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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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23 fevereiro 2017

Instituições desacreditadas?"– por Pedro Henrique Chaves Antero (*)

Em meio à movimentação incessante dos que compõem a elite política brasileira, no sentido de amordaçar o juiz Sérgio Moro e seu grupo de trabalho, identificamos que as instituições políticas do Brasil caem no descrédito da opinião pública. Há uma nítida vontade solidária dos partidos políticos de destruir o que foi construído nos últimos tempos em Curitiba. Já à época do governo Dilma, Lula sentia-se à vontade para ameaçar a existência daquilo que ele mesmo chamava de “República de Curitiba”. Hoje, segundo a revista Veja, há uma cegueira moral, uma surdez oportuna e um silêncio cúmplice por parte dos atuais atores da vida pública.
 Infelizmente, nenhuma pesquisa de opinião foi realizada nos últimos tempos acerca das nossas instituições. Com certeza, Senado, Câmara dos Deputados e Presidência da República não receberiam uma boa avaliação, pois as denúncias de corrupção nesses poderes se arrastam desde o tempo do Mensalão. Por sua vez, a Suprema Corte poderá ter perdido também a admiração e o respeito dos brasileiros, em face do que vem ocorrendo. Todos lembram-se, certamente, da engenhosa decisão conjunta dos presidentes do Senado e do Supremo Tribunal acerca da manutenção dos direitos políticos de Dilma, após seu impeachment.
A erosão ética ocorrida nos três poderes da República abre espaço para o enfraquecimento da democracia e para o surgimento de movimentos autoritários, em busca da segurança social, política e econômica. Essa experiência já foi experimentada na Europa e em inúmeros países da América do Sul, inclusive o Brasil. Aqui destaco os eventos de 1930 e de 1964 como os mais expressivos.
Esperamos que o povo saiba reagir à podridão política do momento e eleja políticos jovens com disposição de continuar o saneamento da desordem deixada pelos atuais líderes partidários, particularmente os do PT e do PMDB. Esses souberam fazer chegar à excelência prática, que, de certa maneira, já havia acontecido no passado.

(*) Pedro Henrique Chaves Antero – Professor de Ciências Políticas – E-mail: phantero@gmail.com

Lei que diminui território do município de Juazeiro gera polêmica -- por Daniel Walker

Vou falar sobre essa polêmica da diminuição do território do município de Juazeiro. Mas antes quero fazer alguns questionamentos pertinentes à questão para em seguida fazer meu juízo de valor.
1.A lei é de 29 de dezembro de 2016.
2.Juazeiro faz limite com os municípios de Crato, Barbalha, Missão Velha e Caririaçu,e é o menor deles, com apenas 249 km2 (precisamente: 248,832 km2).
Feitos esses questionamentos, vou analisar cada um.
1. Por que a lei foi aprovada em 29 de dezembro de 2016 e somente agora a bomba explodiu? Onde estavam os nossos representantes (se é que os temos) que não colocaram a boca no trombone logo no nascedouro da questão? Em nota a Procuradoria do Município de Juazeiro esclareceu que “Esse tipo de alteração é criteriosa, e necessita de consulta pública à população, por meio de plebiscito, além de alguns critérios estabelecidos na própria Constituição Federal, como também na Constituição Estadual, para que seja aprovado, porém isso não aconteceu”. Se isso é verdade, os deputados que a aprovaram agiram de má-fé?
2. Se Juazeiro é um dos menores municípios do Ceará tem sentido diminuí-lo mais ainda? É muita maldade!

A Lei aprovada subtrai de Juazeiro terras altamente produtivas e geradoras de divisas, e isso não pode ser aceito em hipótese alguma, pois Juazeiro não está tão rico assim a ponto de ceder divisas para qualquer que seja o município. E depois, onde já se viu: tirar terra de um município pequeno para dar a municípios maiores? E ceder justamente terras valiosas! Essa história está realmente mal contada. Pelo visto, parece que tem caroço nesse angu. E isso precisa ser investigado rigorosamente.
Padre Cícero sempre disse que Juazeiro era uma cidade invejada e perseguida, isso porque aqui existem coisas que não existem em nenhum lugar do mundo.
Fiquemos todos tranquilos, pois nenhuma lei será capaz de diminuir o tamanho de Juazeiro. Mas fiquemos atentos, atentos também. Que a lei seja revogada, já!
Afinal, lá no Horto, o Padre está vivo! O Padre não está morto!

(Publicado originalmente no Blog Portal de Juazeiro)

COMENTÁRIO DE ARMANDO LOPES RAFAEL
Brincadeiras e gozações à parte (e a população se divertiu muito – através das redes sociais –  com esse bizarro episódio da lei que diminuiu o território de Juazeiro do Norte) tal fato nos remete à clássica frase do Presidente dos EUA, Ronald Reagan: “O governo não é a solução para os problemas da sociedade, é o problema”.
Reagan tinha razão!
Juazeiro do Norte deve seu vertiginoso progresso à iniciativa privada. O pouco que o Governo (Federal, Estadual e Municipal) fez foi pouco para dar uma resposta aos grandes problemas que enfrenta a maior cidade do Cariri. Os recursos públicos para investimentos são limitados, e a iniciativa privada só aplica recursos onde a presença do estado garanta estabilidade e retorno.
O que o Brasil viveu na “Era PT” é um exemplo palpável disso. Sob a égide da demagogia e da incompetência dos lulopetistas, em pouco tempo a corrupção tomou conta do Brasil, o desemprego atingiu níveis estratosféricos, a inflação voltou. E os serviços públicos de primeira necessidade (segurança, saúde e educação) viraram (e continuam até hoje) um caos.
Se Juazeiro hoje tem destaque no cenário de desenvolvimento do Nordeste isso se deve unicamente à iniciativa privada. Os edifícios que mudaram a fisionomia de Juazeiro, os grandes empreendimentos comerciais, com destaque para os hipermercados, Shopping Center etc. veio tudo da iniciativa privada. As Universidades privadas são exitosas, as públicas estão estagnadas no tempo e no espaço...
Essa lei oriunda da Assembleia Legislativa, diminuindo a área territorial do minúsculo município de Juazeiro é o atestado claro daquilo que Ronald Reagan constatou: “O governo não é a solução para os problemas da sociedade, é o problema”.
Claro que essa lei absurda será revogada! Mas que fique, pelo menos, a lição: não devemos esperar grande coisa das administrações públicas, todas elas estão  hoje desacreditadas.

O Carnaval – por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

          Semana próxima é o Carnaval. Como todos os anos, aproveitamos a ocasião para uma reflexão de ordem histórica e espiritual.
            Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, com carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, acaba abafando-o e profanando-o. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.
         O Carnaval poderia até ser considerado uma festa pitoresca de marchinhas engraçadas, de desfiles ornamentados, um folguedo popular, uma brincadeira de rua, uma festa quase inocente, uma diversão até certo ponto sadia, onde o povo extravasa sua alegria. Mas, infelizmente, tornou-se também uma festa totalmente profana e nada edificante, onde campeia o despudor, as orgias e festas mundanas, cheias de licenciosidade, onde se pensa que tudo é permitido, onde a imoralidade é favorecida até pelas autoridades, com a farta distribuição de preservativos, preocupadas apenas com a saúde física e não com a moral.
        A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-Feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, que precede a Quarta-Feira de Cinzas, caindo sempre este 47 dias antes da Páscoa.
        Devido à devassidão que acontece nesses dias de folia, muitos cristãos preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, altamente aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.
        Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).
      Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!
 
