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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 dezembro 2016

Dura lex, sed lex? – por José Luís Lira


Ao repetir o brocardo romano "Dura Lex, sed Lex" (A Lei é dura, mas, é a Lei), vou dizer também exceto pro "homem" das Alagoas, "Renan...", que, por erro sabe-se lá de que ordem, ocupa uma cadeira no Senado Federal que em outros tempos representava a Casa da Sabedoria, mesmo lembrando que o cavalo Incitatus, de Calígula, foi Senador quando seu dono era Imperador Romano.
Acho que Incitatus respeitava mais as leis que o atual senador Renan.

Antes tínhamos o seriado “Coisas da República”. Agora é o “Caos da República”

Gilmar diz que liminar sobre Renan é ilegal e pede saída de Marco Aurélio – - por Eliane Cantanhêde (*)

Ministro do STF diz que decisão de colega atropela julgamento e configura crime de responsabilidade 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou duramente o colega Marco Aurélio Mello pela liminar para afastar o senador Renan Calheiros da presidência do Senado. Para Gilmar, Marco Aurélio “tomou uma decisão ilegal” ao atropelar um julgamento em andamento e atingir um outro poder monocraticamente, o que seria inclusive o caso de impeachment. “Ele extravasou o princípio da legalidade. E, quando a gente extravasa a legalidade, a gente leva bofetada”, acrescentou.
“Marco Aurélio fez isso para bater palma para o público. Se isso não é caso de crime de responsabilidade, é o quê?” acusou Gilmar, falando por telefone de Estocolmo, onde está desde esta terça-feira para participar de um encontro de magistrados. Ele chegou a comprar passagem de volta para Brasília em Lisboa, onde fez escala, mas não havia certeza se o julgamento do mérito da liminar seria nesta quarta, em plenário, e ele decidiu prosseguir para a Suécia.
Segundo Gilmar, ex-presidente do Supremo, Marco Aurélio desrespeitou o artigo quinto da lei 9882, pelo qual uma liminar monocrática dessa gravidade só poderia ser dada em razão de urgência  e se houvesse “um fato novo grave” em relação ao julgamento já iniciado – sobre a impossibilidade de Renan ser réu do STF e ao mesmo tempo o atual segundo na linha sucessória da Presidência da República. Esse julgamento foi interrompido em novembro por um pedido de vistas do ministro Dias Toffoli.
Comparando os casos de Renan e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que foi afastado da presidência e do mandato de deputado por uma liminar do ministro Teori Zavaski, Gilmar disse:  “São situações muito diferentes, porque no caso de Cunha havia o fato novo grave, pois ele usava o mandato, o cargo e a própria Câmara para obstruir a justiça e manipular os outros deputados”. Quanto a Renan, segundo ele, não há indícios nesse sentido.
Para Gilmar, Marco Aurélio “ultrapassou todos os limites, mas não é a primeira vez”. Ele enumerou casos em que o desafeto tomou decisões polêmicas que não tiveram efeito prático, mas deixaram o Supremo em situação constrangedora. Entre elas, lembrou que Marco Aurélio encaminhou para a Câmara até um pedido de impeachment do presidente Michel Temer, “que era completamente fora de propósito, sem base jurídica nenhuma”. Por fim, provocou: “E, depois de fazer essas coisas, ele nem pede desculpas, fica por isso mesmo.”
(*)Eliane Cantanhêde  é jornalista da “Folha de S.Paulo”

06 dezembro 2016

Sensação oceânica - Por: Emerson Monteiro

Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço que trabalhou ao lado de Sigmund Freud na estruturação e inícios da Psicanálise, tratou o tema, a disposição do espírito humano de presenciar a totalidade e viver emoção inigualável de integração com o todo. a que denominou sensação oceânica.

Somos, sim, o centro do Universo. Qual estando em um recipiente sem fronteiras ou limites, espécie de oceano de energia em que inexiste fim seja em quaisquer direções, assim nos vemos diante do Cosmos. O Inconsciente representa esse fator agregador dentro de que existimos. Há, pois, o inconsciente individual e o inconsciente coletivo, um vinculado a outro, que se intercomunicam, independentes de havermos obtido tal sensação, porém que aguardam o instante de galgarmos o nível de percepção suficiente a tanto acontecer no âmbito de percepção.

O transcorrer dos acontecimentos nas vidas pessoais a isso levará. Tudo marchar inexorável a um fim útil, de quando, lá certa feita, vivermos de todo a plenitude infinita do Ser.

No passo das experiências desenvolvidas na matéria, o espírito conquistará a liberdade absoluta na Consciência, fruto da razão de existir. E a porta desta conquista passa pelas vivências exclusivas do indivíduo no mundo físico, sem o que jamais o realizaria.

A sensação oceânica de perceber o vínculo com a totalidade universal em si próprio significa, destarte, prenúncio da mais perfeita lucidez que nos espera no andamento natural. As escolas místicas trabalham isso por mim de esforços e técnicas de meditação, isolamento, exercícios vários, numa intenção ostensiva de revelar os segredos ocultos da natureza interna.

Essa a busca constante da aventura humana face aos objetivos parciais da Terra, até o momento da resposta a que costumam classificar de Graça Divina, Lua da Existência, Espírito Santo de Deus, Iluminação, Purificação, Arrebatamento, termos e traduções do furor plenitude em nossas almas mortificadas nos caminhos da evolução de Tudo em Si.

05 dezembro 2016

Paz no coração - Por: Emerson Monteiro

Sim, eis a busca incessante dos humanos. Espécie de motivo principal do drama/comédia que protagonizam, trocam passos insistentes na tal direção desse objetivo sem igual. Inventam ser uma beleza a conquistar, porém guardam nas gavetas íntimas a cápsula da felicidade na forma de tranquilizar desejos e serenar o coração. Eles saem na floresta à procura das metas que criam na solidão, às vezes à cata de leões, lebres, outros corações apaixonados, no entanto prenhes só na grandeza de serem os heróis de criação individual e viverem momentos parciais de fama durante o intervalo das guerras existenciais.

