17 janeiro 2019

Um mundo que se desfaz...


... E se refaz logo em seguida, mundo este nosso mundo onde mourejamos à busca de libertação definitiva da condição sob que existimos. Laço de incompreensões e portal das maravilhas, nele traçamos o decorrer dos dias aqui onde aguardamos os Céus no direito de saber antes o que virá. Quando chegam respostas textuais, até aceitamos a forma, no entanto carecemos de maiores esclarecimentos que justifiquem a outros setores racionais da consciência animal, que sirvam de explicações e preencham os espaços do entendimento.

As horas sucedem o tempo e o Sol ilumina caminhos... No vazio de momentos deste presente que ronda o inesperado, nuvem de sombras cobre os horizontes e raramente revelam maior conformação, porquanto a ninguém foi dado saber de tudo além das existências atuais. Estágio primitivo, pois, de sentimento dos valores do Universo, apenas um mínimo de pequenas estampas fere o senso num tanto mais de futuro, porém, de acordo com o limite do insondável às constatações humanas, seres audazes que permanecem soltos no ar entre súplicas e misericórdias.

Todos, sem exceção, bem anseiam descortinar os degraus do Paraíso, outrossim submetidos ao determinismo da espécie no transcorrer frio das eras. Luzes que acedem de raro em raro e tocam sonhos e esperanças, e atônitos vão a sós face a face com o relativismo do conhecimento geral.

Isso, pois, de perguntar sacode as noites, prevalece nas crises de viver... Reúne mostras de interpretações dos sábios e deixa que acalmem pensamentos ansiosos, todavia no prazo do conforto e das satisfações, o que some como que por encanto ao primeiro obstáculo. Adiante reagem de armas em punho ao frigir das angústias e das dúvidas, e sofrem com isto quais guerreiros perdidos pelas escuras cavernas da ignorância. 

Bom, quisemos assim demonstrar aspectos do teorema das ausências de claridade na alma até quando, um dia, vislumbremos alvoradas de rara beleza que nos reservam Amor, depois das muitas existências nas escolas deste Chão.

16 janeiro 2019

A Banda do Companheiro Mágico - Por: Emerson Monteiro


Dentre as lembranças inesquecíveis que guardo comigo dos tempos quando vivi em Salvador, na década de 70, este marca um momento rico das boas recordações baianas: 

Fora convidado por Boanerges de Castro, amigo músico e colega de banco, a realizar documentário de uma festa de que ele anualmente participava, no sudoeste da Bahia, no povoado de São Gonçalo da Canabrava, próximo à Serra da Mangabeira, na Chapada Diamantina. Prometera ao santo padroeiro que, todo ano, compareceria às suas festividades e, juntamente com mais dois amigos músicos, acompanharia a procissão pelo vilarejo, inclusive a executar os hinos em sua homenagem, em meio às atividades do lugar. E naquele ano eu iria com ele a fim de fazer o registro cinematográfico da sua presença naquele ano.

Antes, porém, passaríamos pela Ilha de Itaparica, quando iria participar, integrando um grupo de metais que formava com mais onze outros músicos, do I Festival de Música de Mar Grande. Assim o fizemos. Chegamos com alguma antecedência e acompanhamos os dois dias do evento, naquela vila, uma das tantas que formam a Grande Itaparica.

No derradeiro dia, domingo, acordamos cedo e os músicos saíram da casa onde estávamos e foram ensaiar a céu aberto, ao sol intenso da manhã. Juntamente conosco estava Edgard Navarro Filho, um cineasta baiano, também meu amigo. Enquanto ensaiavam, pedi a Edgard sua câmara e cuidei de fazer algumas tomadas do grupo, que, por sua vez, se motivou e seguiu pelas ruas de Mar Grande a executar o repertório da apresentação da noite; no decorrer do trajeto gravaria novos enquadramentos de cena.

A película virgem na câmera, uma Chinon, super-8, era, no entanto, restrita tão só a poucos minutos, e fui gastando o cartucho à medida em que andávamos pelas ruas. Nisso, avistei um pequeno circo das imediações, já na praça da vila; convidei os músicos a entrar e tocar no picadeiro. Nessa hora nos acompanhava número expressivo de populares trazidos pelo ritmo cativante das melodias, ao som febril dos metais, frequência que cresceu ao chegarmos no circo. 

As músicas do grupo, repertório de qualidade exemplar, animado aos moldes da alegria baiana, motivava todos a dançar numa total animação, ocasionando evento improvisado e espontâneo. E eu a filmar, convidando as pessoas a participar da película improvisada. 

Isto já com mais de vinte minutos de função, Edgard, descalço, pulando no calor do asfalto quente, ficou admirado de tanto tempo de filmagem; então me perguntou se o cartucho ainda resistia naquilo tudo. Eu respondi que de há muito gastara a película, e mesmo assim não quis interromper a gravação impossível, face ao fenômeno que verificado no entusiasmo daquela gente. 

Daí, seguimos até o porto das barcas de Mar Grande, a dirigir a multidão,  por volta de cem ou mais pessoas, no ritmo acalorado. Mais um, mais um Bahia, mais um título de glória...

Desceríamos até a praia e persistimos naquela fantástica produção cinematográfica durante alguns outros instantes complementares. Nessa hora, daria sinal a todos de que o cartucho do filme terminara, e saímos, os músicos e eu, de volta à casa onde estávamos. Eles tocavam e os populares, da praia, embevecidos, acenavam em despedida. 

Apenas imaginário como um todo, o que só Edgard e eu sabíamos, tenho certeza que aquele filme e aquela manhã inusitada permanecerão para sempre na memória dos que dela participaram sob tanto fervor e tamanha felicidade.

Na sequência, tomaríamos estrada através da Ponte do Funil, na BR-101, e buscaríamos a localidade aonde fizemos o curta-metragem São Gonçalo da Canabrava, de minha autoria, sob a produção de Boanerges de Castro. 

(Agora recente avistei o seu endereço no Messenger e envie minhas notícias, 44 anos depois: – Lembra do nosso filme de São Gonçalo? 1975. Banda do Companheiro Mágico. – Oi Emerson, claro que sim! Que bom ter notícias suas! Feliz ano novo!).

15 janeiro 2019

O tempo - Por: Emerson Monteiro




O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira.                                            

                                                                                              Provérbio africano

Uma vez ouvi, lá na Bahia, que Tempo é dos mais importantes dos orixás das religiões afro-brasileiras. Logo em frente das grandes casas do candomblé, por exemplo, com ênfase em Salvador, há grande árvore de gameleira branca de raízes salientes envoltas com um alá (pano branco), sendo este um IROKO, de fundamental necessidade numa casa do culto. Por isso admirado, venerado com fervor. São por vários os sinais da sua valia no fremir dos acontecimentos deste Chão. E há uma história que narra a lenda do Tempo:

Diz o mito que no princípio de tudo, a primeira árvore nascida foi Iroco. Iroko era capaz de muita magia, tanto para o bem quanto para o mal, e se divertia atirando frutos aos pés das pessoas que passavam. (comunidademensageirosdaluz.blogspot.com)

Senhor das verdades absolutas, desliza ao sabor do movimento dos astros, fagueiro e livre, dominador das esferas e provedor dos alimentos. Ele, silencioso, firme nos páramos eternos, testemunha o fluir das luas e o reviver dos sóis entre nuvens e flores, qual donatário único da esperança e administrador das vidas e renascimentos.

