A cultura da Princesa Real impressionava o seu marido. Era o meio que lhe garantia, após conquistar a confiança do Príncipe Real Regente, uma ascendência crescente sobre o seu irrequieto espírito. Entretanto, para o bem da verdade histórica, convém frisar que o futuro Imperador Dom Pedro I, apesar de não tão bem instruído quanto sua esposa – mulher à frente de seu tempo e de inteligência muito acima da média –, não ficava alheio aos assuntos científicos e intelectuais.
(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).

Retrato: O Imperador Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Leopoldina do Brasil
(Postagem original: Facebook do Pró Monarquia)

10 setembro 2017

A grandeza de Deus Por: Emerson Monteiro

Pelos caminhos da existência, seres inteligentes buscam compreender o mistério da divindade. Tão antigo quanto o primeiro dos humanos, de uma certeza sabem, sem dúvida, Ele é maior do que tudo quanto há, isso em termos de percepção através dos sentidos físicos. Dizem ser Deus a simplicidade das coisas mais simples. De tamanha simplicidade que a razão jamais, por si só, daria de conta da compreensão do Absoluto. Qual saber de existir um ente que esteja perene desde sempre, incriado e Criador, onisciente, onipresente, poder superior que sustém todos os fenômenos e presenças em quaisquer universos possíveis e imagináveis. A luz e a beleza; o Bem e a pureza do amor maior; a certeza e o objetivo do quanto existir e existirá eternamente.

Face ao princípio e o fim, sustentação dos postulados a que persiste viver, a maravilha dos valores das crenças e das pesquisas dos mestres e profetas, Ele predomina e domina, sustém e encaminha os objetivos do quanto cabe no espaço infinito da Ciência, e aqui nos vemos a meios com descobertas de Deus, esta supraconsciência orientadora dos destinos. O conceito do equilíbrio fala nEle, porquanto está acima do bem e do mal das decisões dos homens. No centro da Natureza, ali habita o senso de Deus. Houvesse um código que resumisse todos os demais códigos, e ainda assim restaria longo caminho a percorrer até obtenção plena do conceito desse Pai supremo e criador eterno.

No entanto perpassa tudo, que crianças conhecem na inocência e a inteligência material sofisticada ignora por soberba. Um valor acima de tudo e de todos. Um instrumento que vive no íntimo das criaturas e os humanos podem conhecer na leveza da Fé e na Humildade, únicos motivos de existir e crescer em verdade e justiça. As religiões sinceras, pois, são setas que bem indicam os sentidos que mostram a presença de Deus. 

06 setembro 2017

Episódio espírita - Por: Emerson Monteiro

Nos primórdios do espiritismo kardecista na região do Cariri, os simpatizantes da doutrina realizavam suas reuniões nas próprias casas, onde se encontravam  ocasionalmente, isto em Crato e Juazeiro do Norte, segundo soubemos. Eram as décadas de 40, 50 e 60. Inexistiam centros que promovessem com assiduidade as reuniões.

Na década de 60, em Juazeiro do Norte, nas proximidades do Rio Salgadinho, funcionaria o primeiro dos centros espíritas caririenses pela iniciativa de Seu Luiz de França, de tradicional família da cidade. Organizaria as atividades evangélicas, doutrinárias, de desenvolvimento mediúnico e de desobsessão, a oferecer meios da divulgação da novel crença, somando forças ao movimento que hoje dispõem de cifra considerável de casas espíritas nas várias comunas regionais.

Naquela fase, Seu Luiz trabalhava com vários médiuns, aos quais desenvolvia e dava chance de servir à causa redentora através dos trabalhos que promovia naquele que fora o primeiro dos centros espíritas do Cariri. Dentre esses médiuns alguém que depois tornar-se-ia trabalhadora da Associação Espírita Allan Kardec, em Crato, na qual exercemos a Presidência por sete anos, Laís Cardoso, filha de Seu Roldino, comerciante cratense, e estimada amiga minha.