Nesses sonhos precários de excelência, limpam os cascos no tapete dos palácios e vendem almas em leilões de arrogância, contudo nem de longe se enganam de que são meros equívocos a dançar sinfonias de desespero, que mais adiante irão querer recuperar diante do Eterno. Ainda assim deitam e rolam pelas encostas dos abismos, drogas, violência, injustiça, etc.

Pudessem ao menos refrear o Infinito e dormiriam a sono solto, no sentido de sonhar com a paz de todos os sonhos. Acalmar o firmamento do desassossego, e sintonizar melhores estações espaciais, aonde pudessem aportar horas depois de tudo haver terminado das ilusões. Sustentar o projeto da divindade em forma da salvação dos prudentes. Porém sofrem com isso, de ter de adiar sem nova data o reencontro das esperanças consigo mesmo. Demorar, que demoram, todos sabemos disso. Haja vista o espaço nos trilhos do futuro, e construiremos a igreja do Amor no interior das criaturas.

Sonhar, que todos sonhem; reavivem o objetivo, pois, da humana aventura de tantos sóis em obter o clímax de todas as emoções. Queiram sim não fazer o mal e sempre fazer o bem, atitudes no mínimo de sabedoria, o que leva a crer ser possível ampliar o fulgor de certa manhã, no dia definitivo, abraçar a Luz ao foco dos desejos e brilhar com força no seio de todos os viventes.

Diamantes e poetas - Por: Emerson Monteiro


Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema.                                                       
Ferreira Gullar          

A escola do poeta é a vida. O destino do poeta, a Eternidade. Assim me vêm os pensamentos quando, na madrugada de ontem, regressou aos páramos celestes o poeta maranhense Ferreira Gullar. Essa raça de gente não morre nunca, pois eles nascem no sentido único de eternizar de si a palavra. Vão daqui e deixam os sentimentos plasmados nos poemas, nos livros, em suas histórias inigualáveis e impossíveis. Rasgam a empanada que os separa do outro lado da vida com as próprias unhas, por saber da certeza do lugar aonde firmarão os pés espirituais, nas bandas de lá, aqui de junto.

Ele nasceu com outro nome, José de Ribamar Ferreira, em São Luís MA, no dia 10 de setembro de 1930. Cresceu em sua cidade e logo cedo, ainda adolescente, resolveu ser poeta, profissão sem profissão, de risco, à toa. Aos 18 anos, frequentava os recantos boêmios da Capital maranhense e aos 19 anos conheceria a poesia moderna através da leitura de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.                              

De pensamento libertário, diante das movimentações políticas dos anos 60 evidenciaria atitudes que o marcariam definitivamente qual escritor, teatrólogo e compositor de largo costado e visado pela repressão daquela fase histórica. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras, reconhecimento dado aos grandes autores nacionais.

Hospitalizado durante 20 dias, a 04 de dezembro de 2016,  um domingo pela manhã, Ferreira Gullar deixaria o rol dos vivos, pai que fora de dois filhos, Luciana e Paulo, e avô de oito netos, e voltaria ao mundo espiritual, subscrevendo belos poemas que decerto permanecerão para sempre na memória da melhor literatura brasileira.

E jamais sobrará reviver suas palavras ao afirmar com gosto: Porque nada do que foi feito satisfaz a vida, nada enche a vida. A vida é viver.

Cantar é com os passarinhos - Por: Emerson Monteiro

Nas horas de Deus amém, quando a gente observa caminhos tortos que percorreu e sente de perto o ranço das consequências do que fez no passado distante, que agora sujeito voltar a buscar o preço, resta não outra que razão diferente de olhar a natureza, contemplar, quais dizem, e viver de perto as bênçãos do Criador. Buscar meios de acalmar os sintomas dos equívocos e acertar a casa da paciência. Viver de novo o que ficou lá atrás de maneira certa, sob o prisma da virtude.

Trabalhar os sentimentos em favor de sofrer menos e descobrir as caixas da alegria jogadas nos despejos, renovar os modelos de perfeição que um dia se buscou. Ouvir as mensagens harmoniosas das matas, os pássaros que vibram ainda que neste mundo errado de tantos desencontros. Sorrir, afinal.

Por tais motivos estamos nisso, tangendo nossos rebanhos. Olhar face a face os dramas, e saber que há uma justificativa plausível de vivê-los, porquanto inexiste a injustiça na Lei. Aceitá-los na palavra de São Paulo, de não recalcitrar contra o aguilhão. Aguentar os resultados que o tempo ofereceu de resposta, a gratidão da Eternidade em nome da libertação.

Porém ouvir também o canto das aves benditas que insistem avisar o quanto de possibilidades persistem no decorrer dos próximos passos. Evita esquecer o sentido de estar aqui nas estradas da realização pessoal. Conduz aos planos mais elevados da consciência, aonde existem os sinais do mundo espiritual, matriz da felicidade definitiva, sonhos dos humanos.

Assim sobreviver nas marcas fortes da Criação, os animais, as plantas, os fenômenos, cores, brisas, mares, rios, tudo em volta, evidências do Poder Superior. É isto, são eles, os instrumentos da orquestra divina a pulsar dentro de nós as vivas lembranças da amabilidade universal.

04 dezembro 2016

Um imprevisível desfecho para o Estado brasileiro – Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca


"Convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado, e o Estado vive (se é que para ele isto é viver) vazio de conteúdo autenticamente nacional."
Nesta 3ª feira, 29 de novembro, a primeira turma do STF, capitaneada pelo Ministro-ativista, Luís Roberto Barroso, de costas voltadas para o País, atropelando as prerrogativas do Legislativo, espezinhando a Constituição, o Código Penal, o Direito Natural e a Moral, em decisão aberrante abriu as portas para a matança de inocentes até aos três meses.