Desde sempre o Tempo aqui esteve, origem das origens e fonte do equilíbrio da justiça. Ainda no blog acima citado lê-se: É também a permanência dentro da impermanência e impermanência na permanência. O ciclo vital, que não muda com o transcorrer da eternidade. A infinita e generosa oferta que a natureza nos faz, desde que saibamos reverenciá-la e louvá-la.

Dado o respeito sob o qual essa existência definitiva permanece diante das determinações das existências, assim reina e impera, flui e permanece, independente das pobres vontades humanas e das meras ocorrências virtuais que persistirão acima dos bens passageiros. Em tudo por tudo, ali está Iroko, escriturário de valores e sonhador das virtudes.

Aos gregos, detinha o título de Cronos, aquele que pare e devora os próprios filhos, autor dos dias e ceifador das eras sem fim, amém.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro),

11 janeiro 2019

Voz da experiência - Por: Emerson Monteiro


Nem sempre fica só no dizer e no fazer, há que conhecer e dominar o conhecimento, fugir do puro instinto das determinações inconsequentes. Isso o que denominam sabedoria, de sustentar as normas pela experiência adquirida no passar inevitável dos dias e das gerações. Reunir as reações às nossas oportunidades de vida e aprender com a prática. Todos têm disso a cada época. Sem mais, nem menos, ninguém possui todos os elementos de substituir as peças de reposição dos pensamentos apenas ao sabor das crises anteriores. Antes que aconteça o tal exercício do poder pessoal difícil responder aos desafios.

Bom, quis contar da importância de toda fase de vida, as épocas dos aprendizados constantes de evoluir diante da sociedade, da ética, da moral, dos costumes. Criar um banco de dados que possa corresponder aos programas atuais e posteriores. Ninguém, portanto, amadurece fora do prazo.

Entre os dois programas que nos são oferecidos durante a existência, quais sejam: exercitar os sentidos e adotar o prazer por consequência, ou reconhecer através dos sentidos a necessidade progressiva da consciência rumo aos pendores de uma libertação. Isto noutros patamares além da matéria. Homem carnal versus homem espiritual. Iniciar a compreensão tão só aqui e aqui dar por terminada, ou aceitar o sacrifício qual motivo de revelar outra compreensão além da morte inapelável do corpo de carne.

Experimentar as forças do destino e poder dominá-las em prol de melhores dias, ao instante de existir. Nada, pois, entre essas duas correntezas, uma que desgasta as energias físicas e propende ao final melancólico do ente que morre, ou trabalhar a lição dos místicos, que tanto insistem no princípio da libertação da matéria, no sentido da abstração de quase tudo deste Chão.

No meio de ambas essas correntes persistirão nos seus valores, conquanto adquiridos pelo transcorrer das experiências, síntese dos princípios deste mundo e fator determinante de todo o Universo. 

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

Com ida a Caracas, PT demonstra continuar refém da sua ala mais sectária

Fonte: "Folha de S.Paulo" -- por Mathias de Alencastro (*)

Talvez a maior especificidade do avanço ultraconservador no Brasil tenha sido o engessamento do principal partido da social-democracia. Se os trabalhistas britânicos lançaram as bases de uma refundação e os socialistas franceses entraram em via de extinção, o PT continua tendo a maior bancada, mas segue avesso a qualquer tipo de renovação. É o pior dos dois mundos.

O presidente Nicolas Maduro discursa durante cerimônia de posse do seu segundo mandato - ADRIANA LOUREIRO/ REUTERS

A história contará como a atual cúpula petista manipulou um drama nacional a detenção da maior liderança da era democrática e deslegitimou a campanha do seu maior agente renovador:_Fernando Haddad, para assegurar a sua sobrevivência.

Os líderes do Congresso Nacional Africano, referência mitológica dos dirigentes do PT, jamais se esconderam entre as pernas de Nelson Mandela. A identidade do partido sempre foi maior do que a do seu símbolo, tendo sido possível substituí-lo sem perder força política. Décadas se passaram desde a presidência de Madiba, e a CNA continua um viveiro de lideranças.

Para o campo progressista, a consequência mais imediata da obtusidade burocrática foi a de juntar a ofensa à derrota histórica e às angústias sobre o que vem pela frente. Especificamente, a ofensa de ver os dirigentes apresentarem, na sua primeira missiva pós-eleitoral, uma visão que glorifica o seu próprio desempenho e coopta os eleitores não petistas, essa coalizão heteróclita e improvável de psolistas a tucanos cujos apelos por uma maior abertura foram rigorosamente desdenhados durante a campanha.

Soma-se a ofensa de ver pavonear figuras ultrapassadas como José Dirceu que, em recente entrevista, ousou falar de “nós”, como se tivesse um resquício de autoridade para palpitar sobre o futuro.

A ofensa maior que representa a ida da presidente do partido à posse de Nicolás Maduro é o sinal que faltava para uma insurreição dos progressistas.

Ao aterrissar em Caracas, Gleisi Hoffmann realiza a fantasia daqueles que buscam por todas as formas etiquetar o PT como antidemocrático, agrava o distanciamento com a social-democracia europeia --unânime na condenação do regime de Maduro-- e relembra aos brasileiros que o partido continua refém da sua ala mais sectária. A ida a Caracas será lembrada como o ponto de ruptura dos atuais dirigentes com todos os princípios que nortearam a história do partido.

Numa palestra a poucas semanas da eleição, Márcio Pochmann, entre uma sonolenta digressão sobre a burguesia industrial e uma delirante interpretação da reforma da previdência, comoveu-se com o destino do Partido Socialista Francês, obrigado a vender a sua sede depois da debacle de 2017.

A sede do PT continua de pé --mas a que custo? Os atos e declarações recentes dos dirigentes são mais uma camada de cimento que fazem dessa sede um bunker em que ninguém entra --e as rachaduras, cada vez maiores, tornam o risco de desabamento iminente.

(*) MATHIAS DE ALENCASTRO é doutor em ciência política na Universidade Oxford.

DA VERGONHA À INDIGNAÇÃO -- por Rafael Moia Filho (*)


     Recentemente, um jovem advogado discutiu dentro de um avião com um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) dr. Ricardo Lewandowski, dizendo em alto e bom tom que o órgão era uma vergonha nacional. O ministro pediu que a comissária de bordo chamasse um agente da Polícia Federal. A seguir, o rapaz foi levado à sala da PF para interrogatório e o assunto ganhou as ruas e as redes sociais no País.

     A questão que ficou é a seguinte: Devemos sentir vergonha do STF ou não? Ao colher alguns números sobre aquela Corte máxima da Justiça nacional, confesso que passei do sentimento de vergonha para o de completa indignação. São números astronômicos incompatíveis com a situação do trabalhador brasileiro que beira a penúria.

     Os dados a seguir demonstram que algo fugiu do controle e, com certeza, não são os benefícios concedidos aos aposentados nem aos trabalhadores da iniciativa privada. Não vejo nada no horizonte que possa me fazer acreditar numa mudança drástica que levasse à redução destes gastos nababescos protagonizados justamente pelo único poder que tem a obrigação de zelar pela ordem moral e legal.

    Vamos aos números que assombram: o STF é constituído de 11 ministros indicados pelo presidente da República, com vencimentos médios de R$ 47 mil dentro de um orçamento que gira em torno de meio bilhão de reais ao ano (R$ 544 milhões). Essa quantia, maior que a maioria dos orçamentos das cidades brasileiras, serve para poder manter uma estrutura que tem, entre outras coisas: 2.442 servidores (média de 222 por ministro, sendo 85 secretárias, 194 recepcionistas, 24 copeiros, 27 garçons, 293 vigilantes, 116 serventes de limpeza, 7 jardineiros, 6 marceneiros, 19 jornalistas, 5 publicitários, 10 carregadores de bens, 10 encadernadores, 58 motoristas para 87 veículos). Isso faz com que o STF tenha gastos de R$ 9,2 milhões com veículos, R$ 15,7 milhões com despesas médicas e odontológicas e R$ 12,7 milhões com alimentação.