(*) Dom Fernando Arêas Rifan é Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Campos de Goytacazes (RJ)

Nosso bem mais precioso - Por: Emerson Monteiro

A vida, este nosso bem mais precioso. A vida, a existência, a individualidade. Pois sem ela seríamos nada, a escuridão que antecedeu as luzes da Criação. Não teríamos chance alguma de pensar, sentir, amar. Nem de considerar as possibilidades de todos os outros bens. Seríamos inexistência absoluta. Portanto só depois vêm os demais requisitos de viver: saúde, riqueza, poder, amizade, família, sexualidade, amor, arte, sonhos, etc.

E considerar quantas vezes intentamos desistir de continuar perante a vida. Tantos desânimos, frustrações e agruras em manter o barco no curso diante de obstáculos e dores de existir. As tais dores do mundo, de que fala o filósofo, pois os limites da emocionalidade, quando se apresentam, rasgam a paz de meio a meio, indicando temporadas de testes.

Porém fugir de quê, quando sem nós nada somos?! Sem a existência seríamos tão só inconsciência pura e ausência dos meios mínimos de refazer as jornadas infelizes. O espírito fora da carne significa período errante pelo Infinito, à espera de novas oportunidades do reencontro da existência física, oceano de chegar ao porto seguro da realização do Ser de que somos protagonistas desde sempre.

Abandonar o trilho das horas e sentar num canto de calçada onde ficar fora do palco à espera das novas chances... Que perdição de tempo útil do viver da existência, eis o que seria largar o presente pelas indecisões abstratas, porquanto a vida vale qual oportunidade exclusiva de continuar até resolver os impasses e motivos às vezes do desânimo. A moeda forte de abrir o firmamento dos novos dias.

Assim, vamos descobrir e reconhecer esta sagração absoluta do Universo de dentro de nós, a parcela mais importante do Mistério e foco de tudo quanto há, desde lugares, emoções e do tempo. Amar, amar muito a si e aos demais. Apreciar existir sob a condição de reconhecer o quanto de preciosidade incondicional temos nas mãos, a essência plena e razão da maior Felicidade.

22 fevereiro 2017

Depois da capela do Parque Grangeiro, agora o Seminário Diocesano adquire nova imagem de São José

A primeira a adquirir uma bela imagem (de resina e fibra de vidro) do Patriarca São José foi a capela de Nossa Senhora da Conceição, do bairro Parque Grangeiro. Seguindo o exemplo dos fiéis daquela capela, agora foi a vez dos católicos que frequentam a igreja do Seminário São José comprar uma imagem idêntica (foto acima).
Parabéns aos padres que administram a capela do Seminário São José de Crato. Na festa do padroeiro do bairro do Seminário, a ocorrer no próximo mês de março, a nova imagem presidirá as comemorações dos festejos.

Abaixo, à direita,  a imagem da Padroeira,  Nossa Senhora da Conceição,  que pontifica no altar-mor  da capela do bairro Parque Grangeiro. Tanto a imagem de São José, como a da padroeira - Nossa Senhora da Conceição - são belíssimas.

Correios emitem dois selos comemorativos relacionados ao Cariri cearense (postado por Armando Lopes Rafael)

No apagar das luzes de 2016, a Central Filatélica dos Correios do Brasil  procedeu à emissão de dois lançamentos de selos comemorativos. A primeira emissão foi em homenagem ao GeoPark Araripe e a segunda homenageou o político Miguel Arraes de Alencar, por motivo do seu centenário de nascimento.

1ª emissão: dois selos sobre o GeoPark Araripe
Ao lado, os dois selos e o carimbo comemorativo que homenagearam o GeoPark Araripe

Nessta emissão, os Correios apresentam o GeoPark Araripe, abordando a importância biológica, geológica e paleontológica desse fantástico universo natural do nordeste brasileiro. Criado em 2006, é o primeiro geoparque nas Américas reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO.

Patrimônio Paleontológico
O território de 6 (seis) municípios que compõem o GeoPark Araripe tem uma história natural de milhões de anos, cujas paisagens foram marcadas pela junção e separação (ainda em curso) entre a América do Sul e a África. Uma história que viu a estruturação geológica da maior bacia sedimentar interior do território brasileiro, a bacia sedimentar do Araripe, que recebeu a influência de águas marinhas, cuja relação deixou estemunhos únicos nas telas rochosas desse verdadeiro museu a céu aberto.
Assim, no GeoPark Araripe, projeto da Universidade Regional do Cariri (URCA) estão dois dos principais depósitos fossilíferos do Brasil e do mundo: as formações Crato e Romualdo, com incríveis exemplares expostos no Museu de Paleontologia da URCA.
Na Formação Crato, constituída principalmente por calcários laminados, são encontrados os mais variados grupos de seres vivos, como também é abundante o número de fósseis por metro quadrado, bem preservados com tecidos moles, comprimidos ou em forma de impressões.
A Formação Romualdo é constituída por folhelhos com níveis de concreções carbonáticas, nas quais, em muitas delas, são encontrados fósseis, a maioria peixes, e também, conta com a presença incrível de pterossauros, quelônios, crocodilomorfos, dinossauros e plantas.
Juntas, essas formações são consideradas um Konservat Lagerstätte, ou seja, seus estratos apresentam fósseis em excelente estado de preservação, e compõem parte do singular patrimônio natural do Cariri cearense, cuja conservação faz parte dos objetivos básicos do GeoPark Araripe.

Fóssil de Libélula
A libélula, símbolo do Museu de Paleontologia da URCA, em Santana do Cariri-CE, é um dos mais belos e impressionantes fósseis que compõe o acervo desse museu e é um verdadeiro ícone do GeoPark Araripe e da paleontologia brasileira.
No passado, há pelo menos 120 milhões de anos, no entorno de um grande lago, diversas espécies de libélulas planavam sobre suas águas. Os fósseis de libélulas da Formação Crato, são extremamente semelhantes às libélulas encontradas na Chapada do Araripe nos dias de hoje. Esses insetos fazem parte do grupo Odonata, que possui um ciclo de vida estreitamente ligado aos corpos d’água e que surgiu no Paleozoico, conservando, até hoje, as mesmas características morfológicas gerais.

Fóssil de Mariposa
As mariposas, conhecidas cientificamente como Lepidoptera, já voavam pelos ares da região que hoje é o Cariri no Cretáceo Inferior, principalmente durante a deposição dos calcários laminados da Formação Crato. Fósseis de Lepidoptera são extremamente rarosnessas rochas, sendo que a grande maioria dos fósseis encontrados são de asas isoladas.
Dessa forma, esse belíssimo exemplar do Museu de Paleontologia da URCA é único devido à preservação excepcional de todo o corpo do animal, inclusive com partes delicadas, como as antenas. O mais extraordinário desse fóssil é a preservação do padrão de cor das asas da mariposa.