Nesta 3ª feira, 29 de novembro, ainda sob o trauma do acidente aéreo com a equipe de futebol da Chapecoense, boa parte da Câmara dos Deputados, após as falsas promessas feitas na coletiva de Domingo pelo presidente Michel Temer, por Renan Calheiros e por Rodrigo Maia, aprovou na calada da noite as tramóias, já apelidadas de AI-5 da corrupção, que visam proteger os destroços da máquina lulo-petista, seu comandante e a banda podre do mundo político que se prostitui nesse esquema de poder.

Nesta 3ª feira, 29 de novembro, as tropas de choque do lulo-petismo (UNE, MST, etc.), travestidos de “estudantes”, em ações premeditadas e sob o anonimato das máscaras, espalharam o terror em Brasília, invadindo e depredando prédios públicos, jogando coquetéis Molotov na polícia, virando e queimando automóveis, com o apoio explícito de deputados e senadores da esquerda. Ao analisar este cenário caótico, lembrei-me de uma previsão e de uma advertência, feita há três décadas.

Como uma antevisão invejável, Plinio Corrêa de Oliveira, em seu livro “Projeto de Constituição angustia o País”, apontava os descaminhos de esquerdização para os quais nos conduzia o Brasil de superfície, o Brasil legal, o Brasil de boa parte do mundo político, do mundo acadêmico, do mundo jornalístico, do mundo eclesiástico; e o profundo desacerto que se gestava deste Brasil de superfície com o Brasil profundo, o Brasil real, majoritário, em ascensão, fiel a si próprio e em legítima continuidade com seu passado.
Os eventos desta 3ª feira, 29 de novembro, com tudo o que anunciam, evocam esta análise que passo a transcrever:
“Convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado, e o Estado vive (se é que para ele isto é viver) vazio de conteúdo autenticamente nacional.
Em outros termos, quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade, deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha nesta para o imprevisto. Até para a violência, em circunstâncias inopinadas e catastróficas, sempre possíveis em situações de desacordo, de paixão e de confusão.
Para onde caminha assim a nação? Para o imprevisível. Por vezes, para soluções sábias e orgânicas que seus dirigentes não souberam encontrar. Por vezes, para a improvisação, a aventura, quiçá o caos. (…)
É de encontro a todas essas incertezas e riscos que estará exposto a naufragar o Estado brasileiro, desde que a Nação se constitua mansamente, jeitosamente, irremediavelmente à margem de um edifício legal no qual o povo não reconheça qualquer identidade consigo mesmo.
Que será então do Estado? Como um barco fendido, ele se deixará penetrar pelas águas e se fragmentará em destroços. O que possa acontecer com estes é imprevisível”.

             

Convite para lançamento de livro


A Crônica do domingo: fatos que os livros de História do Brasil escondem

Proclamação da República, o maior golpe de estado da história brasileira: A história que seu professor não contou – Por Rafaela Santos Jacintho (*)
  Diferente do que foi aprendido nos tempos de escola, a república não era uma ideia que agradava a população brasileira, pelo contrário. Já em 1884, bem próximo a sua “proclamação”, apenas três republicanos conseguiram se eleger para a câmara dos deputados e na eleição seguinte somente um.

Os republicanos tentavam a todo custo disseminar suas ideias pelo Brasil, porém era um trabalho em vão. Quando enfim perceberam que não conseguiriam por fins pacíficos acabar com o Império, tiveram a grande ideia de viabilizar um golpe militar. Só que para que isso acontecesse precisariam ter o apoio de um líder de prestígio da tropa militar. Foi ai que então resolveram se aproximar de Marechal Deodoro da Fonseca em busca de apoio.

O que grande parte das pessoas não sabe é que foi tarefa difícil convencer Marechal Deodoro a dar o golpe, tendo em vista que o mesmo era amigo do Imperador Dom Pedro II e era um dos maiores defensores da Monarquia.

Entenda o cenário:Dom Pedro II, filho mais novo do Imperador Dom Pedro I, tornou-se imperador aos 5 anos de idade e teve que passar grande parte da sua infância estudando para que fizesse um bom reinado. Como já dito em artigo anterior, um rei é preparado pra reinar desde o momento de seu nascimento, logo as longas horas de estudo e preparação do nosso Imperador resultou em transformar o Brasil numa grande e potente nação emergente. Sua estabilidade política era notória e o Império do Brasil se destacava em relação às nações vizinhas. Tínhamos liberdade de expressão, respeito aos direitos civis, tendo em vista que foi durante seu reinado que foi assinada a Lei Áurea (a da libertação dos escravos negros), pela sua filha Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, popularmente conhecida como Princesa Isabel.
Poucos sabem, mas desde meados de 1850, Dom Pedro II se declarava publicamente contra o regime de escravidão. Fato esse corajoso, tendo em vista que poucos brasileiros na época se manifestavam contra o regime. O nosso imperador considerava a escravidão uma vergonha nacional e tampouco possuiu escravos.

A escravidão no Brasil vinha sendo extinta de forma gradual através de várias medidas. Em 1871 veio a lei do Ventre Livre que ajudou bastante a diminuir o percentual de população escrava no país. Todos consideravam que esse posicionamento político de Dom Pedro II em relação à escravidão seria suicídio político, pois até os mais pobres no Brasil tinham escravos como propriedade. Em 1888, quando princesa Isabel Decretou a Lei Áurea, os donos de escravos sentiram-se traídos pelo regime monárquico e por forma de vingança tornaram-se republicanos. Os mesmo são chamados de republicanos de última hora.
Voltando ao golpe militar, como já foi falado, os republicanos precisavam de uma forma de convencer Marechal Deodoro a dar o golpe e tanto tentaram que acabaram conseguindo.