     Tudo isso acontecendo no mesmo Brasil que tem aproximadamente 30 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, sem saneamento, emprego, educação e saúde. No mesmo país de 50 milhões de analfabetos e semialfabetizados, que não conseguem entender ou receber informações sobre o mundo maravilhoso em que vivem os 11 ministros do STF. No Brasil de mais de 60 mil assassinatos ao ano, estes números servem para matar a esperança de dias melhores para a nossa sociedade.

(*)Rafael Moia Filho
E-mail: rmoiaf@uol.com.br

10 janeiro 2019

URGENTE: Justiça acata pedido de Intervenção Federal na gestão petista da Bahia



A Bahia, estado administrado pelo PT, está prestes a sofrer Intervenção Federal por descumprimento reiterado de decisão judicial. Descumprir, não cumprir, ignorar ou afrontar ordem judicial é uma prática contumaz dos petistas.

Na Bahia, parece que uma birra pessoal do governador Rui Costa levou o caso a esse extremo. O tenente-coronel Arik Bispo dos Santos impetrou Mandado de Segurança requerendo que lhe fosse concedida promoção a que tinha direito, a patente de Coronel.
O direito lhe foi assegurado no Mandado de Segurança. A ordem judicial foi exarada, mas o governador
simplesmente não cumpriu. As decisões favoráveis ao militar foram pronunciadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e reconfirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive, com aplicação de multa diária proferida pelo ministro relator Dias Toffoli. Rui Costa, o infame petista, ignorou. Diante disso, decisão desta quarta-feira (9), do desembargador Baltazar Miranda Saraiva, requer a Intervenção Federal no estado. O requerimento de intervenção do TJBA será encaminhado ao STF para as providências.

Fonte: Jornaldacidade
Via Blog do Crato


09 janeiro 2019

O rabi e o alfabeto - Por: Emerson Monteiro


Eles, rabi e discípulo, faziam longa viagem quando foram surpreendidos por violenta tempestade às costas de uma ilha distante. Náufragos impenitentes daquele navio, quis o Ser Maior que ambos restassem vivos junto daquelas praias desertas.

Dias passavam inclementes, alimentados que foram dos frutos de árvores e de pescar como podiam, enquanto viviam de esperar o inesperado dalguém que viesse ali existir ou passar naquelas plagas distantes. Viesse quem viesse, ora que foram, então, surpreendidos, certa noite, à luz da fogueira que lhes aquecia, por bando desalmado que os levaria prisioneiros até aldeia no interior da ilha.

Nesses instantes aterrorizantes, mestre e discípulo, atados e tocados de toscas apreensões, iniciaram diálogo que pudesse mitigar as necessidades de conforto e esperança. O discípulo perguntou ao rabi o que podiam rezar naquela situação que lhes trouxesse o socorro divino, e qual não foi a surpresa do devoto ao saber que o mestre esquecera por completo o quer que fosse de orações e litanias, porquanto apenas restos de escuridão invadira sua memória gasta de aflição.

Ao buscar também dentro de si os frutos do aprendizado que vivera junto do mestre, o discípulo logo reconheceria que de nada recordava das lições religiosas estudadas, e de imediato, mesmo naquela urgência, apegados de vez lhe foram os pensamentos.

Ainda que assim houvesse, o rabi insistiu com o discípulo que ele sendo mais jovem possuiria memória mais acesa, e que recordasse oração que pudesse revivê-los e, através de pedido sincero, merecessem do Poder a liberdade.

De tanto insistir junto do discípulo, este disse ao mestre que de algo ainda recordava, as letras do alfabeto, apenas. Daí ambos seguiram repetindo baixinho o som das letras do alfabeto, e com isso galgariam pureza e concentração suficientes de erguer a alma a Deus e merecer a libertação, pois não tardaria a chegar expedição que ali surgira e levaria os dois de volta à civilização.

08 janeiro 2019

Do outro lado - Por: Emerson Monteiro


As normas do destino têm disso, das outras oportunidades de encontrar a clareza dos meios que as façam apresentar face de tranquilidade, logo ou demoradamente, pouco importando os limites aparentes das ocasiões. Percursos originais formados entre o tudo e o nada, de modo exclusivo a todo vivente do Chão, sejam através dos fenômenos naturais, nos trechos íngremes das estradas, sejam nos gestos dos humanos que demonstram o que existe de possibilidades exigindo apenas iniciativa e confiança. Isto é, desesperar jamais.

Sempre haverá formas mil de recriar os resultados das cenas, quando nisso contamos de nosso lado com a certeza das iniciativas, e que existe uma Lei universal justa e perene, queiram ou não seres pensantes por vezes afeitos aos abismos da ingrata sorte. No entanto o preço da virtude demonstra derradeiras esperanças vivas, em tudo por tudo.

Tão próximo daqui quanto a exatidão das matemáticas persiste o céu de cores que alimentam os quadros vivos do eterno sonho. Pensar em excesso, que produza negatividade, gera isso de amargura, enquanto o pensamento significa o instrumento de busca incessante, sobremodo nos grotões da alma da gente. Do jeito que pode levar ao escurecimento, também ocasiona fórmulas mágicas de nortear os passos ainda que nas ausências de solução.

Em situações as mais severas, de dúvidas e aflição, há decerto nos lenitivos dos elementos da cura, do sonho, das notas claras da salvação, o que remonta tempos humanos vindos no bojo da trajetória de nós conosco mesmos, autores do renascimento e das revelações. Porquanto bem aqui no âmbito de mim persistem laços que indicam o sentido da real definição de viver. Somos, por isto, senhores das horas e parceiros da Criação, ombros das gerações e atores e diretores de nossos filmes. A mágica de existir a tudo indica quais longas histórias produzimos e que trarão só finais felizes.

07 janeiro 2019

As máquinas de rezar - Por: Emerson Monteiro



Ainda que eu falasse a linguagem dos anjos, se não tivesse amor, seria como um sino que não tem badalo.                                                                            Paulo de Tarso.



Máquinas de rezar, ou o risco do formalismo impuro, o que significa a mesma expressão; o sacerdotismo infiel às letras santas; a intenção de determinar o sagrado sob o mandonismo dos donatários temporais. Isso que lembra as máquinas de rezar dos templos budistas do Himalaia, onde os devotos fazem girar instrumentos que emitem sons de guizos e ficam rodando durante algum tempo enquanto dirigem o pensamento nas orações.

Depois, os profitentes das religiões que abraçam seus credos a ponto de se tornarem doutores da Lei, no entanto formalistas ao extremo, mais intelectuais do que profetas ou fieis praticantes daquilo que transmitem, às vezes com exatidão matemática, na linguagem dos anjos, talvez, sem, contudo, a prática correspondente no mundo das ações. Ter de Deus a ciência e retê-la só consigo, largando de lado a oportunidade principal do exercício na realidade dos acontecimentos.

Esses tais equipamentos de sintonizar o sagrado, ainda que humanos, de carne e osso, sujeitam ser os vendilhões do templo de almas cheias de impurezas e alvejado por fora. Silenciosamente emitem sons de guizos, porém longe de chegar aos níveis da consciência, porque a serviço da fama, da fortuna, das profissões religiosas, todavia sem o traje nupcial de que fala Jesus.