Nalgum momento, Laís contou esse episódio, que ouvira de Seu Luiz. Ele, que era médium vidente, lá um dia, ao regressar às reuniões da casa espírita, cujo prédio permanecia fechado durante o dia, pela vidência depara entidade espiritual ainda dentro do recinto, inclusive a demonstrar sinais de aborrecimento, e que foi dizendo ao vê-lo:

- Sim, senhor. O senhor além de me trazer aqui contra a minha vontade, - pois os espíritos necessitados vêm involuntariamente para o tratamento da desobsessão, – ainda vai embora e me deixa trancado todo esse tempo.

O religioso da Terceira Revelação, ao ouvir aquilo, indignado reagiu, querendo logo esclarecer o espírito carente:

- Ora, só. Deixe de ser ignorante, pois espírito não precisa de portas, janelas ou paredes para sair, que eles, sem esforço algum, vivem libertos da matéria, e podem circular facilmente por entre coisas e objetos, já fora do mundo físico.

05 setembro 2017

A hora da Verdade - Por: Emerson Monteiro

Vamos, vamos erguer os olhos e trabalhar, reconstruir nossa nação. Rever nossos objetivos. Preservar nossos sonhos. Aceitar a condição de seriedade do momento, que exige valores positivos, honestos e justos no soerguimento. Se erramos na escolha do passado, de que virou representante de si, vamos dedicar nosso empenho na seleção prudente de pessoas autênticas, centradas no que permite refazer caminhos, seguir novos rumos. Jamais esquecer o quanto de sofrimento acarretamos a todos, devido aos equívocos das oportunidades que jogamos fora.

A política é a grande estrela que ilumina as sociedades no aperfeiçoamento de instituições e países, e fórmula limpa do proceder da verdadeira democracia grega. Tempos são bem vindos em que adotaremos esse instrumento de forma ideal, atentos nos que quiserem usar nossa confiança a interesses mercenários, qual fôssemos massa de manobra dos vícios e ganâncias indivíduos ou grupos. Além de outras horas, vivemos agora fase de larga importância na redenção da pátria admirável, de tantos e tantos amores, de filhos nobres, laboriosos e sábios.

Noutras épocas, noutras nações, a exemplo de Japão, Alemanha, Itália, Rússia, França, do pós Segunda Guerra Mundial, líderes bem intencionados e dignos chamaram a si o ímpeto de retrabalhar suas populações e hoje vivem o notório desenvolvimento. No clamor das fogueiras insanas, somaram ao poder da família o trabalho, a fidelidade, reergueram da cinza o progresso e paz. Longe, lá longe, larguemos o pessimismo e a desistência, só do agrado daqueles que se prevalecem da desgraça alheia a título de favorecer as carcomidas ideologias da dominação selvagem.

Cabe, sim, aos bem intencionados preservar o peso infinito do voto popular e distinguir, por meio das grossas lentes da certeza, as raposas dos cordeiros, e alimentar o rebanho nos propósitos superiores; mostrar aos herdeiros do futuro que as luzes da Consciência abrir-nos-ão possibilidades renovadas. De ânimo forte, unidos na voz da Sabedoria, seremos sempre os parceiros da Esperança e da Fé, postulados da transformação que aguarda todos nós às portas da Verdade.

(Ilustração: Cândido Portinari).

Barbalha preserva a tradição cívica do desfile de 7 de Setembro – por Armando Lopes Rafael