No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos, num ato muito “honesto” fizeram correr o boato de que o primeiro ministro Visconde de Ouro Preto havia decretado prisão contra Marechal Deodoro e o líder dos oficiais republicanos o tenente-coronel Benjamim Constant. Essa falsa notícia fez com que Marechal Deodoro decidisse se levantar contra a Monarquia. Na manhã do dia 15, Deodoro reuniu toda a tropa em direção ao centro da cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil Império, com o intuito de decretar a demissão do ministério de Ouro Preto. Porém, Deodoro ainda não tinha a intenção de proclamar a república.
No calor dos acontecimentos, os republicanos precisavam pensar em algo rápido para que convencessem de vez o marechal a fazer a proclamação. Informaram-no então que Dom Pedro II teria nomeado Gaspar Silveira Martins como Primeiro-Ministro (O Brasil vivia há 67 anos sob o sistema de governo parlamentarista). Gaspar Silveira Martins era nada mais era do que um antigo rival de Deodoro, pois os dois já haviam disputado o amor de uma mesma mulher (a gaúcha Adelaide) na juventude. Adelaide preferiu Gaspar. Essa foi a gota d’água para que fosse feito o rompimento total com a monarquia.

Dom Pedro não reagiu ao golpe. A Família Imperial foi expulsa pelos golpistas e partiu para o exílio sem dinheiro. As novas autoridades se apossaram dos bens particulares da Princesa Isabel. O atual Palácio da Guanabara foi construído com recursos da Princesa Isabel e do marido dela, o Conde D’Eu. Foi desapropriado pelos republicanos e hoje é sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Há 127 anos corre uma ação no Supremo Tribunal Federal para que indenizem os herdeiros da Princesa Isabel ou devolvam o imóvel aos seus descendentes. A ação nunca foi julgada.

Dom Pedro II Passou os seus últimos dois anos de vida no exílio na Europa, vivendo só e com poucos recursos. O primeiro ato de corrupção do regime republicano foi quando os golpistas ao obrigar a família imperial do Brasil ao exílio, retiraram dos cofres públicos 5 mil contos de réis e deram a Dom Pedro II como forma de indenização pelos danos sofridos. O Imperador não só recusou como também exigiu que caso o dinheiro já tivesse sido retirado dos cofres públicos que fosse feito um documento comprobatório no qual ele o estaria devolvendo. Ele citou então a frase: “Com que autoridade esses senhores dispõe do dinheiro publico?”

Aposto que isso tudo seu professor de história não contou: Brasil, um país republicano, graças a uma disputa amorosa. Para quem desejar se aprofundar no assunto, leia o livro “1889” de Laurentino Gomes.
(*)Rafaela Santos Jacintho, historiadora.
             

03 dezembro 2016

Sede do Absoluto - Por: Emerson Monteiro

Vala comum dos humanos, por que sabem das teorias, a prática sempre fica devendo revelar a verdade. Ainda desse modo, no entanto querem mais e mais. Aliás, desejam ardentemente respostas consistentes a propósito de quase tudo, sem obter êxito suficiente. Estejam todos bem, satisfazem o estômago, as partes baixas, a vaidade, e o resto deixam ficar num largo depois. Correm feitas máquinas, buscando satisfazer os objetivos imediatos, porém logo adiante dão de cara com o bicho Tempo, espécie de areia movediça que iguala os gregos e os troianos na tal vala comum de que falamos.

Bom, mas a intenção principal do comentário é avaliar a carência enorme que persegue os humanos de achar as respostas definitivas ao conceito de absoluto, neste mar de relatividades. Distribuir as palavras nas ações e gozar do direito de ter paz, por saber de onde vêm, o que fazem aqui e para onde irão. Só tudo saber, fonte dos suspiros absolutistas. Saber, afinal, o objetivo das razões que nos dominam.

Contudo passamos longe de encontrar as fórmulas mágicas que resolvam a equação fundamental. Isso leva indivíduos a ideias quais: náusea de viver, angústia, desespero, fastio, vazio interior, depressões variadas, bem ao gosto dos filósofos da existência, os existencialistas. Dizer e fazer, achar o caminho.

Nesse momento, insistir na vontade das respostas sólidas, todavia impossíveis. A gente avança, pois, devagar nesse aprendizado de viver. Sofre e quer saber os motivos. Reza, clama, medita, reflete, pratica boas obras, estuda, ouve os sábios, ler livros, aguarda, aguarda... Vão horas e horas na aventura de conhecer, olhos postos no horizonte. Quantos rios de esforço terão, por isso, de aferventar e beber e diminuir a secura de nossos lábios, à luz da libertação do misterioso Infinito?!

A origem da catedral de Crato (por: Armando Lopes Rafael)



A atual catedral de Crato remonta a uma humilde capelinha de taipa, coberta de palha, construída – por volta de 1740 – pelo capuchinho italiano, frei Carlos Maria de Ferrara. Este frade foi o fundador do aldeamento da Missão do Miranda, núcleo inicial da atual cidade de Crato, criado para abrigar e prestar assistência religiosa às populações indígenas que viviam espalhadas ao norte da Chapada do Araripe. A notícia mais antiga, até agora conhecida, sobre as atividades pastorais de frei Carlos Maria de Ferrara, em Crato, tem a data 30 de julho de 1741. O historiador Padre Antônio Gomes de Araújo  localizou essa ocorrência num livro de registro de batizado e casamento, pertencente à Paróquia de Icó, da qual era integrante a Missão do Miranda:

“Aos 30 dias do mês de julho 1741, de licença do Revmo. Cura Diogo Freire de Magalhães, na Igreja da Missão do Miranda, batizou frei Carlos Maria de Ferrara a Apolinário, filho de Matias Lopes de Sousa e de sua mulher Maria Lopes. Foram padrinhos: Manoel Pereira e sua irmã Inácia de Sousa, filhos de Antônio Pereira -- todos moradores nesta freguesia – João Saraiva de Araújo, Cura de Icó”. Livro de Registro de Batizados e Casamentos, Paróquia de Icó. 1741-1783, fls. 2.

   Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra,  foi colocada numa das paredes da, então, capelinha de Nossa Senhora da Penha uma pedra com inscrição. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, início da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último considerado o co-padroeiro de Crato. Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:

Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January
Anno Salutis  MDCCXLV.
   Com o passar dos anos, diversas construções e reformas foram agregadas à capelinha construída por frei Carlos Maria de Ferrara, que resultaram no atual edifício da Sé de Crato. Este templo foi igreja-matriz, entre 1768 e 1914, ano em que foi elevado à dignidade de Catedral pela mesma bula de Ereção Canônica da Diocese de Crato, datada de 20 de outubro de 1914.

   A partir desta data, a igreja-matriz de Crato passou a ser a Sé, a Igreja do Bispo, sede da sua cátedra (cadeira), lugar-sinal de comunhão e da unidade da Diocese e também da comunhão com a Igreja Universal. A catedral é a Igreja-Mãe de uma diocese. A de Crato possui um rico patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso. Nas páginas seguintes, conheceremos um pouco desse valioso acervo.
Praça da Sé, em frente à Catedral, numa noite da programação pelos festejos do centenário de criação da Diocese de Crato (2014)

(Pesquisa e texto de Armando Lopes Rafael)

01 dezembro 2016

A velha Felicidade - Por: Emerson Monteiro

Tão antiga quanto o infinito sobrevive às espécies, a felicidade resiste no íntimo das pessoas, vivam onde viverem. Eis um teorema nada difícil de demonstrar, conquanto os indivíduos sabem discorrer no assunto, independente de estudos ou preparação, basta, apenas, olhar o mundo em volta e dentro de si. Todos correm atrás das oportunidades que permitam atender às necessidades do bem-estar, busca iniciada ao instante do primeiro habitante pisar o Chão.

Quisesse explicar as razões de continuar pela vida, ninguém, decerto, saberia definir os motivos que trocam os passos na jornada, porém jamais abriria de querer continuar à procura do sonho, parecido com o instinto de resistir a toda prova e chegar nalgum lugar de paz, saúde, harmonia, junto de quem gosta, ama e das coisas boas que nunca abusam.

Mas o que chamar de felicidade, sem repetir formas gastas? Sob quais mantos de estrelas perdura o sentimento bom da alegria? Quais companhias durarão sempre, diante das contradições do desgaste dos anos? Que idade cheia de bons resultados, fora do espaço estreito da matéria, das cólicas e das coceiras do corpo? Quando acertar, esquecido de erros e defeitos, confiante na resposta dos enigmas vulgares?

Precisa muita filosofia, não querer achar o arranjo de concordar naquilo em que falam os mais sabidos de que feliz é quem assim se julga. Pois meio caminho andou quem deu só o primeiro passo no rumo à satisfação pessoal. Há esforços constantes dos racionalistas quererem negar a existência de um Ser Superior, tal possível fosse entrar nas criaturas e provar que elas não existem, como se a existência dependesse da opinião de quem mora do lado de fora.

Se a felicidade possuísse vinculação direta com as coisas materiais todo rico seria feliz. A riqueza apenas contribui para a felicidade, fator que organiza ou desorganiza o meio do campo, livre de determinar com exclusividade os resultados.

Nesse detalhe, fregueses quebram a cara quase todo dia. Chegam a negociar o inegociável. Vendem o que não podem entregar, do tipo da honra, da dignidade, do futuro. Depois afundam, buraco abaixo, perdidos no imaginar o assunto espiritual parecido com as mercadorias dos balcões.

A felicidade significa outros meios de conquista. Renunciar a prazeres que destroem, esquecer caprichos e vaidades, abrir mão de valores que ficam inúteis na estrada, longe de contribuir no crescimento interior e passam com as horas. Essas atitudes, sim, representam o solo fértil de plantar a verdade eterna. Criar amigos, educar filhos, respeitar a família, alimentar a paz do coração, uma consciência tranquila, eis as realizações da velha e sempre jovem dona Felicidade.

30 novembro 2016

Festival das Flores de Holambra no Cariri - Por: Emerson Monteiro

Essa exposição de belas flores e plantas retorna pela oitava vez ao Cariri, o Festival das Flores de Holambra. São mais de 200 espécies vegetais de cores e formas diversas. Tantas delas que existiam apenas nos dicionários, nas músicas, na imaginação, nos poemas da literatura universal, agora, vindas do Sudeste chegam aos olhos dos caririenses.

Azaleia. Tulipa. Poinsetia. Bugari. Açucena. Tulipa. Amarilis. Begônia. Rosa. Gérbera. Hortência. Afalandra. Minilacre. Orquídea. Lótus. Cravo. Rosa do deserto. Margarida. Crisântemo. Dália. Gerânio. Dália. Violeta. Branco de ouro. Amor perfeito. Cravínea. Ixonia. Bromélia. Ciclâmen. Elicônia. Etc. Etc.

Em cada nome mistério, musicalidade, sonhos abertos em pétalas, traços, recortes vivos na alma das flores. Luzes de natural felicidade. Convites a viagens mágicas aos campos do coração da Terra e suas produções. Nos quadros exatos de criatividade inigualável, o Artista magistral cria as flores, os pássaros e as borboletas, que enfeitam as matas, desafiam gestos de pureza e sentimentos, leveza, carinho, peças geniais de rara qualidade.

Trabalhar com as plantas trazidas nesse festival que se repete em nossa Região reserva enormes ganhos e possibilidades aos observadores, somados à presença forte dos olhos acesos de quem nos visita querendo conhecer novas mensagens naturais de vida e esperança.