Isso impera sobremodo em tempos de muita teoria e pouca, ou nenhuma prática, das horas de uma civilização empacotada. Instrumentos de transmissão de pensamento e valores, entretanto ausentes de conteúdo, quais conhecemos nas lojas de hoje. Resta aguardar conteúdo de criatividade e bom gosto em igualdade de condições ao progresso tecnológico, quando espiritualidade há de corresponder aos avanços antes obtidos nas máquinas, e que propiciem aos povos a luz no coração.

05 janeiro 2019

Minha homenagem a nova Primeira Dama -- por Éden A. Santos (*)

 
    Não só os especialistas, mas nós, leigos leitores, temos nos debruçado para analisar, avaliar e comentar o fenômeno Jair Bolsonaro, muitos fazendo previsões, outros sugerindo cautela e mais tempo para conclusões.

     O certo, contudo, é que ninguém ficou indiferente, exceto o pessoal da esquerda, sobretudo o PT, que está aguardando, como soe acontecer, o primeiro tropeço do governo eleito para colocar a cabeça de fora e fazer suas proverbiais críticas. 

   Felizmente, a estrutura democrática brasileira tem se comportado de forma exemplar e a todos é permitido emitir seus conceitos. Dentro desse clima, gostaria de lembrar que somos latinos e, como tais, herdeiros das suas qualidades e defeitos. Somos apaixonados e arrebatados, seja na religião, no esporte ou na política, a ponto de haver uma máxima popular recomendando que estes assuntos nunca devam ser discutidos. Nesse contexto, porém, não podemos esquecer que somos também sentimentais, extremamente sentimentais. 

    Por isso mesmo não custa nada voltar a falar da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A lição que deixou para todos no dia da tomada de posse é a de que, seja qual for o clima político, o amor tem predominância em todas as circunstâncias. Sua meiguice ao tratar do tema das pessoas portadoras de deficiência, não só os surdos e mudos, mas os de todo tipo, leva-nos a uma reflexão que permeia tanto o "Velho" quanto o "Novo Testamento", a de que nada é construtivo se não for fundamentado no amor. 

     Muitos podem entender que tratar da questão num clima destes pode revelar certa ingenuidade. Enganam-se, porém, tais pessoas. Basta lembrar que este é também assunto de poetas de todos os tempos e matizes. Que dona Michelle seja inspiradora para toda a pátria. No meio de tantas vozes masculinas e clima marcial, a primeira-dama apresentou suas armas.

(*) Éden A. Santos
e-mail: densantos@uol.com.br

Presidente Bolsonaro apresenta nova marca do Governo Federal pelo Twitter


Fonte: O POVO Online
PÁTRIA AMADA BRASIL é o slogan do novo governo


Último verso do hino nacional, a frase "Pátria Amada Brasil" fará parte da nova marca do governo Jair Bolsonaro, que é acompanhada de uma ilustração estilizada da bandeira. O anúncio foi feito pelo próprio Bolsonaro, no Twitter, na noite de ontem.

O presidente ressaltou que o material foi feito pela Secretaria de Comunicação (Secom) e que a divulgação através das redes sociais resultou em economia de mais de R$ 1,4 milhão.

"Um competente trabalho da Secom onde expõe a nova logo marca do Governo Federal. A parte mais importante é que a divulgação está sendo lançada na internet com custo zero, economizando mais de R$ 1,4 mi aos cofres públicos, se a ação fosse realizada pelos canais tradicionais de TV", anunciou Bolsonaro na rede de microblog.

Para o anúncio, Bolsonaro divulgou um vídeo que diz que o seu governo foi eleito para "resgatar o Brasil". "Em 2018, não fomos às urnas apenas para escolher um novo presidente. Fomos às urnas para escolher um novo Brasil, sem corrupção, sem impunidade, sem doutrinação nas escolas e sem a erotização de nossas crianças. Fomos às urnas para resgatar o Brasil."

Antes do anúncio, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que a divulgação em redes sociais representa "uma forma inovadora de fazer comunicação".

03 janeiro 2019

Domar a imaginação - Por: Emerson Monteiro


É bem isso, de conter o furor uterino da imaginação e conquistar o momento dos pensamentos; é centrar o pensamento num só objeto claro e preciso. Conduzir esse instinto de busca aos valores fundamentais da clareza. Aprimorar o senso da percepção da realidade imediata. Essa prática exigirá persistência a fim de permitir tocar adiante setores imperceptíveis ao próprio conhecimento. Esta a grande intenção da maioria dos peregrinos em jornadas diárias. Saber firmar o foco numa compreensão clara, precisa.

Postulantes a saber um dia caminhar os passos que lhes convêm; deixar por vezes abandonarem-se ao movimento das ondas de tantas horas bravias, e nisso sujeitar desconhecer a força dos elementos, invés de utilizar os recursos ao seu dispor feitos joguetes da sorte vaga nas mãos do destino; correr o risco de esquecer a história a quem deve escrever o que passou.

Já é diferente de acalmar o coração, pois imaginação funcionará sob a égide sórdida dos pássaros silenciosos nas noites abissais. Tontos de viver domínios rígidos e ânsias materiais, neurônios dispersos exigem agora a libertação e agem expandidos nas florestas escuras do Inconsciente. Presas dos princípios totalitários dos modelos prontos, eles explodirão de cores nos dias ensolarados, e determinarão o sacrifício das eras através de outros moldes criativos. Esvairão as reservas de certezas e largarão as limitações aos mantos de razão inesperada.

Deter, portanto, a nave incandescente pelos céus do Universo significará ir além das sombras e despertar os recursos que tem a Natureza de trazer meios a uma sobrevivência até então imprevisível à espécie dos homens. Virem seres desconhecidos recolher aqueles que assim o mereçam e sair daqui face dos inesperados acontecimentos porvindouros, e serem levados a outros níveis de compreensão ainda não despertados agora. Serão arrebatados a mundos exóticos, arrastados que forem na voragem dos mistérios que a raça ignorava, e para sempre desaparecer nos infinitos corredores cósmicos.

01 janeiro 2019

Aonde - Por: Emerson Monteiro


Nessa busca de resposta os rios correm cá dentro das criaturas humanas; aonde chegar, no entanto? A que finalidade isso tudo espalhado pelo mundo invisível das horas nas emoções largadas aos trilhos e destinos individuais? Sim, dentro de toda roupa da carne habita um ser vivo, pessoa igual às demais, tangendo mesmos sonhos de sonhos e vivendo mesmos questionamentos... Alguns até respondem com alegria o crepitar dos corações, porquanto meio outro impossível seria. Que fronteiras físicas existem e são a fim de superar as distâncias, vez que somos do tanto suficiente de precisar saber aonde chegar, ali, isto, principalmente, pesa que nem dores e credos incrustrados no cérebro. Nas faces as interrogações do sentimento, vez por todas revelando a si a função de pisar e sacudir a poeira dos passados de raças e culturas.

Dúvidas persistem nesse trocar de passadas, depois dalgumas contradições, e imaginar que fosse do jeito que imaginavam, noutras avaliações e possibilidades, mas nem sempre se apresentam no horizonte e fazem um frio de silêncio a percorre de tremores o corpo, ânsias de encontrar a resposta do desejo febril nas entranhas adormecidas. Parar um pouco e estudar isso dos resultados daquilo que antes existia e agora nunca mais existirá. Examinar os movimentos internos da matéria, células, moléculas, bactérias, pensamento, que ocupam os espíritos e percorrem as florestas virgens e desconhecidas quais aventureiros da alma em crescimento. Olha daqui, olha dali, e param na face dos barrancos das rudes de jornadas heroicas, e aceitam, porquanto, nenhuma outra condição que não seja essa de apresentar alternativas nascidas no fogo dos segredos a si revelados de todos ainda somos mistérios adormecidos.