Informações prestadeas pelos professores:
Álamo Feitosa Saraiva
Coordenador do Laboratório de Paleontologia
(Ciências Biológicas/URCA)
Flaviana Jorge de Lima
Laboratório de Paleontologia da URCA
Marcelo Martins de Moura Fé
Diretor Executivo do GeoPark Araripe
Laboratório de Geomorfologia e Pedologia (DEGEO/URCA)


2ª emissão centenário de nascimento de Miguel Arraes de Alencar
Acima, o selo e o carimbo comemerativo homenageado Miguel Arraes

Miguel Arraes de Alencar era cearense de nascimento, mas construiu sua carreira política em Pernambuco e se tornou um dos maiores expoentes da esquerda brasileira.
Foi deputado estadual, federal e governador de Pernambuco por três vezes. Arraes nasceu no dia 15 de dezembro de 1916, em Araripe, Ceará, onde frequentou os primeiros anos de escola.
Em 1932, concluiu o curso secundário no Colégio Diocesano, no Crato, também no Ceará, e em seguida mudou-se para a capital pernambucana. No Recife, foi aprovado num concurso público para o hoje extinto IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool).Foi no IAA que Arraes conheceu Barbosa Lima Sobrinho, seu ex-presidente, e que o levou para a vida pública.
Em 1948, Miguel Arraes aceitou convite do então governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho, para ocupar o cargo de secretário estadual da Fazenda. Dois anos depois, disputou sua primeira eleição para deputado estadual e ficou na suplência,vindo depois a ocupar a cadeira. Em 1958, conquistou uma vaga de titular na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
No governo de Cid Sampaio, em 1959, voltou à Secretaria da Fazenda como titular. Nesse mesmo ano, foi convocado pelas forças progressistas para ser candidato a prefeito do Recife e se elegeu para seu primeiro mandato executivo.
Em 1962, depois de uma administração aprovada pela população da capital, Miguel Arraes foi eleito pela primeira vez para governar Pernambuco.
No seu governo (que não chegou a concluir), Miguel Arraes implantou programas de destaque na área de educação e no setor rural. O Acordo do Campo, assinado em seu gabinete, teve como princípio a implantação da justiça na relação trabalhistados canavieiros com os donos de usinas.
No dia primeiro de abril de 1964, Arraes foi deposto pelo Golpe que instituiu a ditatura militar no Brasil. Depois de ficar preso em quartéis do Recife e da Ilha de Fernando de Noronha, seguiu em 1965 para o Rio de Janeiro onde pediu asilo na Embaixadada Argélia. Ao lado da família, passou 14 anos exilado na capital argelina. Retornou ao Brasil em 1979, quando foi decretada a anistia pelos militares golpistas que estavam sendo pressionados por vários setores da população brasileira.
De volta ao Recife, Arraes retomou sua trajetória política, se filiando ao PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Foi eleito deputado federal em 1982. Em 1986, ainda pelo PMDB, Miguel Arraes foi eleito pela segunda vez para governarPernambuco. Em 1990, já filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual presidente nacional, Arraes foi eleito, novamente, deputado federal, com a maior votação proporcional do país.
Em 1994, foi eleito pela terceira vez governador de Pernambuco. Quatro anos depois de perder a reeleição para o quarto mandato de governador, Arraes elegeu-se mais uma vezdeputado federal.
Morreu aos 88 anos, no dia 13 de agosto de 2005, no exercício do mandato, depois de passar quase dois meses internado no Hospital Esperança, no bairro da Ilha do Leite, na área central do Recife.
(Postado por Armando Lopes Rafael)

A fortuna das boas iniciativas - Por: Emerson Monteiro

Nunca é demais o uso das palavras na intenção de propagar valores positivos, tão esquecidos nesses tempos de sensacionalismo infeliz.  Falar do que seja bom, das possibilidades infinitas em nossas mãos do gosto alegre pela existência, da coragem de pelejar com dignidade, trabalhar com honestidade e disposição, fugir da preguiça e da acomodação. Fora tempos de sabedoria pai dégua, do quanto pior melhor, enganos destrutivos e sacanas. Chega o período da renovação da história, de passar a limpo os fracassos e praticar o bom ânimo. Fora as mazelas dos escrotos e porcalhões, viciados e ganhadores à custa da paz alheia. Hora de revisar avaliações equivocadas e desvendar o mistério da virtude no seio da Natureza mãe, justa e fiel.

Todo esse poder mora em Si, no âmago dos corações em festa, na religiosidade humana imortal. Quem apostou na divisão entre o ego e o Eu quebrou a cara. Eles, invés de inimigos, são complementares. Quem fez, afundou o próprio destino, pois agora vem pagar a conta daquilo que engoliu pelo buraco errado, porquanto existe, sim, um Ser Soberano que a tudo rege e domina dentro da absoluta determinação, e impera bem aqui no centro do Universo que somos cada um dos habitantes deste chão. Quem imaginava esconder nos escombros dos erros o anonimato dançou feio, vez que haveria o momento de receber o preço que pagou pela descrença da ignorância. Os tempos são chegados bem no íntimo da Verdade imbatível.

São as tais circunstâncias de que tudo ocupa seu lugar no espaço do tempo e dos acontecimentos. Cabe agora abrir o senso do desejo e querer viver em harmonia sob as leis do Eterno, e continuar. Isto de há muito vem sendo avisado nas cartas dos santos, na voz das injustiças que clamam correção e amor. Ninguém percorrerá outros caminhos além da vontade maior que pulsa no  seio da mais limpa consciência, pois.

21 fevereiro 2017

Sede do Absoluto - Por: Emerson Monteiro

Vala comum dos humanos, por que sabem das teorias, a prática sempre fica devendo revelar a verdade. Ainda desse modo, no entanto querem mais e mais. Aliás, desejam ardentemente respostas consistentes a propósito de quase tudo, sem obter êxito suficiente. Estejam todos bem, satisfazem o estômago, as partes baixas, a vaidade, e o resto deixam ficar num largo depois. Correm feitas máquinas, buscando satisfazer os objetivos imediatos, porém logo adiante dão de cara com o bicho Tempo, espécie de areia movediça que iguala os gregos e os troianos na tal vala comum de que falamos.

Bom, mas a intenção principal do comentário é avaliar a carência enorme que persegue os humanos de achar as respostas definitivas ao conceito de absoluto, neste mar de relatividades. Distribuir as palavras nas ações e gozar do direito de ter paz, por saber de onde vêm, o que fazem aqui e para onde irão. Só tudo saber, fonte dos suspiros absolutistas. Saber, afinal, o objetivo das razões que nos dominam.

Contudo passamos longe de encontrar as fórmulas mágicas que resolvam a equação fundamental. Isso leva indivíduos a ideias quais: náusea de viver, angústia, desespero, fastio, vazio interior, depressões variadas, bem ao gosto dos filósofos da existência, os existencialistas. Dizer e fazer, achar o caminho.