Neste ano, serão dez dias de mostra, desde 02 a 11 de dezembro, das 08 às 20h, na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte CE, quando milhares de pessoas circularão, a colher formas e tons multifacetados, de encher as vistas e a memória com os valores divinos da oficina vegetal.

Todo espaço possui espécies próprias, no entanto, agora reunidas pelo Festival das Flores de Holambra no Cariri, que mostra tipos de variados ecossistemas, isto num só lugar. Além de tudo, a experiência empresarial oferece ideias de cultivar plantas e enriquecer as novas gerações de conhecimento, no jeito sadio trabalhar a beleza da Criação.


29 novembro 2016

Avião da Avianca que ia de São Paulo a Juazeiro do Norte sofre pane no ar e faz pouso de emergência em Brasília.



Um vôo da empresa aérea Avianca, com 97 passageiros que havia decolado de Guarulhos-SP, com destino à cidade de Juazeiro do Norte-CE, fez pouso de emergência na tarde desta terça-feira 29, em Brasília. Segundo as primeiras informações, foi detectado fumaça a bordo, segundo o Major Garcez, da aeronáutica. O avião conseguiu pousar com segurança às 17:39, horário de Brasília.

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Algumas considerações diversas - Por: Emerson Monteiro

Escrever ao correr da pena é bem isso. Estivera ontem com alguns amigos na agência dos Correios em Crato, quando deles ouvia a pergunta de aonde foram parar as tradicionais personalidades cratenses nos moldes dos Ernani Silva, Thomaz Osterne de Alencar, Pedro Felício Cavalcanti, Miguel Teúnas Soares, Humberto Macário de Brito, Jósio Araripe, Ariovaldo Carvalho, José Valdevino de Brito, dentre outros, isso no sentido de enumerar lideranças comunitárias que marcaram a vida empresarial, administrativa pública, etc., da recente geração.

Contive os argumentos e dizer que sempre houve e haverá nomes de valor durante todo tempo, nos cabendo identifica-los para guindar aos primeiros planos. Há, sim, grandes valores na atualidade, não só do município, mas da nação e do mundo. Porém esses nem sempre merecem escolhas ou se apresentam aos postos desta fase mercantilista dos destinos.

À medida das necessidades, vêm à tona e mostram serviço. Lembro De Gaulle, no decorrer do século passado. O Planeta vivendo a mais séria crise da história, tendo a França ocupada pelos nazistas, no risco de o totalitarismo dominar o resto do globo. General De Gaulle, desde a Inglaterra, estabeleceu o exército da França Livre, peleja que peleja, até entrar com suas tropas numa Paris libertada, das maiores epopeias da Humanidade.

Daí, o militar chega ao poder francês, administra o soerguimento do país, até sofre fragorosa derrota imposta pelos seus adversários políticos, em face da libertação que permitira à Argélia, possessão que tinham lá eles no território da África. Com isso, regressa ao anonimato, numa pequena propriedade que possuí no interior, preso no isolamento voluntário.

Adiante, de novo a França enfrenta impasses de continuidade, durante a Guerra Fria. Os próceres franceses vão ao já agora marechal De Gaulle e pedem que regresse ao poder, no objetivo de atravessar nova crise de afirmação daquele povo. Ele aceita, outra vez dar de conta do recado, hoje sendo respeitado qual líder exponencial permanecendo no comando até perto dos derradeiros dias.

Assim são as populações. Ao momento exato, surgem nomes dignos e próprios a oferecer os meios de prosseguirem na inevitável aventura do progresso em todos os lugares.

27 novembro 2016

Luz de dentro - Por: Emerson Monteiro

Desde muito longe que ouvimos falar da existência do que mora no íntimo das criaturas humanas. Para que olhas em redor de ti, se não é este o lugar de teu repouso (KEMPIS, 1979). Dentro, bem dentro de nós, vive o Altíssimo, o Santo dos Santos, império da Salvação superior. Arquétipo da verdadeira felicidade, esse lugar existe, sim, de que dão notícias as tantas escolas místicas durante todo tempo, lá distante, nas inúmeras civilizações.

Tomás de Kempis, em Imitação de Cristo, deixa bem claro o conceito de que no céu deve estar a tua habitação e, como de passagem, hás de olhar todas as coisas da terra.

Todas passam e tu igualmente passas com elas; toma cuidado para não te apegares a elas, a fim de que não te escravizem e te percam.

Por demais considerado o conceito do Eu interno em detrimento do ego, isto fruto dos pensadores no correr dos séculos, só agora pululam, nos variados campos da Psicologia, provas suficientes da constatação antes apenas filosófica e mística. Há, pois, um nível de percepção que indica tal função do despertar de uma nova consciência crítica, também denominada Consciência cósmica, objetivo de toda a jornada dos seres humanos, porquanto esse salto de qualidade viemos aqui promover. Quais desafios de todas as horas, os livros sagrados consagram os meios e comportamentos de obter a conquista do Reino celestial por força de honesta disciplina e da prática fiel do Bem. Toda confiança da virtude ressalta isso, de salvar a própria alma rumar à imortalidade consciente.

A realização do Ser, portanto, virá em consequência do empenho individual de adentrar os escaninhos do corpo físico, onde repousa o cerne da mais plena revelação de Si mesmo e transmutação da carne em espírito, razão de tudo quanto existe sob o Sol.