Mudar de parágrafo e animais vivos inclementes preenchem a tela da memória e pedem compreensão a todo momento. Máquinas de pensar que, de vez em quando, também sentem, e sorriem, e amam.

31 dezembro 2018

Valdemir Correia e Sonia Rolim - Um casal que sempre é destaque no Cariri



Na Foto: O amigo Valdemir, já nos esperando no portão de entrada

Tivemos o imenso prazer de passar grande parte do dia de ontem ( 30/12 ) na residência dos nossos amigos Valdemir Correia e Sonia Rolim, localizada no Grangeiro, em Crato, a convite do casal. Eu e a Ninha chegamos lá por volta das 10:30, um dia de domingo, de sol maravilhoso, daqueles que lembram um ano dourado, onde fomos calorosamente recebidos pelo Valdemir, que já se  encontrava todo arrumado para a nossa entrevista, e a primeira coisa que nos impressionou além da sua sempre pontualidade britânica, foi o seu entusiasmo. D. Sonia ainda não havia chegado das compras, e enquanto isso, passamos a conhecer melhor o jardim que circunda a propriedade de aprox. 50 mil metros quadrados, onde existe inclusive, um pequeno açude na região central. Um local maravilhoso ao sopé da Chapada do Araripe, que cercado pela exuberância da Chapada do Araripe, ainda se tornou mais belo, com o tratamento que Sonia tem dado à aquele jardim, que é a sua paixão. O Valdemir nos conduziu pelos principais pontos, falando como cada coisa foi colocada intencionalmente nos seus devidos lugares ao longo do tempo e de como comprou a propriedade, onde era apenas mato.



Nas fotos: Passeando pelo jardim, respondendo às nossas perguntas.


Sua propriedade reflete bem o que é o nosso Cratinho de Açúcar, ali, chove constantemente, e não existe período seco durante o ano.


Os jardins belíssimos tratados por D. Sonia Rolim.






E a netinha Rafaela apareceu para aumentar a "festa" e aumentar a nossa alegria ! ( Filha de Fred )


Na foto: Fred, filho caçula do Valdemir, a mesma simpatia, humildade e o coração de ouro do pai, mora na casa ao lado, foi-nos apresentar uma belíssima vista que se tem do topo.



Aí está o Valdemir Correia Neto, este garoto pode ser o futuro dos negócios da família, se bem que quase todos os filhos são também excelentes comerciantes, a exemplo do Valdemir de Sousa Rolim, que recentemente foi agraciado com a comenda Edson Queiroz, em Fortaleza, como o empresário do ano.


Bem pertinho do sopé da Chapada do Araripe


Um Deck lindo, piscina muito bem cuidada e imensa, fazem parte da "morada dos deuses" numa das melhores propriedades do Cariri.


Após um excelente café da manhã, começamos a nossa entrevista, onde a Sonia e o Valdemir nos contaram inúmeras histórias de vida, "causos" interessantes, fatos engraçadíssimos que aconteceram ao longo desses mais de 54 anos de casados. Fez um relato bastante detalhado da sua origem humilde quando estudava ainda lá no distrito de D. Quintino, quando depois, veio ao Crato e montou uma mercearia ali na Rua Santos Dumont, e através do seu tino comercial, foi galgando até os mais altos degraus do empresariado Caririense e Cearense. Hoje, Valdemir Correia é nome respeitado no Estado do Ceará como um dos maiores empresários.

Não obstante tanto sucesso em tudo que se compromete a executar, aos 80 anos de idade, sua disposição para o trabalho permanece intacta. Todos os dias após realizar a sua costumeira caminhada matinal, vai trabalhar o dia inteiro e só retorna somente ao por-do-sol. A entrevista com Valdemir e Sonia Rolim, você confere depois aqui no Blog do Crato, em vídeo, através da nossa TV Chapada do Araripe, mas uma dica que ele fala na entrevista, é que: "Para o comércio, não há escolas, você de uma certa forma, nasce com essa facilidade para o comércio, e através da vida, vai desenvolvendo sempre essa habilidade, através de muita determinação, força de vontade, e o poder se saber persuadir as pessoas. Tratar bem as pessoas, pois afinal, todos merecem ser bem tratados."

E em termos de tratamento, este casal realmente entende. Após um "suculento" e delicioso baião de dois com pequi, comida típica desta região, ( Que aliás, é a minha predileta ), nos despedimos, para retornar na próxima semana, quando continuaremos com as entrevistas. Foram tantas histórias interessantes, que apesar de falarmos por mais de duas horas completas, sequer arranhamos a superfície delas, rsrs.

Quereremos ( Eu e a Ninha ), aproveitar para deixar o nosso agradecimento ao maravilhoso casal por tão grande acolhida, e desde já também fica o convite para num dia desses virem também à nossa pequena casa aqui na Vilalta. E olha que ainda saímos de lá cobertos de presentes. Imagina !

Um grande abraço, amigos Sonia Rolim e Valdemir Correia de Sousa.
Que Deus os proteja sempre, e que neste ano que se inicia, sejam agraciados com saúde, paz, alegrias e prosperidade. Creio que não é à toa que o nosso criador provê certas pessoas desta terra com uma vida longa, de sucesso e de prosperidade. A vossa generosidade, a bondade e a humildade que nunca lhes abandonou, é o que pavimenta os seus maravilhosos caminhos. Que seja sempre assim !

Por: Dihelson Mendonça e Ninha Brito
BLOG DO CRATO


29 dezembro 2018

Cultura popular - Por: Emerson Monteiro


Durante esse tempo de tecnologia, quando as expressões artísticas utilizam meios avançados de perpetuar manifestações dos grupamentos sociais, espécie de matéria prima da cultura, ainda existem os que resistem a todo custo tais influências. Heroicas reações ao desaparecimento das memórias originais de famílias, raças, credos, persistem os registros das culturas. Ainda que, no entanto, a fúria dos bens industriais fira por vezes a ponto de eliminar as inspirações, porém a força dessas ações persiste no transcorrer das mudanças inevitáveis daqui do Chão.

Culturas arcaicas que trouxeram ao milênio gestos derradeiros das luzes de antigamente sumiram nalgumas guerras pelos bens de raiz, à gana do petróleo, dos mercados, das águas. Países desfeitos a título de ceder recursos aos mais poderosos veem eliminados das tradições desses valores espirituais da música, das artes plásticas, monumentos, cidades históricas, literatura e sonhos, largados nas ondas do impossível de reviver e de saudades que ninguém vive.

Nisso a importância transcendente das manifestações das pessoas, nascidas do seio dos corações em festa. Verdade que as máquinas guardam e reproduzem páginas e páginas do que antes havia, contudo a fonte primeira seguirá no fruir das produções em série dos meios atuais da comunicação, isto sem a força das presenças, dos momentos, dos sentimento das priscas eras, tudo sob a velocidade dos restos artificiais que sobraram.

Admitimos, todavia, ser assim qual devesse acontecer, vez que as leis do Universo jamais cessam de determinar movimentos e acontecimentos. As lâminas dos dias prosseguem pois; os pássaros insistem continuar trilando nas matas; o Sol a nascer; a Lua nos céus; a existência das criaturas humanas, suas testemunhas, andam face a face com o instinto de sobreviver. Essa extrema disposição dos humanos reflete bem o quanto de verdade há que alimentar os tempos e veremos, um dia, a intensidade do poder absoluto da vida em forma de novas criações e alegria definitiva no rosto do povo.  