Nesse momento, insistir na vontade das respostas sólidas, todavia impossíveis. A gente avança, pois, devagar nesse aprendizado de viver. Sofre e quer saber os motivos. Reza, clama, medita, reflete, pratica boas obras, estuda, ouve os sábios, ler livros, aguarda, aguarda... Vão horas e horas na aventura de conhecer, olhos postos no horizonte. Quantos rios de esforço terão, por isso, de aferventar e beber e diminuir a secura de nossos lábios, à luz da libertação do misterioso Infinito?!

Geraldo Urano na revista Cariri

O site da revista Cariri republicou o artigo de autoria do médico e escritor José Flávio Vieira, intitulado “Sou um sapo que engoliu uma estrela”, que presta uma homenagem ao poeta Geraldo Urano. O artigo foi originalmente publicado em uma rede social da Internet no dia do falecimento do poeta.

Também, cita e linka o artigo de autoria do historiador Carlos Rafael Dias que "conta um pouco da vida de Geraldo, cita algumas de suas poesias e analisa a importância do poeta para a história e as artes do Crato", publicado no Blog do Crato.

Ainda, publicou um vídeo onde Geraldo Urano e o cantor e compositor cratense Luís Carlos Salatiel interpretam uma parceria musical dos dois.

Confira: http://caririrevista.com.br/sou-um-sapo-que-engoliu-uma-estrela/

Geraldo Urano – por Olival Honor de Brito

Os poetas não morrem. Atendendo ao seu chamamento, emudecem e se transferem ao Olimpo, a morada bendita dos Deuses e das Musas, para o convívio eterno da felicidade, nos braços abençoados da Poesia. Foi assim com Geraldo Urano, o genial Menestrel do Parque Municipal. Aos 63 anos de idade, achava ter ainda muitos versos a decantar. Por isso para seu cunhado, mestre dos pincéis e das tintas, seu último poema, rogando: NÃO ME DEIXEM MORRER! (Esquecido ele próprio de sua condição de IMORTAL POETA DO CRATO).

Foi ali que o conheci, no romântico bosque onde viveu muitos anos. A ele, à sua mãe, Dona Erice, de quem Geraldo herdou a vocação, às suas cinco irmãs, das quais me tornei amigo, apresentado por uma das muitas musas daquele logradouro famoso, palco glorioso onde uma mocidade vibrante e inteligente, viveu com ele as artes cênicas, a pintura, a música e a poesia, no doce encanto de uma juventude idealista, agora imortalizada por Geraldo Urano.

Crato, 12.02.2017

Olival Honor de Brito

20 fevereiro 2017

Reconquistar a autoestima - Por: Emerson Monteiro

Os tempos representam, pois, papel importante no que vemos e ouvimos no momento atual do País. Qual hecatombe de consequências imprevisíveis, instituições inabaláveis perderam a credibilidade e o rastro de estrago persiste através da mídia, que insiste ferir de morte a nacionalidade diante dos sintomas da descrença que parece varre o mundo.

Processos judiciais momentosos, investigações de âmbito jamais imaginado, valores políticos e sociais feridos e líderes antes respeitados que passaram à outra margem do descrédito de pecados mil. Ventos arrasados percorrem os caminhos da vida pública, a ponto de antes importantes personalidades hora habitar as grades dos presídios, isto dentro da maior sem cerimônia.

Claro que tudo isso dói e constrange os sonhos da nossa história ufanista, pede alternativas e desperta vontade extrema de nomes dignos que comandem os destinos dessa gente bronzeada, honrada e trabalhadora, contribuinte fiel do Erário e valiosos cidadãos a preservar a continuidade dos dias a troco de largos custos e esforços.

Somos dos que acreditam em dias mais venturosos, onde seres humanos deixem de ser fera da raça e disponibilizem matéria prima de sonhos em dias de felicidade, alegria e paz. Cabe-nos a todo vigor encetar as possibilidades que alimentam a qualidade coletiva dessa gente. Trabalhar com afinco sob o prisma da responsabilidade, com práticas de justiça e fidelidade.

Este momento já está na ordem do dia das razões brasileiras de saber reverter a todos o direito à vida harmoniosa, livre de temores e traições. Há que vermos o pavilhão nacional tremular na gávea longe das perversidades dos maus elementos que avançaram nos dotes gerais e agora exigem que tomemos a gosto os direitos e os deveres dos homens públicos decadentes.

Providenciemos logo cedo os instrumentos de soberania e construamos  aqui o Coração do Mundo a e Pátria do Evangelho, a terra donde jorra leite e mel, lugar da esperança e da fé, morada dos justos do Terceiro Milênio.

O primeiro livro que ganhei – por Armando Lopes Rafael

   Nunca esqueci o primeiro livro que recebi de presente. Era um volume fino e comprido, produzido em papel couché. Tinha uma capa grossa e por titulo “A Filha do Rio Verde”, da escritora Lúcia Miguel Pereira (foto ao lado). Profusamente colorido, meu primeiro livro contava a história de uma menina que um dia subiu num peixe e foi descendo o Rio Verde para conhecer novas paisagens, ou seja, para descobrir o mundo. Eu devia ter por volta de 6 a 7 anos quando recebi aquele livro. Foi-me presenteado por meu pai, Antônio Rafael Dias. Meu pai era um entusiasta dos livros. E com aquele presente queria incentivar-me ao hábito da leitura. Hábito que se tornou presente no meu modo de vida até os presentes dias do ano da Graça de 2017.
   No entanto, só muitos anos depois, senti a plenitude daquele gesto do meu pai. Homem pobre, com muitos filhos para criar, o livro que me presenteara – adquirido numa livraria de Crato, em meados dos anos cinquenta – deve ter custado a ele um bom dinheiro, dado o seu modesto salário. Em troca, restou em mim uma doce recordação que guardei ao longo da minha existência.
   Por que estou escrevendo isso? É que anos atrás, recebi um exemplar do Jornal da ANE-Associação Nacional dos Escritores, entidade, àquela época, presidida por José Peixoto Júnior, intelectual caririense, originário do distrito de Cariri mirim (também conhecido por Caririzinho) um vilarejo localizado no lado pernambucano da Chapada do Araripe.
   No jornalzinho da ANE estava publicado um artigo sobre Lúcia Miguel Pereira, a autora do livro “A Filha do Rio Verde”. Constava, no jornal, a seguinte informação: “Miguel Pereira, o grande médico brasileiro das duas primeiras décadas do século passado, teve uma vasta prole. Lúcia Vera, ou apenas Lúcia, como ela mesmo se encarregou de simplificar, foi a segunda dos seus seis filhos, precedida apenas pela irmã Helena. Nascida em 12 de dezembro de 1901, era mineira por acaso. Sua mãe, para fugir do calor do verão do Rio de Janeiro, passava uma temporada em Barbacena, quando deu à luz, sem tempo de voltar ao Rio para fazê-lo, como era seu desejo”.
Lúcia Miguel Pereira tornou-se escritora ainda adolescente. Em 1936, escreveu e publicou o livro “Machado de Assis–estudo crítico e biográfico”. Escreveu também uma biografia do poeta Gonçalves Dias, intitulado “Prosa de Ficção”. É autora de quatro ivros infantis. Ao todo foram mais de quarenta livros da sua lavra.
O artigo do Jornal da ANE, sobre Lúcia Miguel Pinheiro, foi encerrado assim: “Filha exemplar, companheira perfeita, mãe e avó incomparável, amiga atenta e presente, intelectual e escritora como poucas o Brasil conheceu, a vida de Lúcia Miguel Pereira, encerrada tragicamente, ao lado do seu amado, em 22 de dezembro de 1959, encontrou sua melhor definição na síntese irretocável que sobre ela produziu seu primo e discípulo Antônio Cândido de Mello e Souza: “Lúcia foi um ser de exceção”.
Lúcia e o marido faleceram num acidente com um avião em que viajavam. Este caiu em Ramos, um bairro da zona norte do Rio, devido a uma colisão, motivada por erro de Eduardo da Silva Pereira, piloto da FAB, que tinha apenas 19 horas de voo.
Para mim, na minha meninice, Lúcia Miguel Pereira fez-me descobrir os livros, povoando meus sonhos infantis, com a obra que escreveu sobre Esmeralda, uma menina montada num enorme peixe, descendo o Rio Verde, descobrindo novas paisagens, descobrindo o mundo...