   Neste 2017, o Colégio Santo Antônio de Barbalha  manterá sua bonita tradição de realizar o desfile cívico de 7 de setembro, quando comemora 70 de existência. O Colégio Santo Antônio foi fundado em 1947 com o nome de Ginásio Santo Antônio. Aquele educandário foi administrado desde sua fundação até 1999 pelos Padres Salvatorianos. Recentemente, passou a ser dirigido pelo professor Giuseppe Sampaio,  que vem preservando a beleza Parada Cívica da Semana da Pátria.
   Ao invés das músicas de pagodes, forrós e lambadas (adotadas atualmente  nos desfiles escolares de outras cidades), os estudantes barbalhenses  desfilarão pelas ruas ao som de músicas cívicas,  como o Hino de Barbalha, Hino da Independência, canções militares, culminando com a execução do Hino Nacional Brasileiro, ao fim do desfile.
   Em Crato o destaque da Semana da Pátria será a realização do “Grito dos Excluídos”, iniciativa da ala da Teologia da Libertação da Igreja Católica, cujo 1º Grito foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade daquele ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”. Aliás, a partir de 1999 esse “Grito” rompeu fronteiras e estendeu-se para países como a Venezuela, Bolívia, Equador.
   Quantas saudades sentimos dos antigos “Desfiles Cívicos de 7 de Setembro” realizados nas cidades caririenses... Esses desfiles – também chamados “Paradas do Dia da Pátria” – enchiam as nossas ruas com os alunos dos  colégios e ginásios – com suas fardas de gala –  desfilando ao som das bandas  marciais – compostas por tambores e clarins – que eram  precedidas pelas “balizas”, as mocinhas bonitas e garbosas que manejavam um bastão... Havia, ainda, a figura do Porta-Bandeira a conduzir o pavilhão brasileiro, símbolo maior da nossa Pátria.
    Infelizmente já não se fazem no Cariri os desfiles de 7 de Setembro de antigamente!
    Voltemos à Parada de 7 de Setembro em Barbalha. Lá predomina as cores verde-amarelas – as cores da nossa bandeira – enquanto noutras cidades do Cariri os desfiles escolares são feitos por “pelotões” de alunos com camisas de times de futebol, ou com a farda surrada do dia-a-dia, em meio à algazarra e desorganização.
      Parabéns ao Colégio Santo Antônio de Barbalha que não cedeu às exigências da dita “modernidade”,  que outra coisa não é senão a  decadência do civismo, acrescido de “novidades” que destruíram a beleza e o significado das antigas paradas de 7 de Setembro...

Nas fotos abaixo, o desfile de 7 de setembro, de anos anteriores, na cidade de Barbalha  

Monarquistas farão novamente o "Bandeiraço de 7 de Setembro"

Como já é tradicional, nesta quinta-feira, 7 de Setembro, o Dia da Pátria, grupos monarquistas de norte a sul do Brasil (e até do exterior!) realizarão os Bandeiraços da Independência nas capitais, pequenas e grandes cidades de todas as cinco Regiões do nosso país.
Os Príncipes da Casa Imperial do Brasil entendem que é seu dever estar sempre ao lado do povo brasileiro na luta por um País mais justo e próspero, seguindo os mesmo valores e princípios que, ao longo do Império, fizeram a grandeza da Pátria. Por isso, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, participará do Bandeiraço no Monumento do Ipiranga, em São Paulo, onde repousam os restos mortais de seus ancestrais, o Imperador Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Leopoldina, os Pais Fundadores da Nação brasileira.
Será esta uma grata oportunidade não só de honrarmos a História de nossa Pátria, mas também de mostrar que um número cada vez maior de brasileiros vê na restauração da Monarquia Constitucional a solução natural para os problemas do Brasil, pondo um basta à República que há 127 anos desmoraliza e saqueia o nosso País.
Postagem original: Face do Pró Monarquia
Postado por Armando Lopes Rafael

04 setembro 2017

Concessão do Aeroporto de Juazeiro dá primeiro passo

Fonte: Diário do Nordeste, 04-09-2017
Primeira fase do processo convoca interessados a realizar estudos técnicos dos terminais

Para fontes do setor de aviação civil, o lote de terminais nordestinos é atrativo pela vocação natural do turismo, além da presença do Aeroporto do Recife. O terminal de Juazeiro do Norte, especificamente, também é atraente pelo turismo religioso e por ser uma porta de entrada para o interior da região ( Fotos: Elizângela Santos )

O sucesso da nova rodada de concessões dependerá do edital e de quais investimentos serão obrigatórios no curto prazo

Foi dado o pontapé inicial para a concessão do Aeroporto de Juazeiro do Norte - Orlando Bezerra de Menezes. Na última sexta-feira (1º), o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou, no Diário Oficial da União, edital de chamamento público de projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiem a modelagem das concessões para expansão, exploração e manutenção dos aeroportos.