Cratense VALDEMIR ROLIM DE SOUSA ( Filho de Valdemir Correia ), recebe comenda Edson Queiroz e empresário do ano no Ceará.










Já diz o velho ditado, que "filho de peixe, peixinho é". O sindilojas Fortaleza outorgou a comenda Edson Queiroz ao empresário lojista Valdemir Rolim de Sousa por ocasião dos 85 anos do Sindilojas. O evento aconteceu no início deste mês de dezembro, na capital do Estado, com a presença de inúmeras pessoas ilustres, mas gostaria de destacar aquele que para o Crato, é sempre um dos filhos mais ilustres, o próprio Valdemir Correia de Sousa, empresário de renome no Cariri, e um dos nossos maiores entusiastas e colaboradores do Blog do Crato. 


Ao amigo Valdemir Rolim de Sousa, a quem carinhosamente tratamos sempre por "Valdemir Filho", enviamos os parabéns por mais esta conquista, ele que há muitos anos vem se destacando na capital Cearense como um dos empresários mais bem sucedidos, é bastante merecedor dessa prestigiada comenda. E vale salientar que o Valdemir Filho, não só herdou o pulso para os negócios, como também a humildade, o coleguismo, uma pessoa que sempre chega junta nos momentos em que os amigos mais precisam. Merece, portanto, todas as honrarias a ele conferidas. Como filho Cratense, nós Cratenses, nos orgulhamos em ver este grande representante da nossa cidade brilhar na capital do Estado. Os nossos mais sinceros parabéns !







Por: Dihelson Mendonça
BLOG DO CRATO




Dom Manoel I, de Portugal, o Venturoso



     Os da minha geração, estudavam e assimilavam – nos antigos livros de História do Brasil – as ações perpetradas, por Portugal, durante o reinado de Dom Manoel,  o Venturoso.  Lembrei-me desse Rei Português,  ao ler o cartão-de-Natal de 2018, enviado pelo  Chefe da Casa Imperial Brasileira, Dom Luiz de Orleans e Bragança.
Armando Lopes Rafael

    “Este ano, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Luiz de Orleans e Bragança, divulgou no seu tradicional cartão-de-Natal,  a grandiosa obra de seu venerando e remoto ancestral, o Rei Dom Manuel I de Portugal (1469-1521), cognominado o Venturoso, em cujo reinado as caravelas da esquadra de Cabral, levando a Cruz de Cristo em suas velas, aportaram no Brasil, e iniciaram nossa História erigindo uma cruz e celebrando uma Santa Missa, o primeiro ato público de nosso País.

     Inspirados na fé e na coragem de nossos maiores, Dom Luiz de Orleans e Bragança está convicto de que, muito em breve, nós, brasileiros, retomaremos as vias gloriosas que nos foram traçadas pela Divina Providência, restaurando nesta Terra de Santa Cruz uma sociedade autêntica e verdadeiramente cristã e monárquica”.

Abaixo a mensagem do cartão-de-Natal, de Dom Luiz de Orleans e Bragança:


  “Ao fim deste ano em que o Brasil vivenciou tantas angústias, mas também vê surgirem novas esperanças, convicto de que os sólidos fundamentos do nosso futuro foram firmemente estabelecidos em nosso glorioso passado, meu coração se volta para o momento em que a Santa Cruz foi pela primeira vez erguida em solo pátrio, como penhor de bênçãos para a nação cristã que então nascia.
Em Portugal, na continuidade de uma plêiade de reis sábios, governava Dom Manuel I, cujo cognome, o Venturoso, foi o prenúncio do destino que a Divina Providência traçara para nossa Pátria, descoberta sob seu reinado.

    Aclamado Rei e coroado em 1495, Dom Manuel I conduziu ao ápice as navegações iniciadas por seus antecessores. Em 1497, Vasco da Gama, com o intuito de propagar a Fé e estabelecer relações comerciais com o Oriente, dobrava o Cabo da Boa Esperança e abria o caminho das Índias pelo mar. Pouco depois, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil, consolidando também para o Ocidente a expansão portuguesa. Dilatar a Fé e o Império: tal foi, na pena inspirada de Camões, o mote dessa Epopeia nacional.

    Enriquecido pelas Grandes Navegações, Portugal atingiu sua plenitude. Lisboa se tornara o grande centro da Europa. Da magnificência desse período ainda hoje nos dão testemunho os deslumbrantes exemplares da arquitetura manuelina.

    Porém, toda essa prosperidade e esse esplendor, que desordenados facilmente poderiam se tornar germe de degeneração, graças à prudente política de D. Manuel estavam orientados ao serviço de Deus. Exemplo dessa orientação foi a célebre embaixada por ele enviada ao Papa Leão X, que tanta impressão causou à Cristandade de então, e que significou um verdadeiro ato de submissão à Igreja e ao Vigário de Cristo.

    Relevantíssimo do reinado de D. Manuel foram igualmente as Ordenações Manuelinas, que marcaram profundamente o Direito português e brasileiro.

    No quadriênio que nos separa do Bicentenário de nossa Independência, sirva a recordação dos tempos do Rei Venturoso, tempos da mais tenra infância da nação brasileira, de inspiração para todos os que desejamos uma autêntica realização de nossa pátria.

    Que o Brasil retome assim, encerrados os tormentosos últimos anos, a trajetória de harmonia e de grandeza que lhe está reservada nos desígnios da Divina Providência.

    São essas as intenções que terei diante do Santo Presépio, na noite de Natal, rogando ao Divino Infante, pela intercessão da Santíssima Virgem e de São José, pelo Brasil e por todos os brasileiros. E que o ano de 2019 venha a ser um novo marco em nossa história!”

28 dezembro 2018

Alfinetando -- por Jorge Carvalho

1.    2019 assinala os 60 anos da Rádio Educadora do Cariri (15/02);

2.   Criado pela Lei nº 4611, de 27 de outubro de 1959, o Ginásio Estadual do Crato (hoje, Colégio Estadual Wilson Gonçalves). Portanto, em 2019, completam-se 60 anos de sua criação;

3.    Em 2019, 100 anos do desportista Almir Carvalho e também do professor Alderico Damasceno, ambos in memoriam;

4.    Também em 2019, completam-se 20 anos do Rapadura Culturarte;

5.    No último dia 25/12, 80 anos de inauguração da Praça Francisco Sá, popular Praça Cristo Rei, onde se encontra o monumento ao Cristo Redentor e a frase no seu pedestal “Sede bem vindo nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade”, de autoria do médico Dr. Quixadá Felício. Inaugurada na administração do prefeito Alexandre Arrais;

6.    Nos próximos dias 04 e 05 de janeiro, na Praça Siqueira Campos, haverá duas edições do Rapadura Culturarte. Dia 04: homenagem ao ex-bancário Elmar Lopes Custódio, folclorista Correinha, escritor João Lindemberg de Aquino e alfaiate Rivadavio Januário, todos in memoriam. 03 de dezembro último, 10 anos de falecimento de Correinha. No dia 05: dupla de violeiros, leitura e distribuição de cordéis e a comemoração do Dia de Reis;

7.    Em agosto de 2019, 30 anos do falecimento do cantor Luiz Gonzaga;

8.    Dia 1º de janeiro de 2019: 60 anos da Mercearia Caçula, no bairro do Pimenta. Sempre atendendo aos clientes, o proprietário Juarez Caçula;

9.    Em janeiro de 2019, 30 anos do assassinato do advogado Manoel Almino e da acadêmica de medicina Soraia Bezerra;

10.    Em 2019, 55 anos da Quadra Bicentenário e 75 anos da primeira Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados.