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael.

18 fevereiro 2017

Geraldo Urano homenageado em praça pública

Programa Rapadura Culturarte presta tributo ao poeta-maior de "Craterdã"

Fotos: Carlos Rafael Dias

O programa  Rapadura Culturarte, promovido e apresentado pelo professor Jorge Carvalho, prestou uma singela homenagem ao poeta Geraldo Urano, falecido no último dia 5 de fevereiro.
O evento, ocorrido na manhã deste sábado, 18, na praça Siqueira Campos, centro do Crato, foi prestigiado por um significativo público.
Com a presença de familiares do poeta, diversos artistas celebraram, com música e poesia, a obra e a vida  de Geraldo Urano, conforme se vê pelas fotos abaixo:

 "Varal" com imagens de várias fases da vida do poeta

Prof. Jorge Carvalho, apresentador do Rapadura Culturarte

De poeta para poeta (1): Olival Honor ler crônica para Geraldo

 João do Crato e Abidoral Jamacaru na órbita uraniana

 João do Crato canta Urano: do regional ao universal

 De poeta para poeta (2): Lupeu Lacerda recita Geraldo Urano

 João Paulo (violão): o sobrinho-parceiro

 Familiares e amigos de Geraldo: Heron Aquino (cunhado), Ana, Fátima e Claudinha (irmãs), Márcia Figueiredo e Roberto Jamacaru (amigos de infância)
 
 Mais amigos: Jorge Carvalho, Carlos Rafael, Lupeu Lacerda e Jô Garcia

Márcia Figueiredo, Olival Honor, Abidoral Jamacaru, Victor e Roberto Jamacaru

Monsenhor Edimilson será sagrado bispo no dia 22 de abril próximo

A Sagração Episcopal do monsenhor Francisco Edimilson Neves Ferreira, recém nomeado bispo da diocese de Tianguá, deve acontecer às 17h, do sábado dia 22 de abril, na Catedral Nossa Senhora da Penha, igreja mãe da diocese de Crato.
A celebração terá como sagrante o bispo emérito da diocese de Crato, dom Fernando Panico. Dom Gilberto Pastana de Oliveira e dom Francisco Javier Hernandez Arnedo serão os consagrantes principais.
A nomeação do monsenhor Edimilson Neves como bispo foi anunciada na última quarta-feira, dia 15 de fevereiro.
Fonte: Patrícia Silva

Periferia de Crato: é buraco só

Experimentem percorrer os bairros citadinos desta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato. A buraqueira toma conta dos calçamentos das ruas da periferia. Para quem esperava uma pronta ação da nova administração, é bom lembrar que daqui a 9 dias chega ao fim fevereiro/2017, ou seja, dois meses sem que nada – absolutamente nada – tenha sido feito nessa área,  ainda que seja uma modesta “Operação tapa-buraco”.

Arre égua!
Na confluência das Ruas André Cartaxo com Zacarias Gonçalves está sendo construído, na cidade de Crato, um edifício com 19 andares. Cratenses vaidosos levam visitantes para verem a obra do “arranha-céu” como se dizia antigamente. No entanto, antes de chegar à mega-construção, os carros têm de enfrentar duas grandes crateras, existentes no calçamento próximo da Rua Madre Ana Couto. São "crateras" de tirar o entusiasmo do mais ufanista dos cratenses.

Chorando o leite derramado
Quem fala com qualquer secretário do novo governo municipal sobre a ausência de qualquer iniciativa nesses dois meses, só escuta que o novo prefeito herdou dívidas de mais de R$ 36 milhões de reais. Onde está a surpresa? Todo mundo sabia do descalabro das finanças municipais do ex-prefeito, que, por sinal, foi apoiador da candidatura do eleito. Ora, não adianta ficar chorando sobre o leite derramado! O que se deve fazer agora é arregaçar as mangas e iniciar negociações para reescalonamento e composição dessas dívidas. E enfrentar os problemas mais urgentes, como o caos no estacionamento dos carros no centro da cidade (acabaram a Zona Azul, ainda na administração do "Fenômeno") e a buraqueira no calçamento dos bairros periféricos.
(Notas de Armando Lopes Rafael)

Ibiapina segue seu caminho – por Ernando Teixeira (*)


Amanhã, comemoram-se 134 anos do falecimento de Padre José Antônio de Maria Ibiapina (1806-1883).

Viveu 77 anos enfrentando dificuldades pessoais, familiares, sociais, políticas, religiosas, vencendo os desafios como um predestinado remando contra a corrente.
Com a morte prematura da mãe, a condenação e morte do pai e do irmão mais velho, envolvidos na Confederação do Equador, o Jovem Ibiapina teve que assumir a família. Entrou e saiu do Seminário onde pretendia estudar para padre. Com a criação do curso Jurídico em Olinda, seguiu o Direito e formou-se em 1832.
Logo foi nomeado professor e, em seguida, eleito deputado geral, acumulando os cargos de juiz de direito e chefe de polícia. Tendo subido com sucesso e tão rapidamente na vida, Ibiapina vai descer na mesma rapidez por decisão de caráter.
Ele não se encaixava na engrenagem da política, nem da magistratura, percebendo as mentiras, as falcatruas, ladroagens, prepotências, a força do dinheiro, as articulações promíscuas do poder constituído. Abandonou essas estruturas e foi viver como advogado independente. Em 1838 atuava na cidade de Brejo de Areia, onde começou a ganhar fama e crédito. Quem defendia o pobre, o que não tinha ninguém por ele? Era o Doutor Ibiapina!
Quem outro? Em 1840 abriu sua banca de advocacia no Recife, seguindo o traçado do direito, da verdade, da justiça. Em 1850 deixou também a advocacia. Não lhe interessou o dinheiro, os bens materiais e a fama de excelente profissional do Direito.
Para o julgamento do mundo, fez a loucura de deixar tudo e buscar a solidão. Foi ordenado padre aos 3 de julho de 1853, com 47 anos incompletos.