Conforme o edital, o terminal de Juazeiro do Norte está incluído no lote de seis aeroportos do Nordeste - que inclui os equipamentos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa e Campina Grande (PB). Alguns aeroportos nordestinos cotados para a concessão ficaram de fora dessa rodada, como os terminais de Petrolina (PE), Paulo Afonso (BA), São Luiz e Imperatriz (MA), Teresina e Parnaíba (PI).

O edital ainda inclui a concessão de outros três lotes de aeroportos: um com o terminal de Congonhas (SP), outro com os de Vitória (ES) e de Macaé (RJ) e um terceiro com cinco equipamentos de Mato Grosso (Cuiabá, Alta Floresta, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis). O prazo final para apresentação dos estudos ao Ministério será de 90 dias para o aeroporto de Congonhas e de 120 dias para os demais lotes.

Procissão de Nossa Senhora da Penha levou 60 mil fiéis às ruas de Crato

Fotos: Site da Diocese de Crato
 

03 setembro 2017

Riquezas da Igreja Católica -- 3 de setembro – Dia de São Gregório Magno, Papa – por José Luís Lira (*)



Hoje é dia de São Gregório, Magno, Papa. A biografia deste santo guarda uma peculiaridade muito grande para com a devoção às sagradas relíquias deixadas por Santos, Beatos e Servos de Deus.  Confira abaixo.

Tão logo li o livro sobre as relíquias dos santos de Ario Borges Nunes Junior, preparei o texto abaixo que foi reproduzido em blogs, faces, até em correspondências de postulações, com a mesma formatação que dei, sem citar fontes do texto, mas, não me incomodei. O importante é que todos conheçam este fato que está retratado numa tela acima da tumba do santo, na Basílica de São Pedro, cuja foto reproduzimos:
Para quem acha que as Relíquias Ex-Brandea não são Relíquias ("Brandea" são tecidos tocados nos corpos, ossos ou túmulos dos santos), aqui vai uma história que poderá fazê-lo mudar de ideia:
“São Gregório Magno havia recebido da corte imperial de Constantinopla o pedido de relíquias dos santos mártires de Roma. O pontífice mandou, então, entregar vários tipos de “Brandea” depostos sobre os túmulos dos mártires.
Em Constantinopla, ficaram desiludidos. Foram então mandados para Roma alguns embaixadores para levar os Brandea de volta e pedir relíquias, ou seja, ‘ossos de mártires’, e não panos. O santo pontífice convidou os embaixadores a participar na manhã seguinte da celebração eucarística que ele realizaria. Ao fim da Santa Missa, São Gregório tomou um dos Brandea retornados de Constantinopla, com um alfinete picou o tecido e dele brotou sangue, para pasmo dos presentes”.
Esta tela se encontra, atualmente, na capela dedicada a São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, na Basílica de São Pedro.

(Baseado no livro de Ario Borges Nunes Junior, "Relíquia: o destino do corpo na tradição cristã", publicado pela Editora Paulus, São Paulo: 2013, página 54).

(*) José Luís Lira é advogado e jornalista profissional.Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina). Pós Doutor pela Universidade de Messina (Itália). Historiador, Memorialista e líder católico. Escritor,já escreveu e publicou 17 livros. É professor do Curso de Direito da Universidade do Vale do Acaraú. Pertence a cerca  20 Academias e instituições culturais brasileiras. Foi, recentemente, agraciado com a comenda da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, no grau de Cavaleiro.


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