     Interessante, oportuno e necessário, que no antigo Hospital Manuel de Abreu, funcione um hospital pediátrico público, para o atendimento das crianças da cidade e da zona rural do município do Crato, principalmente as crianças pobres. Parceria com o Governo Estadual e Federal por parte do município e emendas parlamentares estaduais e federais favorecem o funcionamento de referida casa hospitalar. É prioritário e de maior necessidade, mais do que um centro cultural.

Desejo a todos, muita saúde em 2019.

27 dezembro 2018

Às vésperas de 2019: Crato precisa reformar o seu brasão municipal e sua bandeira -- por Armando Lopes Rafael



Acima, o atual brasão de Crato

   Há uma coisa que incomoda o sentimento cívico dos habitantes de Crato: tanto a bandeira como o brasão desta cidade são pobres, têm  pouco significado e estão superados em relação as demais cideades brasileiras. Comecemos comentando o "brasão oficial". Foi o Sr. João Ranulfo Pequeno quem desenhou o Brasão do município de Crato, criado pela Lei Municipal Nº. 349, de 15 de novembro de 1955.

 Abaixo reproduzo um texto de autoria de Evandro Rodrigues de Deus sobre este assunto:

“O desenho foi criado por Pe. Antônio Gomes de Araújo que solicitou ao técnico-desenhista cratense João Ranulfo Pequeno a execução do projeto. O Padre Gomes não só sugeriu o desenho, mas redigiu o histórico do símbolo determinado da seguinte forma:

AS DUAS HASTES DE CANA-DE-AÇÚCAR – A principal produção agrícola do município;

UM PENACHO DE ÍNDIO – Pois a base étnico-sócio-cultural da cidade tivera, denso aldeamento indígena, que evoluiu ao ponto de em 1838 a população, na sua quase totalidade, constituía-se de 2.000 índios ao todo, puros e mestiços.

UM ARCO-ÍRIS, UM SOL E UMA CRUZ – Respectivamente significam a união de todos os povos que constituem nossa cidade, a liberdade e a Fertilidade, e o cristianismo.

A LEGENDA "LABORE" – Significa trabalho. É uma representação do progresso, da civilização e da cultura, triângulo em que o Crato se enquadra desde os primórdios.

O ESCUDO – De origem galesa e no seu centro uma rosácea em contorno vermelho, e nas extremidades de quatro CC, que significam, a acepção popular – Cidade de Crato, Cabeça de Comarca – com que se marca a fogo, desde os tempos remotos, a criação de animais graúdos, simbolizando a riqueza primitiva de nossa terra, que foi a pecuária, é o símbolo característico do Crato.

A FRASE CRATO COM  A DATA "17 OUT"E O "NÚMERO 1853" – Registra a data em que o município foi elevado à categoria de cidade.

Agora o meu comentário: O Pe. Antônio Gomes de Araújo foi um grande pesquisador e bom historiador do Cariri, mas não era especialista em Heráldica. Se fosse, não teria colocado um “penacho” de índio, no nosso brasão,  coisa inexistente na arte heráldica. Ao invés do “penacho” deveria ter colocado  uma coroa, pois nossa origem primeva remonta à “Vila Real do Crato”. Outra detalhe que precisa ser modificado: a data constante no brasão. Ao invés de 17 de outubro de 1853, deveria constar “21 de Junho de 1764”, data da criação da Vila Real do Crato. Inclusive, é no dia 21 de junho que comemoramos o dia do nosso Município e não no dia 17 de outubro.

E a bandeira?
 A atual bandeira de Crato

     A bem dizer ela não existe. Pois é representada apenas por um pano branco, tendo ao centro o escudo que contraria as orientações da heráldica, com como comentamos acima. Diferente da pálida dos dias atuais, a nossa bandeira ,municipal deveria ser dividida ao meio, por duas faixas horizontais. A faixa superior, na cor azul celeste, representando o azul límpido do céu que paira sobre a Chapada do Araripe. Já a faixa inferior, deveria ser na cor verde, representando as matas da floresta da Chapada do Araripe. Na faixa superior -- na cor azul celeste --, poderia constar o desenho de  um sol nascente -- simbolizando o alvorecer --, pois "Araripe", na língua indígena significa: “Lugar onde surge o sol”.
     
       Crato merece ter um brasão desenhado dentro da heráldica. Merece possuir, também, uma bandeira original e bela, quiçá a mais bonita dentre as bandeiras dos municípios do Cariri.

       Não perco a esperança de que um dia o Crato terá um prefeito culto, inovador e com visão de futuro. O aperfeiçoamento do nosso brasão municipal e a criação da nossa bandeira municipal deveria ser o primeiro decreto a ser enviado, por esse prefeito, à Câmara de Vereadores quando ele tomasse posse. Como fez o governador Cid Gomes, que redesenhou o Brasão do Ceará e, consequentemente, a Bandeira do nosso Estado.

Texto de Armando Lopes Rafael

Desbravar a Chapada do Araripe é boa opção para apreciar contato com a natureza e a história

Fonte: “Diário do Nordeste”, 27-12–2018, por Roberta Souza

Confira percurso, curiosidades da trilha da Nascente (ou das Samambaias), integrada ao Geossítio Batateiras
Trilha na Chapada do Araripe convida para imersão natural e histórica FOTO: Roberta Sousa

Você certamente já ouviu a profecia "O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão", espalhada por Antônio Conselheiro nos sertões da Bahia. Talvez o que não seja do conhecimento da maioria é que ela bebe de uma lenda contada pelos índios Cariri que viveram na região do Crato, e que ainda hoje continua a ser difundida no Sul do Ceará a quem visita o sopé da Chapada do Araripe. Foi esse um dos motivos que me deixaram curiosa, mesmo sob o sol de meio-dia, a fazer a trilha da Nascente (ou das Samambaias), integrada ao Geossítio Batateiras. É que ao fim dela eu encontraria a origem dessa história contada desde o século XVII pelos nativos daquela região.

Como uma boa moradora de cidade grande que se aventura só de vez em quando em trilhas naturais, fui totalmente desprevenida: sem chapéu de sol, sem repelente, sem garrafa d'água. Por sorte, o percurso era todo na sombra, mas ainda assim recomendo não seguir o meu exemplo. Preparada mesmo estava Deborah, instrutora do curso técnico em guia de Turismo do Senac da localidade. Foi ela quem conduziu a imersão natural e histórica por uma trilha sem grandes desafios (e por isso mesmo própria para pessoas de todas as idades), além de muito relaxante, por ser feita na beira da nascente do Rio Batateiras.

Sentidos

Pelo caminho, o som das cigarras, do fluxo da água, do balançar das árvores e até do canto do soldadinho-do-Araripe alertam para uma experiência mais sonora do que propriamente visual. As flores e as diferentes espécies de samambaias completam o jogo de sentidos.A caminhada pode durar uma hora ou mais, a depender da disposição de quem a faz para contemplar os detalhes. A meta é chegar na queda-d'água da "Pedra da Batateiras", que guarda todo o mistério da lenda Cariri.

Para os nossos antepassados indígenas, todo aquele vale era um mar subterrâneo, e, debaixo da terra dormia a Serpente d'Água, cujo imenso caudal era represado pela tal "Pedra da Batateiras". Os pajés profetizavam que ela iria rolar, todo o vale do Cariri seria inundado e as águas, em fúria, devorariam os "homens maus" que tinham roubado a terra e escravizado os índios. Quando as águas baixassem, a terra voltaria a ser fértil e livre, e os Cariri voltariam para repovoar o "Paraíso".