De imediato, apresentou-se lhe nova oportunidade de subir na vida pela carreira eclesiástica: nomeado professor do Seminário, vigário geral da diocese de Pernambuco e bispo mais adiante, quase certamente. Preferiu a vida dura de missionário pelos caminhos do Nordeste. Na segunda metade do século XIX, com a epidemia do cólera e as grandes secas matando gente à vontade, ele decidiu-se pela missão itinerante. De 1853 até 1883, foram 30 anos de dedicação ao pobre, ao indigente, à orfandade, aos doentes e desvalidos, aos que não tinham mais esperança. Ao longo do tempo sofreu ataques da maçonaria, incompreensões do bispo do Ceará e sete anos de paralisia antes de morrer. As 22 Casas de Caridade por ele fundadas foram também desaparecendo. A de Santa Fé resistiu a duras penas até a década de 1940, quando Celso Mariz escrevia “Ibiapina, um apóstolo do Nordeste”.
À parte o grande historiador, Ibiapina foi sendo quase que completamente esquecido depois de sua morte, em 1883. Dom Marcelo Carvalheira o resgatou, deu entrada ao processo para sua canonização, em 1992, iniciando também a transformação de Santa Fé em Centro Pastoral. Hoje “Santuário Padre Ibiapina”.
O tempo de esquecimento, num primeiro momento, talvez se possa atribuir ao “fenômeno” Padre Cícero (1844-1934) que a partir de 1889, pelo “milagre” da hóstia ensanguentada, foi acusado de embusteiro, a beata Maria de Araújo de doente e o povo de fanático. As censuras e condenações foram implacáveis contra o“santo” do Juazeiro e a hierarquia católica passou a evitar qualquer fato ou pessoa que pudesse despertar fanatismo. O nordestino simples e pobre, porém, ignorou as proibições da Igreja, continuou suas romarias e multiplicou por toda parte a imagem do “Padim”.
Correndo o tempo, veio Frei Damião (1898-1997) com suas missões populares, entrando na vida do povo com as ameaças de inferno e mandando acabar com protestante, na contramão do Concílio Vaticano II. Mais esquecido foi ficando Ibiapina! Por mais de sessenta anos, de cidade em cidade de nossa região, Frei Damião reuniu multidões, muitas vezes levado por políticos e “igrejeiros” com estranhos interesses. O frei faleceu em 1997 e já tem sua imagem-monumento desde 2004, com 34 metros de altura sobre a Serra da Jurema, em Guarabira. Tudo muito rápido e grandioso, o monumento logo se tornou um ponto certo de turismo e devoção.
Padre Cícero, pela insistência da diocese do Crato e do seu atual bispo-emérito, Dom Fernando Panico, nos últimos anos, conseguiu recentemente a desejada reconciliação com o Vaticano. Frei Damião, com o respaldo e interesse de sua Ordem religiosa, está com seu processo de canonização em pleno andamento. Muito provavelmente, os dois chegarão à glória dos altares bem antes do nosso Padre Ibiapina, que se arrasta com dificuldades para atender as exigências de Roma.
Mesmo assim, no próximo dia 19 deste mês de fevereiro, milhares de devotos chegarão ao Santuário de Santa Fé, na Arara, para visitar o túmulo do missionário, participar da santa Missa, agradecer as graças alcançadas e pedir mais outras. “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo” foi seu lema, sua expressão cotidiana.
Sigamos com ele o CAMINHO que é Jesus!

(*) Artigo publicado no jornal A UNIÃO,  de João Pessoa, Paraíba,  em  14 de fevereiro de 2016

17 fevereiro 2017

Governador Camilo assina hoje em Crato ordem de serviço para construção do Camelódromo



Foto André Costa

O Governador Camilo Santana assina nesta sexta-feira (17), às 9h, na Região do Cariri a ordem de serviço que autoriza o início das obras do Camelódromo do Crato. O valor total do investimento é de R$ 1.652.573,84. A obra será executada pela Secretaria das Cidades com previsão de conclusão após oito meses do início da construção.
Com uma área total de mais de 1.700 m², o novo camelódromo possuirá 179 boxes, piso industrial e irá contemplar espaços e serviços que irão garantir mais conforto e segurança para quem vende e quem compra, como acessibilidade na edificação, instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e pluviais, e sistema de som e controle.
O camelódromo é uma antiga demanda da população do município, que atualmente não possui espaço adequado para o comércio ambulante. Com a construção do novo equipamento, o Governo do Estado pretende oferecer mais conforto, segurança e infraestrutura para os vendedores ambulantes e seus clientes.

Outros investimentos
O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria das Cidades, investe mais de R$ 6,5 milhões em convênios com a prefeitura do Crato, sendo R$ 5.229.776,87 oriundos do Tesouro Estadual com contrapartida de R$ 1.310.591,52 da Prefeitura.

Fonte: jornal DIÁRIO DO NORDESTE, 17-02-2017.

 

 

Progresso no Cariri: Fábrica em Brejo Santo é inaugurada e gera 811 empregos

Fonte: jornal O POVO, 17-02-2017

Ontem foi inaugurada a fábrica de calçados Dilly Sports, no município de Brejo Santo, região do Cariri. O investimento aproximado é de R$ 30 milhões. O empreendimento está instalado em galpão industrial de 8.500 m² construído pelo Governo do Estado
Instalações da Dilly Sports, em Brejo Santo (CE)

Atualmente a empresa emprega cerca de mil pessoas. O empresário do setor calçadista, Fabiano Dilly, 42, afirmou que tem planos de ampliar as oportunidades de emprego na fábrica, numa segunda etapa. “Neste primeiro momento estamos gerando 811 empregos diretos. A previsão, após concluídas as próximas duas etapas do projeto de produção, é de proporcionar mais de 2 mil empregos na área de calçados”, informou durante evento de inauguração.

O Governo do Ceará construiu um galpão de 8.500m² por meio de convênio firmado com a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), em terreno doado pela Prefeitura de Brejo Santo, onde está instalada a fábrica de calçados. “Investimos mais de R$ 10,2 milhões na construção desse espaço e tivemos a Dilly Sports como parceiros. Aqui, além dos incentivos fiscais que o Estado deu para a empresa se instalar no Ceará, construímos toda a infraestrutura da fábrica. Para mim, hoje é um dia de alegria porque estive aqui desde o início da obra, com o saudoso amigo Wellington Landim, e agora a vejo erguida”, disse o governador Camilo Santana, na noite de ontem.

16 fevereiro 2017

Nosso rico legado lusitano -- por Ronaldo Mota (*)


Bandeira da Monarquia Portuguesa -- (também conhecida como "Bandeira Velha"). Muitos portugueses ainda conservam  e veneram em suas casas esta bandeira, como sendo a única e  verdadeira bandeira de Portugal



Nós brasileiros cultivamos o inadequado hábito de debitar aos portugueses todas as nossas deficiências e fragilidades. Talvez seja parcialmente justo no que diz respeito à deliberada não prioridade (às vezes, proibição mesmo) à educação na colônia. Comportamento que após a independência e a implantação da República no Brasil pouco foi alterado, gerando a precariedade que lidamos hoje em nosso sistema educacional. Porém, salvo esse item (por mais relevante que ele seja), nos demais aspectos o nascimento deste Brasil teve o privilégio do contato com conquistadores que estavam no auge daquilo que viria a ser o primeiro império global. Se nos restou pouco disso, tampouco podemos culpar Portugal de hoje que também herdou bem menos do que merecia das audácias e competências daqueles fabulosos conquistadores dos séculos XV e XVI.