“Eu matei Castro – assinado: Deus” – Por Daniel Martins

Morre em Havana, aos 90 anos, o ditador comunista Fidel Castro. Perto de um século de tirania, de chantagem ao mundo Ocidental, de perseguição e matança de tantos e tantos que pereceram no seu paredón bradando “Viva Cristo Rei”.
Sua morte faz lembrar a frase do ímpio filósofo Nietsche, cujos seguidores inscreveram em seu túmulo, logo após sua morte: “Eu matei Deus – ass. Nietsche”. Dias depois, um fiel católico, não sem uma saborosa pitada de ironia, escreveu, bem ao lado, um epitáfio irrefutável e muito mais apropriado: “Eu matei Nietsche – ass. Deus”. Contra fatos, não há argumentos… Naquele lugar, jazia o cadáver de alguém que julgava ter matado, na mente dos homens, a idéia de um Deus transcendente e todo-poderoso.
Desejamos de todo o coração que, vencidas as convulsões que nos ameaçam de todas as partes, a Revolução, na qual Castro teve um infame papel, morra de uma vez por todas. É o que desejamos, e pelo o que lutamos, tendo a Deus de nosso lado.

Dissidente teme aumento da repressão após morte de Fidel


As ditaduras são mais perigosas no começo e no final”, disse o opositor Guillermo Fariñas, que pediu o apoio da comunidade internacional
Se fué...
Neste sábado, dezenas de opositores cubanos exilados foram às ruas para comemorar após receberem a notícia da morte de Fidel Castro. O dissidente Guillermo Fariñas, contudo, não se juntou ao coro. Para o ativista que é um dos mais importantes opositores do regime castrista, a partida do líder da revolução cubana pode aumentar os atos de repressão no país.
“Achamos que haverá mais repressão. Já existem vários irmãos com as casas vigiadas, não podem sair. Simples e ingenuamente o que precisamos neste momento é mais do apoio da comunidade internacional e de governos democráticos”, afirmou Fariñas neste sábado. “As ditaduras são mais perigosas no começo e no final. Acredito que a repressão vai aumentar caso não exista solidariedade internacional.”
O jornalista e psicólogo de 54 anos deu as declarações sobre a morte de Fidel em Porto Rico, onde participa de uma série de atividades do Encontro Nacional Cubano ao lado do também dissidente René Gómez Manzano.
             

26 novembro 2016

A realidade nua e crua da ditadura da "dinastia" dos Castros: por que os cubanos não trocam presentes no Natal?– Por: Duda Teixeira

Todos os feriados religiosos foram banidos com a revolução de 1959. Ainda que alguns tenham voltado, as tradições se perderam
Decoração de Natal dentro de uma casa em Mariel, Cuba, em 2014 (Crédito: Bloomberg/Getty Images) Observem a pobreza da casa. No piso, ao invés de cerâmica, ainda se usa  mosaicos, coisa da década 50 do século passado. As paredes não são pintadas (apenas rebocadas) e o rodapé mostra buracos... E essa casa é dos mais aquinhoados financeiramente da ilha-prisão...
Assim que o grupo de Fidel Castro tomou o controle da Revolução Comunista de 1959, o país foi declarado ateu. Escolas religiosas foram fechadas, igrejas foram vandalizadas, procissões foram proibidas, padres e freiras foram deportados ou presos.
Assim como outros que estavam na esfera de influência da União Soviética. As religiões eram consideradas o “ópio do povo” e deviam ser eliminadas.
Famílias cristãs, então, tiveram de começar a celebrar o nascimento de Jesus de forma escondida. Se fossem flagrados por um integrante do Comitê de Defesa da Revolução (CDR), poderiam enfrentar duras punições.
No lugar das datas religiosas, foram criados feriados para celebrar a ditadura de Fidel e Raúl Castro. São reservados três dias de folga para lembrar do assalto ao Quartel de Moncada, que ocorreu em 1953. A vitória da Revolução Cubana de 1959 é lembrada no dia 1 de janeiro. No dia seguinte, é feriado do dia das Forças Armadas. Há também o Dia dos Trabalhadores e o Dia da Independência.
Somente em 1998, com a visita do papa João  Paulo II para a ilha, o Natal passou a ser reconhecido e ganhou um feriado.
Apesar da empolgação de alguns padres locais, os cubanos perderam muitos dos costumes. Fazem apenas um jantar familiar na noite do dia 24. O cardápio é igual de outros dias, geralmente com carne de porco. E nenhum presente. A pobreza dos cubanos tampouco permitiria um luxo como esse. No dia 25 não há nada especial.
Árvores de Natal são mais comuns nas embaixadas e nos estabelecimentos para turistas. “Algumas lojas colocam decorações de Natal no início de dezembro, muitas vezes com alguns slogans políticos e imagens de Fidel Castro“, diz o escritor e fotógrafo cubano Orlando Luiz Pardo Lazo, que estuda literatura em Saint Louis, nos Estados Unidos.
Em 2012, o papa Benedito XVI também esteve na ilha. Com isso, a Igreja Católica ganhou mais um feriado, a Páscoa. Contudo, todas as tentativas de recuperar alguma tradição acabam frustradas. Quase sessenta anos após a revolução, a população perdeu a memória dos costumes que existiam antes.
Fonte: Site VEJA

Naquele primeiro trem - Por: Emerson Monteiro

08 de novembro de 1926. Manhã de segunda-feira. Parava na estação de Crato o primeiro trem, trazido pela força dos trilhos e das matas. Era a inauguração da estação da estrada de ferro de Baturité.

Sobre os ombros de meu avô, minha mãe, criança de cinco anos, a tudo observava no meio da multidão domingueirada, absorta junto dos vagões de passageiros, onde, num deles, se instalava a banda de música que rompia de dobrados bonitos os monótonos assovios da maria-fumaça.

Encantado ante os acordes, com mãos impacientes, meu avô abria espaço entre as pessoas e namorava os feéricos instrumentos de metal. Extasiado, se aproxima, invade o recinto dos músicos e se rende à pompa dos visitantes ilustres.

Depois, logo, busca conversar com o maestro. Fixo os olhos em um banjo. A todo custo quer dedilhar as cordas do esplendoroso instrumento. Notas nervosas, precisas, rudes, tira das cordas, enquanto lá fora escorrem os discursos, na plataforma da estação. Surge-lhe a caixa de repouso forrada de veludo vermelho em que o banjo raro repousaria, de fabricação estrangeira distante.