Adaptada aos dias de hoje, a história serve de alerta para aqueles que ambicionam a região para a construção de imóveis, por exemplo. Por enquanto, a pedra segue intacta, e até hoje não se sabe o que pode acontecer se alguém resolver desafiar as leis naturais e dos primeiros moradores. É melhor não arriscar.Bom mesmo é lavar o rosto com a água do Rio Batateiras. A experiência é tão revigorante que mais parece ter poder curativo, fazendo entender porque a natureza deve ser respeitada e compartilhada.

Serviço
Trilha da Nascente (Samambaias)
Bairro Lameiro, Sítio Luanda, Crato, Ceará.
De Fortaleza, saem voos diários para Juazeiro do Norte. 
Lá, a visita ao Geossítio pode ser agendada com a Anhaguera Turismo pelo telefone (88) 9838.5440.
Os preços são negociáveis.

Trilha na Chapada do Araripe oferece visitação acessível para pessoas com deficiência

Fonte: “Diário do Nordeste”, 27-12–2018, por Roberta Souza

Desbravar a Chapada do Araripe é boa opção para apreciar contato com a natureza e a história

Nem todo mundo que vai a uma trilha está preocupado em fazer fotos incríveis, seja da paisagem ou mesmo posando diante dela. É o caso de pessoas com deficiência visual, por exemplo, cujos principais sentidos explorados em situações como essa são o tato e a audição.  A verdade é que nós, videntes, acostumados que estamos a olhar tudo por detrás das câmeras dos smartphones, também podemos nos desafiar a viver experiências cuja prioridade não seja o visual. E a Chapada do Araripe oferece essa possibilidade por meio da Trilha dos Sentidos, inaugurada no Sítio Estadual Parque Fundão, no Geossítio Batateiras, localizado no Crato, este ano.

A iniciativa surgiu a partir de uma caminhada que o educador ambiental Alexadre Sinézio realizou com outra funcionária no local de olhos fechados. A mim, ele propôs o mesmo. Por alguns minutos, deixei-me guiar pela rota dos sentidos, sem saber onde estava pisando.  A relação com o guia é de total confiança. Mergulhamos no escuro para sentir, por meio da condução do outro, aquilo que já é natural para quem convive com a deficiência visual.

Cada passo dado sobre os galhos secos caídos no chão, no período mais seco da região Nordeste, aviva a nossa consciência sonora sobre o ambiente em que estamos inseridos.  No percurso, além de cordas para cegos, há placas em braille que indicam os nomes das plantas presentes na trilha. QR Codes, que podem ser lidos com o aplicativo offline Ecomaps, proporcionam mais informações sobre o bioma à disposição. Ao final, sentados sobre pedras, os visitantes podem ouvir o som de uma queda- d'água que replica o Rio Batateiras, cuja nascente está no sopé da Chapada do Araripe.

Sustentabilidade

A origem da Trilha dos Sentidos fica a alguns passos dali, nas proximidades de um sobrado de taipa (com um andar superior) que pertenceu a um dos pioneiros da consciência ambiental no Cariri, Jefferson da França Alencar.  A casa dele também é atração turística no Sítio Estadual Parque Fundão, por guardar um pouco da nossa história com alguns fósseis do período Cretáceo. Construída apenas com elementos da floresta, a residência dá lição de sustentabilidade.

É no local que fica guardada uma cadeira de rodas adaptada para trilhas, a Juliette. Feito para ser usado em terrenos irregulares, o equipamento pode ser disponibilizado para pessoas com dificuldade motora que decidam por qualquer trilha nos geossítios do Geopark Araripe. Diversa como é, a Chapada está pronta para acolher também a nossa diversidade, estimulando todo mundo a viver novas experiências no Sul do Ceará.

Serviço
Trilha no Parque  Estadual do Sítio  Fundão
Geossítio Batateiras 
(Rua José Franca Alencar, s/n, Bairro Seminário, Crato, Ceará)
Visitação todos os dias, de 6h às 17h30, com agendamento pela gerência da Semace Cariri pelo telefone (88) 3102-1288

25 dezembro 2018

Linhas do tempo - Por: Emerson Monteiro



Assim quais mudassem de nome e personalidade a todo novo momento, ontem teremos sido o que jamais voltaremos a ser; agora porém já fomos e o seremos novamente... Outros eus que, deste modo, vêm e vão à medida que o tempo troca suas fichas nas teclas de segundo, detrás das cortinas dos dias, e nós aqui a viver essas mudanças feitos nós mesmos no passado e desfeitos agora, contudo cheios de confiança de nunca mais ser iguais ao que ontem fomos, porquanto sabemos dessa capacidade infinita de nos desfazer pela dança incontrolável dos dias, sombras de nós próprios que algures, nalgum inevitável, Alguém ir sempre conduzir. 


São essas as tais linhas do tempo de que falam pesquisadores da personalidade. Variações intermináveis de valores, humores, sonhos, ideias, desejos, intenções, interesses e práticas, que andam à nossa frente feitos mentores desses nós, invés de nós sermos senhores delas. Tais barcos voltados a ler o passado, isto na velocidade estonteante do viver, marcamos no tempo nossas metas imaginárias, e tangemos essas criaturas do ser que somos e fomos, à busca do destino através das consciências, elas que oferecem meios parciais de acompanhar o processo, entretanto submetidos ao mar dos acontecimentos indomáveis. Às vezes, lampejos e lembranças de haver passado ali naqueles lugares e vivido aquelas situações, o que deixa entrever as possibilidades de lá um dia descobrir de vez as linhas que conduzem as cenas, ainda que de forma hoje nebulosa e, desde então, dominar o eterno e conter o fugidio. 

Quando pudermos, pois, chegar a tanto, o processo da compreensão, a lucidez que impera nos bastidores daquelas memórias, seremos parceiros do Desconhecido e senhores desses nós que hoje apenas parecemos ser e que deslizam assustados nas correntezas do Universo, sujeitos de tremores e temores, pequenos seres que, trazidos a dia sem maiores explicações, contudo dependem absolutos da própria evolução e crescimento. Nalguns menos, noutros mais claros, os instantes de percepção dormem, todavia, restritos a fatores climáticos, históricos, sociais, culturais e afins, que gradualmente, pausadamente, invadem o ser de aonde iremos sobreviver.

Viajantes do tempo, átomos da Eternidade e das luzes nas consciências, singramos a trilha dos destinos feitos ramos da árvore do firmamento, e sofremos, e sorrimos, em sonhos ou de olhos abertos, depositários dos segredos demonstrados nas estrelas e desvendados no abismo sagrado das nossas frágeis mãos.

(Ilustração: http://despertarcoletivo.com/geometria-sagrada-o-significado-da-espiral).

MENSAGEM DE NATAL AOS LEITORES DO BLOG DO CRATO - 2018




Ao chegarmos em mais um final de ano, queremos desejar um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos os nossos caríssimos leitores, que acompanharam conosco esse trabalho diário de tentar levar a informação com credibilidade, o que acontece na nossa cidade, no Brasil e no mundo. Estamos juntos desde 2005; Fomos os pioneiros na internet caririense em formato de Blog e um dos primeiros do Brasil em Blog dedicado a uma cidade. Congratulamo-nos com a família caririense, em júbilo, e desejamos que o próximo ano possa trazer ainda mais saúde, paz, alegrias e prosperidade a este mundo tão caótico. Que o criador esteja sempre nas nossas ações e em nossos pensamentos. Um Feliz Natal e um Ano Novo de Felicidade.

Dihelson Mendonça
Armando Rafael
Glauco Vieira

Administradores do Blog do Crato