Há uma bela obra “Conquistadores: como Portugal forjou o primeiro império global”, de Roger Crowley, que elucida a epopeia portuguesa daquele período. A obra abre com maravilhosa citação de Fernando Pessoa: “O mar com limites pode ser grego ou romano; o mar sem fim é português”.

Para se compreender o alcance do domínio português, curiosamente, há que entender também a China, a maior potência mundial da época. No início do século XV, a dinastia Ming enviou várias expedições com muitos e portentosos navios (algo da ordem de centenas de navios e dezenas de milhares de homens) em direção ao ocidente, atingindo a Índia e região, bem como a costa oriental da África. Foram sete grandes expedições, as quais duravam de dois a três anos cada, cobrindo todo o Oceano Índico. Apesar de serem navios de combate e de comércio, as expedições eram basicamente pacíficas e visavam a, principalmente, reafirmar a existência de uma grande potência, a China, o centro do mundo.

Nesse mesmo período (primeiras décadas do século XV), um outro conjunto de eventos independentes ocorria na Europa ocidental. Em 1415, navios portugueses cruzaram o Estreito de Gibraltar e ancoraram em Ceuta, porto de população muçulmana em Marrocos. Portugal, com menos de 1 milhão de habitantes, relativamente pobres (viviam de pesca e agricultura de subsistência), ousou conquistar uma das mais prósperas e bem guardadas cidades de todo Mediterrâneo e da costa ocidental da África. A partir da surpreendente conquista de Ceuta, os portugueses perceberam os horizontes infinitos das potenciais riquezas da África e também do Oriente (o famoso “Caminho das Índias”). Os portugueses enxergaram um novo mundo que se contrapunha ao monopólio que era exercido por algumas cidades, a exemplo de Veneza, Florença e Gênova, no comércio com o Oriente de especiarias, pérolas, seda etc.

Porém, o futuro, a partir de então, teria sido bem diferente se as naus portuguesas ao cruzarem o Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, tivessem se deparado com os fortes e, provavelmente, imbatíveis chineses. No entanto, um lance de sorte deixou o campo aberto aos portugueses no Oceano Índico. Os chineses, a partir de 1433, por uma série de motivos, proibiram as viagens oceânicas e voltaram a se fechar ainda mais por detrás de suas muralhas. Literalmente passou a ser crime na China construir barcos com mais de dois mastros, limitando os avanços marítimos às costas próximas da própria China, gerando um vazio de poder que nossos patrícios lusitanos ocuparam com enorme maestria e violência. A ira contra o Islã só era menor do que o desejo de dominar o comércio na região, o qual ampliava-se sem limites. De certa forma, essa expansão portuguesa abria um novo capítulo no processo de globalização ainda em curso e com etapas muito importantes pela frente.

A não sustentabilidade e derrocada do Império Português têm inúmeras causas, incluindo os desastrados tratados com os ingleses e a opção equivocada pela não industrialização de Portugal e de suas colônias. Mesmo assim, essa história nos elucida o quão dinâmico é o mundo contemporâneo, à luz do passado nem tão próximo, e talvez contribua para entender os episódios mais recentes de ascensão de pensamentos como os de Trump nos Estados Unidos e de Marine Le Pen na França, a saída do Reino Unido da União Europeia e outros episódios similares.

Em resumo, a leitura da obra evidencia que o Brasil terá momentos de grandes oportunidades pela frente, especialmente se percebermos que o grande diferencial, mais do que nunca, é ter uma população educada, tolerante, criativa e inovadora capaz de apresentar soluções inéditas e sustentáveis a um mundo em permanente e rápidas transformações.

(*) Ronaldo Mota é Reitor da Universidade Estácio de Sá

O fracasso retumbante da República

Tem ficado cada vez mais evidente, graças ao fracasso retumbante que vem sendo a República no Brasil, que a Monarquia Constitucional é o regime que melhor se adéqua à índole do povo brasileiro e que poderá criar as condições necessárias para solucionarmos os problemas que afligem o nosso País.
Sendo assim, listamos os 5 principais benefícios de se ter um Monarca:

1. O Imperador será como o pai de toda a Nação, estando sempre atento aos anseios do povo e cuidando para que estes sejam ouvidos pelos governantes eleitos;
2. Com o Poder Moderador, o Imperador irá velar constantemente sobre o funcionamento e harmonia dos demais três Poderes, inibindo quaisquer más-tendências por parte dos homens e mulheres públicos, pois será independente de qualquer partido político ou grupo de interesse;
3. Reinando até o fim da vida e já participando dos assuntos de Estado mesmo antes de ascender ao trono, o Soberano será capaz de garantir a continuidade de projetos de longo prazo, em benefício da população, mesmo que diferentes colorações político-partidárias se alternem no poder ao longo de seu reinado;
4. Justamente devido ao caráter vitalício e hereditário da Monarquia, com a Família Imperial perpetuamente a serviço da Pátria e os Príncipes e Princesas sendo preparados desde a infância para assumir as responsabilidades do Monarca, também estarão garantidas a estabilidade e o bom funcionamento de nossas instituições, que servirão aos interesses do povo, não de partidos;
5. E, mais importante, o Imperador servirá de exemplo e norte moral para todos os brasileiros, espelhando as melhores qualidades da nossa gente, assim solucionando a grave crise na qual o Brasil hoje se encontra; crise esta que, antes de ser política ou econômica, é, sobretudo, moral.
Fonte: Pro Monarquia

Boa notícia: prédio do Colégio Cearense - em Fortaleza - foi tombado pelo Patrimônio Histórico


Quando será que os governantes, lideranças e o povo do Crato vão acordar para defender o que ainda resta do patrimônio histórico desta cidade???

Diocese de Tianguá recebe de braços abertos o seu 3º Bispo, Dom Edimilson Neves


O conhecido escritor e professor José Luís Araújo Lira, diretor do Curso de Direito da UVA postou no seu face book a nota abaixo:
“Conforme anúncio feito por Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Crato, o Mons. Edmilson Neves, Cura da Sé de Crato, natural de Jardim, no Ceará, foi nomeado o novo Bispo da Diocese de Tianguá.
Agradecemos o grande trabalho pastoral e administrativo de Dom Javier, dando graças a Deus, e recebemos nosso novo Pastor.
Penso que Dom Javier passará a residir em Guaraciaba do Norte, o que, para nós, guaraciabenses é um prêmio!
Na foto estão nossos três bispos, o 1°: Dom Timóteo Cordeiro, de saudosa memória; o 2º: Dom Francisco Javier Arnedo, agora Bispo Emérito, e o 3º: Dom Edmilson Neves”.