O maestro se admira de ver tamanho interesse. Juntos, entabularam negociações nos assuntos musicais. Compromete-se a mandar pelo vagão das encomendas, meses adiante, idêntico exemplar de banjo recamado de madrepérola.

A festa estender-se-ia com outras vindas de trem, quando, algum tempo depois, meu avô receberia a encomenda prometida. Em dia memorável, lhe chega belo estojo envolto em percalina preta, forrado de veludo escuro, motivo das inúmeras noites animadas que Antônio Monteiro e outros boêmios cratenses, naquelas décadas remotas, promoveriam ao longo dos sítios do sopé da Serra, infindas algazarras de danças e amores, realizados nas luas de latadas felizes.

O primeiro trem trouxera, por conseguinte, esse equipamento musical que integraria os próximos anos de família até quando meu avô deixasse este mundo, permanecendo a peça rara algum tempo ainda com tio Quinco.

Minha mãe não soube, porém, explicar as razões quando lhe perguntei o fim que levou o banjo. Disse apenas que o tio dera ele de presente a Deodoro Gomes de Matos, dono do antigo Bar Ideal, à rua Santos Dumont (ex-rua Formosa).

Daí, ninguém sabe dizer onde foi parar, e restam guardadas só as lembranças do primeiro trem que viera a Crato durante folguedos especiais, na memória infantil de minha mãe aos ombros do seu pai querido.          

Relembramos a nossa grande feira – por Pedro Esmeraldo

      A antiga feira de Crato, ponto de convergência da população de todo o Cariri (foto da década 60)    
 
            Já tivemos o prazer de contemplá-la devido a sua movimentação, pois admirávamos e observávamos a grandeza das especiarias que nela existiam. Era volumosa e atraente. Trazia para o cidadão pobre uma movimentação turística que vinha complementar à sua economia. O tempo foi passando juntamente com o aprimoramento da tecnologia aplicada a todos os setores da vida. Era por certo, bem movimentada e às vezes tortuosa, visto que, alguns dos nossos administradores do passado, não compreenderam o avanço da tecnologia moderna e foram absortos, intolerantes e partiram para a queda virtuosa da economia cratense.
            No decorrer do meado do século passado, houve administradores incontroláveis, incongruentes, visto que não relevavam o ponto de destaque do Crato que era a feira semanal, pois a desprezavam  em suas movimentações turísticas e econômicas. Não produziam nenhuma vibração no contorno do desenvolvimento da cidade.
            Com o tempo, essa feira foi fracassando, caindo em grande depressão que se arrebentou acima da linha do comodismo exagerado dessa gente. Esse pessoal, não olhava para o Crato de amanhã, mas queria movimentar o clientelismo, onde prevalecia à falta de ânimo desses políticos derretidos pelo calor exagerado e da falsa ideia predestinada pela fraqueza de mentalidade, pois diziam que tudo era melhor assim. Caíram no desvario e deixava a população acabrunhada, já que não tinham ânimos para avançar na marcha no e caminho da dignidade e da honestidade.
            Por esses momentos apareceu a corrupção e o desânimo do povo, já que era sufocada pelo desvio do comportamento de políticos inescrupulosos, já que fugiam da raia e partiam para o lado negativo, visto que esses ditos governantes de outrora se esqueciam de lutar pelo Crato.
            Agora pedimos a boa movimentação do futuro administrador, solicitando que olhe para o Crato e não deixe se levar pelas conversas destoantes de pessoas mafiosas que por fim praticam tráfico de influência que é a retirada do Crato de seu património histórico e de sua força rígida para progredir que o Crato possuía nos tempos passados.
            Queremos que todos lutem pela movimentação de progresso acentuada e venha adequar a nossa antiga feira uma construção de um campo constituído de largueza e bom colhimento “a quem daria o nome de Feiródromo”. Seria o ponto de encontro dos nossos mascates e por certo (deixariam de ocupar as calçadas), o que alevantaríamos o progresso comercial do Crato no mesmo estilo da feira de antigamente, semelhante à de Caruaru.
            Por isso, pedimos ao prefeito eleito, faça tudo para não esquecer o Crato, não dê confiança a essa gente que quer transformar o Crato em cidade dormitório. Sabemos que é difícil, mas, é preciso lutar: vamos lutar “pela volta da Rádio Araripe”, se assim fracassarmos, consideramos como pessoas molengas que fogem da luta.

Não devemos esquecer a movimentação no Crato “na feira de antigamente”. Infelizmente amolecemos no tempo e no espaço, devido à fraqueza de nossos administradores, já que não tiveram coragem de enfrentar à luta persistente a fim de acompanhar o modernismo dos tempos atuais.

Cubanos em Miami comemoram morte de Fidel Castro




Exilados fazem festa em Little Havana /(Reprodução ABC News)

Dezenas de cubanos se reuniram na madrugada deste sábado com bandeiras de seu país e dos Estados Unidos nos arredores do restaurante Versailles, no bairro de Little Havana, em Miami, após tomarem conhecimento da morte de Fidel Castro, líder da revolução que levou milhares de pessoas a fugir de Cuba desde 1959.
O famoso restaurante foi palco de celebrações semelhantes cada vez que se intensificavam rumores da morte de Fidel, e de protestos e reuniões dos exilados em Miami.
Muitos sorriam para as câmeras, outros choravam da emoção e alguns bebiam champanhe diretamente da garrafa sem se importar com a presença de curiosos.
A notícia da morte de Fidel Castro foi dada por seu irmão Raúl Castro, atual presidente de Cuba, pouco antes da meia-noite, por isso muitos miamenses de origem cubana ainda não souberam.
A famosa rua 8 de Miami, a avenida principal da região chamada Little Havana, teve o tráfego interrompido porque muita gente foi para o asfalto.


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