Quem é José Luís Lira

Fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e da  Faculdade Cearense de Hagiologia, o jovem Doutor José Luís Lira (foto à esquerda) nasceu e reside em Guaraciaba do Norte, município integrante da Diocese de Tianguá. Dias atrás coincidentemente, nosso colaborador Armando Lopes Rafael (amigo e confrade de José Luís, pois ambos são sócios da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris de Salvador – BA) publicou a nota abaixo neste Blog:
“Consta do rol de meus amigos, um jovem que não conheço pessoalmente. No entanto, nutro por ele muita admiração e apreço. Trata-se do escritor e professor do Curso de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú–UVA, José Luís Araújo Lira.  Nossos contatos começaram quando li, por acaso, na Internet, uma postagem desse Doutor da UVA, ocasião em que ele se encontrava em Roma para assistir à canonização do menino-mártir mexicano, São José Luís Sanchez del Rio.
Como sou grande devoto deste grande “Santito Cristero”, entrei em contato com o Prof. Lira (que estava em Roma, como disse) e informei que gostaria de adquirir o livro dele, “Nunca foi tão fácil ganhar o Céu– memória de José Sánchez del Rio”. O escritor garantiu-me que, quando voltasse ao Brasil, enviar-me-ia o livro. E cumpriu a promessa.

Fez mais: enviou-me também dois santinhos do menino-mártir e por ocasião do Natal, retribuiu meu  cartão de Boas Festas  presenteando-me com uma pequena medalha de São José Luís e uma relíquia indireta da Beata Soror Ana de los Angeles, uma santa peruana, do século XVII, cuja face foi reconstruída pelo especialista em computação gráfica Cícero Morais, juntamente com o Prof. José Luís Lira.
Foi o meu melhor presente de Natal!
José Luís é autor de mais de uma dezena de excelentes livros. É poeta, cronista do jornal “Correio da Semana”, da Diocese de Sobral. Foi o fundador das duas Academias de Hagiologia (tanto a do Brasil como a do Ceará), pertence a muitos institutos culturais e academias de letras do Brasil. E também é importante dizer: é admirador do Padre Cícero e da Mártir da Pureza, a menina Benigna Cardoso da Silva.

 ***   *** ***
Uma das muitas facetas do jornalista e memorialista José Luís Lira é participar da equipe de brasileiros que vêm restaurando o rosto de alguns santos da Igreja Católica. O último trabalho divulgado pela equipe foi a reconstituição do rosto de São Valentim, o que ocorreu esta semana. O trabalho de reconstituição teve a participação do especialista em computação gráfica Cícero Morais, que fez a reconstituição dos rostos de Santo Antônio, de Santa Maria Madalena e, mais recentemente, o de Madre Paulina, a primeira santa brasileira. Ao todo este trabalho reconstruiu a face de nove santos e beatos católicos.

“A reconstituição facial de São Valentim foiu feita a partir do crânio existente na Basílica de Santa Maria em Cosmedin, em Roma, pelo designer 3D, Cícero Moraes, de Mato Grosso. Durante viagem para acompanhar a canonização do Beato Mexicano José Sánchez del Rio, em outubro de 2016, O Prof. José Luís Lira obteve permissão do Reitor da Basílica, Padre Mtanious Hadad, que o autorizou a fazer imagens da relíquia para a reconstituição. “Foram mais de 250 fotos que, no mesmo dia, enviei por e-mail a Cícero Moraes, no Brasil”, lembra o professor José Luís Lira. “Com as imagens, Cícero Moraes utilizou um software que faz o dimensionamento espacial, resultando em uma imagem em três dimensões do crânio”, explica o prof. José Luís Lira.
“O Professor Lira explica que o método empregado por Cícero Moraes “é totalmente científico, sendo feito o cruzamento das imagens do crânio com as informações sobre a ancestralidade do indivíduo, identificadas nos ossos, produzindo a partir de um padrão os demais tecidos que foram consumidos pelo tempo, como pele, músculos, cartilagens e olhos”.

“O crânio também foi avaliado pelo perito do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, Dr. Marcos Paulo Salles Machado. “Sem saber de que se tratava das relíquias de São Valentim, o Dr. Marcos Paulo constatou que o crânio, abrigado em Santa Maria de Cosmedin, pertenceu a uma pessoa do sexo masculino, europeu com mais de 55 anos”, afirma José Luís Lira.

Quem é São Valentim
Rosto recomposto de São Valentim, feito a partir dos especialistas brasileiros

“Considerado na Europa como o santo protetor dos namorados, São Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro do ano de 270, por realizar casamentos entre cristãos, no período em que o imperador romano Cláudio II (século III) proibiu a realização de casamentos. A data do martírio ficou sendo reconhecida como Dia de São Valentim e nela passou-se a comemorar o dia dos namorados na Europa e nos Estados Unidos.
O trabalho de reconstrução ou reconstituição facial de São Valentim deverá ser apresentado pelos pesquisadores até o dia da festa do Santo, 14 de fevereiro próximo”.

Parabéns ao talentoso e jovem professor, escritor, jornalista e intelectual  José Luís Lira.

CNBB envia mensagem de saudação a Mons. Francisco Edimilson Neves Ferreira, novo bispo de Tianguá

Em nome da Conferência, dom Leonardo Steiner, secretário-geral, acolhe novo bispo de Tianguá (CE).

A missa solene de Sagração Episcopal deve ser realizada em maio, na Catedral Nossa Senhora da Penha, sendo presidida por dom Fernando Panico, bispo-emérito de Crato, em abril. Depois de ordenado bispo, o Dom Edimilson segue para a missão à frente da diocese de Tianguá (CE).
                                  Mons. Edimilson - já com solidéu e cruz peitoral - participou de missa de ação de graças na catedral de Crato
Leia a Nota:
 

Brasília, 15 de fevereiro de 2017


Prezado Irmão Pe. Francisco Edimilson Neves Ferreira.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, se alegra com sua nomeação como bispo da diocese cearense de Tianguá. Papa Francisco expressa, mais uma vez, seu cuidado e zelo para com o povo brasileiro nomeando-o como o sucessor de dom Francisco Javier Hernandez Arnedo que se torna bispo emérito de Tianguá.
Alegra-nos, particularmente, tomar conhecimento de sua trajetória como sacerdote no campo das experiências pastorais e da formação do clero. Chega-nos, portanto, um jovem bispo pastor e professor.
Celebramos a sua chegada ao episcopado recordando Papa Francisco  em recente catequese sobre o ministério episcopal: “Quando Jesus escolheu e chamou os apóstolos, pensou neles não separados um do outro, cada um por conta própria, mas juntos, para que estivessem com Ele, unidos, como uma só família. Também os bispos constituem um único colégio, reunido em torno do Papa, que é o custódio e fiador desta profunda comunhão, que tanto estava no coração de Jesus e dos seus apóstolos. Como é belo, então, quando os Bispos, com o Papa, exprimem esta colegialidade e procuram ser sempre mais e melhor servidores dos fiéis, mais servidores na Igreja!”.
Pedimos que o Irmão leve o nosso abraço, cheio de gratidão, a dom Francisco Javier Hernandez Arnedo. Enviamos nossos melhores votos de saúde e de alegria em sua emeritude.
Desejamos que seu pastoreio seja cheio de frutos!

Em Cristo,


Dom Leonardo Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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